The Goth
4 Capítulo 4
Notas iniciais
–ME TRAZ UMA CERVEJA!!!! -Gritou um bêbado sentado no bar. Eu não entendia como um homem de 30 anos pode dar em cima de uma menina de 11 sério nem peitos eu tinha, ele era nojento.
Eu coloquei a cerveja em cima do balcão e olhei para ele com desgosto ele me puxou pelo braço e quando ele ia me beijar um faca foi enfiada no balcão com força quase no braço do homen.
–O que você pensa que está fazendo? -Disse Michel (O homen do bar) com a voz autoritária e com muita raiva. Ele puxou o homen pela camisa e o arrastou pelo bar até a porta onde ele o jogou na rua e gritou — NUNCA MAIS VOLTE NO MEU BAR !!!! — Ele virou e disse — Alguém mais? — Silêncio — Se alguém tocar naquela menina algo muito pior irá acontecer.
Depois de um tempo todos voltaram a o normal e quando eu dava as bebidas para os homens eles nem ousavam olhar para a minha cara. Quando anoiteceu enquanto eu limpava as mesas e me preparava para fechar Michel saiu do seu escritório.
–Me desculpa pelo o que aconteceu hoje só que me irrita muito tarados nojentos no meu bar.
–Tudo bem, na verdade eu tenho que te falar obrigada.
–Ta boa noite — E ele logo tratou de sair do bar assim ele não teria que falar mais. Michel é uma ótima pessoa e ele me trata bem mas ele odeia falar sobre sentimentos e essas coisas, na verdade ele prefere não falar com ninguém e apenas ficar no seu escritório o dia todo.
Eu terminei de limpar tudo tranquei a porta e coloquei um pouco de leite para Roger. Depois de me arrumar para dormir e montar minha cama e a de Roger tratei logo de dormir.
" -Por que você precisa ser tão idiota -um tapa- sua criança insolente -outro tapa.
–Me perdoe senhora eu não fiz porque queria -ela me puxou pelo cabelo entre os cacos e me colocou em uma cadeira.
–Você quebrou o meu VASO!!! -Ela pegou um dos cacos virou o meu braço e começou a cortá-lo. Era muito dor para uma menina de 8 anos. Ela passava o caco na minha pele pálida e uma linha vermelha seguia o caco.
Eu não tinha quebrado o vaso e sim um dos meninos que estavam jogando bola dentro do orfanato, mas quando eu vi a cara apavorado de menino eu só queria protegê-ló, e agora eu que sofria, eu não tinha pensado que seria algo assim a punição por quebrar o vaso.
Quando eu olhei de novo o meu braço a minha visão já estava embaçada e tudo que eu via era sangue. Eu senti um último tapa e ela saiu do escritório. "
" Quando eu acordei eu estava numa cama onde as paredes eram azuis, o meu braço estava enfaixado e as ataduras um pouco vermelhas. Eu não podia estar na enfermaria porque não tem uma enfermaria no orfanato se a criança se machuca-se eles não iriam fazer nada além de rir da sua desgraça.
Um menino da minha idade chegou no quarto e colocou uma toalha na minha cabeça e começou a tirar as minhas ataduras e colocar novas. Eu olhei mais para sua cara é percebi que era o menino que tinha quebrado o vaso.
–Obrigada — Disse o menino. Eu apenas acenei com a cabeça porque eu não conseguia falar. Mesmo depois do menino ter me tratado eu ainda estava fraca. Ele até que era bonito mas quando se tem 8 anos não se presta muita atenção nisso.
Ele olhou para mim preocupado quando a porta do quarto foi aberta.
–O QUE VOCÊ FAZ AQUI NO QUARTO DE UM MENINO!!! — gritou a mulher que tinha cortado o meu braço- A SENHORITA VEM COMIGO!!! "
–Lily, Lily acorda — alguém me tirou do meu sonho.
–Bom dia Michel
–Hoje você vai para Hogwarts -Como eu poderia ter me esquecido era hoje. Me levantei correndo e comecei a arrumar as minhas coisas. Coloquei tudo o que precisava dentro de uma mala que Michel tinha me dado. Quando desci Michel já tinha feito café da manhã.
Eu acho que Michel seria o que um pai irá ser, só que mais quieto, bem mais quieto. Ele me protege, me da um lugar para dormir e comida.
