The Heiress II ─ The Rising
34 Travessa do Tranco
Notas iniciais
O plano inicial de Hermione foi esconder as asinhas de todo mundo, inclusive dos meninos. Ela não queria que ninguém soubesse. Fico imaginando o que aconteceria se precisássemos da poção Polissuco e novamente Mione confundisse o cabelo de Pansy com pelo de gato e tomasse a poção. O que ela viraria? Uma hibrida de humana-gata-fada? Sorte que o problema do diário já foi resolvido. Mas era impossível que tivéssemos um ano livre. Quer dizer, estaríamos em Hogwarts. Nada é tranquilo por lá.
Enfim, o plano de Mione não deu nada certo, porque Draco e Harry deram uma aula completa de voo para ela, já que Mione estava morrendo de medo de jogar Quadribol. E na primeira vez que ela tentou voar alto, ela se apavorou lá em cima e quase caiu da vassoura. As asas apareceram e... Surpresa, meninos! Mione meio que superou o medo de altura depois disso. Ela não poderia cair, nem se quisesse. Ponto pras asas.
Não sei como os meninos não desmaiaram... Não foi tão chocante assim, mas acho que eles definitivamente não esperavam aquilo. E quando contamos tudo eu vi uma pontada de admiração nos olhos de Rony ao olhar para Mione. Eu teria que arrumar um jeito de juntar os dois logo cedo, pra evitar as briguinhas idiotas que eles tiveram nos livros. Por mais fofas que fossem as brigas, eu preferia eles juntos.
Os dias restantes na Toca passaram tranquilamente. Se é que podemos chamar de tranquilo um lugar cheio de adolescentes bruxos que vivia arrumando confusões. Pobre Sra. Weasley, deve ter perdido vários fios de cabelo...
Quando ela enfim anunciou que iríamos para o Beco Diagonal comprar nosso material do segundo ano, ficamos felizes. Estávamos precisando de novos ares.
─ Lya, olhe isso ─ disse Draco, me mostrando a lista de livro do segundo ano ─ Todos de Lockhart. Esse cara é um...
─ Sim, eu sei. Segundo os boatos que ouvi por aí, ele usou Obliviate em muitas pessoas e roubou os atos heroicos delas... Ele é um charlatão ─ falei, antes que Draco terminasse.
─ Dumbledore é louco. O que vamos aprender com esses livros idiotas? ─ perguntou Gina irritada.
─ Eu não acho que ele é tão ruim assim ─ disse Mione desconcertada e eu ri ironicamente.
─ Se você soubesse tudo o que ele tentou aprontar... ─ comentei e ela franziu a testa.
─ O que ele tentou fazer? ─ perguntou Rony, comendo pão. Revirei os olhos com a falta de educação da cenoura ruiva e sentei confortavelmente na poltrona do quarto de Gina, amarrando meu All Star.
─ Ele só tentou apagar a mente de você e do Harry. Um Obliviate apenas, nada de mais... ─ comentei como se aquilo não fosse nada.
─ QUE? ─ berrou Harry e eu ri.
─ Pois é ─ confirmei.
─ Então o plano é evitar Lockhart, certo? ─ questionou Gina e todo mundo confirmou.
─ Boa sorte Harry, ele vai tentar puxar seu saco. Sabe como é um famosinho tentando ser amigo de outro ─ avisei e Harry bufou. Draco deu uma risadinha.
─ Ria mesmo, Daron ─ disse Harry, usando o nome falso de Draco.
─ Temos que te levar embora! ─ eu exclamei quando de repente me lembrei do falso Draco.
─ Nada melhor do que agora, em breve eles sairão pro Beco. Se já não saiu... ─ disse Draco.
─ Certo, vamos lá ─ falei pegando na mão dele e sumindo em uma sombra qualquer.
Tínhamos chegado tarde demais, pois naquele momento ouvimos a voz de Lucius.
─ Vamos Draco, está mais lerdo do que nunca esses dias, moleque inútil!
Ouvimos passos apressados de alguém, que devia ser o falso Draco e em seguida barulhos de aparatação.
Dei de ombros e voltamos para a Toca.
─ Não deu certo? ─ perguntou Harry.
─ Já saíram. A gente troca no Beco mesmo. Faz o seguinte, da sua capa pro Dra─ digo, pro Daron, e eu falo a todos que ele foi embora com uma chave de portal de emergência, pois a mãe dele estava exigindo que ele voltasse. Então ele fica aqui escondido com a capa e nós vamos pro Beco. Dou um jeito de escapar e busco-o para trocarmos... ─ planejei e Harry assentiu.
─ Beleza ─ ele disse, pegando a capa e dando pro Draco, que a vestiu, desaparecendo.
─ Crianças, venham ─ chamou a Sra. Weasley, gritando da cozinha.
─ Estamos indo ─ gritou Rony, em resposta.
Descemos correndo as escadas e então após ela explicar sobre o pó de Flu e tudo mais, de um em um fomos para o Beco.
Chegando lá, assim como no livro, Harry não apareceu. Acho que ele ficou realmente assustado em viajar numa lareira... Com toda a confusão que a Sra. Weasley fez quando ele não apareceu, desapareci nas sombras discretamente, voltando para a Toca.
─ Daron? ─ chamei.
