Meu nome é Eve Bourne tenho 20 anos eu sou uma golden hunter e essa é a minha história.

Uma missão bem sucedida, mais um nephilim que voltou para o inferno. Apelidados por mim de demônios. Era assim que eu os chamava, demônios. Todos com intuito de fazer acontecer a dor, o sofrimento, a agonia e mais dor, pânico, desespero, raiva, ódio. Eles eram meus inimigos naturais, eu não os temia, não mais, não agora. Poderiam me aparecer cinqüenta e eu mataria todos um por um, arrancaria suas cabeças e os mandaria para o inferno que era o lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Eu caminhei pelo habitual corredor sem sentir minhas mãos, eu estava entorpecida, o desejo de vingança ainda estava correndo em minhas veias. Fechei minhas mãos em punhos. As mãos que mataram tantos deles e que não puderam ajudar quem tanto amava. Amor dissera, ele amor é uma fraqueza da qual qualquer hunter tinha que se livrar. Eu ainda sentia o gosto metálico em minha boca, o gosto da dor, da qual não poderia me dar ao luxo de sofrer.

— Parabéns Eve, mais um agora... e quem diria que você mandaria mesmo o Damon em pessoa de volta, e o Matthew onde está? Eu olhei com todo o desprezo para o meu eventual “colega” chamado James, ele com certeza sabia da noticia mas queria ouvir de mim. Meu olhar pareceu congelá-lo em seu lugar. Boa tentativa James.

— Morreu. – Eu disse friamente. Morreu. Um simples e inútil morreu.

Eu sai antes de ouvir sua resposta. E segui naquele maldito corredor. Abri a porta esperando ver os quatro anciões e velhos hunters reunidos naquela maldita mesa. A mesa em que eu e Matt tínhamos estado uma semana antes, eu queria chutá-la com toda a minha força sobre humana.

— Calma ai mocinha. – Exclamou Marco, que tinha o poder de ler a mente se você deixasse mais isso é uma coisa que eu explicarei depois.

— Calma? Você acha mesmo que eu tenho que me acalmar? Vocês – eu olhei para a cara dos quatro anciões, Marco, Alfred, Claus e por ultimo o único que se importava comigo Domenic – Vocês mandaram a mim e Matthew em uma missão suicida. Enfrentar o Damon em pessoa? Pois bem meus senhores estão felizes? Ele voltou para o lugar onde pertence, eu o mandei de volta. E isso custou a vida do meu parceiro.

— As vezes Eve, vidas tem que ser sacrificadas para um bem maior – falou Domenic com os olhos cheios de dor.

— Não Domenic, a vida de Matthew não precisava ser desperdiçada, e você sabia! – eu caminhei em sua direção – Você sabia e mesmo assim nos mandou. – eu olhei para cara de todos eles – Vocês são tão responsáveis pela morte de Matthew quanto o próprio Damon, nós não estávamos preparados. Não havia reforços, nada. Eu deveria estar morta agora. Claus olhou para meu rosto enfurecido com os olhos complacentes, não havia um vestígio de culpa ali.

— Nós não temos tal culpa senhorita Bourne e peço que se acalme, a senhorita é a golden hunter mais preciosa que temos, é preciso que seja tutora e treine alguém assim como Matthew a treinou. Não podemos mais desperdiçar hunters, ainda mais aqueles que chegaram em seu cargo, eles estão cada vez mais se desviando e a senhorita possui um dom incomum, todos nós há citamos no conselho e estamos cientes do seu sétimo sentido, você mandou o Damon em sua forma física para o inferno e isso não é de longe tão simples.

— Precisamos que treine e ensine tudo para um novo parceiro, é muito conhecimento para se perder, nós precisamos de você Eve. – Disse Alfred – E a sua solicitação de afastamento definitivo não podemos conceder, tire algumas férias, recupere sua alma, seu corpo, e volte preparada, os demônios não podem ficar a solta, eles estão ficando cada vez mais fortes e as nossas armas são cada vez mais escassas, hunters como você estão em extinção. Não podemos perdê-la.

— Vocês não podem me perder? – eu surtei – Vocês me mandaram em uma missão suicida. – trinquei meus dentes – você Domenic, você sabia e nem assim me avisou, eu poderia ter salvado ele.

Eu não podia suportar aqueles porcos hipócritas, eles mataram o Matt. Eles mandaram ele e eu para mandar o Damon de volta ao inferno sozinhos. E Domenic que eu considerava um pai, fizera isso comigo. Matt e Domenic tinham sido a minha única família, e... E... e eu amava o Matt, eu tinha finalmente conseguido falar com ele, expor aqueles sentimentos e ele me correspondeu naquela curta semana, ele tinha dito pela primeira vez que me amava. E agora ele se fora para sempre, e eles ao menos estavam se importando com isso? Eu estava agindo com o coração e não com a mente no momento, eu sabia disso. Eu sabia muito bem que se Matt estivesse aqui ele desaprovaria o que eu estava para fazer, mas ele não estava mais aqui. A verdade me inundou cruamente, ele não estava mais aqui.

Eu chutei a mesa vazia com a minha força sobre humana, ela voou e os anciões se levantaram.

Eles precisavam ouvir e ver! E iriam fazer isso agora mesmo. Eu decidi, mostrar tudo, e eles iriam ver e escutar, há iriam.

— Vocês, vão ver o que ninguém nessa merda de lugar iria fazer. Vocês vão ver o que Matthew fez.

Eu olhei ao meu redor e todos concordaram.

— Peço que dêem a mão, e não quebrem a corrente. Assim todos iram ver o meu ponto de vista nessa história.

Isso era um poder que nós Hunters temos entre nós, telepatia uns com os outros, quando um era o seu parceiro assim como Matthew e eu, não precisa de contato, mas como estou com os anciões a imagem fica mais viva se existe a corrente, e a minha memória passa entre eles como um filme visto há meus olhos.

Eu então eu evoquei a memória.