Notas iniciais
Oie pessoal... Aqui está mais um capítulo! *-* Infelizmente não consegui postar antes, mas se eu conseguir, ainda hoje posto outro. Mas não dou certeza... Boa leitura amores!

Enquanto esperávamos a professora McGonagall retornar, ouvi Ron dizendo que era uma espécie de teste assustador e que iria ser perigoso. Pobre garoto ingênuo que acredita em seus irmãos gêmeos...

Depois de um bando de fantasma dar um susto na gente e me olharem estranho, a professora retornou e então entramos no salão principal, aonde os alunos das quatro casas nos encaravam curiosos e alguns até mal-humorados, certamente querendo que o jantar chegasse logo.

O grande salão era realmente incrível, iluminado por velas, com louças bonitas decorando as mesas e... o céu, ah, o céu, parecendo de verdade. E assim como Hermione disse no primeiro livro ─ e a uns segundo atrás, ao entrarmos ─ estava escrito em ‘Hogwarts, Uma História’ que era enfeitiçado para parecer o céu de verdade. Caso começasse a chover, obviamente não nos molharíamos, mas aposto que seriamos capazes de ver os raios cortando o céu. Hogwarts, o melhor local para assistir o grande espetáculo “Zeusa, irritada” sem ser atingido.

Quando chegamos um pouco mais a frente, paramos e então a professora McGonagall colocou o chapéu seletor ─ sujo e esfarrapado ─ sobre um banquinho.

E então ele ─ o chapéu ─ se contorceu e abriu um rasgão, como se fosse uma boca. Então começou a cantar.

Vocês acham que sou feio

Mas não julguem pela aparência

Com certeza jamais encontrarão

Um chapéu de tamanha inteligência.

Guardem todos os chapéus,

De couro, pano ou de peles.

O chapéu de Hogwarts

É melhor que todos eles.

Nada há nas vossas cabeças

Que eu não possa adivinhar

Ponham-me e eu já vos digo

Onde é o vosso lugar.

Talvez seja na Grifinória

Onde reina a ousadia

Que se destaca de todos

Em audácia e valentia.

Ou talvez na Lufa-lufa,

Onde trabalham contentes

Os alunos verdadeiros,

Leais, justos e pacientes.

Ou será na Corvinal,

Se tiveres a mente prontinha

Se fores prudente e estudioso

Que achaste o que te convinha.

Ou, quem sabe, o teu lugar,

Com os Sonserinos seja

Que não olham os meios

Para conseguir o que deseja.

Portanto experimenta-me

E não perca sua cabeça

Sou o chapéu seletor

Muito embora não pareça!

Quando ele terminou a canção que era um pouco semelhante a original que ele cantou n’A Pedra Filosofal, todos nós aplaudimos entusiasmados. Mas eu fiquei um pouco nervosa, quer dizer, quem não ficaria? Pode parecer simples, mas a seleção meio que decide todo o seu destino.

A professora McGonagall pôs-se de pé ao lado do banquinho com o chapéu, com um rolo de pergaminhos na mão.

─ Os chamarei pelo nome, então vocês colocarão o chapéu na cabeça e sentarão para serem selecionados. ─ disse ela.

─ Hannah Abbott ─ chamou e o chapéu gritou “Lufa-lufa” após uma pausa.

Chamou Susan Bones, que foi para a Lufa-lufa também. Terry Boot, que foi para a Corvinal. Mandy Brocklehurst foi para a Corvinal também. E Lavender Brown foi a primeira a ser selecionada para a Grifinória. Parecia tudo igual ao livro. Acho que a única mudança era eu ali.

Millicent Bulstrode foi para a Sonserina, Justin Finch-Fletchley foi para a Lufa-lufa e então...

─ Hermione Granger!

Ela quase correu para o banquinho e colocou o chapéu rapidamente. Houve uma pausa e então...

─ SONSERINA!

Todos paralisaram. Uma nascida-trouxa na Sonserina.

De repente, quis que o chapéu se apresasse. Não podia deixar Hermione sozinha lá.