–Você quer que eu te leve até a estação?
–Sim porfavor -Terminei de comer e lavei o meu prato.
Ele colocou a minha mala dentro do porta malas e ligou o carro. Mesmo ele sendo um mago Michel preferia não usar essas coisas de mago, um carro trouxa era muito melhor.
Quando chegamos eu me despedi dele e entrei na estação. Tirei da minha mala o ticket de Hogwarts eu estava entre a estação 9 e 10.
Michel tinha me falado para entrar numa parede correndo assim eu estaria dentro da estação. Eu olhei para a parede e vi um menino correndo em direção dela com o seu carrinho, eu fui correndo em direção da parede com todas as minhas forças. De repente eu passo pela parede como se ela fosse fumaça mas o meu carinho é parado por algo.
Esse algo era aquele menino da loja chamado Malfoy. O meu carrinho parou com o impacto mas eu voei em direção do menino e cai em cima dele.
–SAIA DE MIM SUA SANGUE SUJO — levantei correndo e me desculpei, o Malfoy levantou a mão para bater em mim mas algo o parou nos dois olhamos para cima e eu vi o Malfoy só que maior, esse era o senhor da loja. Ele olhou para Malfoy com a cara reprovadora.
Em quanto ele puxava Malfoy para o lado eu logo tratei de entrar no trem. Eu ia andando pelas cabines vazias e fui para o fim do trem numa das cabines mais velhas e me sentei num canto. O trem começou a se encher é depois de todos terem entrado em suas cabines e fechado às suas portas eu me levantei e tranquei a minha.
Depois peguei um livro que eu tinha achado perdido no bar e comecei a lê-lo. Eu me distrai e me esqueci do tempo e logo uma senhora com doces chegou e bateu na minha janela, eu me levantei e destranquei a porta.
–Você vai querer algo querida?
–Não obrigada.
–Você não deveria ficar aqui sozinha.
–Eu sei obrigada.
–Logo chegaremos em Hogwarts melhor colocar seu uniforme.
Depois que ela foi embora eu peguei meu uniforme e me troquei na cabine pois não tinha ninguém em volta. Me sentei é comecei a ler o meu livro de novo. Quando o trem parou eu guardei o meu livro peguei a minha mala e sai da cabine e subi o corredor, no meio do trem havia uma concentração de crianças.
Quando cheguei mais perto eu tropecei e cai de cara no chão tudo que eu via era sapatos na minha frente. Quando me levantei eu vi Malfoy e fiz uma cara de desgosto por que esse menino tem de me seguir. Por acaso eu tenho uma placa que fale "Malfoy me siga" .
Ele e alguns outros meninos riam de mim. Ele olhou com desgosto para mim e saiu do trem. Antes que as portas se fechassem eu sai do trem. Todos os alunos foram andando em direção de um homem grande é barbudo. Eu vi Rose e outras crianças ruivas abraçando ele.
Ele chamou todos os alunos do primeiro ano e foi andando em direção do lago onde tinham vários barquinhos.
–SE SEPAREM EM GRUPOS DE TRÊS — gritou o gigante. Eu tentei fugir para longe de Malfoy mas ele me agarrou pelo braço e me enfiou num barco com um outro menino e ele mesmo, eu não conseguia ver quem era o outro menino mas ele provavelmente era um daqueles meninos no trem que estavam rindo de mim.
Enquanto o barquinho balançava com a água Malfoy passou a luz para o outro menino e chegou mais perto de mim. Ele estava planejando algo, assim que estávamos no meio do lago Malfoy me empurrou na água. Além da água do lago ser MUITO funda tínhamos um pequeno problema eu não sabia nadar.
Obviamente nos orfanatos eles não ensinavam como nadar porque eles mal te davam comida. Em fim ninguém iria me ver morrendo porque já era noite.
–SOCORRO!!! — A água está entrando na minha boca e eu ficava me debatendo- SOCORRO!!! ME AJUDEM!!! — Depois disso eu só me lembro de uma mão grande me puxando da água.
***
Eu estava deitada na cama da enfermaria e senti uma mão no meu cabelo, era tão quentinha.
–Ela vai melhorar? -Disse uma voz perto de mim.
