The Girls

4 Capítulo 4


Cap. 4

Ela arregalou os olhos, aquilo não podia ser verdade, era coincidência demais . Yunho também ficou olhando para ela, mesmo conversando com outras pessoas, disfarçava e olhava para ela, também tentando se lembrar da onde a conhecia.

–Yunho? Yun? – Kyuhyun o chamava e como ele não respondia, resolveu seguir o olhar dele e sorriu – Tá afim da, Yah é?

–Hm?

–Já sei da sua, primo. Mas é melhor tirar o cavalinho da chuva.

–Por que? Ela tem namorado?

–Não, mas é mais difícil que morder rapadura, sem dente! – ironizou.

–Não seja tão mau, Kyu!

–Ele só está falando a verdade, Yun. – Jejung se intrometeu – Que eu me lembre, nunca a vi com ninguém.

–Ela é entendida? – Yunho perguntou, fazendo os outros dois caírem na gargalhada.

–Também não é para tanto. Uma vez fomos juntos num pub e ela ficou com um cara, mas como não fui com a cara dele, dei um jeito de sabotar. – Kyuhyun falou

–Como?

–A agarrando, lascando um beijo e...

–Levando um tapa! – Jejung completou. – O cara foi embora correndo ao presenciar o tapa.

–Doeu, mas valeu a pena. Ele já estava muito atiradinho. – Yunho ria e continuava a tentar lembrar de onde a conhecia. O nome, os traços e os trejeitos não lhe eram estranhos, mas ele precisava de algo mais para ter certeza se era realmente quem ele estava pensando que era.

DongHae ficava olhando Priscila, de longe, estava gostando de vê-la rindo feito uma doida conversando com sua irmã, que era igualmente doida. Sorria sozinho ao vir aquilo, afinal, parecia um bom presságio. Já que se, no futuro, eles tivessem uma relação, estaria meio aprovado pela irmã. Aquela que sempre implica com qualquer relacionamento que ele tivera, que segundo ela, “nenhuma prestava”. Rolou os olhos ao lembrar daquilo, mas subitamente começou a rir ao vir as duas fazendo uma dancinha divertida. Aquilo com certeza era ideia de sua irmã, afinal, era do gênero dela. Sempre que ele estava meio triste, chateado, ela fazia dessas dancinhas para o divertir.

–Vem aqui junto, Yah! – Deborah chamou

–Eu não! Tá doida? Não sou como vocês que ficam cheirando pó de giz! – brincou – Vou lá dar uma olhadinha na Nina e já volto!

–Eu quero ir também! – Kyuhyun se prontificou

–Não, mas não mesmo! Da última vez você a puxou pelo rabo e é capaz de ela te arranhar, fora quê, vai que dessa vez você resolve puxar os bigodes dela. Fica aí! – ela ordenou fazendo sinal para ele se sentar e este obedeceu, causando riso nos demais. Yunho aproveitou a deixa para ficar a sós com ela e assim, quem sabe, descobrir quem ela é. Perguntou ao Kyuhyun onde era o banheiro e logo entrou, deparando com ela, que dava comida para sua gata, na cozinha.

–Erm, oi! – falou ele, assustando-a

–Ai, que susto! Não faça mais isso!

–Ehe, desculpa! – um silêncio constrangedor se instalou, se ouvia apenas o ronronar de Nina. – Por acaso, nós não nos conhecemos de outro lugar? – ela gelou por um instante ao ouvir aquilo.

–Que cantada mais antiga, não? Mas eu acredito que não, Yun. – ela falou. Yunho arregalou os pequenos olhinhos ao ouvir a “palavra chave”, enquanto ela xingou se mentalmente por ter dito.

–O que você acabou de dizer?

–Yunho. Eu disse Yunho. – tentou disfarçar

–Você falou “Yun”.

–Se você escutou, por que perguntou? – falou grosseiramente na tentativa, sem sucesso, de assustá-lo

–Só quis ter certeza... – ele falou indo para mais perto dela – Yah... – sussurrou perto do ouvido dessa que rapidamente se esquivou, mas ele a segurou. Olhou a fixamente, indo dos olhos aos lábios, mas antes que pudesse fazer algo, uma voz os interrompe.

–Yah! Yah! Pode me ajudar aqui? Meu maninho acabou de torcer o pé! – Deborah a chamava fazendo com que Yayoi agradecesse internamente.

