The Haunted
21 Capítulo 20
Notas iniciais
“Por favor, não diga adeus,
tenho medo de perder seu amor,
seu sorriso,
medo de perder você.”
—Dan
Melody Heartblood
Levanto com um pouco de dificuldade e vou para o banheiro. Tiro a roupa e ligo o chuveiro, entrando de baixo do mesmo novamente. Depois de tomar o segundo banho e pensar no que tinha acontecido, desligo o chuveiro e saio dali, me enrolando na toalha. Coloquei uma calcinha qualquer, um vestido cinza com renda preta (um dos favoritos de Oliver), um casaco preto e uma bota de couro. Arrumo o cabelo e faço a maquiagem de sempre.
-Mel... Onde está indo? -Alice aparece na porta do meu quarto, segurando o celular, já de pijama, que não passava de uma calça moletom cinza e uma regata branca. Ela parecia ter sete anos novamente, pedindo para dormir comigo depois dos pesadelos com bonecas demoníacas de cerâmica.
-Eu... -olho para ela, suspirando. -Vou sair um pouco. Preciso pensar em umas coisas. -Pego meu celular e a carteira, colocando dentro do meu bolso. -Não precisa me esperar. Não sei que horas volto.
-Ahn... Okay. Cuidado, tá bom?
-Sempre. -rio baixinho, indo até ela. -Você também. Fecha a casa toda, okay? Acho que seria legal você chamar o Harry para ficar aqui com você. -sorrio de canto e a abraço, sentindo meus olhos marejarem. -Eu te amo, tá?
-Okay então... -ela ri baixinho, me abraçando também. -Também te amo, Mel.
Dou um beijo no topo da cabeça dela e saio dali, descendo as escadas e saindo de casa. Tranco a porta e começo a andar na direção do bar que eu costumava ir. As ruas estavam estranhamente vazias, como se todos estivessem se escondendo de algo. Porém, o bar estava cheio.
Entro no bar e sento na mesma mesa de sempre. O garçom me olha e sorri. Sorrio também ao o ver trazendo uma garrafa de vodka para mim.
-Obrigada... -falo pegando a garrafa — Pode me trazer dois shots de tequila também? -sorrio de canto.
-Claro que sim. -ele sorri e vai buscar os mesmos.
Coloco um pouco de vodka no copo, bebendo tudo o que tinha colocado em segundos. Respiro fundo e olho para mesa.
-Com licença... -ouço uma voz masculina, rouca e fina. -Tem alguém sentado aqui?
Ergo a cabeça, olhando para frente. Era um cara não muito alto e forte. Seu cabelo era castanho claro e liso. Sua barba estava por fazer. Seus olhos eram azuis e brilhavam mais do que qualquer coisa ali. Fico analisando ele durante um tempinho. Ele usava calça preta e uma regata branca. Seus braços eram cobertos por tatuagens.
-N-Não... -mordo o canto do lábio de um modo nada discreto.
-Se importa? -ele sorri, apontando para a cadeira.
-Claro que não. -sento direito, engolindo em seco. -Fique a vontade.
-Beleza. -ele morde o canto do lábio, sentando na minha frente — Qual seu nome? Só para não... Ficarmos em silêncio.
-Melody. -sorrio de canto — E o seu? — o olho nos olhos.
-Ethan... Bonito seu nome. -ele me olha diretamente nos meus olhos também, como se pudesse ver minha alma ali.
-O seu também é bonito. -desvio o olhar, colocando um pouco mais de vodka no copo. Ouço ele rir baixinho, pegando uma vodka de outra mesa, a qual não tinha ninguém. O garçom trás os dois shots que eu tinha pedido e olho para Ethan, apontando para os shots. -Quer?
Ele sorri, pegando um dos shots. Ethan não parava de sorrir, e em consequência disso, pude ver muito bem seus dentes, todos um pouco afiados e tortos, como os de um demônio... Não, ele não era um de nós. Eu teria sentido o cheiro de longe, e ele parecia em melhor estado que todos os demônios que eu já havia conhecido.
