The Guardians - The Beginning
7 V. Deveres e Obrigações, Exigências e Opções
Notas iniciais
O quarto dela era muito simples. Sem muitos objetos. Era branco com rosa, tinha algumas prateleiras em uma parede, e vários bichos de pelúcia. Parecia um quarto de uma menininha. Até você olhar pra onde a cama estava.
A cama ficava encostada em uma parede branca. E a parede era coberta de vários pôster de bandas. E o teto branco, estava escrito várias frases e versos de músicas... era uma visão legal. Interessante até.
Tive que andar com cuidado, o chão era de madeira escura, e tinha um tapete grande e redondo branco no centro. E espalhado pelo chão, tinha várias peças de roupas, alguns bichos de pelúcia sem olhos, sapatos. Era tudo bem bagunçado.
Fui até a janela e a abri. Estava meio abafado ali.
Sentei na cama dela — onde tinha um pouco de espaço, apesar da bagunça de roupa e cobertores. Quando comecei a ler o teto, ouvi uma discussão vinda do andar debaixo.
"- Angelina! Ainda bem que chegou, onde você estava? Precisamos conversar!"
"- Eu não quero conversar. Estava andando por aí."
"- Angel, filha, amanhã é o jantar de noivado meu e do Brand. Eu queria que você comparecesse... apropriadamente, digo."
"- Eu não vou a lugar nem um. Você tomou sua decisão. Case com ele e me esquece."
"- Angelina, eu não admito que fale assim comigo! Eu te eduquei pra ser uma dama."
"- Eu não ligo pra isso. Não quero ficar com você e Brand. Quero ir embora!"
"- Não tenho culpa que seu pai resolveu viajar e te deixou aqui comigo. E pra se rebelar você se veste feito uma louca! Olhe pra você! Parece uma estranha... toda de preto. Olha oque fez com seu cabelo loiro! Está vermelho, parecendo um pica-pau. Não me culpe se seu pai não te quer!"
"- Me esquece! Não fale assim do meu pai!"
De repente a porta do quarto abriu, e uma figura miúda, magra, pálida, dos olhos avelã, lábios cobertos por um batom vermelho sangue, e um delineador preto nos olhos, vestida de preto dos pés a cabeça, entrou e soltou um grito.
Corri até ela e cobri sua boca com minha mão pálida e longa.
– Fique quieta! Eu sou o Nathan, seu novo guardião, garota! — sussurrei.
Ela me encarou, estreitou os olhos e relaxou. Tirei a mão de sua boca, ela estava lambuzada de batom.
Olhei para ela, ela era tão pequenina, batia abaixo do meu peito, tinha um fisionomia delicada, mas seu rosto demonstrava alguém bem durona. Seu rosto era redondo e delicado, ela era branca, e o batom vermelho, os olhos delineados com preto à deixavam pálida. Seus olhos eram muito lindos, era de um avelã suave, castanho claro perto das pupilas e ficavam mais verdes. Ela tinha umas poucas sardas perto do nariz, ela tinha um nariz pequeno, assim como sua boca. Seu cabelo vermelho fogo, ele era mais curto atrás e grande na frente, feito em várias camadas. Era um corte bem radical. Ela era magra, tinha umas poucas curvas, estava com uma blusa de uma marca de Whisky — que por sinal cabia duas dela dentro -, meio rasgada, uma calça jeans preta rasgada nas coxas, e uma bota de coturno. Ela tinha várias pulseiras nos braços magros e suas unhas estavam curtas pintadas de um esmalte preto lascado. Ela tinha um rosto fofinho, e parecia toda delicada. Seu nome "Angel" lhe caia bem — sem toda essa roupa e maquiagem, claro.
Ela realmente era muito bonita. Não uma beleza sexy como a de Hannah, e a graciosa de Rosalie. Mas uma diferente.
– Porque você está me encarando? — disse ela franzindo o cenho.
– Ah, certo. Estava te analisando. Sempre faço isso. — disse eu indiferente. — Hm, prazer eu sou o Nathan, seu novo Guardião. Josh, não falou de mim?
