The Girl With The Scorpion Tattoo
1 Atitude
Era o final de um amistoso que fora difícil o suficiente para que Kise fosse colocado para jogar, claro que depois que o ex jogador da geração dos Milagres entrou em campo o outro time não teve a menor chance. Com um placar final de 132 para a Kaijo e 75 para Jockers. O jogo havia sido no colégio do modelo e por isso de dentro do vestiário dava-se para ouvir os gritos das fãs que esperavam a saída do jogador para pedirem autógrafos.
Todos os jogadores do Kaijo já haviam tomado banho, alguns ainda se arrumavam antes de saíram quando o barulho da porta sendo aberta é ouvido e de lá surge uma garota de aparência peculiar que fecha a porta logo em seguida. Ela olha os jogadores com um sorriso amarelo enquanto começa a andar pelo vestiário olhando os garotos com calma como que os avaliando.
Os cabelos negros eram curtos e bagunçados em um corte masculino despenteado e repicado, tinha uma altura mediana, a pele pálida, a orelha esquerda repleta de piercings, um piercing no nariz, um na língua, uma na sobrancelha, uma tatuagem de escorpião no pescoço, a blusa era preta e sem estampa, calça jeans velha e rasgada no joelho, coturnos e para completar uma maquiagem leve.
- O que está fazendo aqui Matako? – diz o capitão da Kaijo.
Todos os veteranos do time a conheciam pois não era a primeira vez que ela invadia o vestiário daquele modo, porém os calouros como Kise a olhavam curiosos e um pouco assustados. Os que ainda estavam de toalha se escondiam com vergonha da garota, isso só a deixava com mais vontade de rir.
- A velha me pegou fumando no terraço e preciso me esconder, se ela aparecer vocês não me viram – diz a garota correndo e entrando em um dos boxes enquanto ligava o chuveiro.
Matako Koichi era intrigante, tinha um ar de rebeldia ao menos tempo que parecia transpirar rebeldia e anarquismo de cada poro do seu corpo. Dois minutos depois a diretora entrou sendo acompanhada pelo inspetor, os veteranos soltaram exclamações indignadas e mantiveram a mentira da garota de aparência peculiar. O modelo ainda estava sem camisa, usava apenas a calça mas ele não fazia nada além de olhar para o box onde o chuveiro acabara de ser desligado.
- Obrigada pela cobertura capitão – ela disse com um sorriso torto nos lábios – como está a sua bundinha branca? Andou tomando sol?
O capitão a olhou em tom reprovador, a verdade era que o vestiário masculino era um dos esconderijos preferidos da garota e no ano anterior ela o utilizou tantas vezes que já sabia a cor das cuecas de todos os veteranos o que só lhe rendia mais brincadeiras e provocações com os jogadores do time. Os novatos do time pareciam um pouco assustados, menos Kise que a olhava intrigado. Ela era diferente das garotas que conheciam, talvez por ainda não ter corrido atrás dele.
- Bem calouros do time sou Matako Koichi e eu garanto que ainda nos veremos o suficiente para eu ver essas bundas branquelas e as cuecas de corações – ela disse pondo a mão no bolso da calça jeans e puxando um maço de cigarros – bem nos vemos por ai, ou não.
Ela solta uma breve risada enquanto acende o cigarro e sai com calma do vestiário, como se não houvesse nada de errado em estar ali. Os novatos engoliram em seco enquanto os veteranos apenas se limitaram a rir. Já haviam se acostumado com a garota de madeixas escuras.
Matako o intrigara de algum modo ele queria voltar a falar com ela, muito, e talvez tenha sido por isso que o modelo terminou de se arrumar correndo. A garota não era o tipo dele ou tinha grandes curvas no corpo, mas de algum modo ela chamara a atenção o suficiente dele para fazer com que Kise saísse correndo sobre risadas dos colegas do time. Porém não havia nenhum sinal dele e logo ele fora soterrado por todas as fãs que pediam pela sua atenção. Era como se ela nunca tivesse estado ali.