Confusa, pego outro shot, o bebendo. Ele se ajeita na cadeira.
-Então... O que faz aqui, sozinha?
-Eu não sei... -rio baixinho. -Sempre venho aqui quando quero me distrair.
E hoje certamente, deu certo... Estou me distraindo muito bem.
-Todos tem um motivo além da distração para vir beber dois shots e vodka, sozinho, olhando o nada tristemente.
-Okay... Eu estava cansada e tive um pesadelo horrível. -olho para baixo, rindo — Que idiota... Mas foi isso.
-Entendo. Tenho pesadelos horríveis quase todas as noites. Não é idiota. É perfeitamente compreensível. Eu sinto muito, sou chato às vezes. — ele me olha nos olhos, como se tentasse decifrar todos os meus segredos assim.
Fico olhando para ele por um tempo, sorrindo de canto. Eu devo estar parecendo uma idiota... Mas apenas alguém completamente cego, por amor ou não, conseguiria deixar de olhar Ethan. Meus instintos gritavam, falando para que me afastasse, e em uma parte de meu cérebro Oliver me puxava para seus braços. Mas eu não conseguia... Tinha que deixá-lo. Era o certo a fazer, e talvez, Ethan fosse o cara certo para me ajudar a esquecer completamente de Graywolf.
-Então... -desvio o olhar. -E você? O que faz aqui? Além de beber, obviamente.
-Eu... Ando precisando pensar. No que venho fazendo.
-Você faz coisas ruins? -rio, arqueando uma sobrancelha. -Você não tem cara de mau. Digo, não parece esse tipo de pessoa.
-Não tenho cara de muita coisa. -ele ri, olhando para o copo. Pude jurar ver uma sombra negra passar por seu rosto, o deixando mais pálido.
-Hm... Era para dar medo? -seguro a risada, tentando ficar séria e bebendo mais um gole ou dois de vodka. Melody bêbada é sempre melhor em conversas. Pelo menos, é o que minha irmã diz.
-Na verdade... Eu não sei. -ele sorri de canto. -Geralmente começo a falar esse tipo de coisas. Acho que tenho dupla personalidade, então se eu falar alguma coisa... "Estranha", já sabe. Ignore.
-Tudo bem, estou acostumada com pessoas assim. Meu ex mudava muito de ideia e humor. -começo a brincar com o copo, mordendo o lábio.
-Mas isso não é uma boa coisa.
Concordo com a cabeça, bebendo ainda mais. Eu já me sentia meio tonta, meio retardada. Ethan me olha nos olhos, sorrindo de canto e mordendo o lábio inferior.
-Quer mais um shot? -ele estrala os dedos das mãos
-Não... -olho fixamente para sua boca. -Não posso beber muito, ou faço o que não deveria fazer.
-Tipo... O quê? -ele se engasga, limpando a boca em seguida, fazendo com que eu mordesse o lábio. O efeito dos shots com certeza já estavam surgindo, e isso podia ser visto em meu rosto.
-O que você acha? -rio alto, tapando a boca. -Não faço nada pervertido, okay? Eu acabo entrando em brigas quando estou muito bêbada. Geralmente brigas com pessoas mais fortes, e acabo mais machucada.
-Então vamos ficar bêbados juntos. -os olhos dele brilhavam ainda mais. -Porque... Eu não me importo em me meter em algumas brigas de vez em quando. O problema... é que ai não sou mais ou mesmo.
-Não quero bater em você. -faço biquinho. -Seria ruim. Você ia ficar muito mal por apanhar de uma mulher.
-Acho que eu iria começar a rir. Não parece tão forte, Melody.
-Não pareço muitas coisas... -sussurro, sorrindo maliciosamente, fazendo-o rir alto, ficando um pouco mais perto, como se quisesse saber do que eu não teria cara. Arqueio uma sobrancelha. -É segredo. Acho que você vai ter que descobrir.
