The Girl Next Door
5 Bar 169
Notas iniciais
Quinn se jogou exausta na poltrona que ficava em seu ateliê. Ela estava há horas pintando aquele quadro. A frustração após descobrir que a imagem que se formava na verdade era Rachel e o desgaste emocional estavam acabando com ela.
A loira precisava arranjar algo para fazer. No entanto, ela não conhecia ninguém e tão pouco conhecia a cidade. O mais próximo que tinha de uma amiga era Mary, a senhora da floricultura, mas ela provavelmente não era o tipo de pessoa que sairia para beber algo e depois dançar. Definitivamente não. Bem, era o que ela achava. Afinal, NYC é realmente esquisita.
Esperava que Monica pudesse vir logo. Não se passaram nem três dias desde que ela se foi, e já sentia falta da morena dos olhos verdes. Ela se desfez do avental e logo foi até o banheiro limpar as mãos cobertas de tinta.
Quando percebeu seu reflexo no espelho, notou a mancha de tinta marrom que tinha na ponta do nariz. Sorriu. Ela nunca conseguia pintar sem sujar o rosto e até hoje não descobriu como fazia isso.
Seguiu até a cozinha, onde pegou a garrafa de leite e colocou um pouco do líquido no copo. Silêncio. Seu apartamento era vazio e silêncioso. Há uns anos atrás ela provavelmente apreciaria isso. Mas agora era diferente. Sentir-se sozinha, estar pedida no silêncio, não era mais agradável, era até um pouco assustador.
Então ela teve uma ótima ideia. Sair. Iria procurar algum lugar interessante para beber e conhecer pessoas. Não poderia ficar enfurnada no seu apartamento enquanto tinha NYC inteira a sua disposição. Uma pontada de animação apareceu no seu peito. Aquele sentimento de ansiedade que faz você querer pular e sorrir.
Já eram duas horas da tarde. Ela havia perdido o horário do almoço enquanto se encontrava concentrada em sua pintura. Decidiu ir até o supermercado pegar algum tipo de comida congelada.
Enquanto voltava do estabelecimento. Passou em frente a petshop e decidiu entrar. Todos os olhos dos inocentes filhotes voltaram-se para ela. Engoliu em seco. Ela não queria um cachorro, nem um gato. Não tinha dinheiro ou jeito para cuidar de nenhum deles.
“Boa tarde, posso ajudá-la?” A voz doce soou atrás dela. Virou-se para encarar a jovem, que deveria ter no máximo dezoito anos de idade.
“Boa tarde. Bem, eu... eu queria um bichinho.” Quinn disse tímida. A garota sorriu diante da inocência da loira.
“Tem algum em mente? Cachorro, gato, hamster...?” A jovem saiu de trás do balcão e se posicionou ao lado de Quinn.
“Não, acho que... vocês vendem peixes?”
“Claro.” A garota respondeu indicando para que Quinn a seguisse.
Elas entraram num recinto repleto de aquários e espécies diferente de peixes. Os olhos amendoados examinaram com paciência cada aquário. Mas quando localizou um, não teve dúvida. Era aquele. Um peixinho dourado que se encontrava sozinho, seus companheiros já haviam sido vendidos.
“Eu quero aquele.” Quinn disse como se fosse criança. A jovem riu novamente. Porém, dessa vez, o som chegou até a loira de uma forma diferente. Ela parou para admirar a garota a sua frente.
Ela tinha os cabelos castanhos e compridos. A pele levemente pálida, assim como a dela. Grandes órbitas cor de mel e lábios carnudos. Era bela, de fato.
“Aqui está.” Disse lhe entregando um saquinho de plástico com seu mais novo amiguinho dentro. “Você pode comprar um aquário pequenho agora, mas aviso que provavelmente o seu peixe vai crescer e precisará comprar um maior.”
“Não tem problema.” A loira disse. Escolhendo um aquário redondo de vidro. Assim como ela via nos desenhos.
