A carruagem começa a parar me assustando com a violenta mexida, parecia as ruas da terra...em falar nela estou com muita saudade da minha terra natal, mais agora não poderei nunca mais vê aquele lindo sol e os rostos das pessoas humanas. Me levanto e olho para a porta traçando possíveis rotas de fuga no momento em que a porta for aberta, a carruagem começou a balançar como se estivesse passando por uma estrada de terra esburacada.

Me sento na carruagem e começo a pedir a todos os deuses para não deixar a carruagem tombar e que nada fizessem comigo aonde estavam me levando,respiro fundo e a carruagem para de uma vez fazendo meu corpo ir para frente. Olho para a pequena janela da carruagem vendo a sombra da pessoa louca ou bêbada que estava a frente da carruagem, ele sai do meu campo de visão me fazendo levantar e ir até a pequena janela.

— Agora deixe comigo! — Diz uma voz conhecida.

— Sim, senhor. Sem querer parecer intrometido, o que fará com ela? — pergunta outra pessoa.

— Será minha empregada! — Diz a pessoa de antes com um pouco de desprezo.

— Mais uma? Sinceramente o senhor já tem muitas! — Diz surpreso.

— Essa terá o trabalho mais pesado por ter invadido meu reino! — Diz a voz se aproximando da porta.

Ando para trás quando a porta foi aberta, vejo o homem de olhos brancos de antes me olhando sério, ao seu lado estava um garoto da minha idade me olhando surpresa, engulo em seco quando os olhos de sangue entra na carruagem me olhando. Meu coração parecia sair do meu corpo a qualquer momento, ele para bem próximo de mim me olhando e me observando de cima a baixo fazendo barulhos estranhos com a boca, ele de repente pega em meu pulso.

Pulo ao seu toque onde estava doendo, ele começa a me puxar para fora da carruagem rudemente, o pior que eu não sabia como reagir a tal toque assim, olho para o garoto que abaixou a cabeça quando passamos por ele. Estou confusa agora, quem é esse olhos de sangue? Onde estamos? Olho para frente e vejo um lindo palácio coberto de neve em nossa frente, era mais perfeito que a visão do lago.

— Quem e você?

— Porque quer saber? — pergunta me puxando com mais força.

— Não existe o porque, você me sequestrou devo saber quem e você!

— Certo, me chamo cala a sua boca, e você? — pergunta rindo.

— Idiota!

Ele para de andar de uma vez, fazendo bater em suas costas, e mesmo vestido sentir algumas ondas em sua costa como se estivesse machucado suas costas gravemente, ele se vira de uma vez fazendo eu dar dois passos para trás para ele não me beijar. Ele se aproxima novamente de mim, quase não deixando espaço para nos dois respirar, olhando em seus olhos pude ver que sua alma não é negra como seu coração, tentava lutar contra algo dentro de si próprio mais não conseguir saber olhando em seus olhos.

Ele estava tão perto que qualquer movimento que um dos dois fizesse acabaria juntando nos lábios como uma resposta final a tal aproximação, seus mesmos assustadores tinham um lindo brilho que o deixava mais misterioso que já era. Ele pega em minha bochecha deixando meu corpo arrepiado com seu toque, ele fazia desenhos por toda minha bochecha com seu polegar dando uma bela sensação de segurança por poucos minutos, fecho os meus olhos aproveitando de seu carinho.

— O que faz em Êxodos? — Pergunta tirando suas mãos de meu rosto.

— F-Fomos sequestrados pelo guardião dos leões!

— Agora entendi muita coisa, tinha que ser aquele maldito a trazer humanos para êxodos e Edis! — Diz olhando para o lado.

— Você é um guardião?

— Ele e algo bem maior que um guardião senhora! — Diz o garoto atrás de mim.

— So senhorita, tenho apenas dezessete anos!

— Me desculpe! — Diz se curvando.

Ele continua a olhar para o nada, mais vê em seus olhos que não gostou nada do que tinha ouvido do garoto, minha vontade era de abraçar ele e deixar ele chorar em meu ombro, mais ao mesmo tempo meu corpo não queria seu toque sobre meu corpo tão cedo. Ele olha para baixo e volta a pegar em meu pulso com mais força que antes, o garoto corre até ele se curvando em sua frente, ele mexe com as mãos fazendo ele se afastar mais continuar a olhar para baixo enquanto era puxada na direção do castelo.

Esse cara deve ter bipolaridade para agir assim, uma hora faz carinho em mim e depois volta a quase arrebentar meu pulso que ardia com cada puxão que ele dava, se continuar assim irei chegar ao palácio sem meus pulsos e meu querido braço esquerdo, mesmo sendo inútil queria continuar com ele bem ali mesmo.
Subimos em cima de um ponte onde tinha um lindo rio da cor verde, dava para ver nossos reflexos nesse rio que jamais tinha visto, olho para o guardião que continuava a me puxar para o castelo, seus cabelos longos dava uma bela visão do quanto a cor vermelha era tão bonita.

Olho para o castelo vendo que tinha algumas mulheres nos olhando, era bastante bonitas e estavam vestindo belas roupas, pareciam damas de tão bonitas que chegavam a ser, ele me da mais um puxão me jogando no chão de frente para as mulheres.

— OLHEM MUITO BEM, ESSA GAROTA E UMA MALDITA HUMANA, A PARTIR DE HOJE QUERO QUE DEIXEM TUDO COM ELA, E QUEM AJUDAR TERÁ A MÃO CORTADA! — Diz puxando meus cabelos fazendo olhar para as mulheres.

— Porque trouxe ela? Uma humana não presta nem para ser empregada! — Diz a mulher que aparenta ser mais velha.

— Porque não te interessa, vou para meu quarto, e você quero tudo limpo quando eu acordar! — diz empurrando minha cabeça para frente.

E aqui que o inferno que tanto quis fugir volta a me atormentar, será que jamais irei ser feliz? Porque sempre tenho que ser a escolhida? So saberei das respostas mais para frente...