The Heir O Herdeiro.
2 Voltar ou ficar?
Notas iniciais
– Você tem que se decidir cara... – Rony falou á Harry pela 10º vez. – Eu não vou voltar, então preciso de alguém pra cuidar de Hermione por mim. – Disse.
— “Cuidar de Hermione por você?” – Riu – se Harry. – Que eu saiba quem cuida de alguém aqui é Hermione... De você!
— Não, você não entendeu... Eu não quero que ela fique com outros caras, ou que outros caras dêem em cima dela, você sabe. – Suas orelhas ficaram vermelhas.
— Se ela tivesse namorando você, Rony, isso não seria problema! Pede logo ela em namoro cara. – Harry falou. – Ela esta esperando isso há um tempão. Ela não vai te esperar a vida toda. – Disse, levantando – se da cama de armar de Rony. – Pensa nisso. – Falou, encaminhando – se para a porta. Rony ficou pensando a respeito, mas acordou de seus devaneios quando Hermione bateu na porta.
— Rony, você tá ai? – Perguntou.
— Estou! – Respondeu. – Pode entrar.
— Rony, sua mãe disse para arrumar o quarto... – Falou, ao entrar.
— Ah, que coisa. Eu já arrumei semana passada! – Disse.
— Rony...
— Eu não disse que não vou arrumar, Hermione. – Falou. – Mas você pode me ajudar? – Pediu.
— Rony, eu não sei se...
— Por favor.
— Tudo bem. – Respondeu.
— Tá, eu só vou tirar a blusa. – Disse, tirando a sua blusa vermelha. – Você sabe não é? Pra não sujar.
Hermione tentou ao máximo não olhar pro corpo do ruivo, mas não resistiu, quando percebeu, já tinha soltado um suspiro audível.
— O que foi? – Rony perguntou, rindo.
— Na-nada... – Respondeu, tentando se recompor. – Eu só... Só tava olhando pra sua cama, tá uma bagunça Ronald! – Reeprendeu – o.
Hermione sabia que não conseguiria resistir. Pra ela era tortura ficar á sós com Rony... De uns tempos pra cá, ela percebeu que ficara pior... Só não sabia se era porque Rony malhava todos os dias no quintal d’Toca (e ela ficava escondida, olhando – o), ou se era porque ela ficara cada vez mais apaixonada desde aquele beijo... O que ela mais queria era poder subir em cima dele (literalmente!), mas não podia... Aquele beijo que ela deu nele já fora tão intenso que, ela pensou que se desse, nem que fosse um selinho, aquilo viraria uma coisa muito maior do que imagina, com proporções catastróficas. Ele era demais pra ela, demais pra Hermione Granger.
—... Você não acha Hermione? – Rony perguntou.
— Se eu acho o que? – Ela havia, novamente, se perdido em Rony.
— Não acha que será demais voltar a Hogwarts? – Perguntou.
— Ah, sim acho! A propósito Rony... Você vai voltar?
— Era sobre isso que eu queria falar com você... – Disse. – Senta. – Indicou à cama dele, ela se sentou ele também. – Eu não sei, Hermione... Eu quero voltar e ao mesmo tempo não quero.
— Por quê? – Perguntou.
— Bom... Eu quero voltar por sua causa. – Suas orelhas coraram, Hermione também.
— Por minha causa?
— Eu não sei como vou te explicar... – Começou.
— Não precisa me explicar, eu entendo. – Por algum motivo, ela não conseguia parar de olhar para os seus bíceps. – Então, volta comigo.
— Eita, é uma oferta tentadora. – Riu. – Hermione...
— O que? – Ela só pensava em agarra – lo.
— Você promete que, se eu não voltar, você não terá interesse por ninguém? – Soltou, Hermione até levou um susto, Rony nunca fora tão direto.
— Ron... Eu, não sei o que dizer! – Respondeu. – Não posso falar uma coisa dessas... – Ele abaixou a cabeça. – Calma, eu não estou dizendo que quero te esquecer nem nada disso. – riu.
— É, mas... E se aparecer alguém, você bem que podia deixar os estudos pra lá, e ficar por aqui, não é? – Hermione riu.
— Rony, você sabe muito bem que é mais fácil um hipogrifo aprender a falar do que eu deixar meus estudos...
— Mas...
— Ron, por favor, não me peça. É uma escolha difícil mais ainda assim eu quero acabar Hogwarts! – Levantou – se.
— Não, peraí não vai... – Disse. – Eu quero fazer uma proposta... – Sorriu, maliciosamente.
— Ron...
— Eu quero. – Levantou – se, e foi até ela. – Que você me convença a voltar para Hogwarts. – Hermione riu.
— Como eu vou te convencer? – Perguntou.
— Você sabe como me persuadir. – Hermione corou. – Faça alguma coisa. – Riu.