Surpreendeu-se ao descobrir que o peixe era mais barato que o próprio aquário. Buscava a sua carteira enquato a garota, graciosamente, colocava tudo o que seu novo amiguinho precisaria, dentro de sacolas.
“Ele é tão bonitinho.” A loira pensou alto.
“Assim como a dona.” A jovem murmurou, porém Quinn ouviu perfeitamente e não pode evitar corar.
Ela se despediu, ainde envergonhada, diante do comentário da garota. Não era o tipo de coisa que ela costumava ouvir de mulheres Porém, foi... emocionante? Bem, ela não sabia dizer. Mas sua autoestima estava lá em cima.
Quinn subiu as escadas com as mãos cheias de sacolas. Lançou um olhar para a porta de Rachel. Saber que a morena estava a poucos metros dela era desconcertante. Adentrou seu apartamento. Os olhos vasculhavam algum espaço onde pudesse colocar seu peixe.
Ela deixou a comida no balcão e se dirigiu até a mesinha que ficava do lado do sofá da sala. Seus planos originais eram de colocar um abajur no lugar, mas era perfeito para o aquário.
Limpou a tigela e encheu de água. Tirou o peixinho do saco plástico e o colocou em seu novo lar.
“Aqui está... ahn... George.” Certo, o nome do peixe era George. Estranho. Porém ela gostava.
Esquentou o macarrão com queijo congelado no forno e se acomodou no sofá para desfrutar da refeição. George a encarava com seus grandes olhos. Ele ficou na mesma posição durante trinta minutos.
Já eram cinco horas da tarde quando a loira decidiu procurar por algum lugar para jantar. E de fato ela achou um lugar interessante. Bar 169 na E. Broadway. Tinha boa fama e parecia divertido.
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Oito horas da noite Quinn chamava o táxi para que ao levasse no bar. Ela se despediu de George e foi rumo a corredor. Já descia as escadas quando notou a presença de alguém. Uma mulher entrava no apartamento de Rachel, e não era ela. Porém, a pessoa parecia ter a chave. A morena morava com alguém?
Decidiu deixar para lá e continuou descendo as escadas. A loira usava um vestido azul marinho que lhe caia muito bem. O cabelo estava solto e portava alguns cachos. Enquanto a maquiagem prateada realssava o olhos amendoados.
O táxi não tardou a chegar. Quinn estava nervosa e animada ao mesmo tempo. Ela queria conhecer pessoas novas. Conhecer New York e acima de tudo aprender a desfrutar da cidade.
As luzes passavam diante dela e ela não se cansava de olhar. A cidade mudava drasticamente durante a noite. O movimento, as pessoas que agora ocupavam as calçadas, os ambientes. Definitivamente NYC nunca para.
“Quanto lhe devo?” Perguntou quando já saia do táxi. Entregou o dinheiro ao homem e foi em direção ao bar.
Não havia muitas pessoas. Porém ela já não esperava encontrar muita gente numa quarta feira a noite. Decidiu sentar-se ao balcão. A música que provinha da pista fazia presença no ambiente inteiro. Alguns novaiorquinos se arriscavam na dança enquanto outros estavam sentados as mesas, bebendo e conversando.
O lugar estava a agradando. Optou por pedir logo uma bebida para então criar coragem para arriscar uma dança. O barman lhe deu um sorriso amigável e logo trouxe seu drink. E ela não perdeu a oportunidade de flertar, é claro. Costumava fazer isso e sempre lhe resultava divertido.
“Ei, bonitinho!” Gritou para o barman. “Mais um!” O garoto riu. Já era o quinto drink da loira e ela não pretendia parar tão cedo.
“Vejo que você está bem animada!” Disse ao entregar a bebida a Quinn.
“Você não faz ideia.” Ela disse, piscando em seguida.
