The Heir Of Slytherin
1 Capítulo Um - 1996
Notas iniciais
Sei que pode ser um tema muito batido, o Voldemort ter uma filha, mas pensei "why not"?
Espero que gostem, e deixem reviews!
"Anti-choice and anti-girl" gritavam os fones de um dos poucos muggles que caminhavam naquela noite sombria em Londres. Um homem escondido na estranha escuridão esboçava o que deveria ser um sorriso ao ouvir os gritos de dor que sabia virem de um pequeno apartamento.
Apesar da escuridão daquela noite de junho sem estrelas ele ainda podia sentir o calor entranhar-se nos seus ossos. O homem, que um dia fora somente Tom, aproximou-se do prédio onde o apartamento se encontrava. Ele estava mais interessado em quem estava lá dentro.
Com um subtil movimento da sua varinha a porta abriu-se, e ele entrou. O prédio cheirava a velho e Tom só pensava no quão baixo um puro-sangue tinha que descer para viver num miserável apartamento na zona pobre de Londres. Subiu as escadas, encantado com o que iria fazer. Claro, nunca ninguém poderia descobrir, essa era a única condição. O seu sorriso automático e falso apareceu quando chegou à quarta porta do terceiro andar. Os gritos haviam cessado, e ele abriu a porta, novamente fazendo uso da sua varinha.
A casa estava meticulosamente arrumada, e havia bastante lixo muggle para um espaço tão pequeno como aquele. Caminhou em silêncio de olhos fechados. Ele podia sentir como a maldade emanava do pequeno recém-nascido que ele procurava. No último quarto do curto corredor, Tom ouviu o chorar silencioso de uma mulher e o seu sorriso automático voltou, nunca atingindo os seus olhos. Um pequeno bebé ria baixinho, no que podia ser comparado a uma melodia maravilhosa banhada com o mais brilhante ouro. A porta abriu, e Tom finalmente viu quem estava à procura.
- Você! – soluçou a rapariga em choque, levantando-se do chão e apertando o bebé contra o seu corpo magro e desnutrido. Linhas de maquilhagem manchavam o seu rosto e os seus olhos estavam mais brilhantes. Tom avançou e estendeu os braços, dando a entender que queria pegar na criança – Você é um monstro! – guinchou a rapariga. Tom nada disse, simplesmente apontou a sua varinha na direção dela.
- O Senhor das Trevas, Lord Voldemort, aprecia a tua ajuda, amiga de traidores de sangue. Avada Kedrava! – sibilou ele. A rapariga caiu, como quem simplesmente desmaia, e Lord Voldemort, uma vez conhecido como Tom, pegou no pequeno corpo da bebé e Desapareceu.
~*~
A pequena bebé olhava para Lord Voldemort com os seus grandes olhos azuis-escuros. A sua pele era tão clara que parecia neve e os seus lábios eram vermelhos. Nagini rodeava a criança e Voldemort, nesse preciso momento, percebeu que nunca poderia morrer. Agora que tinha um plano de reserva, o mundo iria sempre estar na maravilhosa presença de Lord Voldemort, o mais poderoso feiticeiro negro da história.
- Como vai chama-la, meu Senhor? – perguntou uma voz que vinha de um canto da sala, onde se encontrava um homem pequeno com cara de rato e cabelo amarelo ralo.
- Não sei, Wormtail. Talvez devesse dar-lhe o teu nome, mas assim saberia que ela estaria condenada! – Voldemort riu e olhou para a criança. Ela não devia de viver com ele. Levantaria muitas suspeitas se fosse encontrado na presença de um bebé. A mãe dela era uma puro-sangue, isso era importante. Naquela família nunca houvera um deslise, tirando a mãe da criança, que se relacionava com traidores de sangue e sangues-de-lama – Wormtail, chega aqui. – falou rispidamente, levantando-se e sibilou a Nagini para o acompanhar – Ela deve ser entregue a uma família de puro-sangue fora do país. Fora da Europa se necessário!
