The Heiress II ─ The Rising

19 Normalidade, Quadribol e... Amigos?


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo! Tudo voltou ao normal, e tem mais uma pessoa pro trio deles, que agora é quarteto hehehe *-* Boa leitura amores!

Naquela noite acordei de repente mais uma vez, com todas as memórias que passavam em minha cabeça. Eu já não sentia mais Lindsay em minha mente, até porque não seria muito legal ter eu mesma na minha cabeça mais do que eu já tenho, digo, uma consciência minha duplicada tende a deixar as coisas bem... Complicadas. Uma Lya já é difícil, imagine duas. Não, não imagine. Você pode ficar com sérios traumas.

Momentos depois eu já estava perfeitamente bem com o fato de que eu era Lindsay Slytherin, e se eu ignorasse toda a saudade que eu sentia de meus amigos fundadores do passado e principalmente do idiota do Godric, eu ficaria bem.

Não foi como apenas ver as memórias, foi como vivê-las. Senti tudo o que Lindsay, digo, o que eu senti naquela época. Inclusive o grande amor que eu tinha por Godric. Eu estava ferrada. Amava um cara que já estava morto a mais de mil anos e amava um idiota que me deixou para me proteger da irmã psicopata como se eu fosse uma criança indefesa.

Então eu jurei para mim mesma que ia ignorar tudo isso e iria me concentrar em mudar o mundo. Eu precisava ser forte e não ser uma idiota sofrendo por amor e eu ficaria forte, nem que eu tivesse que virar caçadora de Artemis e voltar para mudar o mundo já odiando homens. Não, eu não faria isso.

Eu ia ficar bem... Relativamente bem. Só uma coisa que eu não entendi. Sean disse que no passado eu havia aprendido magia negra com meu pai, mas não vi nada disso nas memórias. Como poderia ter acontecido?

Talvez seja porque você só viu as memórias de quando esteve viva e não depois de morta... ─ diz Sean, me assustando.

Ai que susto! ─ reclamei ─ Ele me ensinou quando eu morri?

Sim, e depois mandou nossa alma para mil anos no futuro, ou seja, agora... ─ conta ele.

Legal! ─ respondo bocejando.

Depois disso Sean me mandou ir dormir. Eu dormi e acordei descansada e depois tudo aconteceu normalmente. Somente depois de uma semana pude colocar mais um plano em ação.

─ Lya, o que vai acontecer na aula de voo? ─ pergunta Hermione apreensiva.

─ Relaxa, vai dar tudo certo. ─ eu digo. Pelo menos é o que eu espero.

E de certa forma deu, pois quando o babaca do Malfoy pegou o lembrol de Neville, eu o mandei devolver e depois Harry e ele saíram voando atrás do lembrol. Harry pegou, e quando ele estava descendo, apareceu Snape gritando. Fudeu! Esqueci que o Snape o odiava.

─ POTTER! ─ berrou Snape, com Flint atrás dele. Animei-me. Se o capitão do time estava junto, talvez Harry tivesse chance... ─ Vem comigo! ─ sibilou ele e os três saíram do campo.

Cruzei os dedos e respirei fundo.

Hermione me beliscou.

─ Ai ─ murmurei olhando feio para ela.

─ E se ele for expulso? ─ ela sibilou.

─ Relaxa, Flint estava junto. Ele é capitão do time de Quadribol da Sonserina, então talvez o Harry tenha chance. E eu duvido que Dumbledore expulse ele. ─ falei baixinho para ninguém escutar e ela respirou fundo, me beliscando de novo. Revirei os olhos.

Depois disso a professora voltou e a aula acabou. Quando encontramos Harry de novo, fui logo perguntando.

─ E aí? O que aconteceu?

─ Bem, eu... ─ ele hesitou e eu paralisei. Ah, não! O que tinha dado errado? Merda! ─ Estou no time de Quadribol ─ ele terminou e eu soltei um longo suspiro aliviado.

─ Seu idiota ─ eu reclamei feliz demais para bater nele ─ fiquei preocupada!

─ Ah, ficou? ─ diz Hermione estreitando os olhos. ─ Bem, e se ele fosse...

─ Expulso, sei ─ interrompi e dei de ombros. ─ Deu certo no final, não? Águas passadas.

─ Você é louca ─ ela diz e abana a cabeça, rindo. ─ O que eu fiz para merecer vocês?

─ Algo bem ruim, porque pra ser nossa amiga tem de ser uma pessoa bem azarada mesmo ─ diz Harry feliz e nós rimos, voltando para o salão comunal.

─ Harry, sua cicatriz dói perto de Quirrell? ─ pergunto baixinho ao me lembrar de que Voldemort estava no castelo.

