The Glue

6 Capítulo 6 – Everything will be okay


Notas iniciais
Bem, gente, eu lamento informar, mas esse já é o penúltimo capítulo. É, isso mesmo, só tem mais um. Mas estou fazendo o possível para eles ficarem os melhores possíveis. Lembrando que as partes em itálicos são partes da vida deles antes da Clareira, não são memórias. Ela não lembra de nada daquilo. Espero que gostem desse capítulo, ele foi bem especial! ♥ Créditos à ideia da parte do beijo a Vitória.

Capítulo 6 – Everything will be okay

– Eu sei que você está se segurando para não chorar. – disse Newt, e a garota abriu um sorriso amarelo; uma única lágrima escorrendo por sua bochecha vermelha.

– Talvez. – ela sussurrou, mordendo o lábio inferior quando sentiu-o tremendo.

– Ei. – Newt chamou sua atenção, segurando o queixo da garota e forçando-a a olhá-lo.

A garota sentia seu coração apertado, uma sensação de incômodo, medo e insegurança sendo despejado sobre ela como um balde de água fria. Ela sabia que não aguentaria muito tempo ali sem Newt e Minho, que já havia se despedido dela. Eles foram selecionados para o primeiro grupo de garotos que entrariam na Clareira do Grupo A. E ela, como uma variável, só entraria dali dois anos. Seriam os dois anos mais longos da sua vida.

– Vai ficar tudo bem. – garantiu Newt e a garota sentiu que no fundo nem ele acreditava nisso.

– Não, Newt, não vai, e você sabe disso. – ela disse, a voz embargada e o coração apertado.

– Vai sim! – ele insistiu, obrigando-a a olhar em seus olhos. – Nós vamos nos encontrar de novo, Frankie. – ele disse com segurança.

– Mas nossa memória estará apagada!

– Isso não importa. – Newt disse, segurando o rosto da garota e olhando com tanto carinho que ela sentiu o aperto no peito se aliviando. – Não importa quantas milhares de vezes apaguem minha memória, eu não vou deixar de te amar. Nós vamos nos encontrar de novo e vamos ficar juntos de novo. – ele previu.

– Mas não vamos nos lembrar. – ela murmurou.

– Não – concordou, uma tristeza avassaladora invadindo seu olhar. – Mas vamos construir uma nova história.

– Promete? – ela perguntou, começando a relaxar e se dar por vencida.

Antes que Newt pudesse responder, a porta do quarto GA1-10 se abriu. Minho colocou a cabeça para dentro do quarto, a expressão devastada e transtornada.

– Newt, está na hora. – ele disse.

A garota sentiu seu coração acelerando e a respiração se tornando irregular. Ela não estava preparada psicológica e emocionalmente para isso. Minho se aproximou do casal que passou a considerar seus melhores amigos desde o momento que entrara naquele lugar. Virou-se para a garota, finalmente caindo-lhe a ficha que, mesmo que a visse dali dois anos, não se lembraria dela.

– Tchau, baixinha. – ele murmurou, com a voz embargada, e a garota não conseguiu mais segurar as lágrimas. Ela o abraçou forte pela cintura, sabendo que sentiria falta daquele abraço amigo e reconfortante. – Vou sentir sua falta.

A garota lembrou que ainda passaria dois anos observando-os, sendo a única com memórias dos últimos anos juntos, e estreitou seus braços ao redor de Minho.

– Vou sentir mais, garoto asiático. – ela disse antes de eles se afastarem.

– Vamos, cara, Thomas já está nos esperando. — Minho disse a Newt, que apenas assentiu, virando-se para a garota.

– Promete? – ela perguntou-lhe novamente.

– Prometo, Frankie. – ele garantiu, segurando o rosto dela em mãos com todo o cuidado e carinho. – Meu coração pertence a você, isso não vai mudar.

A garota sorriu, com as lágrimas ainda escorrendo pelas suas bochechas, e fechou os olhos ao sentir os lábios macios e finos de Newt tocando os seus. Aproximou seu corpo do dele, sentindo seu calor natural e aproveitando o beijo calmo e intenso. Quando Newt estava para se afastar, a garota puxou a nuca dele e não o deixou quebrar o beijo. Quando finalmente se afastaram, a garota percebeu que Newt tinha um rastro de lágrimas no rosto.

