The Glue

7 Capítulo 7 – Epílogo


Notas iniciais
Então, gente, acho que é isso. Não quero prolongar muito, nem essas notas e nem a história. Minha intenção era realmente deixá-la pequena, e espero que vocês tenham gostado. E não, não haverá continuação apesar do final que planejei para ela, deixando claro. Deixo também a imagem nesse capítulo que gerou toda essa short-fic. Sim, minhas ideias saíram dessa maravilhosa imagem do Newt.

Capítulo 7 – Epílogo

– Frankie? – a garota ouviu a voz de Thomas a chamando e ela finalmente desviou o olhar da janela que se apoiava há mais de um ano para observar a paisagem lá fora.

Desde que Minho e Newt foram mandados para o Labirinto A, ela não fora mais a mesma e todos perceberam isso.

– Diga, Tommy. – ela falou, afastando-se da janela de modo devagar, de forma letárgica e doentia.

– As transcrições cerebrais de Newt mudaram. – Thomas disse, parecendo um pouco inquieto. – Talvez você vá querer ver isso. – ele disse, sua voz gaguejante de medo e ansiedade e logo saiu em disparada pelo corredor.

A garota, ainda atordoada, correu atrás do amigo.

– Tommy! – a garota chamou por ele, vendo-o desaparecendo no outro corredor.

Ela seguiu-o até a sala de controle, olhando em volta e vendo que a maioria das pessoas ali mal levantaram o olhar para si ou não perceberam sua presença. Ou foram instruídos por Thomas a não intervirem. A garota andou até a mesa de Thomas em silêncio, tentando não chamar atenção para si e se sentou na cadeira vaga entre Thomas e Teresa. Olhou para a tela e, no momento em que o fez, preferiu não tê-lo feito.

– O que ele pensa que está fazendo?! – ela perguntou, assustada.

Newt estava pendurado nas heras do Labirinto e a garota procurou por várias câmeras que enquadravam a mesma cena por diferentes ângulos. Nenhum Verdugo e nenhuma ameaça, apenas o loiro segurando as heras enquanto olhava para o chão há metros abaixo de si. O coração da garota pareceu simplesmente parar durante alguns segundos.

– Frequência cerebral acelerada, Thomas. – comentou Teresa, digitando rapidamente, mas com o olhar na tela.

– Não há como impedir isso? – a garota perguntei, sentindo a aflição tomando conta de si e expulsando toda a depressão que parecia ter a consumido desde que Newt e Minho foram mandados para a Clareira A.

– Que ele tente se matar pulando? – ironizou Thomas e a reação da garota foi derramar algumas lágrimas presas, fazendo-o se sentir desconfortável pela resposta seca e desagradável que dera à amiga. – Possivelmente não, mas podemos fazer Minho encontrá-lo o mais rápido possível.

A garota concordou, sem conseguir achar a própria voz. Viu Thomas digitando freneticamente e uma câmera sem foco particular em algum Corredor começou a se mover. Depois de alguns minutos e Newt já ter se jogado e quebrado a perna, lamentando não ter conseguido realmente se matar, o besouro mecânico controlado por Thomas achou seu alvo. Minho parecia confuso com o besouro tê-lo rodeado tão insistentemente e resolvera segui-lo. Sabia que Thomas não poderia estar fazendo o que fez – salvando Newt –, mas ela sabia que ele daria a desculpa de que era pelas reações dele que Frankie seria mandada futuramente.

Quando viu Newt em seu estado deplorável, Minho chorou junto à garota, mesmo sem saber e tudo o que a garota pensava era que deveria estar lá para impedir que Newt fizesse aquilo. Sentiu-se culpada, inútil e incompetente. Já deveria estar lá para ajudá-lo!

– Thomas. – a garota chamou atenção do amigo, que desviou seu olhar da câmera focada em Newt e percebeu que ela não desviara. – Sei que você está como um dos novos Criadores, então acho que pode fazer isso por mim.

– O que quer dizer, Frankie? – ele perguntou, confuso.

A garota se aproximou da câmera, que agora parecia focar no rosto de Newt, que implorava a Minho que o matasse.

– Está na hora de eu ir pra lá. – ela disse simplesmente, prometendo silenciosamente a si e a Newt que logo estaria lá para ele.

~*~

– Vamos, Chuck, temos que terminar isso logo para Alby! – eu insisti novamente, quando eu já tive certeza que o garotinho rechonchudo poderia ser capaz de me dar alguns socos.

– Pare de me atazanar! – ele reclamou, parecendo mais fofo do que irritado. – Não sou mulherzinha para já nascer sabendo lavar roupa!

Lancei-o um cortante, enquanto continuava a esfregar as roupas de um Clareano qualquer. Alby nos mandara para a Sede logo cedo com o trabalho de lavar todas as peças de roupa suja. E eram muitas. Pelo menos já estávamos para acabar.

– Olha como fala comigo, Fedelho! – resmunguei, fingindo irritação.

– Que eu saiba, a Fedelha aqui é você! – Chuck retrucou, sorrindo.

Eu ri vitoriosamente. – Ah, mas não por tanto tempo!

– Verdade, o novo Fedelho chega hoje! – Chuck disse alegremente e eu acabei sendo contagiada por sua euforia. – Estou louco para conhecê-lo!

– Será que ele vai plongar nas calças como você? – brinquei, jogando um pouco de espuma nele.

Chuck bufou.

– Para, só porque foi uma cara de mértila corajosa não quer dizer que todos são assim! – ele retrucou e jogou espuma em mim de volta.

– Também não tenho culpa, pirralho! – eu ri.

De repente um som alto invade meus ouvidos. Um alarme barulhento que me impedia até de entender meus próprios pensamento. Olhei confusa para Chuck, que apenas arregalou os olhos e deixou as roupas ainda molhadas de qualquer jeito no balde. Quando ele secou rapidamente a mão nas vestimentas, eu segui seu exemplo e fomos para fora da Sede. Abri a boca para lhe perguntar o que acontecia, mas o barulho estava alto demais e temi que ele não fosse ouvir minhas palavras. Franzi o cenho quando vi o amontoado de garotos rodeando a Caixa e fiquei mais confusa e surpresa ainda quando percebi que Chuck nos direcionava para lá. Quando paramos no perímetro da multidão, finalmente segurei o braço de Chuck e o impedi de continuar.

– O que está havendo? – perguntei.

– A Caixa, sua trolha, a Caixa está trazendo o novo Fedelho! – respondeu Chuck.

Arregalei os olhos, me infiltrando a cotoveladas na multidão como fizera no Banimento de Greg, que já parecia ter ocorrido há anos atrás. Quando cheguei à frente da multidão, nem me importei de ver a Caixa aberta e me virei para Newt, dando-lhe um selinho rápido.

– E então, minhas roupas chegaram? – perguntei, finalmente olhando para Gally e o novo Fedelho dentro da Caixa.

Moreno e com porte forte, os olhos castanhos familiares me guiaram diretamente para ele e um click veio à minha mente por conta própria.

– Tommy?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!