–O que vocês estavam fazendo? – DongHae perguntou curioso – Se pegando? – disparou mexendo as sobrancelhas e logo em seguida recebendo um tapa de sua irmã.

–Senta aí que já faço uma compressa. O que foi que aconteceu?

–Ele começou a fazer uma dancinha alegre e acabou se desequilibrando. – Deborah explicou enquanto DongHae sorria envergonhado. Yunho se agachou e começou a fazer massagem no pé dele, espantando os que estavam presentes. Yayoi colocou a água quente numa bacia, ele colocou o pé do mais baixo, continuou a massagear e por fim terminou a compressa. Logo em seguida todos apareceram na cozinha falando alto e quase se atropelando dizendo que precisavam de banho porque estava começando a esfriar.


De noite

Estavam todos na sala, combinaram que iam assistir a algum filme. Alguns no sofá, outros jogados no chão. Kyuhyun estava pensando em algum jeito de pregar outra peça em Rita, para “vingar” o que ela havia feito na piscina. Ficava olhando para ela, reparando nos trejeitos, na maneira de falar e acabou esboçando um sorriso tímido, mas o suficiente para seu primo reparar.

–Que foi, Kyu? Afim da menina? – Jejung cutucou

–Quê? Não viaja, cara! Tô é tramando um plano....

–Uhum, sei e eu não depilo meu sovaco! Tá na cara que você tá afim dela! Te peguei sorrindo olhando pra ela!

–Eu já expliquei a razão!

–Tá, se você diz... Eu, como sou diferente de você, não ficarei com bobeira... – Jejung falou olhando para uma das garotas...

–Yah, não rola uma pipoquinha? – Ryo perguntou

–Pipoca? Eu passo. Não quero mastigar papelão com sal. – Rita falou

–Calma, eu faço pipoca e sanduíches. – a dona da casa falou se levantando – Debby, você vem comigo! – ela logo chamou a amiga porque sabia que assim, Yunho não iria atrás dela. Deborah percebeu que a amiga estava apreensiva, mas resolveu que não iria perguntar nada, ia esperar ela contar por vontade própria.

Rita, que estava sentada no chão, acabou que se deitar de vez no tapete branco felpudo.

–Ah, como esse tapete da Yah, é confortável! – ela falou esticando os braços – É mais confortável que minha cama. – ela dizia com os olhos fechados e essa foi a deixa de Kyuhyun. Ele sentou em cima dela e segurou seu braços fazendo com que ela abrisse os olhos rapidamente, assustada, encontrando o rosto dele muito próximo do seu.

–Olá, Rithy. – sussurrava ele – Achou mesmo que ficaria impune do que você fez lá na piscina? – ele olhava com cara de psicopata. Ela por sua vez, estava catatônica, afinal, nunca imaginou que o teria tão perto dela, mesmo que fosse naquelas condições. Antes mesmo que ele pudesse fazer algo, Yayoi e Deborah voltaram da cozinha

–Que isso? Pegação no meio da minha sala? Sai! Sai! Vai! – Yayoi falava e batia nas costas dele com um pano de prato. — Se querem fazer isso, vão pra sala da sua casa! – Rita a xingava mentalmente por aquilo e ele também não estava muito diferente, embora tivesse esquecido o que iria realmente fazer. Aquela proximidade com o rosto dela, fez o coração dele bombar um pouco mais forte, os olhos dela eram muito mais profundos do que ele imaginava...

DongHae olhava para Priscila, que estava sentada ao lado de Jejung, aquele que algumas vezes sussurrava algo no ouvido dela, provocando uma cutucada estranha tanto em DongHae quanto em Ryo, que preferia ignorar aquilo. Yayoi por sua vez, estava olhando para a teve, mas não estava prestando atenção em nada, apenas pensava se iria falar com Yunho ou se continuaria a “fugir” dele. Ele ficou o tempo todo olhando, diretamente, pra ela, sem disfarçar mesmo. Logicamente todos perceberam, mas foi Ryo a perguntar

–Ô véi, na boa... Por que tu olha tanto pra Yah? Tá tão apaixonado assim? – Yayoi ficou tão envergonhada que nem conseguiu falar nada

–Bem... Na verdade a gente já se conhecia. – ele falou com a maior naturalidade, enquanto todos estavam com cara de “WTF?”

–Desenvolva – Rita pediu. Yunho olhou para Yayoi que começou a respirar fundo

–Bem....