Ele sorri ainda mais maliciosamente, sentando na cadeira ao meu lado, se inclinando um pouquinho para a minha direção,
-Então eu vou descobrir... E quando eu quero alguma coisa, eu consigo.
Mordo o lábio, engolindo em seco. Ethan se aproxima mais um pouco, pegando a vodka e bebendo da garrafa mesmo, sem tirar os olhos de mim por um segundo. Desvio o olhar, cruzando as pernas e mexendo na barra do vestido.
-Parece nervosa, Melody...
-Pareço? -o olho, respirando fundo. -Acho que não.
-Parece... bem nervosa. -ele coloca meu cabelo todo para um lado, fazendo com que eu me arrepiasse ao sentir o toque de sua mão em minha nuca. Eu podia sentir sua respiração quente em meu pescoço.
-Eu... -olho para frente. -Talvez a bebida esteja fazendo efeito.
-Claro que sim... -ele ri baixinho. Sua voz estava rouca, extremamente sedutora.
-Eu não sei o que falar. -tento controlar minha respiração, terminando o que tinha em meu copo, fechando os olhos.
-É só não falar. -ele fica um pouco mais perto, o bastante para que eu sentisse seu nariz roçar no lóbulo de minha orelha, fazendo com que eu mordesse o lábio instintivamente.
Olho rapidamente para ele, puxando o piercing que tinha em minha língua com força. Ele sorri, percebendo o que eu havia feito.
-Ethan, acho que você está muito perto. -tento me afastar um pouquinho e ouço-o rir baixinho.
-Eu também acho...
-E o que acha de se afastar um pouquinho? -falo um pouco mais baixo. -Eu... Iria agradecer muito se você fizesse esse "sacrifício" para mim...
-Aqui está muito bom, mas... -ele se afasta — Se você vai agradecer...
-Obrigada. -passo a mão em minha nuca, o olhando. Ele sorria maliciosamente, tomando mais um gole da vodka.
Nego com a cabeça, pegando a garrafa da mão dele e bebendo metade do que ainda tinha ali em poucos goles, diretamente do bico, assim como ele. E esse ato fez Ethan morder o canto do lábio inferior. Coloco a garrafa sobre a mesa, suspirando em seguida.
Eu e Ethan ficamos conversando sobre assuntos aleatórios e bebendo. Muito tempo depois, já pelas três da manhã, ele me deixa na frente de casa. Estava começando a nevar, e ele ainda parecia sóbrio. Ele arruma o cabelo, me olhando nos olhos e rindo baixinho.
-Boa noite, Melody...
-Boa noite. -sorrio de canto, o olhando nos olhos.
Ele se inclina um pouco para frente, colocando a mão na lateral de meu rosto e me beijando. Arregalo os olhos, colocando a mão sobre a mão dele. Apenas depois de alguns minutos eu paro o beijo, sorrindo fraquinho.
-Eu... -suspiro — Boa noite, Ethan. -dou um beijo na bochecha dele.
-Boa noite, Melody. -ele repete e volta a andar na direção de sua casa, provavelmente.
Sorrio feito uma idiota, dando dois pulinhos. Respiro fundo e vou até a porta de casa, parando nos degraus. Ali tinha alguma coisa que se parecia com um lobo, só que bem maior que um de verdade. O pelo era cinza escuro, e ele estava dormindo tranquilamente ali, bem na frente da porta, com flocos de neve grudados no pelo, como se esperasse alguém chegar. A coleira em seu pescoço... Não, não era coleira. Era um colar, com pingente de pedra, simples.
-Oliver? -sussurro, revirando os olhos. -Ótimo... Estava bom de mais para ser verdade...
Oliver começa a se levantar, revelando uma de suas patas (que seria sua mão direita) enfaixada. Olho para o lado, tentando não prestar atenção nele. Se chegasse perto de mim, era capaz de ficar mais alto, graças às orelhas. E olhando as mesmas, percebo que uma delas também estava machucada.