Voltou a observar a pista como havia feito a noite inteira. Agora estava mais cheia e animada. E seu corpo implorava para ir até lá. O quadril fazia os movimentos de acordo com a música desde o terceiro drink. Ela se lembrava da sua última experiência em uma festa e não podia deixar de sorrir. Foi loucura. Porém uma loucura boa. E não sabia se era porque estava bêbada, mas estava disposta a repetir.
Sem que percebesse, alguém se aproximou dela e tocou de leve seu braço. Ela levou os olhos até a direção do toque e em seguida, levantou-os, encontrando um homem de cabelos castanhos e olhos azuis, barba mal feita e o sorriso encantador.
“Olá.” A voz dele soou.
“Oi.” Quinn disse, não mostrando interesse. E ela de fato não estava interessada.
“Nossa! Venho te observando há horas e via como estava animada e agora quando chego, fica assim.” Ele disse divertido e a loira se limitou a revirar os olhos.
O silêncio se fez presente entre os dois. Quinn estava arrependida de ter tratado o homem daquela maneira. Mas sabia que se fosse gentil, ele entederia que ela estava interessada e não queria passar a ideia errada.
“Posso pagar uma bebida para você?” Ele disse depois de alguns minutos. A loira assentiu, como uma forma de recompensá-lo. Era só uma bebida, afinal. “Você é muito bonita, sabia?”
“Olha, não estou interessada. Me desculpe.” Ela disse, finalmente olhando nos olhos do seu suposto pretendente.
“Tudo bem, eu já tinha percebido.” Disse dando de ombros e sorrindo.
“Então por que continua ao meu lado e me paga uma bebida?” A loira o olhava desafiadoramente, arqueado a sobrancelha como sempre fazia.
“Porque de fato é muito bonita, e se outras garotas me vissem com você, iam me querer na certa.” Ele disse sorrindo.
“Quer dizer que estava me usando?” Quinn perguntou divertida.
“Eu não vejo dessa forma. Digamos que você estava fazendo um ato de compaixão.” O tom divertido se apoderou da voz dele também.
“Desesperado?” Ela arqueou a sobrancelha.
“Mais ou menos.” Os dois riram.
“Posso saber seu nome?” Quinn perguntou enquanto bebericava seu mais novo drink.
“Olha quem está interessada agora!” Ele exclamou.
“Hey! Nem vem.” Socou de leve o braço do homem.
“Meu nome é Josh. Posso saber o seu?” Eles estavam frente a frente. Ambos apoiados no balcão.
“Acho que não.” Ele fez um cara de indignação que conseguiu arrancar algumas gargalhadas de uma Quinn já perfeitamente alterada. “Me chamo Quinn.” Apertaram as mãos.
“Mora aqui a quanto tempo?” Josh perguntou enquanto o barman lhe entregava seu Martini.
“Três dias.”
“Uau.”
“E você?”
“Desde que nasci.” Deu de ombros.
“Hmm... um novaiorquino original. Vejamos, te ajudo com as garotas se for meu guia turístico.” Ela o olhava divertida.
“Feito. Bem, acho que isso pode ser o começo de uma grande amizade.” Josh dava seu sorriso encantador.
“ Não se iluda. É apenas meu guia turístico.” Quinn o repreendeu e ambos riram.
Conversaram durante alguns minutos mais, até que decidiram arriscar alguns passos na pista de dança. A loira se divertia como nunca. Talvez fosse porque estava completamente bêbada e talvez fosse porque ela realmente havia gostado de Josh. Não se sentia atraida por ele, mas lhe apetecia a companhia do moreno.
Os versos de Chasing The Sun começaram a soar e ela foi a loucura, porque simplesmente amava aquela música. Gritava de acordo com a letra e Josh fazia o mesmo. Resultando em dois loucos no meio da pista. Mas eles pouco se importavam. Não se cansavam nunca e as risadas não cessavam.
O alcool fazia efeito nos dois, embora Quinn estivesse mais afetada que o amigo. Já se passavam das três horas da manhã quando Josh avisou que estaria indo embora e ofereceu carona a Quinn. Ela optou por aceitar. Sairam do lugar com a loira se apoiando no moreno para se manter em pé.