— Ron, se você não quer eu não posso... – Rony a puxou e a beijou, ela retribuiu o beijo na mesma hora, agora seu cérebro estava offline, o beijo começou a se intensificar e, quando perceberam, estavam deitados na cama de armar de Rony com metade das roupas no chão. A única coisa que sobrou foram a cueca box de Rony, o sutiã de Hermione e a calcinha. O membro de Rony já estava pulsando por dentro da calça, era incrível como Hermione lhe causava sensações.
— Ron... – Disse, após o beijo. – Eu acho melhor...
— Pararmos por aqui? Não! – Respondeu. – Abaffiato. – Ordenou. – Pronto. – Sorriu maliciosamente.
— Ron, eu não acho que é uma boa idéia. – Hermione falou.
— Ah, qual é Hermione! – Disse, saindo de cima dela. – Você sabe há quanto tempo estou esperando por isso, a quanto tempo nós estamos esperando por isso? – Perguntou.
— Eu sei, mas... Mas é a casa dos seus pais! Ron, não podemos fazer isso aqui. – Respondeu, sentando – se ao lado dele.
— Eu sei que é a casa dos meus pais. Mais isso não impediu Gina e Harry. Ou você acha mesmo que eles já não transaram inúmeras vezes aqui na toca.
— Mas é diferente...
— Como é diferente?
— Ron, eu não sei, mas é diferente. Eu nunca fiz isso antes.
— E você acha que eu fiz? Mas eu quero fazer com você...
— Eu também mas...
— Hermione, pare de agir pensando em quais vão ser as conseqüências, por isso que você sempre perde as melhores coisas da vida. Você nunca fez nada impensado, você sempre tem aquele script na mão, que você segue á risca. Às vezes mudanças não são para piores. – Disse. – E você não pensa nas consequências quando fica me vendo fazer malhação. – Riu. – É eu sei. – Hermione corou.
— Ron...
— Você nunca vai saber o que pode acontecer. Dê uma chance, pra gente.
— Ron, é uma tortura ficar com você, assim, sozinhos. – Disse. – A única coisa que eu penso em fazer é te agarrar. – Rony riu. – Não é brincadeira Ron! Mas, a verdade é que eu estaria desafiando o meu bom – senso... Eu ainda não estou preparada pra isso Ron. – Falou.
— Tudo bem... – Disse a abraçando. – Eu só quero saber se você ainda... Gosta de mim?
— Claro que eu gosto Ron! – Soltou.
— Que bom. – Respondeu.
— Por favor, vira pro outro lado? – Pediu. – Eu não quero que você me veja assim...
— Ah, Hermione...
— Ron!
— Tá bom, tá bom! – Virou – se.
— Eu quero te pedir desculpas, tá? Eu preciso pensar a respeito.
— Eu que te devo desculpas... Sabe, eu sei que estou indo rápido de mais, só que não consigo me imaginar longe de você. – Disse. – Eu quero passar o resto da minha vida com você, Hermione.
Harry estava andando pelos jardins da toca, quando viu Gina, sentada em baixo de uma arvore, quando chegou mais perto, percebeu que Gina estava... Chorando?! Gina Weasley, chorando?
— Gina? – Rapidamente, Gina secou as lágrimas com a manga de sua blusa.
— Harry... Não te vi aqui, o que houve? – Perguntou.
— Posso me sentar? – Pediu.
— Claro. – Gina deu um espaço do lado dela, e ele se sentou.
— Gina... O que esta havendo? – Perguntou, Gina desviou os olhos para o chão.
— Harry, eu não quero te ver assim, tão longe... Não quero ir para Hogwarts sem você! – Disse.
— Gina, qual é... Só queria um tempo, sabe? Daqui a pouco vou precisar arrumar um emprego e uma casa pra mim... – Gina sobressaltou – se.
— Como assim, uma casa?
— Você acha que eu vou ficar aqui? Gina, eu já estou sendo um peso, eu sei! Sua mãe e seu pai, não me aguentam mais aqui... – Quando Gina fez menção de protestar, Harry continuou. – Eu sei que eles gostam de mim, Gina, mas por minha culpa Fred está morto, por minha culpa Tonks está morta, Colin, Edwiges, eu poderia citar nomes a tarde inteira! – Falou.
— Harry, você está errado. Mesmo com o peso da morte de Fred, mamãe sabe que você não queria isso. Fred tinha idade suficiente para escolher se batalhava ou se desistia. Ele criou o destino dele. Colin foi um tonto, mas mesmo assim ele podia decidir, ele não fez por você, ou melhor, ninguém fez isso por você, mais sim pelo mundo bruxo e trouxa, que estava sendo ameaçado. E Edwiges foi fiel a você até o ultimo suspiro, você deveria ser grato a ela e não se remoer. Isso começou antes mesmo de você ou de mim nascer, o mundo bruxo vem sendo ameaçado desde que Voldemort nascera. Não foi sua culpa Harry! – Falou.