Existem vários tipos de demônios. Os "anjos", realmente o tipo mais raro, que são demônios alados, os mais poderosos, com poderes considerados... Angelicais. Os normais e protetores, como eu, Alice, Sean e Harry. Os magos, como Anthony, que acabam tendo especialidades e muita sabedoria quando o assunto é pedras, curas e iniciações. E há os híbridos, como Oliver, que pode se transformar em outro animal. Poucos são assim. Mas isso já estava destinado a ele, como diz seu sobrenome, Graywolf, lobo cinza.
Ele parece ter ouvido minha voz, pois suas orelhas mexem e ele abre um pouco os olhos, olhando diretamente para mim.
-Pode dar licença? -falo meio baixo, colocando as mãos nos bolsos.
Ele encosta-se à porta, se encolhendo um pouco e logo Oliver estava na forma humana novamente. Como ele não era um lobisomem, já que esses apenas existem no hemisfério sul, ele ainda estava vestido com uma jaqueta de couro, uma blusa preta por baixo, jeans e os coturnos de sempre. Havia cicatrizes novas em seu rosto.
-Eu... Melody, precisamos conversar. -A voz dele estava muito rouca e baixa, como ficava depois de sua... "transformação".
-Acho que já conversamos tudo o que precisávamos. -suspiro. Não conseguia o olhar sem lembrar meu pesadelo. -Eu não tenho mais nada para falar.
-Pois então escute, porque eu tenho... Tem um cara atrás de você. Ele diz estar destinado a ficar com você, assim como Harry está destinado a Alice. Porém ele também quer o sangue dos quatro tipos de demônios para conseguir matar Anthony, ou um dos últimos “originais” ainda vivo. E para isso, ele precisa de um recém-chegado, sua irmã no caso.
-Para... -me afasto um pouco. -Para de inventar coisas só para me perturbar! Não acha que já estragou minha vida o suficiente?
-Eu não estou inventando coisas, Melody. Foi o cara que estragou com tudo e me transformou no demônio... Mutante que sou hoje. -ele me olha. Parecia perturbado, e muito triste.
Eu preciso ser sincera... Eu estava com vontade de abraçá-lo e acreditar em tudo o que ele falava. Mas eu não conseguia. Ele havia mentido muito pra mim.
Olho para baixo, sentindo meus olhos encherem de lágrimas.
-Melody... Acredita em mim. Até semana passada eu não estava sobre meu próprio controle... — a voz dele falha e ele se aproxima um pouco. -Foi o cara que quase me matou... Ele tem poder sobre meu sangue... Eu...
-Fica longe de mim. -falo, tentando não chorar. -Não importa se você está ou não sobre controle. Não quero você perto de mim ou da minha irmã. -o olho. Seu lábio inferior tremia um pouco, como se ele também estivesse prestes a desabar. Ele encolhe em seco, desviando o olhar.
-O mesmo cara que me transformou, transformou sua irmã. E quase a matou duas vezes. Eu estou tentando ajudar Harry a protegê-la, e estou também protegendo vocês dois.
-Harry? Você protegendo o Harry?— rio ironicamente. -Por favor, Oliver... Você era bom em mentiras antes. -nego com a cabeça. -Sai da minha frente e me deixa entrar.
-Ainda sou. Mas acontece que eu não estou mentindo. E eu, querendo ou não, sou protetor dele. Assim como você é de Sean e Harry é de Alice. E... Você querendo ou não, sou seu protetor também.
-Eu não preciso de você. -olho fixamente nos olhos dele. -Quanto tempo vai demorar para você perceber que eu te odeio? Eu não quero mais ver você. -suspiro. -Entendeu agora?
Parecia que eu tinha acabado de dar um soco nele. Ele cambaleou para trás, os olhos brilhando, não por raiva, amor ou diversão... Os olhos dele estavam marejados. E desde que eu me lembre, ele nunca pareceu tão humano e tão machucado. Deixo algumas lágrimas escapar, mordendo o lábio inferior.
