The Girls
2 Capítulo 2
Cap. 2
Era um lugar enorme com várias pessoas saindo empurrando um carrinho com sacola dentro.
–E aí, pessoas? What you think? – ninguém respondeu – Meninas?
–Rithy, você está de brincadeira, certo? – Deborah perguntou com um sorriso nervoso
–Te garanto que não, Deh! – Yayoi respondeu com um pequeno sorriso nos lábios
–Mas... Mas... – Priscila tentava dizer algo e Ryo bateu em suas costas para que “desempacasse” – NUM SUPERMERCADO, RITHY? – a outra apenas concordou com a cabeça com um largo sorriso no rosto.
–O quê? Qual o problema?
–Como “qual o problema”? – Deborah perguntou com a mão na cintura – É um lugar com grande fluxo de gente!
–Ué? Mas quando a gente for se apresentar, não e na frente de um monte de gente? – Rita perguntou ironicamente
–Mas é diferente, né?
–Relaxa, gente. Eu tava certa de que ela ia nos levar num “outro” lugar. – Ryo falou
–Aquele outro lugar? Acho que sei da onde você está falando. – Yayoi falou sorrindo de lado
–Onde?
–Sex Shop! – Ryo e Yayoi falaram juntas e todas cairam na risada.
–Depois é pura né, Yah? – Priscila cutucou
–Só porque sei o caminho, não quer dizer que eu vá! – disse ela e todas fizeram cara de “aham, sei” – Mas bem, ainda bem que não porque imagina só que bizarro a gente dançando e quando vira para o lado tem um p....
–Ok,ok, entendemos, Yah! Já entendemos! – Deborah a interrompeu – Olha, lá! – ela apontou para Rita que já estava “dançando” ou pelo menos tentando. Ela estava lá, rebolando como se não houvesse mais ninguém , estava incrivelmente empolgada.
–“Adocica meu amor, adocica. Adocica meu amor a minha vida, oooi” – todas ficaram olhando para ela e segurando o riso. Rita dançava livremente e, logicamente, todos que saiam do supermercado olhavam e riam. Ryo foi até ela e lhe eu um tapa no pescoço.
–Chega, gazela! Já chamou atenção demais por hoje. Vem! – Ryo a puxou. Reunidas, elas começaram a discutir em como fariam os ensaios. O lugar que o tio de Rita havia cedido, era na parte de fora do supermercado, perto dos carrinhos, ou seja, todos que passassem por lá, as veriam. Pensaram em algumas possibilidades, Priscila sugeriu touca da blusa e óculos escuros, mas Ryo achou melhor não porque com os óculos seria ruim para movimentar a cabeça, caso fizessem uma sessão “bate cabelo”. Deborah sugeriu uma máscara do tipo Zorro, dessas que cobre apenas os olhos, mas Yayoi achou melhor não porque seriam reconhecidas pelo formato do rosto. Rita sugeriu a máscara igual do filme “Pânico”, já que o problema era mostrar o rosto, esse cobria por inteiro, mas a Priscila não gostou muito da ideia, ficou com medo de ter pesadelos à noite. Então Ryo sugeriu usar máscaras do estilo de carnaval , brancas ou coloridas, cheias de purpurina e cobriam o rosto todo. Todas aceitaram e ficou combinado que os ensaios seriam às segundas, quartas, sábados e domingos a partir das 15:00 horas até às 18:30 horas. Mas como não iam ensaiar naquele dia, compraram só um milkshake e voltaram para a casa de Yayoi. Ao longe, viram o vizinho dela no portão, Rita já ficou eufórica. Era Kyuhyun, um rapaz bonito, modesto e sarcástico.
–Apaga o fogo, menina! – Deborah cutucou
–Oi Kyu! – Yayoi cumprimentou e ele não respondeu – Eu falei “oi”, seu mal educado! – ela falou e lhe deu um soco no braço.
–Oi, Yah! Eu tinha ouvido, mas esperei você me agredir! Gosto quando você fica nervosa e depois amolece ao ouvir minha voz – ele sussurrou e recebeu outro tapa
–Deixa de ser convencido, menino!
–Convencido não, confiante! Ah, olá garotas menos estressadas que a Yah! – mais um tapa – Como vocês estão?
–Melhor agora! – Rita falou com sorriso de comercial de pasta de dente.
–Ah, hoje chega um primo, meu.
–Jejung?
–Que tem eu? – perguntou Jejung, aparecendo do nada. Ele era um rapaz com traços finos e delicados, bondoso com todos à sua volta, às vezes, até ingênuo. Era a primeira vez que as meninas, exceto Deborah, o viam. Todas ficaram com os olhos brilhando devido a beleza do rapaz e o coração de uma delas balançou um pouco mais forte.
–Não, esse já tá aqui em casa. É um que você não conhece ainda, é do Interior. Ah, Yah, a minha mãe falou pra entregar isso! – Kyuhyun lhe entregou uma travessa – É Tiramissu
–Uuuui, eu amo Tiramissu .
–Ela sabe, por isso fez! Na verdade, eu que falei pra ela fazer pra você!
–É? Por que? – ela perguntou já desconfiando. Era sempre assim, quando ele vinha com agrado, tinha algum interesse atrás.
–Como “por que”? Um amigo não pode fazer um agrado pra uma amiga?
–Poder pode, mas é que você não é um amigo qualquer.
–Tá vai, eu confesso. É que eu quero te pedir para tratar bem meu primo do Interior. – Yayoi ia abrir a boca para revidar – E antes que você diga alguma coisa, não esqueça de como você tratou o Jejung no começo.
–Não tenho culpa se ele é poio! Mas agora tanto você quanto ele, sabe muito bem o carinho que tenho por ele! – ela falou e abriu os braços para abraçar Jejung e este a abraçou forte. – Mas ok, prometo que o tratarei bem, contanto que ele também coopere para isso.
–Erm... Desculpa interromper, Yah, mas preciso ir para casa. Meu maninho chega hoje. – Deborah falou com um grande sorriso
–Irmão? Nem sabia que você tinha, Deh! Por que nunca falou dele? – Priscila perguntou
–É gato? – Rita perguntou antes que Deborah respondesse a pergunta de Priscila.
–Meu irmão é um fofo! Bom, vou indo nessa! Tchau pra vocês, até amanhã!
–Tchau, Deh! – elas falaram em coro.
–Yah, tu tem foto do irmão da Deh? – Priscila perguntou curiosa.
–Acho que sim, devo ter uma aqui na carteira. Uma que tiramos no purikura. – Yayoi comentou abrindo sua enorme bolsa cinza com um desenho de gato e pegando sua carteira. – Aqui, achei! Eu , a Deh e ele. – disse apontado para cada um. Priscila sentiu uma fisgadinha no coração ao vir a foto, mas não entendeu... Ou pelo menos fingiu não entender...
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