The Golden Ages
9 Thalia III
Acordamos no meio de uma chuva enorme, com raios, trovões e granizo.
-Oque aconteceu?- perguntei- ontem o tempo estava limpo.
-Não sei- disse Luke se levantando rapidamente e olhando em volta- parece que a tempestade só esta por aqui.
Olhei em volta, era verdade, e ela parecia estar arrastando a genet para cima, ela fazia a água subir, tirou peixes de dentro dela e fez a fogueira sumir em instantes. Então eu via sombra de uma pessoa, espere! Não era uma pessoa, parecia uma sombra.
-Oque é aquilo?
-Não sei, você também viu?
-Vamos sair daqui, rápido!
Tarde de mais, uma das sombras havia nos interceptado, ela não usava uma espada e sim um bastão de pura energia, ela cheirava ozônio e também era feita de energia como se ela fosse uma nuvem de fumaça com vários raios dentro.
-Oque...
-Olá, Thalia Grace e Luke Castellan — disse ele numa voz metálica- estávamos procurando por vocês.
-Oque são vocês?- disse me recompondo e vendo que mais ins 3 chegavam atras do primeiro- e oque querem aqui?
-Somos espíritos da tempestade, e bem oque queremos aqui é oque todos querem... Destruir vocês
Dizendo isso ele atacou, Fui mais rápida e ergui Aegeis enquanto tentava alcançar mina espada que estava no chão aos meus pés, mesmo com o escudo senti uma leve vibração, como se um raio tivesse me atingido. Olhei para Luke por um segundo para ver como ele estava indo, também parecia estar sendo atingido por raios pois toda a vez que a espada dele e os bastões dos espíritos se chocavam ele tremia. A minha dúvida era se eles eram espíritos como mata-los?
Deixei ela de lado e começei a lutar para não ser atingida com força total, pois isso devia gerar uma carga enorme, sempre que o golpe acertava um espirito ele parecia tocar em algo sólido mais não o feria, talvez se... era uma idéia louca mais devia funcionar.
Dei alguns passos para traz e joguei um raio no espirito, ele se desintegrou na hora, certo, pensei raio acaba com raio, nada nessa vida faz sentido, me virei para o outro espírito e acertei um raio nele também, e nos que Luke estava lutando.Assim que matamos todos eles a nuvem se dissipou e o céu ficou claro, mesmo assim nós dois estavamos encharcados asism como nossas mochilas e os cobertores, pelo menos nada havia sido levado pela tempestade.
-Queria muito saber porque os monstros sempre vem para cima da gente!
Gritei frustrada, olhando para cima, Luke me pegou pelos ombros e me fez andar.
-Também queria mais não vai adiantar ficar olhando e gritando para o céu, a melhor coisa que podemos fazer agora é andar para longe daqui.
-Tudo bem.
Falei numa voz desanimada, andamos até encontrarmos uma estrada que nos levou a saída da reserva, as pessoas lá nos olhavam como se tivessemos acabado de sair de uma churrasqueira, o que devia ser verdade pois os raios nos haviam fumegado. Achei muito estranho ver aquelas pessoas se divertindo, com crianças á espera para dar uma volta ou fazer um piquenique, e nós que tinhamos que lutar para sobreviver e não podiamos nos dar ao luxo de nem uma parada a noite. Luke pareceu ler minha mente pois falou.
-Um dia quando tudo isso acabar, eu e você vamos vir aqui, sem compromisso nem nada para fazer, apenas andar por aí e relembrar os tempos que estão passando.
-Acho que não quero por um dedo aqui depois que isso tudo acabar, se é que um dia vai acabar.
-Eu também não- ele parecia aliviado- só achei que você gostaria.
Fomos até a parada de ônibus e fretamos o primeiro ônibus que dizia que ia para longe daqui. Era um daqueles ônibus de viajem tinha bancos confortáveis era alto e compartimento de bagagem, pegamos um dos cobertores, sentamos um do lado do outro e colocamos o cobertor, fiquei um tempo olhando pela janela até todo mundo embarcar e o ônibus seguir seu caminho, olhei para todos ao entrarem, nenhum deles parecia ser um monstro e tinha a impressão de que a viagem ia ser tranquila, principalmente porque não haveriam paradas então ninguém mais entraria. Reclinamos nossas cadeiras ao maximo e ficamos olhando para o teto do ônibus. Meia hora depois pegamos duas barras de cereal e eu percebi como estava com fome, já estava escuro e haviamos passado o dia inteiro andando sem nada para comer.
-Mmmm, acho que um peixe cairia bem agora.
-Estou, com fome também Thalia mais e melhor dormirmos um pouco.
-Também acho, estou muito cansada
Eu meio inocentemente coloquei a cabeça em seu colo e esperei alguma reação, já que não veio nenhuma relaxei mais um pouco e coloquei os pés na cadeira do lado (eram 3 cadeiras em cada fileira) depois de um tempo senti a mão dele passando em minha cabeça, me senti feliz. Ele encostou a cabeça no vidro e se ajeitou colocando as pernas no banco também.
-Eu te amo Thalia.
-Também te amo.
Dormi um sono tranquilo, também como não, ele estava ao meu lado...
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