–Sim senhor Smith a senhorita Black irá melhorar, na verdade já era para ela estar acordada.
Eu não conseguia abrir os meus olhos mas eu queria tanto qua aquela pessoa soubesse que eu estava bem. De algum modo eu me mexi um pouco, mas no mesmo instante que eu me mexi a mão saiu da minha cabeça a pessoa se levantou e foi embora. Quando eu abri os meus olhos eu só vi um menino saindo pela porta da enfermaria.
–Que bom que você acordou -Disse uma senhora vestida de enfermeira. Ela se levantou e veio em minha direção com um remédio- Bom eu sou a madame Pomfrey. Agora vamos se levante já era para você estar tento sua aulas. -No instante que eu me levantei eu me senti muito melhor aquele remédio realmente funciona. Mas quem era aquele menino?
Eu agradeci a Madame Pomfrey, e ela me disse para ir no escritório da diretora. Enquanto eu seguia as direções que a Madame de deu eu observava a beleza do castelo. Eu cheguei no escritório e bati na porta.
–Pode entrar -Disse uma voz fina. Quando eu entrei era um escritório gigante é atrás de uma mesa havia um senhora idosa- Olá sou a Mcgonagall, sente-se -Disse apontando para uma cadeira em sua frente — Então o que houve?
Toc, Toc
–Pode entrar -Quando a porta se abriu eu vi Malfoy e um menino atrás dele, ele vieram em minha direção e se sentaram nas duas cadeiras para a minha esquerda. Eu fiquei encarando o menino pois eu o conhecia de algum lugar.
–Hum, bom houve um acidente no lago de Hogwarts no primeiro dia de vocês senhores. E eu gostaria de saber se foi um acidente ou se foi alguma outra coisa. -Ela disse olhando para nós três. Especificamente para mim. -Bom o que os senhores tem a dizer? -Eu apenas abaixei a minha cabeça pois sabia que se fala-se a verdade Malfoy iria me punir depois.
–Bom eu apenas acho que a senhora Black queria ver o lago e foi muito para a ponta do barco e caiu -Disse Malfoy -Não é Smith? -Perguntou para o menino do meu lado, que também tinha a sua cabeça abaixada a apenas a levantou para concordar com Malfoy.
–Senhorita Black ele está dizendo a verdade? -Perguntou Mcgonagall. Eu olhei para o Malfoy que parou de sorrir e me olhou com desgosto, e eu sabia que se eu falasse que era mentira ele iria fazer algo muito pior.
–Sim senhora -Mcgonagall me olhou desconfiada.
–O senhor Malfoy está dispensado — Malfoy se levantou irritado e quando saiu bateu à porta forte.- Senhora Black é verdade que você veio de um orfanato? -Eu levantei a cabeça e afirmei que sim — E o senhor Smith também já esteve em um dos seus orfanatos então eu quero que o senhor Smith mostre o castelo para você senhorita Black. Hoje no almoço sua casa será selecionada. Estão dispensados.
Quando saímos do escritório eu olhei melhor para o menino e o reconheci do dia em que me cortaram.
–Você é o... -Ele tampou a minha boca e colocou o dedo na sua. Ele desceu as escadas e me levou do lado de fora perto de uma árvore.
–Eu não quero que você conte que eu fui para um orfanato para ninguém, também não fale que eu e você temos algum tipo de relação, ou que eu te visitei na enfermaria. Eu vou te mostrar a escola mas depois disso você nunca ouviu falar de mim. Entendeu?
–Sim -Eu disse balançando a minha cabeça.
–Vamos -Ele se levantou e me estendeu uma mão para me levantar. Entramos no castelo e ele me levou em direção de uma grande porta- Aqui é o salão principal é onde comemos as nossas refeições e vai ser aqui onde você irá escolher a sua casa hoje. — Ele me levou até a biblioteca — Essa é a biblioteca você pode estudar aqui e ler todos os livros que você quiser. Lá fora era o lago onde você pode ir com seus amigos a hora que quiser. Você já foi na enfermaria. Depois eles vão mostrar a sua casa comunal. Tchau. -E ele logo saiu da biblioteca.
Será que eu tinha feito algo errado e irritado ele, por que ele não queria que eu estivesse perto dele? Porque ele não queria que as pessoas soubessem que nos conhecíamos?
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