The Great Historia
8 Indo para um caso duplo
Agora, prestem atenção no que era aquela escotilha. Ela era gigante, como se fosse para a saída de uma nave. Mas o que sairia era nós. Todos os presentes. Fadas voando no céu, os que não voam, agindo na terra, esse tipo de coisa. Todos estavam esperando o primeiro ataque. Então, chegou.
Grandark gritou da nave onde estava:
—Bom dia!
—Bom dia a ova, Grandark! — eu disse, com um megafone que criei. — Não invada o planeta dos outros, ok? Aliás, por que quer destruir o nosso planeta, em primeiro lugar?
—Porque não queremos destruir nada de planeta — ele disse, aparentemente sincero. — Só queremos ele de vocês.
—Então por que querem nosso planeta?
Mas ao invés de responder algo racional, como achei que ele faria, ele apenas grita:
—ATAQUEEEEEEEEEEM!
E um laser gigante aparece na nave. Um raio capaz de destruir Nova Yalie inteira em segundos, quando carregado. Eu não dei chance. Larguei o megafone, pulei logo e gritei:
MILLENIUM PUNCH!
No segundo que dei o soco, o laser disparou. O soco entrou em colisão com o laser, sendo que minha força, apesar de não acreditar, venceu o laser. Recriei o megafone e gritei, ainda no ar:
—Estão esperando o quê? ATAAAAAAAAAAAAAAQUEM!
E começaram a atacar o exército de criaturas dominadas pelo vazio que, acredite ou não, eram androides. Quando pisavam, o baque dos passos era escutado como um trovão caindo a 500 metros da pessoa. Eram androides, mas não apenas isso. Eram máquinas de guerra em formato humanoide. Mas não era o baque que importava. Era a luta. Então não arredaram o pé, nem mesmo por aquilo.
...
Os combates começaram comigo, Nemo e Lynn contra um dos androides. O sol estava nascendo ao longe. A alvorada — gravem bem esse nome — estava anunciando o alvorecer de muita coisa. O androide era rápido. Tentei desviar de um golpe, achando que seria fácil, mas um soco atingiu minha cara em um golpe mais forte que um canhão. Por um instante, minha visão ficou turva, mas devolvi o soco logo após:
MILLENIUM PUNCH!
Foi um dos melhores golpes que já dei, mas o androide não saiu voando. Ele também não era brincadeira de criança.
TENTEEROUSS! 5-HIT!
Em segundos, um gigante pentágono foi cravado nele. Obra de Nemo. Mas entendeu o que disse: cravado. Ele sobreviveu a algo afiadíssimo, do Estige. Logo a Lynn atacou, no mesmo embalo:
LIRINDHOU! TORNADO DE GELO AZURA!
9 espadas de gelo brotam dela, além de duas cabeças com 2 das 9 espadas. A terceira estava na boca real. As outras 6 estavam nas duas mãos e em outros 4 braços que brotaram como a cabeça. Resumindo: 6 braços e 3 cabeças, cada um segurando uma espada. Azura, o demônio hindu, estava em sua forma na nossa frente. E o ataque transcorre assim: ela gira deitada no ar, dando cortes triplos no giro. O androide tenta se defender, sem sucesso, pois já havia sido cortado aonde cravado. Ele tenta chutar quando Lynn cai, mas ela desvia de um jeito que nunca entendi. Ficando em pé, depois de rolar para longe dele, ainda com as espadas em punho, ela crava as 6 dos braços no tórax já marcado, duas espadas das bocas no pescoço, e uma na frágil cabeça, deixando para eu terminar com o serviço:
MILLENIUM PUNCH!
Uma gelada corrente de ar transpassou por ele, já perfurado. Seus olhos vazios e negros viraram brancos, fechando logo após. O androide foi derrotado.
Nós estavam bem, mas no ritmo de destruição, nós éramos menor força, e estávamos indo ruins em comparação a eles. E os chefões não apareceram ainda. Estávamos em desvantagem. Do outro lado da ilha, deu para escutar os rugidos dos dragões lançados por Jezi, além da Grande Árvore encobrir a batalha dela.
...
LADO DA JEZI
Jezi lutava ferozmente contra todos os tais "robôs" que lhe apareciam, apesar de não parecerem robôs. Pedrini, não muito longe dela, disse:
—Jezi, eles são duros demais! O meu soco deveria quebrá-los em pedaços, mas eles...
—CALA A BOCA E LUTA, DROGA! — Ela disse, quase que possuída pela raiva. (Também estou seguindo o padrão de censura de Inkaylor.) — ELES SÃO ROBÔS E PRONTO!
Ele parou de falar imediatamente. 6 androides aparecem, cercando eles. Mas também chega Daiss, que dá uma ajuda com sua visão, precisão, e voo pela batalha — ele tem asas, por sinal. Asas grandes, penadas, brancas. É um mistério como guardou elas em sua apresentação no dia anterior. Ele começa a atirar, sem surtir muito efeito. Apenas arranhões aqui e acolá, sem muitos danos. Um dos androides avança contra Daiss, mas o último deu um ataque:
ARREMETIDA TORNADO!
A mão direita se move com a asa do mesmo lado, e cria uma corrente de vento consideravelmente forte. Isso jogou o androide para longe de Daiss. 5 androides restavam.
