The Gray War

5 Capítulo 5 - O Plano de Wodahs


Notas iniciais
Olá, meus queridos leitores! Então, finalmente voltei com a minha fanfic! Eu estava bem desanimado pra escrever porque fiquei sem ideias. E mesmo com ideias, não conseguia achar as palavras para descrevê-las. Quase desisti, mas com tantos comentários bons que vocês enviaram, eu resolvi continuar! Vocês vão ter muitas surpresas nesse capítulo! E também prometo postar com mais frequência Obrigado a todos vocês que comentaram, favoritaram e estão acompanhando!

“Não, não!” gritou Etihw enquanto corria “Por favor, me deixe em paz!”

Não havia motivo para estar correndo. Não havia motivo para estar ali. Só sabia que estava correndo, e não podia parar. Algo estava a perseguindo.

“Etihw, Pare. Agora!” Kcalb gritou enquanto aparecia na frente dela.

Ela o ignorou e continuou correndo. Olhou ao seu redor e só viu árvores e mais árvores. E então, chegou em uma clareira no meio da floresta. Apenas a lua iluminava aquele lugar, mas mesmo assim estava escuro. A deusa só conseguiu ver tons de preto e azul. Olhou para cima.

A lua cheia estava bem no alto. Mas nuvens começaram a cobri-la e tudo ficou no escuro. E pouco depois, começou a chover. Etihw voltou a correr, mas a clareira parecia não terminar nunca. Era como se estivesse andando em círculos.

Até que Kcalb apareceu. A deusa foi ficando fraca até cair no chão. E com a voz rouca, perguntou:

“Por que você está me perseguindo?”

“Etihw, temos que conversar. Você está ficando louca, e eu preciso fazer alguma coisa”

“Como assim? Do que você está falando?”

“Acorde. Lucy, acorde!”

***

“Uugh?” balbuciou Etihw “O que... Aconteceu?”

“Você está dormindo há dois dias! O que está acontecendo?” perguntou Kcalb, que estava do lado de sua cama.

“Então tudo isso foi um sonho?” pensou Etihw.

“Você está com fome ou sede? Precisa de alguma coisa?” perguntou Kcalb, preocupado.

“Por favor, me traga comida.” Ela respondeu.

Kcalb, quando ia sair do quarto, perguntou:

“Lucy... Você lembra-se de quem a atacou naquela noite?”

“Eu só me lembro... De um rato.”

“Um rato?” Kcalb perguntou bastante confuso.

“Sim, um rato. Eu não me lembro muito bem. Mas como vocês me encontraram? Eu estava caída? Algum ferimento?”

“Não, apenas um pingo verde do lado de sua boca.”

Etihw hesitou. Depois deitou a cabeça na cama novamente e começou a pensar.

Kcalb saiu do quarto e foi até a cozinha.

***

Wodahs não conseguia mais dormir. Cada dia ficava mais preocupado com o sumiço de Etihw. Ele estava em um quarto pequeno, com um tapete vermelho no chão, uma cama e as paredes brancas, com apenas dois quadros com pinturas abstratas, e em um canto, o cabide com os casacos. Depois de horas, sem saber o que fazer, teve uma ideia, e foi falar com Grora.

Ficou na frente do quarto de Alela, e esperou. Olhou os quadros do corredor. Um era de uma mulher voando, com cabelos negros e roupas brancas. Estava com os braços abertos segurando um cetro. Era Etihw, a grande deusa daquele mundo.

O outro, era de um jardim. Um jardim com apenas tom de cinza. As flores, mesmo grandes, estavam escurecidas. Era como se não existe cores naquele pequeno jardim. O pintor que o tinha feito, disse que podia representar aquele mundo. E nomeou o quadro de “The Gray Garden”, ou “O Jardim Cinza”.

Wodahs nunca conseguiu decifrar exatamente o que representar o mundo podia significar. É claro que quase tudo naquele mundo não tinha cor. Tudo era cinza, pelo motivo da guerra. Mas quem entende os artistas? Poetas, pintores, quem entende?

O anjo só entendia sobre a guerra.

Os profundos pensamentos foram interrompidos quando Grora abriu a porta do quarto, dizendo:

“Quem é?”

“Oh, Grora! Quero falar com você” disse o anjo, fazendo Grora perceber que ele estava preocupado. “Tenho algo muito importante para falar”

“O que foi, Wodahs?” ela perguntou, arrumando o cabelo.

“Precisamos achar Etihw” disse, determinado, mas com um pouco de medo.

“Mas como faremos isso? Não temos ideia de onde ela está!” perguntou, preocupada.

“Eu tenho uma pequena ideia.”