Durante os dias que se seguiram ele tentou encontra-la por toda a Kaijo, porém era como se ela não estudasse ali. O loiro sabia que se ela tivesse passado na sua frente era certo que teria a reconhecido, não era como se ela tivesse uma aparência comum ou que pudesse ser confundida. Depois dos treinos ele não conseguia evitar olhar várias vezes para a porta do vestiário esperando vê-la mais uma vez.
Ele estava voltando de um ensaio fotográfico para um perfume masculino caro quando ouve uma discussão a alguns metros à frente bem na direção do caminho que teria que seguir. A briga era ninguém menos que Matako Koichi e três garotos. Na verdade ela só estava discutindo com um dos garotos, porém os outros dois não eram exatamente fracos.
O garoto com quem Matako discutia tinha uma aparência bem similar a dela. Eles tinham a mesma altura, o mesmo cabelo bagunçado, cheio de piercings, uma tatuagem de caveira no braço esquerdo e um estilo de roupas bem parecidos com o da garota. Os outros dois eram similares, a única diferença era a de que eles eram altos porém não tinham tantos músculos quanto os que o modelo tinha graças ao basquete.
- O que está acontecendo aqui? – pergunta Kise se aproximando.
Todos o olham, os garotos parecem reconhece-lo talvez de algum anuncio ou jogo de basquete, porém nos olhos dela havia confusão até ela finalmente parecer se lembrar dele. Ao menos uma faísca de compreensão parecia ter passado pelos seus olhos, o garoto com quem ela discutia fechou a cara.
- Não se meta modelete – falou o garoto irritado puxando Matako pelo braço para perto de si – isso é uma conversa entre eu e a minha garota.
- Eu não sou a sua garota, Nai – ela disse entre dentes tentando se soltar, até que ela da um chute na sua barriga o fazendo tombar para trás.
Matako usava os mesmos coturnos de antes, a calça era velha e desbotada, a blusa da vez tinha a estampa Hey Dad I’m not your little princess escrita em verde, a blusa era larga e ia até a altura do umbigo deixando amostra um pedaço de uma tatuagem que havia em suas costas. Os punhos da garota estavam fechados, os lábios crispados e o seu olhar era gelada o suficiente para chegar a ser intimidador para o modelo e o fazer se perguntar como aquele tal de Nai ainda não havia saído correndo.
- Não se faça de difícil, eu sei que você ainda é apaixonada por mim – Nai disse com um sorriso malicioso fazendo um carinho no rosto da jovem.
Ryota Kise se sentia apenas um expectador de toda aquela cena, sabia que aparentemente aquela era uma briga de casal e que não deveria estar ali. Porém algo impedia que as pernas do modelo fizessem o que ele manda e o ajudassem a sair dali. Ele queria ter se aproximado daquela garota porque algo nela o intrigava, porém estava claro que ela não estava disponível. Disponível? Ele estava considerando sair com ela? Não era apenas curiosidade, ela não era apenas intrigante? De onde vinham aqueles pensamentos?
- Não aja como se me conhecesse Nia, eu já estou de namorado novo – havia um sorriso maldoso em seus lábios ao ver o quanto aquela informação desestabilizara o ex namorado – ele!
E então como se não fosse nada demais ela aponta para Ryota Kise que se sentiu totalmente desestabilizado com aquilo engolindo em seco. Não sabia se fora o modo como ela lhe olhará ou o fato de que por algum motivo uma parte dele queria poder ajudá-la mais do que ficar ali parado feito um idiota.
Os três garotos começaram a rir como se tivessem ouvido uma grande piada, porém nem isso desfez a pose de Matako. Até ela sabia que sua afirmação não ia convencê-lo de primeira, afinal aquele garoto não tinha nada que a atraísse a ponto de atrair um segundo olhar seu. Porém era ele quem estava ali e teria que servir, se isso afastasse o encosto que Nai se tornara em sua vida então poderia engolir um pouco do seu orgulho.
- Esse mauricinho? Você quer mesmo que eu acredite que você está saindo com um playboy feito esse? – Nai disse em tom maldoso olhando para o concorrente.
- O que posso fazer? Ele correu tanto atrás de mim que me venceu pelo cansaço, mas vou admitir que ele sabe usar as mãos melhor do que para fazer cestas no basquete – ela disse com um sorriso malicioso.
