The Girls

5 Capítulo 5


Cap. 5

Yayoi começou a suar frio, não queria que aquilo fosse anunciado sem mais nem menos, afinal, ela, ainda, não havia contado nem para sua melhor amiga. Começou a respirar cada vez mais fundo, mas apesar disso parecia faltar ar em seus pulmões. Yunho não tinha a intenção de contar, já que aquilo não interessava a ninguém além dele e de Yayoi, só estava querendo ver a reação dela. Começou a ficar um pouco preocupado ao vê-la tão ofegante, ficara até com um pouco de medo que ela tivesse um piripaque.

-E então? – Kyuhyun perguntou

-Para Nooooossa Alegria! – DongHae cantou fazendo com que todos olhassem para ele

-Que isso, mané? – Jejung perguntou

-O quê? Tô cantando, só...

-E agora por acaso é hora de cantar? Estamos num momento tenso aqui! – Ryo falou – Vai, Yunho, desembucha!

-Ahá! Pegadinha do Malandro! Yeah, yeah! – Yunho disparou e olhou para Yayoi, que respirou aliviada. Os demais o olhavam com cara de “wfh”

-Na boa, véi... Eu não acredito em você! Tenho certeza, absoluta, de que tem coelho nesse mato!

-Yah? Tem algo pra falar? – Rita perguntou

-Eu? Não, por que teria? – respondeu cinicamente

-Ah Yah, tu sabe nem mentir, véi! O que vocês estão escondendo, hein? – Ryo insistiu

-Já se pegaram antes? – Kyuhyun perguntou curiosíssimo. Quando Yayoi ia rebater, Nina apareceu na sala miando, se esfregando na batente da porta.

-Vou lá atender a minha filha e deixar vocês aí! – Yayoi falou levantando-se do sofá e pegando sua gata no colo – Sempre você pra me salvar, né sua linda! – ela falou baixinho a abraçando forte e beijando a. Yunho logo foi atrás dela, mas ela não percebeu.

- Tu sabe nem disfarçar, véi! – Ryo gritou logo que Yunho se levantou do sofá, mas ele não ligou e continuou andando — Vai correndo atrás da Yah e depois vem jogar que é “pegadinha do malandro”? Ele pensa que engana quem?

Yayoi estava agachada, no armário, pegando ração para Nina e Yunho se aproximou sem dizer nada, foi apenas indo em direção dela. Rapidamente ela pegou sua gata no colo porque sabia que ela o arranharia caso não gostasse dele.

-Yayoi, precisamos conversar.

-Não precisamos não. Não sei nem do que você está falando. – ela falou segurando sua gata enquanto ele se aproximava mais. Mas ao invés da Nina começar a rosnar, ela começou a ronronar ao o vir se aproximando. – Droga, Nina — Yayoi pensou.

-Pode soltar ela no chão, não precisa ficar na defensiva. – ele falou passando a mão na cabeça da gata. Mesmo contra a vontade, ela obedeceu e foi surpreendida por este que lhe segurou contra o armário. – Por que você está fugindo de mim, hein?! Por que está tão na defensiva? Sendo que quem deveria estar mais ferrado sou eu, hein? – ele disparava as perguntas a encarando. Começou a aproximar cada vez mais o rosto, os lábios estavam cada vez mais perto dos dela – Estava com saudades.... – sussurrou e quando estava próximo de beijá-la, ele solta um grito porque a peluda resolveu fazer da perna dele um arranhador. Yayoi, rapidamente, desvencilhou se dele e foi pegar a gata no colo

-Muito bem, Nina. – ela falou baixinho, a beijou e foi para sala.

Na sala

DongHae estava pensando em como poderia chegar perto de Priscila, já que esta estava sempre rindo e conversando com Jejung, que também não saia do lado dela. Ryo sentia uma pequena pontada toda vez que via Jejung cochichando algo no ouvido de Priscila, mas ela não sabia muito bem se estava sentindo ciúme de sua amiga ou do outro ser. Por via das dúvidas, ela preferia achar que era de sua amiga, afinal, como ela poderia sentir isso de um ser que mal conhece? Kyuhyun não conseguia parar de olhar para Rita, que logicamente o encarava também. Ela sabia muito bem o que sentia, já ele não estava se entendendo ou não estava querendo entender. Ficar perto dela havia mexido muito com ele, só que admitir não seria uma coisa que ele faria com facilidade, afinal, ele era o Kyuhyun.

-Cambada, todos indo embora. Quero dizer, homens vão embora e as mulheres ficam! O último que sair, fecha a porta.

-Como você é estranha, Yah. Dispensa um homem lindo e maravilhoso como eu para ficar com as meninas? – Kyuhyun falou

-Deixa de ser convencido, menino! Eu preciso das meninas porque vamos combinar direitinho a macumba pra vocês.

-O que? Mas.... Mas....