-Eu... M.me desculpe então... Por me preocupar com você. Sabe onde eu moro, qualquer coisa. -a voz dele falha novamente e ele respira fundo. -Tchau, Blondie... -ele começa a andar em direção a sua casa, olhando para o chão, com as mãos nos bolsos da jaqueta.
Parecia que meu coração estava sendo esmagado, destruído e triturado. Fazia muito tempo que eu não o via chorar.
-Eu... -sussurro, mordendo o lábio com força — Droga!
O pesadelo não parava de passar em minha mente. Parecia que estava no replay a cena dele atirando em sua própria cabeça, o sangue saindo para todos os lados e a vida deixando seu corpo, que caia pesadamente no chão. Limpo as lágrimas e desço as escadas, procurado por Oliver. Ele não estava muito longe.
Começo a correr em sua direção. Tenho certeza de que parecia uma retardada com dor, pois mal conseguia correr de tanto que minhas pernas tremiam. Um lado de minha cabeça pensava "Mas você acabou de beijar outro cara! Oliver arruinou sua vida!". O outro apenas passava milhares de flashbacks, de tudo que passei ao lado de Graywolf.
Paro de correr quando me lembro do dia em que nos conhecemos. Eu já não conseguia mais segurar as lágrimas, mas não ligava mais.
-Oliver! -tento falar, mas as lágrimas e o nó em minha garganta não permitiam, e eu tremia mais do que um idoso.
Ele para de andar, me olhando. Aquilo foi à coisa mais clichê de todas. Mas eu não me importava, e ele parecia não se importar também, pois começou a andar em minha direção, incrédulo. Limpo as lágrimas mais uma vez, tentando parar de chorar. Ele mal se importou com as lágrimas, apenas parou na minha frente, tremendo como no pesadelo.
Não sabia o que fazer, então o puxei para perto de mim, colocando os braços em volta de seu pescoço. Oliver simplesmente me abraça, como se o mundo fosse acabar naquele momento, me olhando os olhos em seguida.
-Oli... -sussurro, acariciando o canto do rosto dele. -Me perdoa... Eu não queria falar aquilo.
-Faz nove anos que você não me chama de "Oli"... -ele sorri fraquinho, colocando a mão sobre a minha.
-Eu... Não sei. -mordo o lábio, olhando nos olhos dele, que estavam mais claros e brilhantes do que o normal. -Me desculpa... Por favor. Eu só fiz essas coisas para proteger minha irmã. E mesmo assim, eu falhei.
-Eu sei, você não falhou. Ta tudo bem, blondie.
O abraço mais forte, colocando a cabeça contra seu peito, fazendo com que ele começasse a mexer em meu cabelo, beijando o topo de minha cabeça. Ele me faz o olhar, sorrindo de canto.
-Senti muito sua falta...
-Você... Porquê você estava daquele jeito? -sussurro, passando as mãos nos ombros dele — Não parecia ser você.
-Alguém estava me controlando, como se eu fosse um fantoche. Demônios podem fazer isso, controlar os outros, se beberem o sangue de outros demônios. -ele suspira e eu o olho nos olhos, mordendo o canto do lábio. Ele acariciava minha bochecha. -Me desculpe...
-Tudo bem, Oli... -sussurro- Não foi sua culpa.
Ele se aproxima um pouco, me fazendo sorrir e o beijar. Depois de nove anos, estava beijando o homem que eu realmente amava. Oliver então sorri de canto, me puxando mais perto.
-Eu senti sua falta... -paro o beijo, sorrindo e me sentindo completa.
-Eu também. Muita.
-Quer... Entrar lá em casa? -dou um selinho nele. -Você nunca viu como é minha casa por dentro.
-Eu... Posso? Mas e tua irmã...
-Tudo bem... Entra sem ela ver. -sorrio ainda mais. -Harry vai estar lá com ela. Então ela não vai prestar atenção em mim... Observei isso nas ultimas semanas. Quando eles estão juntos, esquecem o mundo.
-Tem certeza? -ele ri baixinho e eu concordo com a cabeça — Okay então. Vamos.