—Pedrini — disse Daiss -, em pouco, os Fundadores vão ativar seus modos despertados. Com isso, o chão vai tremer por causa de Lito Geo, que também vai atacar. Ele não está muito longe de nós. Fisto — ele disse para o recém-chegado -, quando Lito Geo usar o poder despertado, utilize o Gigante na gente, e combinaremos nossos poderes. Por favor, coopere com a união, Jezi.
—Certo — disse ela, depois de suspirar.
—Esplêndido. Agora — disse ele — devemos arranjar um jeito de sair dessa fria.
—Daiss — perguntou Fisto -, e se ele não disparar?
—Usaremos o Gigante agora. Quem vota na ideia que falei agora?
Os três levantaram as mãos.
—Oh, droga. — E ele se volta para Fisto: — Manda.
—CERTO!
GIGANTE!
Um casulo de pedras os envolveu, crescendo um pilar gigante de pedra, tomando uma forma humanoide no meio do ar. Resultado final: 10 metros humanoides de pedras, que agora lançavam um golpe:
DRAGON QUEEN!
Um dragão oriental saiu maior que a metade de um campo de futebol que era a mão do Gigante. E atingiu em cheio os 5 androides, com uma onda de choque que atordoou os outros androides mais próximos. Foram 5 destruídos e 25 atordoados. Para eles, o ritmo de destruição estava bom. Não muito bom, mas em comparação com o restante do exército, bom.
...
LADO DO SILVER
—Se move, filho!
Solibur era a espada de Silver, que continha a alma de seu pai. E com isso, ele se comunica com o filho. Como ele parou nesta situação? Eu lhes explico depois. Um androide chega, empunhando uma espada, e se aproxima de Silver. O último, que estava em guarda, se defendeu, com uma onda de choque resultante. Ele não perdeu tempo, e logo após a espada se afastar, ele lança um golpe:
2-HIT! X!
E ele executa um golpe em X no androide, deixando a marca cravada no último. Mas o androide, rápido em recuperar a força, acabou desferindo outro golpe, acertando Silver de raspão no braço. A lâmina ainda estava ardendo, queimando de quente. Ele aproveitou para usar uma das artes que aprendeu:
CRUZ PLASMA!
A espada ganha um brilho verde. Chamas verdes se aglomeravam. Mas algo incrível acontece: os olhos de Silver se negativaram, ou seja: a cor da íris (que era negra) trocou pela cor da parte externa, e vice-versa. A espada ficou 10 vezes mais rápida que antes, cravando uma cruz de chamas verdes no androide. Esse era um poder herdado do pai, e sua maior arma. Mas, mesmo com isso, o inimigo não caiu. Só lhe restava um ataque:
DASH!
Ele avança com a espada no centro dos dois cortes anteriores, cortando o peito, e subiu a espada até cortar a cabeça em dois.
RETORNAMOS A INKAYLOR, JUNTO DOS FUNDADORES.
Eu lutava contra um androide, e tinha vencido ele, quando fui chamado por Marluna, que disse:
—Inkaylor, avise a todos para tomarem cuidado agora.
—Por quê?
—Por que eu preciso mover a ilha para longe. É hora de um ataque devastador. Eu preciso que me ajude: para onde eu levo?
—O Pacífico — respondi, dando na telha. — Mova passando pelo continente, e chegará lá em uma semana.
Ela abre um sorriso confiante, e diz:
—Chego em um minuto!
E então, a ilha começa a girar. Por incrível que pareça, ela não encostava no chão. Era uma ilha-móvel. A ilha continuou a girar, até perceber que a costa brasileira já não mais era vista. Agora, era apenas o Pacífico.
Mas a ilha começou a tremer. Não era o Círculo de Fogo. Era o poder de 8 Fundadores que agora estavam em uma fase de poder imensa.
…
Logo descobri que apenas um dos Fundadores estava fazendo a ilha tremer tanto: Marluna. Ela parecia atingir um novo patamar de poder, e a ilha tremia. O nome e afiliação dela diziam que ela tinha controle sobre a água. E a transformação dela parece ter ocorrido assim: sua pele, que já era clara, ficou totalmente branca. Seus olhos castanhos ficaram azuis, e seu cabelo loiro também ficou branco. Então, num movimento brusco, ela baixa a mão, e sentimos uma pressão fortíssima, como se o vento quisesse que nos abaixasse. A ilha também sentiu isso, e uma onda de água se dispersa pelo Pacífico. Um minuto depois, em outro movimento brusco, ela levanta a mão, nos deixando com a gravidade normal de novo. Mas a mesma onda agora voltava, com 100 metros de altura.
As fadas que estavam no campo de batalha tremeram; e a Grande Árvore, que dava força a elas? E suas raríssimas folhas e flores, que por séculos, talvez milênios, guardavam e protegiam?
—Ela está bem – Marluna disse. E no mesmo instante o pedaço de terra correspondente a mesma árvore desaparece da vista de todos. — Eu a deixei num atol longe daqui.
As fadas, ao escutarem isso, ficaram aliviadas, pois sabiam que se era com Marluna, era seguro. Agora sim, o ataque poderia ser devastador.
ONDA DO TSUNAMI LUNAR!
Ela pega as ondas que fez e usa o vento para as converter em um tornado de água. Saltando, ela arremete a água para a ilha.
O ataque tinha mesmo força. Eu fechei meus olhos quando um barulho ensurdecedor de água batendo na terra atingiu meus ouvidos.
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