─ Brian O’Connel ─ chamou a professora McGonagall e rapidamente meu olhar se deparou com olhos incrivelmente azuis que me olhavam intensamente. E então tive a sensação de que o conhecia de algum lugar. Mas de onde? Quem era esse Brian O’Connel? Ele não estava nos livros...

O garoto desviou o olhar quase a contragosto e caminhou até o banquinho, colocando o chapéu na cabeça e sentando.

─ GRIFINÓRIA!

─ Que pena ─ murmurei e então quase me belisquei. Porque eu disse isso? Eu nem conhecia o garoto...

Tentei parar de pensar nele e me concentrei na seleção.

Neville Longbottom foi para a Grifinória também, obviamente. E então chamou Malfoy que também foi para a Sonserina.

Seria hilário se ele fosse para a Lufa-lufa.

Depois de mais alguns nomes, chegou à vez de Harry.

Quando chamou o nome dele, sussurros se ouviram por todo o salão. Bando de curiosos...

O chapéu demorou bastante e eu tive quase medo do que eles estavam conversando. E então...

─ SONSERINA!

Ah, não. Eu tinha mudado muito coisa, mas Harry na Sonserina? O que será que seria de nós lá? Eu não deixaria o bando de idiotas de lá fazer nada com ele e com Mione. Eu iria para a Sonserina nem que eu tivesse que ameaçar o maldito chapéu.

O salão se aquietou. Todos pareciam chocados pelo fato de que o 'salvador do mundo bruxo' estava na Sonserina.

Nem prestei mais atenção na seleção, até que chamaram meu nome.

─ Lyara Skyford!

Caminhei até o chapéu e o coloquei, engolindo em seco.

Ora, ora... Mais uma vez nos falamos, não é Srta. Slytherin? ─ disse o chapéu.

Já nos falamos antes? E como assim, Srta. Slytherin?

─ Certo! Você ainda não se lembra... Mas Hogwarts a fará lembrar-se de sua verdadeira origem. Certamente o único lugar certo para você é... SONSERINA!

E antes que eu pudesse perguntar o que eu deveria lembrar, tive que tirar o chapéu. Maldito! Eu arrumaria um jeito de pegá-lo e ele teria que me explicar tudo.

Caminhei até a mesa da Sonserina, e quando eu estava me aproximando, ouvi Malfoy falando com Harry.

─ Então você é Harry Potter? Você logo vai perceber que algumas famílias são melhores do que outras... E que não é sábio ficar ao lado de um pedaço de lixo como ela, uma sangue-ruim... Eu sou Draco Malfoy e...

Apressei-me e sentei ao lado de Harry.

─ Algum problema aqui, Harry? ─ perguntei calma, interrompendo Malfoy.

─ Não, nenhum problema Lya, o Sr. Malfoy aqui, só queria se apresentar... ─ disse Harry sorrindo.

─ Ah, entendo ─ sorri de volta e olhei para Malfoy que estava de olhos arregalados, acho que se lembrou de mim. Talvez o pai dele tenha dito algo sobre eu e Sean... ─ Malfoy, não é? Sabe, como você disse antes, algumas famílias são realmente melhores do que outras, e já expliquei isso a Harry. Mas nossas visões de famílias adequadas parecem ser meio... Diferentes. Você sabia que Merlin era filho de trouxas? Os pais dele não eram bruxos e nem tinham descendências bruxas... E mesmo assim, ele se tornou um bruxo poderoso e que depois de muitos anos, a fama dele ainda prevalece e até os bruxos que se acham melhores por serem sangues-puros, ainda o admira. E, olha só, você aqui ofendendo a Srta. Granger, por ela ser justamente como Merlin, uma nascida-trouxa.

Todos os que estavam mais próximos de nós na mesa da Sonserina, me olhavam de olhos arregalados.

─ Você não pode dizer nada sobre isso... Você também é uma sangue-ruim? ─ perguntou um garoto com crachá de monitor, me olhando com deboche.