– Eu te amo, Frankie. – ele disse, se afastando.

A garota abriu um mínimo sorriso nos lábios.

– Eu também te amo, loirinho. – ela disse, finalmente soltando seus dedos dele e observando a porta fechada por onde Newt passara segundos antes.

~*~

Acordei de um pesadelo com alguém cutucando-me. Senti o suor grudando alguns fios de cabelo em minha nuca e precisei regular minha respiração e expulsar imagens de Greg da minha mente antes de focalizar minha visão. Minho estava debruçado sobre a cama que eu dormia e com a mão ainda tocando meu ombro. Olhei em volta, vendo Newt deitado num cobertor no chão logo ao lado da cama, com a mão ainda estendida no chão como ficara enquanto segurara a minha mão como no dia anterior.

– Está tudo bem, baixinha? – Minho perguntou, preocupado.

Imagens de Greg tentando me tornar vítima e seu Banimento ao fechar das Portas. Preferi mudar de assunto.

– O que está fazendo aqui? – perguntei, sentando-me na cama e prendendo meu cabelo num coque no alto da cabeça.

– Vim me despedir de você, mas te encontrei se debatendo. – ele explicou, afastando-se quando fui me levantar da cama. – Pesadelo?

Assenti, levantando-me com cuidado para não acordar Newt. – Ele tem o sono pesado assim mesmo? – perguntei rindo.

– Você não tem ideia. – Minho disse, revirando os olhos enquanto me levava para fora do quarto e da Sede.

– Onde está me levando? – perguntei, franzindo o cenho.

– Vou te levar para comer. – ele disse. – Acredito que não voltará a dormir.

– Não mesmo. – concordei imediatamente ao relembrar o pesadelo que tinha tido.

Entramos na cozinha e de repente eu quis sair correndo. Não eram muitos garotos acordados àquela hora, mas assim que entrei tive a impressão de que eles multiplicaram. Era desconfortável todos aqueles garotos me encarando e eu preferi que Minho não tivesse me acordado daquele pesadelo. Mais cedo ou mais tarde eu teria acordado sozinha. Mas eu odiava aqueles olhares sobre mim, jogando-me a culpa por Greg ter sido banido no dia anterior.

– Respira, Frankie! – ouvi a voz de Minho e soltei o ar que nem percebi estar segurando. – Vamos pegar alguma coisa para você comer.

Segui-o calada até Caçarola, sentindo-me desconfortável sobre minha própria pele. Caçarola abriu um sorriso fraco para mim enquanto preparava dois pratos. Eu nem ao menos consegui retribuir e logo Minho estava me puxando por entre as mesas. Sentamo-nos de frente a Ben e eu quase quis enfiar minha cara na sopa.

– Você está bem, Frankie? – ele perguntou, parecendo preocupado.

– Não muito. – respondi, abrindo um sorriso um pouco amarelado.

Comi em silencio, apenas ouvindo Minho e Ben falando sobre Verdugos e o Labirinto. Depois de algum tempo, Chuck apareceu e sentou-se ao meu outro lado. Deu-me abraço rápido antes de comer tão silenciosamente quanto eu. Fiquei surpresa de início, mas logo abri o que foi o primeiro sorriso verdadeiro naquele dia. Voltei a comer, mais concentrada em meus pensamentos que nas colheradas de sopa. De repente, porém, uma comoção chamou minha atenção. O barulho da cozinha me fez perceber que algo estava errado.

Cutuquei Minho. – Não era para você e Ben estarem entrando agora no Labirinto?!

Minho pareceu um pouco desconcertado e Ben engoliu em seco. Algo estava realmente errado.

– Minho?! Ben?! – perguntei, arqueando uma sobrancelha sugestivamente.

Minho abriu a boca como se estivesse prestes a dizer algo, mas Ben o impediu.

– Alby nos deu folga hoje. – Ben disse.

Franzi o cenho, desconfiada da explicação deles. Abri a boca para perguntar o que raios teria dado em Alby para dar um dia de folga justamente para os Corredores.

– Só vamos entrar mais tarde. – Minho disse, como se lesse meus pensamentos.

Pensei em deixar esse assunto de lado, até que um Clareano passou atrás de mim e eu ouvi o nome de Greg.