- S-sim, meu Senhor. – Voldemort virou-se para Wormtail e encarou-o, os seus olhos penetrando a mente da pobre criatura.
- Não vou tolerar falhas, e ninguém pode saber onde vais. Fá-lo rapidamente, ou sofrerás as consequências. Serás recompensado, obviamente. Lord Voldemort recompensa sempre os seus fiéis servidores.
Wormtail assentiu, correu para a bebé, agachou-se e pegou-lhe. A bebé começou a chorar nos seus braços, e ele só correu. Onde iria ele entregar a criança? Ele conhecia uma família de puros-sangues na Escócia, mas eles pensavam que ele estava morto. Claro, claro. Ele não precisava de se mostrar. Sorrindo com a sua brilhante descoberta, Wormtail Desapareceu e Materializou-se nas escadas de uma enorme mansão. Saltitou pelos degraus de mármore negro e, rindo, colocou a criança à porta. Bateu à porta e Desapareceu, indo juntar-se ao seu Senhor.
Elizabeth Crossfire ouviu algo. A noite estava bastante escura e eram quase duas da manhã. O vento uivava e o seu marido, Oliver Crossfire dormia profundamente devido à sua poção para dormir. Tinham chegado havia pouco tempo de Londres, pois o seu filho mais velho tinha ido para o seu primeiro ano em Hogwarts. Empurrou os lençóis silenciosamente e saiu da cama.
- Lumus. – disse ela quando abriu a porta e se deparou com uma estranha escuridão. Caminhando cuidadosamente pelo corredor que levava às enormes escadas para o hall de entrada, Elizabeth começou a sentir medo. Lord Voldemort estava oficialmente de volta, o mundo ia voltar a submergir no medo de ser apanhado por tal criatura, pois alguém como ele não se pode considerar humano.
Começou a chover, e as imagens das pinturas que ornamentavam a parede do seu lado esquerdo piscavam os olhos com o som e com a luz da sua varinha. Engolindo em seco com o medo, Elizabeth apressou o passo e desceu as escadas. O chão do hall era em mármore preto e branco, dando a ideia a quem ali estivesse que se encontrava num tabuleiro de xadrez de enormes proporções. Ouvindo alguém chorar na rua, Elizabeth apressou-se. Parecia-lhe um bebé: mas quem deixaria um bebé à sua porta? E quem conseguiria passar pelas defesas que tinham colocado no último verão? Inspirando fundo e de varinha a postos, abriu a porta. Não via ninguém, por isso vasculhou um pouco mais a paisagem. Ela sabia que tinha ouvido algo. Viu um movimento brusco vindo do chão e foi aí que se apercebeu que era mesmo um bebé. Sem pensar que aquela pequena cria podia ser somente um chamariz, Elizabeth tomou o bebé nos seus braços, e ela parou imediatamente de chorar.
- Quem te deixou aqui, pequena? – perguntou amavelmente. Voltou a olhar para a rua tentando ver alguma sombra. Nada viu, por isso recolheu-se no conforto de sua casa e tratou de chamar Willy, o seu elfo doméstico, para ir buscar o velho berço dos seus filhos e o colocar no seu quarto.
- Sim, Ama. – respondeu Willy, desaparecendo sem que a sua senhora se apercebesse, pois estava encantada com o bebé.
- Como é que te vamos chamar? Hum… — falou ela para si mesma – Talvez Courtney, como a minha… irmã. – lágrimas vieram aos seus olhos ao lembrar-se da sua irmã que morreu às mãos dos Devoradores da Morte faz muitos anos – Sim. Courtney Crossfire. Bem-vinda à tua nova casa. – disse ao ver que a criança adormecia nos seus braços. Levantou-se e subiu as escadas em direção ao seu quarto.
Mal sabia ela que só estava a cumprir o plano do Senhor das Trevas.
Notas finais
Kiss kiss!
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