Matako olhou para o ex namorado de forma desafiadora e então foi andando até o modelo e assim que já estava próxima o bastante dele agarrou seus lábios de forma voraz enquanto suas mãos o puxavam pelo pescoço para juntar ainda mais os corpos. Kise apenas correspondeu aquele beijo que de docete não tinha nada, as línguas pareciam disputar uma forte luta as mãos dele seguravam a cintura dela de forma firme. Uma das mãos da garota desceu pelas costas do loiro até chegar na bunda loira do atleta e apertá-la com força. Ryouta sentiu suas bochechas coraram graças a ação atrevida da garota de cabelos curtos. Quando eles se separaram ambos estavam ofegantes.
- Agora Nai eu tenho mais o que fazer do que perder o meu tempo com um drogado feito você – a garota falou e saiu puxando o loiro pela mão.
Os três garotos apenas ficaram para trás enquanto viam os dois saírem de mãos dadas. Kise apenas se deixava ser puxado, as bochechas coradas e a mente apenas pensavam na garota cheia de tatuagens e naquele beijo. Nunca tinha beijado nenhuma garota daquele jeito, ou melhor nunca tinha sido beijado assim, aquela garota realmente fugia dos padrões. Eles continuaram andando de mãos dadas por algumas quadras até chegarem ao centro da cidade.
- Valeu pela ajuda guri, Nia é um pé no saco quando quer ... Nos vemos no vestiário – ela disse pondo a mão no bolso para pegar um cigarro e logo depois levá-lo a boca.
O loiro engoliu em seco, era apenas isso? Ele passara uma semana tentando encontrá-la e fora apenas isso? Eles não trocaram uma palavra diretamente, mas se beijaram e a boca dela tinha gosto de cigarro e bala de cereja. Ryouta odiava cigarro, mas não podia mentir que gostara do beijo da garota. Muito.
- Eu te acompanho até em casa Matakochi – ele falou em um tom divertido sorrindo para ela.
O sorriso dele era lindo e combinava com o seu rosto o tornando ainda mais belo e o ajudando tanto com as garotas quanto como modelo. A garota sabia que ele era bonito e que beijava bem, mas ele era doce demais gentil demais. Não valia a pena, não para uma garota como ela. O loiro a sua frente era o típico príncipe que as garotas do colégio queriam namorar e ela não era uma princesa simples assim.
- Matakochi? – havia um sorriso irônico em seus lábios – agradeço a proposta, mas não vou para casa e o lugar para onde eu vou não é para garotos como você.
- Eu vou com você – ele disse de forma firme.
- Isso tudo só por um beijo, desse jeito eu vou pensar que você se apaixonou por mim modelete – ela sussurrou no ouvido dele antes de lhe dar as costas e sair dali.
Só que Ryota Kise não desistiu de encontrar a garota de novo e foi atrás dela de um modo que ele nunca tinha de qualquer outra garota. E ele descobriu que ela adorava ir ao terraço, ao porão, ficar no pátio ou em qualquer lugar que não fosse a sala do segundo colegial, que ela era autodidata, que tinha 5 tatuagens no total e que beijava bem.
Ele roubara um beijo dela em uma das vezes que ela fugiu da diretora no vestiário, e depois eles começaram a se beijar várias vezes. Ela não era o tipo dele, ele não era o tipo dela. Mas de algum modo havia alguma estranha química entre eles, alguma atração mais forte do que eles poderiam esperar.
A garota não gostava de ir para a casa dele por isso nunca ia. O que iria fazer lá, os pais dele provavelmente iriam chamar a policia se a vissem, eles nunca falaram em sentimentos ou deram um nome para o que tinham, eles apenas tinha algo. Eles se beijavam, as vezes saiam pela cidade, as vezes ele matava aula com ela e eles transavam e bastante.