─ Não, eu sou uma sangue-puro como você, queridinho. Só que muito mais inteligente. ─ respondi sorrindo ─ E acho que é bom que vocês saibam desde já, que muitas coisas vão mudar por aqui. Começando por esses nomes horríveis que vocês usam para ofender os nascidos-trouxas. ─ avisei e ele sorriu em escárnio.

─ E quem vai mudar isso? Você? ─ debochou.

─ Eu mesma, mas como vocês não acreditam, vou provar. Aguardem-me, fofinhos. ─ respondi e sorri friamente.

Eu vi em seus olhos uma pontada de surpresa e hesitação, mas sumiu rapidamente. Provavelmente ele estava me subestimando. E isso era uma coisa muito feia de se fazer. Não se subestima uma herdeira de Slytherin.

O resto do jantar passou quase normalmente. Primeiro que Dumbledore ficava olhando para nossa mesa o tempo todo e, segundo, que Brian O’Connel ficava me encarando. Se ele estava tentando fazer cosplay do personagem de A Culpa é das Estrelas, ele estava conseguindo. No entanto, eu o ignorei. Na maior parte do tempo, é claro. Infelizmente os olhos dele eram familiares demais. E isso era muito estressante. Tentar lembrar de algo que você nem faz ideia de que esqueceu é confuso.

Ao término do jantar, outro garoto com crachá de monitor, levantou-se e deu uma espécie de discurso de boas vindas a Sonserina. Ele levou-nos até a entrada da sala comunal da Sonserina, na masmorra e nos ensinou como abrir. Quer dizer, como entrar. Quem não soubesse a localização da sala comunal da Sonserina, acharia que era apenas mais uma parede iluminada por um castiçal em forma de serpente. Mas diferente de todos os outros castiçais das masmorras, esse tinha um brilho esverdeado quase imperceptível que demarcava a entrada. O segredo era, dizer a senha e simplesmente enfiar a cara na parede como se ela não existisse, assim como na entrada para a plataforma 9 ¾.

Depois que entramos na sala comunal, que era magnífica e cheia de luxo, veio o professor Snape, que deu um discurso de boas vindas também, declarando que ele não aceitaria notas ruins em poções dos alunos da Sonserina e que as brigas que arrumássemos entre nós, ficassem apenas entre nós. Era para sermos unidos por fora, para que as demais casas não encontrassem fraquezas entre nós para nos atingir.

E durante todo o discurso, ele ficava encarando Harry, Hermione e eu. Mas não deu sinais de que falaria com a gente, ou daria um discurso só pra nós. Quer dizer, se ele não gostava de Harry, ele obviamente não gostaria das duas garotas doidas andando com ele. Mas eu não deixaria isso me incomodar...

Quando ele terminou e saiu, uma monitora chamou todas as meninas para uma das portas e nos mostrou a entrada para nossos dormitórios. Ao contrario das outras casas, teríamos muito mais espaços para nós. Ela dividiu as garotas em grupos de quatro e felizmente ou infelizmente, eu fiquei com Hermione, Pansy Parkinson e Daphne Greengrass. E quase no fim do corredor tinha uma porta com nosso nome: “Granger, Greengrass, Parkinson e Skyford”.

Entramos e era apenas uma sala enorme, com sofás, penteadeiras e uma lareira confortável. A sala era decorada com tons de verde, prata, azul marinho quase verde, branco e preto. Era maravilhosa. E no canto tinha quatro portas, cada uma com um nome. Fui até a porta com meu nome e entrei. Agora sim era um quarto, com uma cama gigante e uma janela de vidro fosco que ocupava uma parte inteira da parede, com vista para o lago. Praticamente era como se eu estivesse dentro do lago. Em frente a cama, junto a parede tinha uma longa porta ricamente decorada. Abri e era um grande closet com outra porta, que era um banheiro perfeito com uma banheira gigante.

─ É gigantesco ─ exclamei saindo do quarto e entrando na nossa sala ─, acho que vou mandar minha mãe decorar meu quarto nesse estilo.

Notas finais
Comentários são importantes para mim, então, por favor, deixem a opinião de vocês... Nem que seja uma xingamento... Até o próximo!