The Goth
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Estava chovendo e escuro lá fora, mas eu tinha que sair dali, tinha que dar um jeito de fugir já estava perto da data de ir para Hogwarts. Não que eu ligue ou saiba que lugar é esse. Mas eu irá para qualquer lugar que não fosse um orfanato.
Eu não tinha muitos pertences mas fiz uma pequena mala com as poucas coisas que eu tinha. Todas as crianças no quarto já estavam dormindo, já era meia-noite. É nesse horário que eles fazem a troca de guardas nos portões. E todos estão com sono então não irão perceber que tem uma criança a menos.
Me levantei o mais silenciosamente que eu consegui e sai do quarto tomando cuidado com o som que fazia para não acordar nenhuma das crianças, abri a porta velha cheia de cupim, e ela tinha que ranger no momento que eu mais precisava. Algumas crianças que têm o sono mais leve, se mexeram um pouco mas não acordaram.
Como eu era uma das crianças mais velhas eu ficava no último andar, no final do corredor. Sai correndo o mais silenciosamente que eu consegui, passei pela velha gorda que tomava conta do meu andar, ela estava dormindo, ela não fazia nada além de xingar as crianças do orfanato e as vezes nos punir por fazer perguntas ou pedir mais comida. Eu poderia jogar uma pedra em sua cabeça que ela não irá acordar.
Corri escada abaixo, fui para o quarto andar, quem tomava conta desse andar era um senhor magro e pálido que tinha preguiça de até respirar, então ele não estava ali, e sim em seu quarto. Tive de passar por um corredor pois no andar de baixo fica uma velhinha resmungona que NUNCA dorme, peguei uma escada de emergência, que nunca foi usada ou limpa.
O segundo e o primeiro andar, era das crianças menores então não precisava de vigia, sai do prédio. Vi um grupo de guardas saindo do prédio do lado, me escondi atrás de umas árvores. Fui correndo entre as árvores assim ninguém irá me ver, os galhos me arranhavam, e ardia um pouco.
Logo cheguei nos portões o grupo que ficava ali já tinha saído, e o próximo já estava chegando. Abri o portão correndo, era pesado e enferrujado, como era muito alto qualquer pessoa poderia ver que alguém estava abrindo-o, os guardas gritaram:
– Tem uma menina tentando fugir! — eles pararam sua conversa e começaram a correr atrás de mim.
Se eles me pegassem nem Deus sabe qual seria minha punição. O portão só tinha se aberto um pouco, mas era suficiente para eu passar, me espremi entre o ferro e passei. Eles gritavam:
–Abra o portão!
Corri como se minha vida dependesse disso. Comecei a ouvir passos apressados atrás de mim, como não me alimentava bem era fraca e não corria muito rápido. Tropecei algumas vezes na estrada de terra e em algumas pedras no caminho. Os guardas já tinha me perdido de vista e provavelmente voltado para o orfanato, ao amanhecer já mandariam alguém vir atrás de mim.
Cheguei numa pequena vila, não poderia pedir para que me deixassem dormir em suas casas pois eles me chutariam e iriam contar para o orfanato que eu estive ali. Cheguei na parte mais escura da praça que tinha no meio da vila e me sentei no chão, não queria dormir ali mas já era madrugada e logo irá amanhecer, me deitei num banco de madeira para descansar. Mas meus olhos já estavam fechando, não queria ceder ao sono mas não tinha como evitar, estava muito cansada da corrida. Logo cai num sono profundo.
***********
–Miau
Acordei com o miado, o sol já estava nascendo, e os moradores logo começariam a sair de suas casas. Olhei para o lado, um gato estava me encarando, como uma gato desses veio parar aqui?
Me levantei coloquei a minha mala nos ombros, e tratei logo de sair dali. Algum tempo depois distraída com os meus pensamentos, fui tirada deles por um som:
–Miau!
Não acredito que aquele gato estava me seguindo, não tinha razão, não tinha comida ou qualquer coisa que possa atrair algum bicho!
–Sai daqui- tentava espantar o gato- volta para o seu dono.
O gato continuou a me seguir. Como não tinha o que fazer deixei-o me seguir. Cheguei em uma cidade, e entrei no primeiro bar que eu vi. Devia ter comida ali, não comia fazia um grande tempo e já deve ser a hora do almoço.
