The Glory Days
1 Prólogo
[...]
— Eu o deserdo se você não for da Grifinória, — disse Rony — mas nada de pressão!
—Rony!
Lílian e Hugo riram, mas Alvo e Rose permaneceram sérios.
— Ele não quis dizer isso! — disseram Ginny e Hermione, mas Rony não estava mais prestando atenção. Olhando para Harry ele indicava com a cabeça um local a alguns metros dali. A névoa parecia ter diminuído um pouco, tornando possível ver três pessoas paradas, aliviadas pela neblina que se movia.
— Olha quem é.
Draco Malfoy estava em pé, com sua mulher e filho, um casaco abotoado até o pescoço. Seu cabelo estava com uma entrada, te tal modo que acentuava seu queixo fino. O filho lembrava tanto Draco assim como Alvo lembrava Harry. Draco percebeu que Hermione, Harry, Rony e Ginny olhavam para ele, acenou brevemente, e deu as costas ao grupo.
— Então aquele é pequeno Scorpius. — disse Rony entre os dentes — Arrase-o em todos os testes, Rosie. Graças a Deus que você tem o cérebro de sua mãe.
—Pelo amor de Deus, Rony. — disse Hermione, um pouco nervosa, um pouco sorridente. — Não os tente colocar um contra o outro antes mesmo de as aulas começarem!
— Você está certa, desculpe. — disse Rony, mas incapaz de se segurar, completou, — Mas não fiquemuitoamiga dele, Rosie, vovô Weasley nunca a perdoaria se você se casasse com um puro-sangue!
[...]
Rose apenas permaneceu calada. No seu interior havia uma promessa celada. Ela odiaria Scorpius Malfoy e toda a sua família para sempre. Sua mãe pode ver o seu olhar de determinação, quando ela fitou o seu pai enquanto todos olhavam para James, que contava algo sobre Teddy estar beijando a Victoire. Espera, Teddy Lupin beijando a nossa Victoire? Rose apenas sorriu. Ele sempre fazia isso, arrastava-a para cantos escuros afim de poder dar uns amassos — era o que ele dizia quando eram pegos.
— Você os interrompeu? — quis saber Ginny — Você é tão parecido com o Rony...!
A voz da sua tia a interrompeu, e ela riu junto com os outros, enquanto a cara do seu pai tornava-se em uma expressão de indignação.
Após um tempo, Harry anunciou que já era a hora de embarcar. Rose despediu-se do pai com um abraço, e esfregou as mãos juntas — elas estavam suadas.
Sua mãe sorriu. Deu um beijo em sua testa, e afagou os cabelos por um longo minuto.
– Não precisa se preocupar Rose, está tudo bem.
– Está tudo bem — Repetiu, sentindo uma leve tontura quando fora empurrada por James ao encontro do expresso. Hermione acenou, ao lado do marido que sorria para ela. Al demorou um tempo, enquanto conversava aos cochichos com Harry sobre algo que o preocupava — Ele sempre enrugava a testa quando isso acontecia, e seus olhos tão belos quanto os da avó e do pai, tio de Rose, ficavam escuros.
Sentou em um vagão vazio, fitando os familiares espalhados e acenando felizes. Seu primo sentou-se ao seu lado, respirando com certa dificuldade.
– Vai ficar tudo bem. — Repetiu as palavras da mãe, dessa vez direcionando-as ao primo.
O mesmo devolveu o sorriso, mas não parecia ainda tão confiante. A garota apenas deixou-se esquecer do primo, e mal percebeu quando seus pensamentos vagaram para algo, mais precisamente para alguém. Alguém que deveria estar sentado em algum lugar deste trem. Alguém que nem toda a névoa do mundo poderia ocultar por completo, porque apesar de quase não ter o visto, viu o bastante. Balançou a cabeça e concentrou-se nos primos e nos amigos que entraram no vagão, animados quanto as voltas as aulas, ou o começo delas.
Tudo estava bem. Afinal, estava bem havia anos. O que haveria de mudar?
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