The Heart Never Lies.
19 Ama-me ou não, eis a questão.
Notas iniciais
Gaara:
Estava distraído checando relatórios enviados pelos civis, quando de repente vi o trinque da porta girar.
Tsurê entrou em meu escritório seguido por Yamato-san , Uzumaki Naruto , Haruno Sakura ,Uchiha Sasuke e Sai. Eles eram os enviados afinal.
Fiquei desapontado pois não avistei Hinari , que era quem eu mais ansiava ver. Mas de repente tudo mudou.
Avistei os cabelos negros bagunçados de longe. Era com certeza minha amada Hinari. Ela entrou na sala e permaneceu em silêncio. Não pareceu nem um pouco surpresa ao me ver. Sua expressão permaneceu neutra.
–Gaara-sama. Falou Yamato me acordando.
–Hi minna. Então vocês foram os escolhidos por Tsunade-sama. Muito bom. Vamos logo ao que interessa. Falei tentando desviar o olhar de Hinari.
Fitei alguns papéis na esperança de disfarce mas pelo jeito , isto só me atrapalhou mais.
–Gaara-sama , está tudo bem?. Perguntou Tsurê preocupado.
–Hai. Falei.
Achei o papel em que havia anotado os detalhes da missão que realizariamos. Sim , isto incluía eu e Kankurou, Temari ficaria cuidando de tudo por hora.
–Então , acho que Tsunade-sama já mencionou o objetivo da missão. Será uma missão de investigação. Iremos ir atrás de pistas de Uhaji , até chegarmos ao principal objetivo: Descobrir seus planos. Batalharemos com ele se for preciso. Falei formal.
–Muito bem. Mas provavelmente Uhaji está mais forte depois do último confronto com Hinari-san, o que não nos favorece muito. Falou o Uchiha.
–Sabemos disto , mas não podemos exitar , temos que descobrir seus objetivos antes que seja tarde. Partiremos de Sunagakure pela manhã. E eu cuidei pessoalmente de suas hospedagens por aqui. Tsurê mostrará suas pousadas. Podem se retirar. Tsurê assentiu saindo com todos de meu escritório.
Hinari estava saíndo por último , e então decidi chamá-la para conversarmos , afinal , já fazia tanto tempo.
Hinari:
Gaara permaneceu neutro e concentrado , em momento algum dirigiu a palavra a mim , então decidi fazer o mesmo. Tinha que manter em mente o que Sakura havia dito , meu objetivo aqui é a missão. Sem tempo para distrações.
Quando ele finalmente nos dispensou , após informar-nos como seria a missão, eu me retirei da sala. Ou pelo menos achei que iria me retirar.
–Hinari-chan , espere. Falou ele.
Virei-me para Gaara.
–Entre , vamos conversar. Falou ele fazendo menção para entrar.
–Ok.
Entrei na sala de Gaara e fiquei frente a frente com ele.
–Quanto tempo. Falou ele me abraçando forte.
Eu queria permanecer ali , nos braços de Gaara , mas tinha que me lembrar o que realmente importava no momento. Tirei delicadamente seus braços de mim e pus minhas mãos em seus ombros.
–Gaara-sama, meu objetivo aqui é a missão. Não posso me distrair de forma alguma. Observei a expressão desapontada e raivosa de Gaara.
–Você...
Gaara:
–Gaara-sama, meu objetivo aqui é a missão. Não posso me distrair de forma alguma. Esta frase me atingiu como mil kunais.
–Você...
Hinari não me amava mais , estava certo disto. Se me amasse , com certeza não hesitaria em me abraçar.
–Gaara-sama , gomen. Falou ela com a voz tristonha.
–Você não me ama. Falei ríspido.
–Nã...
–Não fale mais nada , apenas se retire. Cuspi as últimas palavras.
Hinari me olhou , um olhar de desaprovação.
–Não ouse dirigir a palavra a mim. Nunca mais , Sabaku no Gaara. Gritou ela enquanto batia a porta de meu escritório.
Hinari:
Saí da Torre Kazekage completamente furiosa. Pedi para Tsurê-san (que estava em frente a porta principal) para me mostrar a pousada aonde ficaria hospedada.
Tsurê me acompanhou em silêncio. Durante o percurso encontramos Naruto e Sasuke saindo de uma barraquinha de rámen.
–Oe Nari-chan!. Exclamou Naruto.
–Yo , Naruto. Falei sem um pingo de vontade de conversar.
Tudo o que queria no momento era deitar a cabeça em um travesseiro ou talvez socá-lo.
–O que aconteceu dattebayo?. Perguntou Naruto.
–Nada. Nada de importante. Falei forjando um sorriso falso.
Logo Naruto e Sasuke se retirarem permitindo que eu e Tsurê continuássemos nosso percurso.
Quando finalmente chegamos em frente a pousada , Tsurê me abandonou dizendo que a chave estava na recepção.
A pousada era bem simplória, sem muitos detalhes. Entrei e logo fui para a recepção , aonde pedi a chave de meu quarto, e subi as escadas até o segundo andar. O quarto 212 ficava no final de um longo corredor.
Quando abri a porta , joguei minha mochila em um canto e caí na cama. Pus minha cabeça sob um travesseiro empoeirado e comecei a gritar sob o tal travesseiro, abafando minha voz aguda.
Após gritar , chorar , e amaldiçoar o mundo, acabei dormindo.
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