Eles tinham visões diferentes sobre como fazer sexo, mas no fim acabaram se entendendo. Ryota estava acostumado a fazer de forma calma, com garotas no geral românticas e sonhadoras e de forma gentil no começo e Matako era o oposto. Ela gostava de sexo e de senti-lo da forma mais prazerosa possível e isso incluía um sexo selvagem e muitas vezes com alguns brinquedos de sex shop. Matako não falava palavrões na hora do sexo, na verdade ela quase não falava exceto em momentos de estremo prazer e isso só empenhava ainda mais o modelo em fazê-la dizer seu nome. No final eles acabaram se entendendo, porém por melhor que as coisas estivessem Kise ainda sentia que faltava algo. A verdade é que ele não gostava de estar com uma garota por muito tempo sem tê-la como sua namorada, lhe parecia errado e era assim que ele se sentia.
No momento os dois estavam no pequeno apartamento de Matako. O lugar não devia passar dos 40 m² e consistia em uma cozinha pequena e apertada cheia de comida congelada, um sala com um sofá cama, dois quartos e um banheiro apertado. A tinta das paredes estava descascando e o lugar tinha cheiro de cigarro, porém era a cara de Matako. Ryouta estava deitado na pequena cama de solteiro enquanto ela fumava na cozinha preparando algo para eles comerem e usando apenas uma blusa grande que ela tinha. O loiro coloca apenas a calça e vai até a cozinha a abraçando por trás e beijando o seu pescoço.
- Matakochi, quer namorar comigo? – ele sussurrou em seu ouvido mordendo o lóbulo da sua orelha.
Porém aquele simples pedido já havia a desestabilizado totalmente. Namorar? Ela não era uma boa namorada, aquilo era uma péssima ideia e ela já havia tido desapontamentos o suficiente com namoros para saber que aquilo não era para ela. Porque complicar as coisas, porque eles não podiam continuar do jeito que estavam? As coisas por incrível que pareçam fluíam de forma boa entre eles.
- O que disse? – a voz dela era tremula.
- Namorar Matakochi, fazer a coisa certa, estarmos juntos... Andar de mãos dadas, sermos namorados e não só amantes ou algo assim. Eu meio que te amo – disse o loiro vermelho.
Ele a amava? Aquilo foi como um soco em todos os pensamentos de Matako. Porque ele tinha que complicar tudo? Porque ele tinha que amá-la, ela não era o tipo dele e tinha certeza! Ela não iria ligar antes de dormir, dar satisfações do que fazia, assistir os treinos, ir ao cinema para ver filmes melosos. Aquilo não era ela, ela não era esse tipo de garota e isso só iria ferrar com tudo.
- Você não pode estar falando sério, que merda Ryouta porque se apaixonar por mim. Nós nunca daríamos certos... Mais que droga isso ferrou com tudo – a garota disse frustrada e irritada com tudo – você é mesmo um idiota Ryouta, saia daqui!SAIA!
O loiro se assustou com o ataque da garota dando alguns passos para trás, ela parecia transtornada e irritada. Ele só não conseguia entender o porque disso, será que ele apenas se enganou?Será que era apenas ele quem amava ali e todo aquele relacionamento era unilateral? A garota estava irritada e parecia que não o ouviria tão cedo, nem o loiro conseguia pensar direito uma parte dele queria ficar ali e tentar alegrá-la e a outra sair correndo enquanto ainda havia tempo.
Porém é o medo de ser rejeitado novamente e desta vez definitivamente que o fazem sair daquele apartamento as pressas e batendo a porta com tudo. Ele próprio estava confuso com o que sentia, ele nunca tinha verbalizado o que sentia por ela mas sabia que era algo forte e isso apenas fazia-o se sentir pior. Havia alguma coisa em Matako Koichi que o atraia. Talvez o fato dela simplesmente não fazer todas as suas vontades, dela não se deslumbrar por ele, do modo como ela o deixava inseguro e ao mesmo tempo o fazia querer conquistá-la todos os dias. Será que ele fora precipitado em pedi-la em namoro daquele modo?
A garota estava bem pior do que ele, no momento ela estava encolhida no chão da cozinha fumando um cigarro enquanto segurava as lagrimas e o olhar estava distante. De algum modo ela se apegara ao modelo mais do que havia planejado e só agora notará isso, só que ela não podia se apegar. Droga ela simplesmente não podia, ela sabia como aquela história terminaria e seria a mesma merda de sempre. Com ela sozinha, ela sempre ficava sozinha e de porre enquanto todo mundo seguia em frente.