– O que você disse? – perguntei ao segurar o braço dele e perceber que era um dos Aguadeiros. – O que está acontecendo?

O garoto olhou indecisamente para mim e depois por cima do meu ombro. Segui seu olhar e vi Minho coçando a nuca, como se disfarçasse qualquer movimento que fazia antes. A raiva por estarem me escondendo alguma coisa começou a crescer em mim e eu estava ainda mais decidida em descobrir o que era. Levantei-me do banco e, apesar de ser mais baixa que o garoto, pareci ligeiramente mais ameaçadora.

– Diga-me! – exigi, fuzilando-o com os olhos.

Ele engoliu em seco antes de responder-me.

– Estão recolhendo o corpo de Greg que os Verdugos deixaram em frente a Porta Leste. – ele contou, olhando para Minho como se pedisse desculpas. – Vão enterrá-lo no cemitério do Campo-santo e riscar o nome dele do Muro.

Aproveitei a vantagem de já estar em pé e corri para fora da cozinha em direção à Porta Leste. Um grupo de garotos impediram minha visão. Olhei para trás por cima do ombro e vi Minho se aproximando com Ben; eles eram Corredores, iriam me alcançar facilmente. Aproveitei a única oportunidade que eu poderia ter e me infiltrei entre os garotos, que pareceram surpresos demais em me ver ali para qualquer outra reação que não fosse me deixar passar. Quando cheguei às Portas, vi Alby e Newt com alguns garotos ajoelhados em frente a um monte disforme. Quando me aproximei, percebi que era Greg, ou o que restara dele. Corpo deformado, sangrento, e com as vestes rasgadas; outra cena que eu jamais me esqueceria. Mal percebi quando arquejei de terror.

– Frankie! – ouvi a voz de Minho logo atrás de mim e ele tentou me puxar, mas eu estava em choque, com certa parcela de culpa me preenchendo aos poucos, para seguir qualquer movimento.

Newt virou-se surpreso, com os olhos arregalados, e levantou-se para vir até nós.

– Eu pedi para não deixá-la ver isso! – Newt disse irritado, e finalmente entendi porque Minho havia me arrastado para a cozinha.

– Não pude fazer nada! – Minho levantou os braços em rendição, defendendo-se. – Essa baixinha é rápida e não é fácil segurá-la.

Newt suspirou, esfregando o ponto tenso entre os olhos, e me virou, levando-me para longe dali.

– Você não podia ter visto aquilo... – ele resmungou.

Eu ainda estava em choque. – A culpa é minha...

Newt parou em um supetão, colocando-se à minha frente e segurando meus ombros para forçar-me a olhar em seus olhos.

– Não, não é! – ele exclamou num tom alto que chegou a me sobressaltar. – Você é uma Clareana e é contra as regras machucar uns aos outros!

– Seria tão mais fácil se eu fosse à noite para o Labirinto e meu nome fosse riscado do Muro... – refleti, vendo Gally riscando o nome de Greg.

– Não diga isso nunca mais! – ele disse, parecendo horrorizado com a ideia.

– Seria melhor que eu não tivesse aparecido. – resmunguei, esperançosa que ele não ouvisse, mas fora em vão.

– Mas se você não tivesse aparecido, eu nunca saberia o que é amor. – ele murmurou, e eu me virei para ele, que tinha as bochechas coradas.

– O que disse? – perguntei, apenas por confirmação, pois eu havia escutado em claro e alto som.

Newt corou ainda mais, o que particularmente me pareceu ainda mais fofo e charmoso.

– Na-nada. Você trabalha comigo e com Zart hoje, para evitar... algum outro ataque. – ele mudou de assunto rapidamente. – Vamos!

Ele me guiou rapidamente em direção aos Jardins.

Se você não tivesse aparecido, eu nunca saberia o que é amar. – lembrei-me de suas palavras, e não consegui evitar que um sorriso sonhador se abrisse em meus lábios. Com certeza eu não esqueceria dessa frase e queria uma explicação para ela. Balancei a cabeça, sem querer ficar mais confusa do que já estava, e segui-o até a área de ferramentas de jardinagens. Newt pegou um saco de sementes, uma pequena pá de mão e um regador não muito grande e entregou-me.

– Sua tarefa é plantar essas sementes. – ele começou a dizer, mas eu logo o interrompi.