“Oh, Josh! Case-se comigo!” Ela gritava no meio da rua enquanto segurava nos braços definidos do moreno.
“Estava esperando você pedir, loira.” Ele respondeu divertido enquanto ajudava Quinn a entrar no carro.
Ela lhe indicou o endereço. Josh assentiu e aproveitou para pedir o telefone da loira, que o deu sem resistência. Quinn não resistiu e ligou o som. Começou a fazer sua própria festa dentro do carro. Dançando e cantando qualquer música que tocasse na rádio.
Josh se limitava a gargalhar. Ele gostava de Quinn. Ela era diverida, não tinha vergonha e fazia o que tinha vontade. E era uma companhia diferente do que geralmente estava acostumado. Isso o deixava animado.
“Aqui estamos, Quinn.” Ele disse, estacionando em frente ao prédio da loira.
“Obrigada, J! Posso te chamar de J? Pouco me importa, vou chamar assim mesmo!” Ela se agarrou ao pescoço de Josh e lhe deu um beijo na bochecha. “Não esqueça do meu pedido de casamento!” Ela piscou e abandonou o carro antes de deixar o moreno se despedir.
Ela ia em direção as escadas, tropessando a cada três passos. Parou em frente dela e percebeu como tudo girava. Sua visão estava desfocada e ela se mal dizia por isso.
“Desde quando são duas escadas?” Perguntou para si mesma.
Começou a subí-las. Segurava-se no corrimão como se isso dependesse de sua vida e xingava tudo o que podia cada vez que tropessava. Quando chegou no terceiro andar. Arrancou os saltos completamente enfurecida.
“Malditos saltos. Malditas escadas. Por que não param de se mexer?”
Depois de muito esforço. Mas muito mesmo. Chegou ao sexto andar. Porém parou. Ela precisava descansar. Não importava que a sua porta estivesse a dois metros dela. Ela precisava descansar.
Foi até a grande janela que ficava no fim do corredor e passou a observar o movimento da cidade. A batida da música ainda estava em sua cabeça e ela inconscientemente começou a dançar.
Não parou nem quando ouviu o barulho de passos vindo das escadas. A escassos quatro metros dela, uma morena extremamente confusa observava aquela cena bizarra. A loira, descalça, dançando como louca em meio ao corredor.
“Quinn?” Rachel perguntou.
“Oh! Olá Rachel! RACHEEEEEEEEEEEL.” A loira se acabava de rir. “Seu nome soa engraçado. Rachel. Rachel, Rachel, Rachel. Raaaaa cheeeeel.”
“Certo Quinn, já entendi.” Balançou a cabeça negativamente enquanto buscava as chaves do apartamento. Pretendia ignorar aquela loira bêbada.
“Sabe Rachel...” A loira começou. “Eu não preciso de você, não preciso que me ignore, sabe porquê Rachel?” A morena lhe lançava um olhar confuso. “Porque eu... eu tenho um peixe, Rachel. Um peixe chamado George. Você tem um peixe chamado George, Rachel? Acho que não. RAAAAA CHEEEEEL.” A diva olhava para Quinn e não sabia o que dizer, ela estava completamente confusa e indignada ao mesmo tempo.
“Faça bom proveito do seu peixe então.” A morena disse, tentando dar aquele assunto como encerrado. Ela encaixou a chave na feichadura e ia abrí-la, quando escutou um choro que vinha de trás dela. “Quinn, está chorando?” Perguntava mais uma vez confusa, enquanto observava a loira. Deus, ela tinha que parar de prestar atenção.
“Por que você me odeia, Rachel? É porque eu acho seu nome engraçado?” A loira soluçava. “Ele nem é tão engraçado assim, Rachel. Eu juro.” Quinn caiu de joelhos no chão enquato chorava sem parar.