Grora hesitou, e Wodahs continuou:

“No dia em que ela sumiu, vimos aquele clarão. O clarão fortaleceu todos os anjos, e enfraqueceu os demônios. Aquela luz invadiu todo o campo de batalha. E terminou aonde?”

Grora fechou os olhos tentando se lembrar. Teve um pouco de dificuldade, porque estava muito concentrada em fazer tudo dar certo na estratégia, no dia.

Então, finalmente se lembrou:

“Na... janela do castelo Black?” finalmente falou meio assustada.

“Isso. Imagino que ela estava desconfiando de alguma coisa e foi lá investigar, ou tentou invadir o castelo e criar um plano para destruir a grande pedra de Kcalb, que o protege.” Ele opinou.

“Acho que a primeira opinião é a melhor, pois já vi quase todos os feitiços das pedras brancas, e algo para voar para um lugar esgotaria quase todo o poder, e ela não teria forças nem para chegar perto da pedra” Grora explicou, ainda tentando entender o raciocínio de Wodahs “Mas o que você planeja fazer para acha-la?”.

Wodahs hesitou. Estava com medo de falar. Mas percebeu que se não falasse, teria chamado Grora à toa.

“Tudo bem, vou falar” disse, hesitando “Estou pensando em ir para o castelo Black, investigar.”

“Mas... Não! Você não pode, é perigoso!” gritou Grora, sem saber o que pensar “Se eles te verem... Além de, como você vai entrar lá?”

“Eu já tenho um plano. Siga-me” falou o anjo, sério.

Eles saíram do quarto e fecharam a porta. Depois foram andando até que Wodahs bateu a porta de madeira de outro quarto.

Depois de dois minutos, alguém abriu a porta.

“Wodahs, é você, amigo!” um anjo meio velho, com os cabelos cinza, olhos verdes e asas bem grandes, usando um casaco de lã sobre uma blusa de malha simples, óculos e calças de moletom falou.

“Sim, John. Sou eu. Preciso muito da sua ajuda!” o anjo disse, sério como antes.

John os convidou para sentar e entrar. Wodahs contou tudo o que tinha contado para Grora, desde sua teoria até seu plano.

“O que? Vai invadir o castelo?” o homem perguntou assustado.

“Sim, esse é meu plano. E para isso vou precisar de sua ajuda!” disse Wodahs. Depois, se virou para Grora: “John é um gênio, e muitos o chamam de cientista maluco. Com apenas ervas desse mundo, e outros ingredientes, ele consegue fazer poções muito úteis”

“Que tipo de poções?” Alela perguntou.

“Uma vez, ele fez uma poção que, quando jogada nos inimigos, os fazia ficarem tontos. Outra fez uma, que quando alguém bebesse, não sofreria nenhum dano e não teria nenhum machucado ao ter contato com o solo, caso caísse de um lugar alto. E outra que fazia quem beber ficar mais rápido. E também teve a poção de ácido, que queimava no contato com a pele.” Contou Wodahs, e depois de pouco tempo, continuou. “E, agora, vou precisar de uma nova poção. Conte para ela sua nova invenção, John!”

“Com meus vários estudos, consegui criar uma poção da invisibilidade: quem beber fica invisível, e tudo o que tocar também ficará, desde que tenha uma massa pequena e leve. Por exemplo, tecidos e roupas ficarão invisíveis, mas armaduras e espadas não” o cientista contou, com entusiasmo.

“Por isso, eu irei até o castelo escondido. Levarei uma pequena adaga para me defender, porque não será muito visível. Assim, passarei pelos demônios defensores com bastante facilidade.” Wodahs terminou, falando.

“Ah, é esse seu plano?” perguntou John. “Pensei que fosse... Ah, deixa pra lá.”

Pela janela deu para ver que o sol já tinha nascido há mais ou menos duas horas.

“Os demônios vão sair a qualquer hora. Vamos decidir o plano hoje à noite e vou invadir o castelo amanhã” decidiu Wodahs.

***

O dia passou, e quando chegou a noite, Grora foi encontrar Wodahs, para fazerem o plano. E depois que terminaram, e que tudo estava combinado, Grora decidiu falar.

“Eu... tenho uma coisa para te dizer.”

Ela ia dizer que o amava muito, e que não queria deixá-lo ir. Mas, enquanto criava coragem, começou a falar:

“Você... Tem certeza que quer ir?”

“Mas por que essa pergunta, Grora? Preciso fazer isso” o anjo disse, explicando-a.

“É que... é perigoso. Por favor, antes de ir, me prometa uma coisa?” pediu.

Wodahs acenou que sim, com a cabeça.