– Você sempre é assim? Entra, e deita na cama dos outros? — perguntou ela. — Ele falou. Mas não esperava que fosse uma pessoa assim, tão nova... e sei lá, bonitinha.
Começou.
– Tá, tá. Entendi. Eu tenho 16 anos terrestres, e 97 anos de Guardião. Eu sou eu... me chamo Nathan e prefiro que não fique falando da minha aparência. — disse eu frio.
– Ok. — disse ela dando de ombros.
Isso parecia que ia ser mais fácil do que pensei.
– Então, onde você estava? — perguntei casualmente.
Tínhamos que conhecer nossos Protegidos.
– Pra que quer saber? — disse ela tirando as botas.
– Procedimento. Não que eu me importe com sua vida e com oque você faz. Eu nem ligo. — disse eu olhando ao redor.
– Ah, você é totalmente diferente do que o Josh. Ele estaria me enchendo de perguntas. Estava na casa da Lizzy trocando uns CDs de bandas. — disse ela.
– Certo. Eu já li todas as anotações do Josh. Você nasceu, em Los Angeles, tem 16 anos, sua mãe largou você seu pai quando você tinha 14 anos, e você ficou com seu pai lá em Los Angeles. Ele é fotógrafo, só que teve que ir pra Rússia e não pode te levar. Então você teve que ir ficar aqui com sua mãe. Ela é reitoria da faculdade mais próxima daqui de Seattle. Sua mãe começou a namorar com o Brand um professor de Física, e agora eles iram casar. Você odeia aqui, e como jeito de se rebelar contra sua mãe e seu novo marido Brand, você cortou seus cabelos loiros escuros, pintou de vermelho, largou o violino por algo mais pesado como umas bandas de rock metal, desistiu de ser musicista, aderiu um visual mais dark, e destrói seu quarto.. e muito mais. Você diz que ninguém te entende, odeia tudo isso, e tem sérios problemas psicológicos desde a partida de sua mãe... Estou certo? — disse eu olhando para ele. Ela me encarou.
– Falando assim, parece que sou uma idiota mimada. sim, está certo. Eu odeio tudo isso. — disse ela sentando no tapete. — E agora você... vamos analisar. Você é um garoto alto, muito lindo, vestido todo de preto. Calça jeans preta, blusa de mangas curtas preta, boné preto com cinza, cabelo negro, estilo emocore, muito pálido, olhos azuis muito claros, lábios cheios, mas não tanto, e rosados. Tem um rosto meio quadrado e forte. Você todo é forte, percebo pelo sus braços e os gominhos do seu abdômen. Usa All-Star preto também. Hm.. — disse ela.
– Ok., chega. — disse eu.
"- Angel! Por favor... desce pra jantar, E arrume seu quarto." ouvimos a mãe de Angel, Dakota gritar.
– Argh! Odeio tudo isso. — disse ela.
Ela se levantou, foi até o guarda-roupa. Pegou um moletom azul claro, um short jeans desfiado, uma sapatilha branca, e uma bolsinha encima da penteadeira. Pegou uma toalha que estava jogada na cama, e jogou tudo dentro de uma bolça marrom de costas. Jogou no chão a bolça, e começou a tirar a blusa. Arregalei os olhos.
Oque ela está fazendo?!
A pele branca de sua barriga ficou a mostra, ela usava um sutiã preto com um lacinho no centro. Algo em mim se aqueceu.
Ela virou de costas e tirou a calça jeans, ela usava uma calcinha de renda preta. E Meus Guardiões! Ela tinha um corpo legal, não tinha percebido até ela tirar as roupas folgadas.
– O-oque você está fazendo? — gaguejei.
– Eu acho que estou tirando a roupa. Porque? — disse ela virando de frente e colocando as mãos na cintura.