O pai da garota a abandonará quando ela tinha 2 anos,ele simplesmente sumirá pelo mundo e ela nem sabia dizer se estava vivo ou morto. Sua mãe cometera suicídio no banheiro e sempre deixara claro o desprezo pela filha, dizia que se não tivesse engravidado teria uma vida melhor. A guarda da garota ficara com uma tia que morava em outra cidade e a largara sozinha naquele apartamento a alguns anos lhe deixando comida congelado e vindo uma vez por mês para ver o que a garota fazia. No fim todos sempre a abandonavam ou deixavam de lado, nunca ninguém se prendeu a ela. E depois de alguns relacionamentos que não deram certos a garota havia se acostumado a isso e prometido a si mesma que não se apegaria a mais ninguém. O problema fora o jogador de basquete da Kaijo e também modelo de algum modo invadira a sua vida e só agora ela vira o quão desestabilizada ela estava. Não ela tinha que tomar as rédeas da situação, ela tinha que fazer algo. Aquela relação dos dois não podia ter chegado a parte emocional, não podia!
Eles passaram uma semana sem se ver, uma semana onde Matako só saiu de casa para comprar engradados de cerveja e comida congelada. Ela passava a maior parte do tempo ou chorando ou quebrando os pratos tamanho a raiva e confusão que sentia, naquele momento tudo o que ela sentia era contraditório demais. A garota usava apenas calcinha, sutiã e uma calça jeans velha e toda detonada na barra. O sentimento de solidão mais uma vez a preenchera mostrando o seu lado mais frágil o que só a fazia querer beber e fumar ainda mais.
Ryouta Kise já não aguentava mais aquela espera, ele imaginou que ela fosse fazer algo.Tomar alguma atitude, fazer qualquer coisa mas ela não fez nada. Nada demais e isso era ainda mais assustador, pensar que ela poderia já estar com outro o matava por dentro. Até que o garoto não aguenta mais e vai até o apartamento dela e qual não é a sua surpresa ao encontrar a porta aberta e a garota encolhida no meio do chão com o olhar distante. O que acontecera com ela?A culpa era dele?Ele não sabia,tudo o que ele fez foi carregá-la no colo, ligar o chuveiro e dar um banho nela. A garota parecia estar bêbada e chapada demais para entender o que acontecia, a única reação que ela teve foi a de não soltá-lo quando ele tentou pô-la para dormir na cama.
- Não me abandone, porque todos me deixam – ela sussurrou abraçada a ele e com a voz distante. Ele sabia que não a largaria, não naquele momento de tamanha fragilidade dela.
Horas mais tarde ela acordou sentindo os braços fortes do garoto ao redor da sua cintura e o cheiro dele empesteado por toda a pequena cama de solteiro. Primeiro ela achou que havia bebido demais, mas ela não lembrava de ter colocado aquela roupa e tudo parecia muito confuso até que ela pula da cama e acaba o acordando que a olha com um sorriso doce.
- Bom dia Matakochi – ele diz sorrindo e se espreguiçando.
- O que você faz aqui, eu não me lembro de tê-lo convidado para entrar! Isso é invasão de privacidade seu idiota, você não tem a permissão de entrar aqui – diz a garota revoltada, ela tinha que se afastar dele e não dormir de conchinha com o modelo a sua frente.
O loiro a olha e só naquele momento vê o quão frágil ela era, por trás daquela pode de garota marrenta havia uma garota frágil e solitária que já fora muito ferida. O modelo a abraçou forte e não a soltou mesmo ela estando o chutando e socando de forma forte e bem dolorida. A garota acaba desistindo e bufando alto.
- Eu não vou te deixar Matakochi, eu já disse que te amo! Será que da para você entender isso, essa distancia já está fazendo mal para nós dois... Eu gosto demais de você para te deixar – ele falou pondo logo tudo para fora.
- É modelete, acho que com você pondo as coisas deste modo eu vou ter que dizer que sim... Mas não espere que eu vá ficar toda melosa te mandando mensagens, bilhetinhos e todas essas frescuras – a garota disse dando um beliscão nele.
- E você se acostume que eu vou te mandar todas essas coisas bregas – ele disse fazendo um biquinho e depois a puxando para um beijo.
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