The Glitch
1 No Hospício
Notas iniciais
Todos estavam sentados em suas classes quando o sinal finalmente bate... ai então a gritaria começa, avião de papel sendo jogado ali, barulho de mesas sendo arrastadas aqui, Nicole então sai correndo para fora da sua sala de aula em quanto podia, pois logo as crianças também sairiam de sua sala, e era impossível andar perto delas, chutes empurrões entre outros, já era o suficiente para se arrepiar.
Nicole não era uma pessoa muito social longe de seus amigos, ela tinha cabelos castanhos e usava algumas presilhas vermelhas, uma coisa bem estranha é que apesar de ter o cabelo escuro, seus olhos eram azuis claros.
Era o seu último dia de aula, ela estava louca para sair de sua escola e mal podia esperar para passear com seus amigos depois das aulas.
(Na praça)
"-Elas estão atrasadas de novo!" Diz Carlos com uma cara de impaciente.
Carlos era um garoto com o cabelo totalmente negro, seus olhos eram verdes e ele era um pouco "Grudento" se é que me entende.
"-Da próxima vez eu vou chegar 2 horas depois!" Responde Eduardo jogado em um banco da praça, já desistindo de esperar tanto.
Já Eduardo era loiro, com olhos verdes tão fortes que pareciam falsos, por isso seus olhos chamavam muita atenção.
"-Vamos sem elas?" Diz Carlos
"-Se você quiser apanhar, vamos!" Diz Eduardo
"-Então esquece." Diz Carlos
"-Desculpem a demora." Diz Suzana
Suzana, muito parecida com seus irmão, Eduardo... afinal de contas eles eram gêmeos, Eduardo era apenas 3 minutos mais velho, Suzana era a namorada de Carlos, o melhor amigo de Eduardo.
"-Da próxima vez vamos chegar antes." Diz Nicole
"-Pois eu não desculpo." Diz Carlos
"-Bobo!" Diz Suzana
"-Haha!" Carlos ri baixinho.
"-Vamos logo." Diz Eduardo
As 2 seguiram a rua atras dos garotos, eles tiveram a oportunidade de escolher o lugar, afinal já estavam todos cansados de ir ao "Shopping"
Os garotos não disseram onde eles iriam, pois queriam uma surpresa, não demorou muito para chegarem ao seu "Destino"
"-Chegamos!" Diz Carlos
"-Oque? É uma piada?" Suzana fala arrepiada
"-Não vai fazer a gente entrar ai, vai?!" Diz Nicole
Eles levaram elas para um hospício, parecia estar ali a muito tempo, não foi difícil de reconhecer, afinal uma lenda ecoava pela cidade, sobre a existencia de fantasmas dentro daquele lugar.
"-Eu e o Carlos que escolhemos o lugar." Diz Eduardo
"-Ava!" Diz Nicole
"-É muito chato ficar sempre indo ao shopping, ter que segurar pilhas e pilhas de roupas!" Diz Carlos
"-Pelo menos é permitido entrar no shopping!!!" Responde Suzana
Mas não foi possível convencer os garotos, afinal era a vez deles de escolher o lugar, então é obvio que elas acabaram entrando.
Entrando na prisão, a porta atras deles fecha rapidamente, eles não se assustaram, pois pelo tempo de chuva, o vento teria ficado mais forte.
Logo todos tiram sua atenção da porta, quando Eduardo abre sua mochila e recolhe alguma coisa.
"-Que isso um enfeite de natal?" Nicole fala ironicamente.
"-Isso é um detector!" Responde Eduardo
"-Hã? Como assim um detector?!" Suzana fala confusa
"-Ele serve para detectar fantasmas!" Diz Eduardo
"-Acorda Eduardo, fantasmas não existem, muito menos detectores, não samos "Caça Fantasmas"
"-Não custa tentar!" Diz Carlos
"-Não custa deixar de ser teimosos!" Diz Suzana com desdem
"-Vamos fazer assim, se vocês colaborarem, vamos ao cinema e eu pago!" Diz Eduardo
"-Você é idiota?" Diz Nicole
"-Sim." Diz Eduardo
"-Ta bom, vamos acabar com isso." Diz Suzana
Eduardo entrega um "Detector" para cada um deles, logo depois explica como funciona, Logo ele pede para que todo o sigam.
"-Vamos." Diz Eduardo
Todos andavam atrás dele, o mais estranho é que aquele corredor parecia não ter fim, eles já estavam andando a meia hora.
