The Girl-Problem.
17 Mudblood vs. Malfoy.
POV Kaithlyn:
Eu estava me sentindo cada vez mais inútil.
Em todos os problemas que eu e Hannie enfrentamos ela era sempre aquela que era forte. Aquela que enfrentava todos. Aquela que dava tudo por mim. Aquela que fazia de tudo, tudo para me salvar. E eu era apenas uma pessoa que as pessoas tentavam a todo custo machucar para magoa-la... E conseguiam. Eu não sei se era por eu ser fraca ou simplesmente ser uma pessoa boa demais. Mas eu sei que eu era. Conviver com Riddle faz as pessoas se sentirem as mais bondosas do mundo, ainda mais eu.
E por falar em Riddle ele foi liberado da Enfermaria ontem. Nunca mais deu as caras, mas se engana quem pensa que ele não quer vir até aqui. O peguei várias vezes lutando contra si mesmo para não adentrar na sala e ver minha amiga e saber de seu estado. Não sei o que é, mas culpa ou ódio não é.
Amor? Não sei se o possível herdeiro da Sly amar, também não sei se é possível Hanna que agora está tão frágil desenvolver esse sentimento. Mas eu sei que caso um deles desenvolva, vai afetar bem mais do que meia dúzia de pessoas e isso é até meio irrelevante para alguns, e para outros, é impossível... Mas eu tenho noção de que, caso isso aconteça, muitas vidas vão ser tiradas de forma drásticas. E eu espero não ser uma delas.
Eu torço por eles.
Mas ninguém precisa saber disso.
– Claro que não, Kaithlyn! — Dizia Hanna exasperada. Seus cabelos lisos desciam por seu ombro e caminhavam até um pouco antes de sua cintura. Ela mexia neles inquieta e nervosa, afinal, eu tinha acabado de insinuar que ela estava gostando de Tom Riddle. Seus olhos varriam o salão tristemente. Isso a denunciava completamente e eu percebia o quão idiota ela se sentia. — Odeio ele!
– Sei. Hannie, eu sinto sua energia. A energia dos dois. — Eu ria da cara dela. Desgosto, vergonha e raiva. Tudo junto e misturado.
– Seu soubesse o quanto eu quero te bater agora iria calar a boca. — Resmungou insatisfeita. Eu entendia, se eu me pegasse apaixonada por Tom Riddle eu iria querer morrer. Qual é? Metade de Hogwarts mata e morrer por um olhar de desprezo dele, imagine um olhar apaixonado?
– Então você admite? — Perguntei.
– Não! Ele me obliviou, eu tenho amor próprio!
– Argumento válido. — Realmente era.
– Eu nunca gostaria dele.
– Por quê? Ele beija mal? — Brinquei.
– Porquê ele é do mal.
– Bom saber que vocês me amam desse jeito. — Disse uma voz masculina incrivelmente rouca e sensual. Vi Hannie disfarçar uma estremecida e encará-lo com ódio. Eu percebi que essa seria a jogada dela para tentar expulsar seus sentimentos, ela jogaria o ódio em Riddle para afastá-lo. Afinal, quem gostaria de correr atrás de alguém que quer lhe matar? Mas o que ela não lembra, é que Tom Riddle com certeza veria isso como um desafio, um joguinho. E possivelmente no final desse jogo, o coração de um dos dois estaria no chão, parando de bater por alguma coisa, pessoa, ou só por decepção.
– O que faz aqui, Tom Riddle? – A voz de Hannie saiu como uma faca para ele. Pude sentir em seus olhos dor passar e ser expulsa por alguma coisa. Orgulho, talvez. Riddle encarou Hannie com uma expressão de poucos amigos e depois desviou os seus gélidos olhos verdes safira para mim. Ele sorriu de uma forma macabra e se aproximou. Eu gelei e vi Hanna se desesperar também. Ela adorava isso, ele amava ser temido e percebendo isso Hannie o cortou. — Diga!
Um suspiro tedioso escapou dos sábios de Riddle. — Slughorn quer te ver, Sangue-Ruim. E não se preocupe, Dumbledore eu não viria lhe ver aqui. Nem se a minha preciosa vida dependesse disso. — Maldoso: Riddle era maldoso e insensível. Mas Hanna Dumbledore, quando queria, podia ser mais.
– Assim eu espero. Vai, Kath já está indo, não precisa mais ficar aqui.
– Até logo, traidoras de sangue. — Ele disse olhando nos olhos de Hanna.
– Até logo, Mestize* — Riddle a fuzilou com o olhar e bateu a porta. Hanna Suspirou e me olhou premeditadamente. Eu assenti e levantei. Tinha que ver Slug e saber o que o velho pançudo desejava comigo. Ele era um dos únicos Sly que nem ligavam pro meu sangue. Antes de bater a porta eu dei uma última olhada em Hannie que fez um "vai!" sem som.
Caminhando pelos corredores de Hogwarts eu me lembrei da primeira vez em que pisei nesse castelo. Eu estava com medo, mas feliz. Não soltei a mão de Minnie um segundo, mas depois eu me acostumei e aprendi a me defender melhor. E agora aqui estou eu, no meu sétimo ano. Mas não me acostumei e nem me agrado com os xingamentos jogados contra mim e meu sangue.
Cheguei a sala do Slug e ele estava me esperando, ao seu lado... Abraxas Malfoy, o loiro mais arrogante do mundo.
– Olá, Senhorita Kaithlyn! Vejo que chegou. Como foi o dia? — Ele queria algo, estava sendo atencioso e gentil. E eu achando que vir aqui iria ser a parte pior do meu dia. Os favores de Slug são os mais abusivos.
– Bom. E o seu?
– Ótimo. — Sempre com aquele sorriso insuportável. — Bom... Como a senhorita deve ter percebido as notas em poções de Abraxas caíram muito. E ele precisa de Ajuda...
– Ah, vou chamar Riddle!
– Você vai ajudá-lo. — E ele continuava sorrindo. Apertei minha varinha.
– COMO É?
– Tom está ocupado ensinando Dumbledore... E bem, você é minha última e melhor escolha depois de Tom. Enfim, quando começam?
– NUNCA! — Gritei. — Slug, por favor, qualquer outra coisa.
– Eu também não quero aprender com uma sangue-ruim! — Pronunciou-se Malfoy pela primeira vez. Que vontade de dar-lhe um soco.
– Ah, cala essa boca, seu cabelo de papel! — Agora estava eu na frente dele e ele na minha, Slug olhava tudo curioso.
– Vem calar, sangue-ruim rejeitada.
– EU VOU SOCAR ESSA SUA CARA! — E dito isso eu pulei em cima de Abraxas, que me colocou contra a parede segurando meus pulsos e jogando minha varinha pra longe. Ele sorria de uma forma presunçosa, o que me irritou e me fez chutá-lo e correr para atrás de Slug. — Viu! Por isso não da certo!
– Isso é melhor do que eu pensei... — Ele sorriu novamente.
– Ahn, está louco?
– Vocês terão as aulas e ponto. Todo dia depois das 22:30. Dispensados. — Depois dele dizer isso eu bufei e sai correndo até o salão comunal da Gryffindor. Será possível que ele não entende que acabou de assinar o túmulo de um aluno seu? Acho que não. Eu só espero que não seja eu.
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