-Hae, espera lá na casa do Kyu que depois passo lá para irmos embora. – Deborah falou e mandou um beijinho. Yunho foi caminhando, mas sempre olhando para trás, enquanto Yayoi sempre fugia do olhar dele. Depois de escutar a porta bater, fechou os olhos e respirou fundo, mas antes de alguém falar alguma coisa, ela abriu os olhos e voltou a falar

-Então, é o seguinte: já que vamos ensaiar lá onde o fluxo de gente é intenso, graças a dona Rithy, precisamos arranjar codinomes.

-Eu serei a Aimeé Lee – Deborah falou

-Eu serei a Shin – Rita falou – Yah, e os lanches? – perguntou e logo recebeu uma fuzilada

-Eu serei a Lily – Priscila falou sorridente.

-Lily? Iiih, gente, cuidado com a Pryh. – Yayoi brincou

-Por que, Yah? – Deborah perguntou curiosa

-Porque ela é a bruxa da luxúria. Na verdade é Lilith, mas alguns a chamam de Lily. – Yayoi explicou com um mero sorriso no rosto e Priscila ficou sem graça.

-Uuuui, Pryh se revelando! – Ryo brincou – Brincadeiras a parte, eu serei a Nick. – as meninas continuaram a conversar sobre como seriam os ensaios, Ryo se prontificou a arranjar as máscaras e Priscila de levar o aparelho de som.

Algumas semanas depois

As meninas estavam ensaiando toda semana, sem descanso. No começo ficaram meio envergonhadas, mas depois desencanaram e ensaiavam como se não houvesse mais ninguém. Mas torciam para que Kyuhyun nunca aparecesse por lá, Jejung apareceu algumas vezes, mas nunca reparou nelas ou pelo menos nunca parou para observá-las. Já Yayoi torcia para que, principalmente, Yunho não aparecesse porque com certeza ele a descobriria pelo jeito de dançar.

Yayoi estava voltando pra casa, toda distraída, escutando música e perdida em seus pensamentos, quando Jejung aparece de repente em sua frente

-Ai, ô! Que susto! O que você quer?

-Creeeedo! Isso é jeito de me tratar? Eu não sou o Kyu, não!

-Iiih, tá emo hoje é? Mas tá, desculpa. O que você deseja de mim, meu querido Jejung.

-Um abraço! – ele falou já a abraçando – E você tem o telefone daquela sua amiga loira? – perguntou se afastando

-Sabia que tinha alguma coisa além... Não, Jejung, ela é minha amiga, sempre estamos juntas e eu não tenho o telefone dela.

-Não? Aah...

-Foi ironia, poio! É claro que eu tenho! Tenho telefone, e-mail, facebook e twitter.

-Mas face nem adianta porque eu não tenho.

-Como não? E o “Poio Kim Jejung” que eu tenho adicionado?

-Aié! – lembrou ele, rindo sem graça – Você poderia por favor me passar esses dados?

-Pode ser depois? Não tenho eles agora.

-Ok dokie!

-Yaaaa-yoi! – Kyuhyun a chamou aproximando se

-Fala, pessoa.

-Tenho uma pergunta para te fazer, onde você vai quase todo dia e volta sempre esse mesmo horário? – perguntou curioso fazendo ela suar frio.

-Trabalho voluntário. Isso, vou no trabalho voluntário. – respirou aliviada ao conseguir pensar rápido

-Ué, mas não era só de domingo? – Jejung perguntou

-Era, mas eu mudei! – mentiu. – Agora chega de perguntas, preciso entrar.

-Eu tenho mais uma, espera! Por que você foge do meu primo?

-Eu falei que chega de perguntas! – respondeu ela, entrando em casa rapidamente. – Como o Kyu consegue ser tão inconveniente? – ela falava sozinha, apesar de conhecer muito bem seu vizinho.

Deborah convidou Priscila para jantar em sua casa, já que estaria apenas ela e o irmão. Ao entrarem na casa, DongHae ficou todo aceso ao vir Priscila e abriu um sorriso digno de propaganda de pasta de dentes. Ela também não estava muito diferente, só não demonstrava descaradamente por estar envergonhada, mas por dentro estava explodindo de felicidade.

-Hae, vamos pedir pizza hoje, ok?! – Deborah falou pegando o cardápio da pizzaria e DongHae levantou o dedão afirmando, porque mesmo que não afirmasse o jantar seria aquele de qualquer forma.

-Deh, que tal chamar as outras meninas? – Priscila sugeriu e DongHae estava quase a xingando mentalmente.

-Não sei, eu perdi o número da Rithy, o celular da Ryo tá dando piti e a Yah falou que tava cansadona.

-É a idade. – DongHae disparou se referindo a Yayoi, fazendo elas rirem. Acabou que ficando apenas os três mesmo, pediram as pizzas e estavam decidindo se iam assistir um filme ou ficar apenas conversando. Optaram apenas ficar conversando mesmo, já que, pelo menos Deborah e Priscila, mais falariam do que assistiriam o filme. Enquanto comiam, DongHae ficou matutando em como chegaria em Priscila quando sua irmã fosse para o banho ou simplesmente capotasse no sofá, como de usual...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.