"Para!" Diz Suzana
"-Oque foi?" Diz Eduardo
"-Vocês ainda não perceberam?" Diz Nicole
"-Oque?" Diz Eduardo
"-Não chegamos no final do corredor até agora, não é possível ver o fim dele, e também não conseguimos ver a porta da saída." Diz Nicole
"Está tentando dizer que estamos perdidos?!" Diz Eduardo
"-Nós nunca, jamais vamos nós perder!" Diz Carlos
"-Cala a boca, já estamos perdidos." Diz Suzana
"-Afinal, o hospício não era grande do lado de fora, acho que estamos andando em círculos!" Diz Nicole
Logo depois, um barulho ecoa pelo corredor, era difícil de saber seu destino pois os vários e vários corredores deixavam o som ainda mais alto.
"-Que barulho é esse?" Diz Suzana
"-Deve ser só um rato." Diz Nicole
"-E-É, deve ser só um rato..." Diz Eduardo
"-Espera, Eduardo não me diga que esta com medo?!" Diz Carlos
"-Eu com medo? Quem você acha eu sou?!" Diz Eduardo
"-Uma criancinha chorona." Diz Carlos
"-Cala a boca Carlos, eu vou provar para vocês que não estou com medo!" Diz Eduardo
Eduardo então vai se aproximando de onde o som aparentava vir, cada vez mais e mais alto, quando o som simplesmente para.
Eduardo se vira sorridente, e se depara com seus amigos o encarando, logo eles suspiram de alivio.
"-Viu? Eu disse que não era nada..." Diz Eduardo
Logo um rato passa pelo corredor, em direção a Eduardo, o som aumentava mais e mais.
"-HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!" Eduardo grita igual uma garotinha ao perceber o rato.
O rato assustado com o grito sai correndo, Eduardo cai no chão, e encara o rato que fugia para longe.
"-V-Viu? E-Eu estava só brincando..." Gaguejava Eduardo
"-Claro, você estava só brincando..." Diz Carlos
Os 3 então começam a gargalhar de Eduardo, que parecia estar pálido por conta do susto, nem mesmo as garotas teriam se assustado.
"-Agora levanta criança, temos que continuar andando." Diz Nicole segurando suas risadas.
Não demorou muito e todos, lembrando da cena que acabara de ver, voltam a gargalhar mais e mais.
"-Ta bom, chega!" Diz Suzana
"-Vamos continuar andando." Diz Suzana
Eduardo se levanta, limpando as roupas empoeiradas, ele ainda estava vermelho, após ter passado um mico tão grande.
Os 4 continuam andando, as garotas no final da fila cochichavam e trocavam risadas, era bem obvio saber qual era o tema do assunto.
"-Ei! Olha lá!" Diz Carlos
Todos então param, prestando atenção nas palavras de Carlos, ele apontava para uma porta velha de metal, Carlos se aproxima e a porta abre sozinha, apesar de estar velha, não parecia danificada.
"-Que bizarro..." Diz Nicole
"-Vamos entrar?" Diz Suzana
"-É claro." Diz Eduardo
"-Vamos." Diz Carlos
Os 4 atravessam a porta, não tinha nada de mais dentro daquela sala, era um refeitório, comida podre deixada por alguém em cima da mesa era dominada por vermes horríveis e nojentos.
"-Eca!" Diz Suzana
"-Que nojo!!!" Diz Nicole
As duas fazem força para não vomitar, realmente era uma cena nojenta estranha e horrível.
Carlos ilumina as paredes da sala com sua lanterna e encontra o interruptor, ele se aproxima e pressiona.
Para a surpresa de todos, a luz ainda parecia funcionar depois de tanto tempo, oque era realmente estranho.
"-Ainda funciona?!" Diz Nicole
"-Isso esta aqui a 10 anos." Diz Carlos
"-Eu estou sonhando?" Diz Eduardo
*Apitando* *Apitando* *Apitando*
"-Hã?! Os detectores funcionam!" Diz Eduardo
"-Está brincadeira né?!" Diz Nicole
Todos então correm em direção a porta, mais ela parecia não querer abrir, Eduardo tenta arromba-la mais não tem sucesso.
"-Parem com essa brincadeira!" Diz Suzan
"-Mas, não é brincadeira." Responde Eduardo
Então, uma das luzes de teto começa a piscar, e logo se desprende do teto, caindo no chão em pedaços.
Logo as mesas começam a virar sozinhas, todas as luzes começam a cair, as cadeiras são atiradas na parede magicamente, então a porta finalmente abre.
Todos se deparando com a cena correm para fora da sala e fecham a porta rapidamente, sem fôlego, e assustados de mais para falar alguma coisa.
Todos se encaravam em silêncio, por um tempo que parecia uma eternidade, suando e assustados, apenas se encaravam como se fosse tudo um sonho, Suzana abraça os joelhos e chorava baixinho, Carlos a abraçava, e escutava suas palavras abafadas.
"-Não é real, não é real." Cochicha Nicole para si mesmo.
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