Sentei na cama e a observei. Ela virou de costas novamente, e vestiu, uma calça jeans azul escura apertada que ressaltava suas curvas. Pegou uma regata preta que deixava uma visão do seu decote, onde seus seios eram bem visíveis. E pegou uma jaqueta de couro e vestiu. Pegou um All-Star preto com cravos, e foi até a penteadeira e retirou toda aquela maquiagem. Dessa vez ela não ficou tão carregada, fez pequenos riscos nas pálpebras superiores, passou um pouco do batom vermelho e tirou o excesso. Se levantou e me olhou. Ela estava muito linda e quente.
– Vamos lá. Olha, você é meu Guardião. Não é meu pai nem minha mãe. Você é só como um anjo da guarda, e um amigo. Então, eu decido oque quero fazer. E não me proíba. — disse ela. — Você, pode decidir me matar à qualquer momento. Mas, eu vou aproveitar o quanto eu ainda tenho de vida. — disse ela me encarando.
Estava sem palavras.
– Meu pai, é um fotografo ótimo. Ele está muito ocupado lá na Russia. Então eu estou aqui á três meses. Já tenho minha turma, amigos, e escola. Minha mãe me deixou, e ela não vai me reconquistar agora só porque me deu um quarto bonito. Ela nos deixou na merda. Levou todo o dinheiro, e vendeu a casa. Eu e meu pai tivemos que ressurgir das cinzas. Larguei o violino porque ela que queria que eu fosse música, ela perdeu o direito sobre mim, assim que saiu pela porta da minha casa. Então, não venha me dizer que estou errada. Meu pai lutou pra nos erguer. E infelizmente teve que recorrer até minha mãe pra cuidar de mim. — ela suspirou.
– Eu sei oque está passando. É o seguinte. Eu te deixo fazer oque quiser, contando que eu sempre vá junto. Tenho que ficar aqui no seu mundo. Estou cansando de Planet. E então, você será minha distração. Você não tem direito de perguntar sobre o meu passado, nem falar da minha mãe. Só tem que saber que eu leio os pensamentos e posso te hipnotizar.
– Josh contou. — disse ela calma.
– Isso mesmo. Eu estarei sempre atrás de você, e não ligo pra oque você fizer. Também não me perguntei quando vai ser sua morte, pode ser agora ou depois. Não me importo com você. Só preciso ser sua babá por enquanto. — Sorri com malicia para ela. — Não esperava isso não é?
Ela me olhou assustada.
– Hm... não, você é tão direto. Eu..
– Você não precisa ter medo. Só precisa me entreter. — disse eu mordendo o lábio.
– Eu sei tudo sobre você. Josh, me contou pediu pra eu não falar de certos assunto. — dessa vez ela sorriu com malicia. — Não esperava por isso não é?
–Não. Você me pegou.
– Olha, não me importo com você também. Eu estou indo pra uma festa agora. Hoje é sexta. E você... hm, você é muito careta. Tem que se divertir!
– Oque? Eu só tenho que cuidar de você. Não preciso ter que fazer oque você faz! — disse eu.
– Olha aqui. Você já me disse meus deveres e obrigações. Agora eu tenho minhas exigências! — disse ela dando pulinhos. — Você, pode virar humano, quero que as pessoas te vejam. Seja meu... hm, amigo. Curta comigo. Pô, você tem 97 anos! E nos seus 16 terrestres, você era muito paradão! E você precisa de um tempo pra esquecer toda essa história de Guardião Salvador. Vamos lá. Só uma festa. Se não gostar, eu deixo você me matar agora. — disse ela me desafiando.
– Só tenho essa opção? — perguntei. Ela realmente sabia que eu precisava me distrair.
– Sim. Vai, poxa, você, passou por maus tempos. Quer distração? Vai até Las Vegas então! Ao meu lado você, vai se achar novamente!
Essas palavras...
– Um festa? — perguntei.
–Uma! — disse ela sorrindo. Que sorriso lindo.
– Certo. — Toquei meu amuleto. E uma luz roxa brilhou. E lá estava eu abrindo mão das asas. Não acredito que estava fazendo isso. Mas que se dane. Eu estava fugindo, e Angel, estava sendo meu esconderijo. Eu seguiria aquela baixinha onde ela fosse.
Fale com o autor