— Eu sei, eu sei! – Levantou – se. – Mas, se Voldemort tivesse me atingido e, realmente me matado, talvez nada disso tivesse acontecido. – Gina olhou pra ele, boquiaberta, não acreditava no que acabara de ouvir, levantou – se também, mais agora estava nervosa.
— Harry! – Exclamou. — Nunca mais diga isso. Mesmo que Neville fosse ‘‘O Eleito’’ você acha que não haveria a guerra? Você acha que Voldemort não existiria pelo simples fato de você não existir? – Gritou. – Você acha que o mundo da magia não seria ameaçado da mesma maneira? Você acha que Neville, assim como você, não faria essa tal ‘‘missão do Dumbledore’’ que você fez? Você acha que Fred, Tonks, e Dumbledore não teriam morrido? Só pelo fato de você não existir, você acha que o mundo da magia estaria a salvo? – Gina estava tremendo, de nervoso.
— Ok Gina eu... Eu não queria ter dito isso. – Harry disse, abraçando – a. – Desculpe é que... Eu preciso de um tempo para processar as coisas, entende? Eu sinto falta de Fred, de Edwiges... E a toca não parece mais a mesma agora que George fica todo o dia nas Gemialidades Weasley, e a sua mãe fica chorando...
— Eu sei Harry. – Gina chorava. – Eu não quero mais viver assim. Todos os dias é a mesma coisa. Eu não quero isso, temos que esquecer as partes ruins, esquecer a guerra e lembrar, apenas, das coisas boas! Lembrar do Fred fazendo suas piadas... A guerra mudou tudo, Harry! Você acha que é o único que não queria que isso acontecesse? Acha que é o único que quer o Fred de volta? – Perguntou, olhando pra ele.
— Eu sei disso Gina, eu sei. – Disse, fazendo carinho no seu cabelo. – Vamos superar isso, tá bom?
— É fácil dizer, Harry...
— Eu te prometo.
— Eu não quero mais isso Harry. – Disse, agora olhando nos seus olhos. – Queria aquela velha Molly, dando palestras, reclamando, brigando com o Rony, não esta, que vive trancada no quarto... Eu queria George de volta, com as suas piadas fora de hora, aquelas brincadeiras de mal gosto... Não esse insensível que não sai da loja! Queria Fred de novo, com a gente... Mas, principalmente, queria voltar ao que era antes. Corajosa, forte, aquela que não era afetada por nada nem ninguém. – Dizia, chorando. – Harry, essa guerra me afetou de tamanha forma! Você me conhece desde criança, nunca chorava por nada, nunca! Nem quando Riddle me possuiu. Agora, a todo o momento começo a chorar... Eu não quero isso, Harry! Por mim, nunca mais voltaria àquela escola. Por isso eu preciso de você comigo, aqui, agora. Não me deixe Harry, nunca mais.
— Pode ter certeza...
— Quando você se fingiu de morto na guerra, pareceu que um pedaço de mim tinha sido arrancado à força, eu nem sei como consegui continuar lutando, eu só queria matar Voldemort, jogar um Cruciatus nele e fazê – lo implorar a morte. Nunca fui de pensar nessas coisas, mas, eu não posso ficar sem você Harry, e, se você morresse naquela guerra, eu não teria mais motivos para... – recomeçou a chorar. – Para viver!
Ouviu – se um crack e Luna e Neville apareceram, Gina logo limpou as lágrimas.
— E ai? – Neville perguntou, sorrindo. Logo depois da guerra acabar, Luna e Neville começaram a namorar. – O rango tá pronto? – Riu. E, ele também mudou muito com a guerra.
— Não sei... – Harry respondeu. – Vamos procurar Rony e Hermione? – Perguntou á Neville.
— Sim! – Respondeu prontamente.
Entraram n’toca e viram George carregando uma máquina muito pesada.
— Ah... Oi Harry, oi Neville! – Disse, arfando. – Poderiam me ajudar com isso. – Gesticulou para a máquina. – Se mamãe me ver com isso aqui em casa, é morte na certa.
— Ah, claro. – Neville e Harry seguraram e foram subindo as escadas com a maquina até o quarto de George.
— Ufa! – Exclamou, sentando – se na cama. – Estou exausto.
— O que é isso? – Neville perguntou, se referindo à máquina.
— Oh meu caro amigo, eu não posso contar... É segredo. – Falou. – A única coisa que não é segredo aqui é que eu estava a mais de um mês construindo essa belezinha. – Bateu de leve na máquina, satisfeito.
— Então era por isso que você não saia da loja! – Harry afirmou.
— Bingo. – Riu. – E essa é a minha maior invenção até agora, só preciso testa – la.
— Você ficou por mais de um mês na loja só para construir ISSO? – Neville perguntou incrédulo. George levou a mão á boca.
— Não fale assim dela Neville. Não a subestime... Ela pode parecer frágil, mas, qualquer ministro pagaria 500 mil galeões por ela, disso eu tenho certeza!
— Então isso quer dizer que...
— Vou voltar com as Gemialidades Weasley.
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