The Girl I Went

1 Eu não sou Normal, Eu não quero ser...


No conforto do meu quarto, no conforto da minha cama, às vezes eu me pego pensando:

Era isso mesmo que eu queria ser?

Isso é a tão maravilhosa Adolescência?

É com isso que eu sonhei?

A Menina que eu fui aos oito anos teria orgulho no que eu me tornei? Não, ela não teria, ela teria medo do que eu sou agora...

Uma adolescente cheia de medos, cheia de confusão, cheia de rancor e ódio, uma adolescente que se aquela menina de oito anos encontrasse na rua, a faria correr, correr de medo, pavor, horror...

Eu não me orgulho do que eu me tornei quem se orgulharia?

Eu me tornei uma pessoa, fria, calculista, raivosa, sem escrúpulos.

Agora eu entendo o porquê que quando eu era pequena, eu quase não tinha amigos, talvez eu já irradiasse medo e pavor mesmo quando eu ainda era pequena.

Hoje eu vejo que a maneira como eu via o mundo mudou, eu mudei, me tornei algo que eu nunca quis ser, nem nos meus piores pesadelos eu iria querer ser.

Minha mente guardas segredos, que eu não quero que as pessoas saibam, nem eu mesa gostaria de saber, se pelo menos eu tivesse ajuda, se alguém me compreende se, se as pessoas não julgassem talvez as coisas pudessem ser mais fácies...

Eu já acreditei em amor um dia, mais hoje eu não acredito mais, quem me amaria? Quem amaria uma Psicopata? Ninguém né, eu sei, eu nunca vou saber o que é ser amada, pelo simples motivo que eu também não sei o que é amar.

Minha “vida” se tornou sem sentido (se é que um dia ela teve) Eu não sei por que ainda estou viva, deve ser para eu continuar a trazer problemas para a minha família.

Eu já quis ser normal, mais eu percebi que essa é a beleza de ser uma Psicopata, a anormalidade me torna sã do que eu posso fazer, eu tenho medo das pessoas que pensam como eu, eu sei do que elas são capazes.

A sociedade coloca tantas regras, tantos conceitos, tantas ditaduras, tanta pressão, que as pessoas chegam a se sentir sufocados, confusas, perdidas.

Se meus pais me conhecessem, eles teriam pavor de mim, eu tenho medo de mim, sabe por quê?

Por que eu sei que eu sou capaz de fazer, eu sei que eu posso fazer coisas horríveis.

Eu queria ter coragem de me matar, fazer esse favor a humanidade, eu só queria que essa dor, essa culpa, esse sofrimento vão embora, nem que para isso, eu tenha que ir também.

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