“Por favor, volte. Dê notícias. Dê algum sinal, quando estiver lá” ela pediu, triste.

Wodahs ficou parado por alguns segundos. Estava pensativo. E então, finalmente respondeu:

“Tudo bem. Eu prometo que vou voltar. Agora, está na hora do plano."

A batalha do dia começou. Wodahs estava junto a Grora. De acordo com o plano, Grora ia distrair os demônios enquanto Wodahs corria com a poção. Quando estivesse chegando, beberia. O prazo da poção era de uma hora.

Grora deu um sinal com as mãos, e quando Wodahs viu, começou a voar bem baixo, mas rapidamente. Alguns demônios tentaram detê-lo, mas pararam quando viram que outros o estavam perseguindo.

Quando ele começou a chegar ao grande castelo negro, imaginou uma cena como de livros que já tinha lido. Os castelos dos vilões, em altas montanhas, onde existiam os maiores pesadelos. O castelo black não parecia tão assustador assim.

Estava na hora de beber a poção. Começou a beber e ficar invisível. Suas roupas também ficaram. Foi bem rápido, e os demônios começaram a parar e perguntar o que tinha acontecido.

“Certo! Agora só preciso chegar em uma das janelas” ele pensou enquanto voava para a janela mais próxima.

E então, finalmente conseguiu entrar. Ele começou a andar pelos corredores escuros, apenas iluminados por tochas. Foi vasculhar todas as salas. Ficou dez minutos apenas para descobrir onde estava, se estava perto da entrada ou não, e onde iria se esconder depois de uma hora.

Enquanto pensava, estava andando, e se deparou com a porta principal. Ela estava fechada, e, como a sala principal não tinha janelas, nenhum demônio estava lá.

Wodahs pensou que tudo estava certo. Se virou e foi procurar outros lugares, até que ouviu uma voz vindo atrás dele:

“Onde está indo, irmão?”

***

Yosafire estava deitada olhando para as estrelas. Estava meio triste, por ainda não ter conseguido voltar para casa. As outras meninas eram bastante inteligentes, e por isso elas tinham conseguido pescar alguns peixes e assar em uma fogueira.

As quatro estavam em um acampamento que tinham montado perto de árvores ocas. Aquelas árvores pareciam realmente casas, porque tinham alguns buracos já feitos, como se já tivessem sido habitadas por alguém.

Cada uma iria dormir em uma árvore. Todas aceitaram, porque as árvores eram grandes e espaçosas.

Mas Yosafire estava com medo, e resolveu deitar ao ar livre para relaxar. Ela sentiu o calor da fogueira e olhou para o lado, onde estava o fogo. Todas as outras já tinham ido dormir.

“Bom, talvez eu deva ir também.” Preparou-se para levantar, mas ouviu algum barulho de alguém pisando na grama. “Será que tem alguém ali?”

Ficou parada alguns segundos e esperou. Sem nenhum sinal ou barulho, continuou se levantando e começou a andar até a árvore. E ouviu o barulho de novo. “Agora é real, tenho certeza” pensou.

Olhou em volta e tentou enxergar quem estava ali por perto. Mas só conseguiu ver o verde das árvores. E depois de alguns minutos, viu dois vultos chegando.

“Meninas... Acordem!” Yosafire gritou.

Apenas Macarona acordou, porque as outras estavam em um sono muito profundo.

“O que...?” a anjo perguntou, mas foi interrompida por Yosafire, que tampou sua boca.

Os dois vultos se aproximaram, e as duas garotas conseguiram perceber sua aparência.

Era uma mulher e um homem. A mulher tinha a pele branca, mas as mãos eram como de uma ave. O cabelo era branco com uma enorme trança ondulada, e as asas eram marrons claro, e cheias de penas. As pernas elas não conseguiram distinguir se eram pernas de ave ou se ela usava botas. O vestido era verde. Os olhos, prateados, e ela também usava uma boina e uma capa.

E o outro era um homem com cabelos pretos e olhos laranja, com pupilas bem grandes. Uma mecha de seu cabelo era laranja e ia para cima. Ele usava uma blusa de manga longa listrada cinza e uma jaqueta preta de couro. As mãos eram de um demônio. Ele usava um cinto com um estojo para uma espada que estava em sua mão, e calças pretas. O sapato era marrom e bem simples. E além disso, tinha algo parecido com um rabo feito de penas.

Eles foram se aproximando, e Macarona perguntou, muito assustada:

“Quem... são vocês?”

Notas finais
Eu acho que tá bem óbvio quem são os dois estranhos do final. Quem vocês acham que seja? Obrigado por lerem, espero vocês no próximo capítulo!