─ Sim ─ ele diz franzindo a testa. ─ Ele é Voldemort não é?

─ O que? Ele é? E agora? ─ questiona Hermione apreensiva.

─ Sim, ele é... Mas se tudo acontecer como estou planejando vai dar tudo certo... ─ eu digo.

─ E se não acontecer? ─ ela pergunta.

─ Aí só vamos ter de enfrentá-lo. Mas vai ser moleza se acontecer, o Harry consegue ─ respondi.

─ É eu consigo ─ diz Harry debochado. ─ O máximo que pode acontecer é eu morrer e tudo mais...

─ Tenha mais confiança em si mesmo! Você é o único que pode derrotá-lo e se eu digo que você pode, é porque você realmente pode. Eu sei que pode! ─ eu falo sorrindo e ele sorri depois de um tempo.

─ Tudo bem, vou tentar confiar nesse seu plano louco... ─ diz Hermione.

─ Ainda nem disse qual é! ─ eu digo rindo. Paramos de conversar ao nos aproximar da sala comunal. Teríamos outras oportunidades de discutir nossos planos. E eles iriam acontecer em breve, muito em breve...

Algum tempo depois chegou o dia do primeiro jogo de Harry. E Quirrell tentou derrubar ele da vassoura, assim como no livro. E eu tinha esquecido disso. Sorte que imediatamente lembrei-me de algo que Nico me ensinou no acampamento, sobre como conjurar fogo do submundo, o fogo roxo que torturava as almas malignas. Conjurei fogo na roupa de Snape e de Quirrell ao mesmo tempo em que lançava um feitiço para manter Harry na vassoura, rapidamente ele recuperou o controle e então eu soltei o feitiço e deixei o fogo livre. Algum dos professores conseguiu apagar o fogo e nesse momento Harry pegou o pomo, fazendo a Sonserina ganhar.

─ Lya, estamos brincando com o fogo! ─ reclamou Hermione, quando ela, eu e Harry conversávamos baixinho no salão comunal.

─ Não, não estamos. Isso tinha que acontecer, Quirrell quer destruir Harry para que ele não o impeça de roubar a pedra ─ contei.

Talvez eu tivesse tratando tudo como se fosse uma brincadeira e isso não poderia mais acontecer. Eu, a partir de agora pensaria em todos os detalhes, pois um erro apenas que fosse cometido, poderia tirar a vida de Harry, de Hermione, a minha ou a de qualquer outra pessoa que eu amava.

─ Temos que fazer isso logo ─ disse Harry, suspirando.

─ Em breve ─ concordei.

No dia seguinte, enquanto eu caminhava pelos corredores de Hogwarts, escutei alguém me chamando.

─ Skyford, espere! ─ chamou a pessoa, ou melhor, o menino. Virei para olhar quem era e lá estava Ron Weasley correndo até mim.

─ Weasley? ─ perguntei surpresa ─ O que houve?

─ Ontem, no jogo... Harry Potter... Snape... A vassoura... ─ falou ele, sem fôlego por causa da corrida.

─ Você sabe quem tentou derrubá-lo? ─ perguntei com cara de assustada.

─ Foi Snape ─ sussurrou Ron, apressado e olhando pros lado. Puxei ele até um canto e o olhei séria.

─ Conte-me mais. O que você viu? ─ perguntei.

─ Snape estava com os olhos fixos nele, e a boca dele estava se mexendo. Foi ele que amaldiçoou a vassoura. Ele ia derrubar o Potter! ─ contou Ron, com cara de apavorado.

─ Nossa! ─ exclamei colocando a mão na boca, fingindo estar chocada. ─ Obrigada por dizer, vamos tomar cuidado com Snape a partir de agora. Vou dizer a Harry que você nos contou, ele vai agradecer, tenho certeza... Ah espera, estou indo lá fora, Harry e Hermione estão me esperando perto do lago. Quer ir comigo? Você tem o período livre também, não? Vamos lá, Harry vai adorar te conhecer. ─ convidei.

─ Ah, bem... ─ ele pareceu indeciso e eu sorri compreensiva.

─ Você é um grifinório e nós, sonserinos? Ah, besteira. Quem liga pra isso? Estamos falando de Harry Potter! ─ o tranquilizei e então ele aceitou.

─ Amigos? ─ perguntei estendendo a mão para ele apertar.

─ Amigos ─ aceitou ele sem hesitar.

Pronto, agora era só esperar Ron virar mesmo nosso amigo e então contaríamos para ele o que estávamos planejando. Já era um primeiro passo para acabar com a rivalidade entre as casas.

Notas finais
Não esqueçam de deixar a opinião de vocês, é muito importante para mim! Até logo, beijos!