–Com licença senhor você tem alguma comida aqui?-perguntei para o senhor atrás do balcão.
–Temos sim, você tem dinheiro?
Abri minha pequena mala e tirei um pouco de dinheiro que guardei durante os anos no orfanato, até que era um quantia boa, obviamente não tirei tudo pois ele iria me cobrar os olhos da cara por um simples prato de comida. Me deu uma prato com peixe e algumas batatas, e um suco de abóbora.Quando terminei e fui levar o prato para ele, o senhor pergunto:
–Veio aqui para comprar seus materiais de Hogwarts?
Fiquei assustada com a pergunta, pensei que Hogwarts fosse um lugar que ninguém conhecia.
–Sim -menti- como sabe?
–Pois aqui é um bar de bruxos, e nenhuma criança viria aqui para beber.
–Ah — percebi o quão idiota era minha pergunta.
–Você sabe entrar? — perguntou.
–Não
–Vou ver se tem alguém que possa te acompanhar.
Uma mulher com o cabelo castanho chegou perto e disse:
–Olá sou Hermione Weasley, você vai para Hogwarts?
–Sim
–Que ano?
–Primeiro
Atrás dela tinha uma menina e um menino com cabelos cor de fogo. O menino estava agarrado à sua perna já a menina sorriu para mim e estendeu a mão:
–Prazer sou Rose Weasley, também estou indo para o primeiro ano. — Disse animada — E esse é meu irmão Hugo Weasley. -Apontou para o pequeno menino agarrado na perna da mãe.
Eu tentei sorrir mas depois de tantos anos sem sorrir eu perdi a pratica.
–Sou Lily Black.
Eu apertei a mão da menina com medo de que algo iria acontecer. A muitos anos não tinha nenhum tipo de contato físico.
A mulher me deu um sorriso e começou a andar, parou na frente de uma parede, tirou um graveto de sua bolsa e começou a bater nos tijolos. Seus filhos ficaram olhando para a parede animados, mas eu só pensava a qual nível de loucura que um ser humano consegue chegar. De repente a parede se abriu, dei um passo para trás pelo susto.
Eu não acreditava no que via na minha frente, várias lojas com vitrines lindas, e cheio de pessoas andando por ali, nunca tinha visto algo assim. A mulher chamada de Hermione me perguntou:
–Você tem dinheiro? -Acenei com a cabeça que sim- Bom temos que irá ao Gringots pegar um pouco para nós.
Ela foi andando pelo beco e chegou no chamado Gringots, quando abriu a porta me surpreendi com o número de pequenas criaturas com orelhas pontiagudas. Ela chegou num balcão e disse:
–A conta dos Weasleys.
–A chave — a criatura disse, ela tirou a chave de sua bolsa e deu a chave a criatura. Depois dela pegar o seu dinheiro, me perguntou :
–Seu dinheiro é trouxa?
Como um dinheiro pode ser trouxa?
–O dinheiro trouxa é de uma pessoa não bruxa -explicou depois de ver a minha cara de dúvida — posso ver seu dinheiro?
–Sim — estendi um punhado para ela ver, me perguntando do que ela estava falando.
–Seu dinheiro é trouxa você irá precisar trocá-lo por dinheiro bruxo para comprar seus materiais de Hogwarts.
Ela me levou até o balcão onde a pequena criatura estava, eu coloquei meu dinheiro em cima do balcão, logo foi trocado por moedas de ouro, prata e bronze. Que eram chamadas de galeões, sicles e nuques. Depois de pegar meu dinheiro saímos do banco.
–Rose você e a Lily vão comprar seus livros que eu vou na loja de doces com o Hugo.
A menina ruiva concordou animada e começou a saltitar alegremente em direção de um livraria.
A vitrine da loja era cheia de livros estranho, tinha um dentro de uma gaiola que tinha uma boca. Entramos na loja e ela cumprimentou o homen atrás do balcão, e tirou uma lista de dentro do seu bolso e a colocou em cima do balcão e levantou dois dedos para o homen dizendo que era um para mim e um para ela.
Ele chegou com uma pilha de livros e os separou em duas pilhas menores em cima do balcão. O senhor nos disse o quanto tínhamos de pagar. Ela e eu colocamos alguns galeões em cima do balcão, pegamos os livros e saímos da loja.
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