– Quem é o Encarregado? – perguntei.

– Zart. – respondeu Newt, franzindo o cenho.

– Então vou pedir um trabalho que eu seja mais útil. – eu disse, virando-me para ir até o garoto loiro que já se aproximava dos Jardins.

Newt segurou meu pulso, impedindo-me de continuar.

– Sabe que ele não vai mudar sua função. – ele disse, abrindo um meio sorriso sugestivo que fez meu coração acelerar.

Revirei os olhos. – E por quê não?

– Até parece que eu te deixaria fazer algo com o risco de se machucar! – ele disse como se fosse óbvio.

Mas não era, ao menos não para mim. Afastei-me de Newt, irritada com a sensação de inutilidade me tomando novamente, e procurei pelas fileiras onde eu plantaria as novas sementes. Passei as próximas horas sem dirigir a palavra a Newt, apenas vendo-o cortando alguns pés de trigo enquanto eu me arrastava pela terra de um lado ao outro – abrindo um buraco, jogando a semente, fechando o buraco e regando; repetidas vezes. Não era tão exaustivo quanto trabalhar com os Construtores ou com os Retalhadores, mas depois de algum tempo o calor já me castigava e meu corpo pedia pela cama. Estava tão concentrada em meu próprio trabalho que tomei um susto ao ouvir um grito e me dei conta que era ali nos Jardins. Soltei a pá e o regador e me levantei rapidamente, procurando a origem do som. Quando o encontrei, preferi não tê-lo feito. Newt tinha uma careta, enquanto Zart e algum garoto que eu não conhecia seguravam-no. Corri até eles, a preocupação cegando meus pensamentos racionais.

– O que aconteceu?! – perguntei, sentindo meu coração se apertando ao ver um corte largo na perna manca de Newt.

– Parece que um besouro mecânico atacou ele e ele acabou acertando a perna com a enxada. – explicou Zart.

Senti um click em minha mente e as instruções pareceram vir num jato.

– Levem-no para a enfermaria. – eu disse, já me afastando deles. Newt me olhou como se pedisse que eu não fosse. – Vou na frente para avisar os Socorristas. – expliquei.

Não esperei por qualquer outra resposta a não ser um gemido de dor de Newt e saí correndo em direção à Sede, sem me importar quando Alby e Chuck tentaram me parar e perguntar o que houvera. Não dei atenção a ninguém enquanto não cheguei ao quarto onde ficava a enfermaria. Jeff e Clint se levantaram de uma vez, surpresos com a minha aparição.

– Frankie?! – exclamou Clint.

– Newt... – eu murmurei, ofegante pelas emoções que conflitavam na minha mente. – Ele machucou a perna e Zart o está trazendo.

Jeff teve reação imediata: virou-se para ajeitar a maca enquanto Clint corria para pegar algodão e álcool. Logo após vi Minho, Alby e Zart carregando Newt porta afora e suado dele contorcido de dor. Ele foi colocado na maca e Alby se virou para nós.

– Frankie, Minho e Zart, já podem sair. – Alby disse seriamente.

Minhas pernas fraquejaram e quando vi Jeff limpando o ferimento de Newt eu não fui capaz de sair. Zart passou por mim sem me dirigir um olhar sequer e Minho apertou minha mão antes de sair. Fiquei onde estava, apenas revezando meu olhar entre Alby e Newt.

– Frankie... – começou Alby, em tom de aviso.

Pensei em como Newt ficara ao meu lado no dia anterior, sem reclamar do meu choro, sem se afastar uma vez sequer. E agora eu poderia retribuir.

– Não, Alby, não vou sair do lado dele. – eu disse firmemente, aproximando-me de Newt e sentando-me na maca do seu lado.

Alby suspirou, desistindo de discutir comigo.

– Tudo bem, só não atrapalhe. – ele disse por fim.

– Não vou. – garanti.

Jeff e Clint continuaram seu trabalho, mas eu preferi não ver o que faziam. Preferi segurar a mão de Newt, observando seu rosto contraído toda vez que apertava minha mão.

– Está muito profundo. – ouvi a voz de Jeff e eu me virei para ele rapidamente, arregalando os olhos. – Vamos ter que costurar.