A morena observava aquela cena completamente surpresa. Revirou os olhos e bufou enquanto ia em direção a loira. Ela odiava ter tanta compaixão. Segurou o braço de Quinn, fazendo-a olhar em sua direção.
“Vamos, Quinn. Levante-se.” A loira lhe fez caso e se levantou. Para logo em seguida, se apoiar completamente na morena, que por sorte, ou não, estava de salto, ficando quase da altura da loira. “Me de suas chaves.” Quinn tateou os quadris e quando percebeu o que estava fazendo começou a rir.
“Eu nem tenho bolsos, Rachel!” Ela exclamou entre as gargalhadas. A morena revirou os olhos. Começava a se arrepender de ter decidido ajudar a loira. “Deve estar de baixo do tapete!”
“Ok, mas da próxima vez, mude de lugar, porque agora provavelmente todos os vizinhos já sabem.” Rachel abriu a porta do apartamento de Quinn, e entrou com ela apoiada em seus ombros.
Seus olhos percorreram todo o lugar. Era aconchegante, organizado e muito bonito. Conseguiu descobrir onde era o banheiro. Já que Quinn não conseguia falar, porque simplesmente achava qualquer coisa engraçada e não parava de gargalhar. Com muito esforço conseguiu conduzir a loira até o box e ligou a água fria.
“Tire o vestido e entre.” Ordenou. A loira fez um gesto para que Rachel se virasse. Revirou os olhos, mas fez caso a Quinn. Contou até 30 e voltou a se virar. “Quinn! Não precisa tirar tudo!” A morena exclamou após perceber que a loira já estava tirando o sutiã.
“Tá fria, Rachel.” A loira fez bico.
“Pouco me importa, entre aí agora.” A paciência da morena estava se esvaindo.
“Entra comigo, Rachel!” Quinn disse animada, enquanto puxava a morena para perto dela.
“O que? Não Quinn! Está louca! Entre nesse chuveiro agora!” Rachel gritava enquanto era puxada pela loira. Que para seu azar era dez vezes mais forte que ela e conseguiu levá-la para dentro do box. “Quinn! Porra!” A morena já estava completamente molhada.
A loira se posiciou em baixo do chuveiro enquanto observava Rachel xingar Deus e o mundo. Ela pendeu a cabeça para o lado, como se pudesse descobrir mais daquele jeito.
“O que foi, Quinn?” Rachel perguntou após descobrir o olhar atento da garota sobre ela.
“Você é bonita.” Disse, ainda com a cabeça pendida para a lado. Um sorriso se desenhou em seu rosto. Enquanto aquela afirmação desconcertou completamente a morena.
“O que?” Perguntou após se recuperar do pequeno choque. “Deus, está completamente bêbada.” Disse deixando o box e indo em busca de toalhas.
Tentou se secar o melhor que pode e em seguida entregou outra toalha para Quinn. Que com muito dificuldade, conseguiu se secar sozinha. Depois lhe entregou seu ropão que ficava atrás da porta e deixou o banheiro.
“Já vai?” Quinn aparecia na sala com o cabelo bagunçado e cara de cachorrinho abandonado.
“Vou. E sinto te dizer que não tem café. Então vai acordar com um ressaca impossível amanhã.” A loira mal prestou atenção nas palavras de Rachel. Seu olhar estava preso no bandaid de bichinhos que se encontrava no joelho da morena. Ela riu mais uma vez.
Rachel não perdeu seu tempo perguntando sobre o que a loira estava rindo. E se dispôs a abandonar o apartamento o mais rápido o possível. Quinn então se deu conta que a morena ia e cessou o riso.
“Rache!” Ela gritou. “Obrigada.” A morena pela primeira vez sorriu para ela. Foi rápido e pequeno, mas foi um sorriso. E ela estava orgulhosa daquela conquista.
“Boa noite, Quinn.” Disse enquanto fechava a porta.
“Boa noite, Rachel.”
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