Logo entramos em casa, e assim que pisei na sala, pude ver a cena mais inocente de todas. Alice e Harry estavam abraçados no sofá, dormindo tranquilamente, cobertos por uma manta, com a TV ligada em Friends.
Seguro a risada, assim como Oliver e nos olhamos.
-Ele não era assim, era?
-Às vezes... -sorrio de canto — Vamos subir logo.
Ele sorri e subimos para meu quarto, ainda com as cobertas no chão, devido ao pesadelo. Suspiro, colocando as mesmas sobre a cama.
-Não liga para a bagunça... Tenho muita preguiça de arrumar.
-Tudo bem, está mais arrumado do que o meu. -ele ri baixinho, arrumando o cabelo. Sorrio, tirando as botas e me jogando na cama, seguida por Oliver, que me olhava nos olhos. Rio baixinho, levantando e trancando a porta.
-Pronto... Agora ela não vai te ver. -deito na cama, arrumando o vestido.
Ele ri um pouco mais alto, revirando os olhos.
-Desculpa, mas... O que teria de errado se ela me visse?
-Não sei se ela iria gostar muito. Fora que ficaria brava comigo. -rio — Eu briguei com ela esses tempo por sua causa. Longa história.
-Sério? Ahn... foi mal. -ele coça a nuca. -Mas... Acho que não tem porque ela ficar brava.
-Tudo bem. -acaricio o canto do rosto dele. -Sei lá. Melhor prevenir.
-É, tem razão — ele faz careta, apoiando a cabeça no braço. Suspiro, olhando para o teto. -Ta tudo bem, Blondie? -concordo com a cabeça. -Sei lá, não parece. -ele coloca a mão no canto do meu rosto.
Eu estava me sentindo péssima... Tinha passado um tempão conversando e bebendo com um cara que tinha acabado de conhecer e depois tinha até beijado ele. Tudo bem que eu não sabia que Oliver estaria ali e estaria sendo ele mesmo... Okay preciso parar de pensar nisso e deixar pra lá. Ele não precisa saber disso.
-Mel... Está perdida em seus pensamentos de novo. -ele ri, se aproximando.
-Desculpa... -sorrio. -Estava pensando em uma coisa. Mas não é importante. -o olho. -O que achou do meu quarto?
-Parece bem mais confortável que o meu, com certeza... -rio alto, tapando a boca, fazendo ele rir também. -Escandalosa.
-Você não pode falar nada, Oliver Graywolf. -reviro os olhos, rindo baixinho.
-Talvez não. -ele ri baixinho, se aproximando mais um pouco.
-Como você faz isso? E por quê? -faço biquinho o olhando nos olhos.
-Faço o que? -ele sorri.
-Isso... -sorrio também. -Não sei explicar.
-Então não sei responder, porque não faço ideia do que você esteja falando.
-Tudo bem — mordo o canto do lábio, rindo baixinho. -É que tipo,... É, não sei explicar mesmo.
Ele sorri, me beijando e fazendo com que eu sorrisse também, colocando a mão no canto do rosto dele, puxando-o mais perto. Oliver sorri, colocando uma mão em minha cintura. Começo a mexer no cabelo dele, puxando um pouco o mesmo. Pude sentir ele se arrepiando, e então morde meu lábio fraquinho, me puxando para cima dele. Arranho seu ombro por cima da blusa, rindo baixinho, fazendo ele rir também e me ajudar a tirar sua blusa e sua jaqueta.
Paro o beijo, o olhando nos olhos e passando a mão em sua barriga, sentindo seu abdominal se contrair à medida que se arrepiava. Ele beija minha mandíbula, fazendo com que eu também me arrepiasse. Desabotoo a calça dele.
Bem, resumidamente posso falar que depois de muito tempo, tive a melhor noite de minha vida, com o cara que eu amo. E depois de tudo, dei graças por Harry e Alice dormirem feito pedras na sala, onde não podiam nos ouvir.
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