Imediatamente Draco desceu as escadas, segurando a capa e eu fiz um sinal para que ele a colocasse. Quando ele desapareceu, estendi a mão na direção que ele estava e ele pegou. Era como segurar uma mão normal, a única diferença era que eu não poderia vê-la.
─ Bizarro... ─ comentei e Draco riu.
Como a casa estava trancada e sem iluminação, foi fácil achar uma sombra. Transportei-nos para uma sombra na Travessa do Tranco e então comecei a andar por lá, como se sempre tivesse estado lá.
Era realmente notável que ali se vendia objetos que claramente eram usados para Magia Negra. E a bruxa que vendia unhas humanas não era a coisa mais aterrorizante ali. Havia também todos os tipos de criaturas que o Ministério catalogaria como criaturas das trevas. Vampiros, Incubus, Succubus, elfos-negros, lobisomens e desconfiei até ver um bruxo-dragão. Era bem possível ter monstros por ali.
Rapidamente encontrei a loja Borgin e Burkes por ali, um pouco distante. Provavelmente o falso Draco já estaria lá com seu pai naquele momento. Procurei uma sombra para me transportar e a que menos chamaria atenção era a que havia perto de um vampiro. Dei de ombros e puxei o Draco invisível comigo.
─ O que quer? ─ rosnou o vampiro, baixinho.
─ Uma sombra ─ eu falei calmamente, envolvendo-nos na escuridão. Antes que as sombras me levassem totalmente dali, vi o olhar chocado do vampiro. Acho que ele nunca viu uma pessoa sumir nas sombras...
Apareci atrás de umas prateleiras, aonde ninguém nos notaria e peguei a minha varinha do bolso, acenando com a mesma, fazendo com que o falso Draco, agindo como um garoto curioso olhando as coisas viesse até nós.
O verdadeiro Draco tirou a capa e me entregou. Em seguida fiz o falso Draco desaparecer e o feitiço glamour que disfarçava Draco se esvaneceu. Com um sinal de minha varinha ele estava vestindo as mesmas roupas que o falso Draco estava. Sorrimos um para o outro e ele voltou a seu pai, que nem notou que ele havia saído.
Esperei Draco e o Sr. Malfoy sair, para ver se Harry realmente estava ali. Logo, a porta de um armário abriu e Harry saiu de dentro, discretamente. Ele não tinha me notado. Puxei-o rapidamente e o transportei novamente para perto do vampiro, no inicio da Travessa do Tranco.
─ Lya! ─ exclamou Harry quando viu que era eu que o havia puxado.
─ Relaxa e tente não atrair atenção ─ falei baixinho, olhando ao redor.
O vampiro olhava-nos com um misto de medo e curiosidade, mas não dei atenção a ele.
Puxando a mão de Harry, andei calma, porém rapidamente e então saímos da Travessa. Misturamo-nos com os demais bruxos do Beco, mas logo que avistamos os Weasleys nos procurando, corremos até eles.
─ Desculpe Sra. Weasley ─ comecei antes que ela falasse algo ─, eu fui procurar Harry e esqueci-me de avisar. Estava tão preocupada! ─ arregalei os olhos, inocentemente e ela imediatamente abraçou Harry e eu, quase nos sufocando.
─ Oh, graças a Merlin que vocês estão bem! Venham, vamos fazer as compras... ─ falou ela aliviada, esquecendo-se da bronca ao ver meu olhar fofo.
Eu e Harry sorrimos e então Mione, Gina e Ron vieram até nós.
─ Deu certo? ─ perguntou Mione baixinho.
─ Aham, deu tudo certo ─ falei e então olhei para Gina ─ Se por acaso você achar um diário em meio a seus livros de escola, me entregue urgentemente. É perigoso ─ falei e ela assentiu, mesmo sem entender.
Eu não sabia se Malfoy iria colocar o diário no caldeirão de Gina, mas se ele colocasse não haveria problema algum, seria apenas um diário normal, porém, era melhor eu tomar as providencias com a cópia do diário que fiz, para evitar que Voldemort descobrisse o roubo quando ele voltasse.
Se Malfoy não fizesse nada com o falso diário, eu provavelmente teria de jogar uma bomba na sala secreta dele e em algum outro canto da mansão, fingindo ser um ataque. Qualquer coisa que evitasse chamar a atenção de qualquer um ─ inclusive o próprio Voldemort ─ sobre as horcruxes dele, seria bem vinda.
─ O que é todo aquele movimento na Floreios e Borrões? ─ perguntou Mione, enquanto andávamos.
─ Eu tinha se esquecido disso... ─ dei um risinho baixo. ─ É Lockhart fazendo propaganda. Vai ser hilário ver o Harry fugindo dele e morrendo de vergonha na hora da foto...
─ Que foto? ─ questionou Harry assustado.
─ Ele vai querer uma foto com você, oras. A celebridade do mundo bruxo... ─ pisquei pra ele, que estava mais horrorizado do que uma pessoa presenciando uma cena de tortura sangrenta.
─ Pobre Harry ─ riu Gina e Harry sorriu pra ela, que corou. Own, o amor jovem!
“Como se você não fosse jovem...” ─ comenta Sean, sarcástico, em minha mente e eu dou uma risadinha.
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