Suas palavras foram como gatilho e Clint logo foi a um armário no canto do quarto. Quando retornou, trazia consigo linha, agulha, faixa de gaze, vela e isqueiro. Arquejei quando não vi nenhuma seringa.

– Sem anestesia? – perguntei, surpresa.

Clint negou. – Os Criadores nunca nos mandaram anestesia.

– Droga! – Newt praguejou e minha mente logo começou a trabalhar, pensando em alguma coisa que eu poderia fazer para amenizar sua dor.

Uma ideia insana surgiu em minha mente, mas eu logo a descartei, envergonhada. Quando ouvi o grito de Newt, eu soube que Jeff já estava trabalhando com a agulha e eu não teria tanto tempo para pensar numa ideia melhor. Respirei fundo, sem querer analisar as consequências do meu ato, mas me preparando para elas. Segurei o rosto de Newt em minhas mãos e ele me olhou franzindo o cenho, com gotas de suor escorrendo por sua testa. Fechei os olhos para não ver sua expressão e selei nossos lábios. Senti seus músculos tensos, até que suas mãos foram parar em minha cintura. Arrepiei-me quando senti seus dedos roçando na pele nua do meu quadril e arranhei sua nuca automaticamente. Eu não sabia o que fazer e muito menos como agir a partir dali. Quando Newt, porém, apertou meu quadril, eu soube que apenas aquilo não o distrairia.

Entreabri meus lábios e um turbilhão de sensações me inundou quando nossas línguas entraram em conflito. Não me dei conta de nada à nossa volta que não fosse o choque de nossos lábios, meus dedos em seu cabelo loiro e macio e suas mãos em minha cintura e meu rosto. Separamo-nos ofegantes e Newt selou nossos lábios uma última vez antes de permitir que eu me afastasse completamente. Jeff terminava de enfaixar sua perna e Alby olhava para lugar que não fosse para nós parecendo extremamente desconfortável.

Tive vontade de rir.

– Fique em repouso por alguns dias e esteja sempre trocando o curativo. – indicou Clint.

– Enquanto isso vamos arranjar alguma muleta, só cuidado para não abrir os pontos. – recomendou Jeff, já carregando Clint e Alby para fora do quarto, lançando um sorriso malicioso em nossa direção. – Vamos deixar os pombinhos a sós.

Mordi o lábio de nervoso, tentando evitar olhar para Newt, até que ele puxou meu rosto em sua direção e eu vi um brilho em seu olhar e um sorriso em seus lábios.

– Foi uma boa distração. – ele comentou e eu acabei abrindo um sorriso de lado.

– Foi, é? – foi a única coisa que consegui falar antes de ele assentir e me beijar novamente.

~*~

Semanas mais tarde...

– Olha, eu não sei quem plong vocês são, mas é bom que façam algo decente e mandem anestesia, novos medicamentos e roupas femininas com o próximo cara de mértila sortudo que chega na semana que vem. – eu urrei para o besouro mecânico que estava no muro à minha frente.

O besouro saiu rapidamente e eu me virei para Newt que, mesmo com a perna ainda enfaixada, já poderia caminhar com uma muleta e me esperava apoiado numa árvore não muito longe dali.

– Não sei se me assusto mais com o modo que falou com os Criadores ou com minha blusa que ficou gigante em você. – ele comentou, rindo enquanto lhe dava um tapa leve em seu braço.

– Bobo. – resmunguei, pegando a bainha da blusa que ia até metade da coxa e fiz um nó na altura do meu quadril.

Newt riu, segurando minha cintura e puxando-me contra si, fazendo com que eu batesse contra seu peito.

– Quanto tempo acha que ainda temos? – sussurrei, encostando nossas testas e levando minhas mãos ao seu cabelo.

Newt arquejou, apertando minha cintura.

– Tempo suficiente. – ele disse antes de selar nossos lábios e me fazer esquecer da nossa realidade. Mas isso não importava.

Eu estava com Newt.

Tudo ficaria bem.

Notas finais
Estou deixando aqui o link para a minha fanfiction de 5 Seconds Of Summer. Deem uma olhadinha, sim? Eu já postava ela no Spirit, mas agora que reabriu a categoria de bandas, resolvi passar pra cá. http://fanfiction.com.br/historia/625718/She_Looks_So_Perfect/