The Heiress
6 Surgindo No Acampamento. Parte II.
Eu senti algo na minha boca, como se alguém estivesse me forçando a beber algo. Eu engoli. Fiquei surpresa ao perceber que tinha gosto de...
— ...bolo de chocolate com brigadeiro e cereja. — Completei meu pensamento em voz baixa.
Ouvi alguém rindo e abri os olhos. Vi a sombra de uma pessoa. Pisquei os olhos e percebi que era um garoto. Ao ver a camiseta preta, e escrito ACAMPAMENTO MEIO SANGUE com letra laranja, eu me aliviei. Estreitei os olhos e olhei para ele.
— A camiseta não deveria ser laranja? — Perguntei para ele ao constar que a camiseta dele era preta. Ele me olhou surpreso.
— Como sabe disso? Já ouvi falar do acampamento? — Ele me perguntou. Eu dei de ombros.
— Já ouvi falar. — Falei para ele que estava me analisando com os olhos. Ele me olhou sério.
— Então já posso dizer que você... — Ele deu uma pausa me olhando fixamente. Eu arqueei as sobrancelhas, o questionando. Ele continuou: — ... você foi determinada.
Eu arregalei os olhos. Algum Deus ou Deusa me determinou? Como isso pode acontecer? Então eu sou uma meio-sangue? Mas... quem?
" Pergunte para ele. " Ouvi Sal dizer na minha cabeça. Olhei para o menino.
— Quem me determinou? E quem é você? Você é filho de quem? — Perguntei tudo de uma vez para ele. Ele olhou para baixo e retornou a olhar para mim.
— Você foi determinada por meu pai. E eu sou Nico Di Angelo, filho de Hades. — Engasguei. Deu vontade de gritar. Nico Di Angelo era meu personagem preferido quando lia Percy Jackson. E agora ele era meu irmão. Putz, eu sou filha de Hades?! E agora o que eu faço?
— E agora o que eu faço? — Perguntei para ele. Ele deu de ombros.
— Faça o mesmo que eu... fique no tédio aqui no acampamento. — Falou e sorriu para mim. Mas o sorriso sumiu rapidamente. — Se bem, que agora está difícil de ficar no tédio. Com Cronos agindo por aí... — Continuou ele. Eu fiquei chocada. Então eu cheguei em uma época de guerra com o vovô Cronos? Ele me olhou como se acabasse de lembrar algo. — Quantos anos você tem? — Ele me perguntou. Aí, eu lembrei da grande profecia. Ainda bem que não tenho 16 anos.
"Um meio-sangue, dos deuses antigos filho,
Chegará aos dezesseis apesar de empecilhos
Num sono sem fim o mundo estará
E a alma do herói, a lâmina maldita ceifará
Uma escolha seus dias vai encerrar
O Olimpo preservar ou arrasar."
Olhei para ele que estava esperando minha resposta.
— Não se preocupe, eu ainda tenho 14. Vai demorar para eu chegar nos 16 anos. — Falei para ele, respondendo a sua pergunta. Ele me olhou surpreso. Será que eu falei algo errado? — O que foi? — Perguntei para ele que ainda estava com a cara de surpreso.
— Nada. Como você sabe da grande profecia? — Ele me perguntou. Opa, foi isso que eu não deveria dizer?!
— Ah, eu só sei. — Dei de ombros. Ele me olhou desconfiado, mas depois suspirou, percebendo que eu não iria dizer como eu sabia.
— Vamos, temos que falar com o Sr. D. — Ele falou me chamando até a porta. Segui ele e fomos até a casa grande. Lá estava um homem de olhos roxos, o Sr. D e o centauro Quiron, jogando um jogo, que de acordo com o livro, devia ser Pinoche. Percebi, que já era quase de noite. Eles pararam de jogar quando perceberam nós lá.
— Olá Nico, olá querida, qual é o seu nome? — Falou Quiron.
— Lyara, Sr. Quiron. — Falei para ele. Ele pareceu surpreso. Só não sei se foi por mim saber o nome dele ou se foi por mim não se assustar ao ver um centauro. Ele olhou para o Nico, questionando-o com o olhar.
— Ela já sabe Quiron. — Nico falou. Quiron me olhou e sorriu.
— Bem vinda, ao acampamento Lyara. E me chame de Quirom. — Falou ele. — Esse é o Sr. D. — Falou e olhou o Sr. D. que estava olhando para a gente com tédio.
— Mais uma pirralha. — resmungou ele, fazendo um copo de vinho aparecer. Não fiquei surpresa quando um trovão soou. Sr. D. olhou para cima e resmungou algo que não consegui entender. Mas depois falou: — É o costume, pai. — E o copo de vinho virou coca diet.
— Bom, vamos. A Lyara precisa dormir. — Falou Nico. — Tchau Sr. D., tchau Quiron. — se despediu Nico. — Vem Lya. — Me chamou ele.
Eu olhei para ele.
— Lya? — perguntei com as sobrancelhas arqueadas. Ele deu de ombros.
— Você precisa de um apelido. — Falou ele, e eu revirei os olhos.
— Tchau gente. — me despedi deles.
Quiron disse Tchau, e o Sr. D. não disse nada. Só continuou bebendo a coca. Dei de ombros e segui Nico que estava indo para um chalé de mármore sólido preto,com colunas pesadas e sem janelas, que estava enfeitado por caveiras. Entramos. Havia duas camas com cortinas a cercando. Meu queixo caiu. O chalé é lindo. Nico percebeu minha cara e riu. Ele foi se trocar no banheiro e eu me troquei no quarto mesmo. Fomos dormir. Eu já estava quase morrendo de sono. E caramba, eu não sabia que o Sr. D. era tão chato. Percebi que não tinha falado muito com Sal. Ei, Sal?! Quantos dias vou ficar aqui?
" Dois dias, com hoje três dias." Falou ele. Ah, então tá. Vou aproveitar o máximo. Pois tenho uma sensação que isso vai melhorar.
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