Notas iniciais
Bem pessoal, eu fiz essa one pra uma amiga. Se ela estiver estranha, me desculpem.Eu meio q escrevi parte dela no shopping, parte no carro, parte na cama (de noite) e parte hj de manhã.

The Girl

Percy observava de longe a jovem sentada sobre a sombra da árvore. As pernas cruzadas, a cabeça caída para frente, os cabelos em cima de seus olhos e , estes, olhando um livro atentamente.

Algo dizia a Percy que ela não via nada o que se passava a sua volta. Que estava total e completamente presa ao universo do livro.

Ele, de longe, e completamente fora da vista da mulher, a observava com sua câmera na mão. Fotografa-la era muito mais interessante do que fazer o mesmo com pássaros ou crianças.

O moreno era obrigado a admitir, aquela não era uma cena incomum no Central Park. Na verdade, era até bem comum encontrar pessoas lendo, mas nenhuma tinha atraído tanto a atenção de Percy quanto a garota.

Ele imaginava que, se tais seres descessem a Terra, ela poderia ser facilmente um anjo. Sua pele branca e cabelos loiros lhe davam um ar angelical, além que de a luz sobre seus cachos dava a impressão de que uma auréola rodeava sua cabeça.

Ele notou que a expressão da loira mudava muito rapidamente. Sua tesa franziu e suas sobrancelhas se juntaram. Um segundo depois ela assumiu um semblante surpreso e logo depois, triste. Percy realmente cogitou se aproximar quando viu que ela chorava silenciosamente, mas o choro não demorou a passar. Logo uma confusão tomou o lugar da tristeza, então um sorriso convencido surgiu nos lábios da loira, como se ela já soubesse que, o quer quer que fosse, aconteceria.

Percy finalmente resolveu se aproximar, falar com ela. Ele andou calmamente na direção da loira e parou na sua frente, esperando que ela o notasse. Depois de alguns minutos, Percy resolveu chamar sua atenção.

- Com licença?

Ela levantou os olhos. Percy prendeu a respiração. Cinzas, como nenhum outro que ele tinha visto.

Ela pegou um marcador e colocou entre as páginas do livro, fechando-o e repousando-o em seu colo.

- Sim — ela respondeu.

Sua voz era doce e aveludada, porém independente e madura.

- Será que eu poderia tirar uma foto sua? — perguntou Percy apontando para a câmera pendurada em seu pescoço.

Ela sorriu para ele e Percy sentiu uma estranha quentura invadir seu coração.

- Claro — ela disse.

Percy se alegrou e ajustou câmera. Ele andou um pouco, procurando um ponto onde a luz favorecesse. Em um segundo a foto foi tirada. Percy sorriu para sua obra, havia ficado realmente boa.

- Bem... — Percy começou a dizer mas então percebeu que não sabia o nome dela — Qual é o seu nome?

- Annabeth — ela respondeu.

- Percy — ele disse sorrindo — Bem, Annabeth, você quer que eu te mande por email ou revele e mande pelo correio ?

Annabeth pensou por alguns segundos e por fim respondeu.

- Acho melhor pelo correio.

Percy assentiu e Annabeth pegou um caderninho e uma caneta, anotando seu endereço no mesmo. Ela entregou o endereço para Percy, que dobrou o papel e o segurou com cuidado entre os dedos.

- Até, Percy — ela disse — Foi um prazer te conhecer!

- O prazer foi todo meu — ele disse virando de costas e começando a se afastar.

- Percy! — ele a ouviu gritar e se virou — O número da casa! Eu esqueci! É 99!

Percy assentiu e escreveu no papel sem nem mesmo olha-lo, para então se afastar de vez.

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Alguns dias depois, Percy enviou as fotos para Annabeth, mas não demorou elas voltaram, com o aviso de que aquele endereço não existia. Sem querer acreditar, Percy enviou novamente.

Esse processo se repetiu por três vezes, até que Percy resolveu entregar a carta pessoalmente. Ele não conseguia se convencer de que Annabeth havia mentido para ele, assim subiu e desceu a rua dela mais de dez vezes procurando a casa da garota.

Quando já estava anoitecendo, Percy sentou no meio fio e analisou, pela milésima vez naquele dia, o endereço escrito com a grafia delicada de Annabeth. Bem, menos o número que o próprio Percy escrevera.

Ele ainda lembrava do sorriso dela, dos olhos de Annabeth, de seus cachos dourados, de sua voz lhe gritando para dizer o número da casa... Oh, não.

Percy virou o papel de cabeça para baixo e bateu na própria testa. 99, estava escrito. Ele tinha escrito o número de cabeça para baixo.

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Percy despertou, porém não abriu os olhos. Ele sentiu um calor familiar contra seu peito, e a apertou mais contra seu corpo.

Ele sabia que ela já estava acordada, e que só não levantara para não acorda-lo, mas Percy não se importava nem um pouco em fingir que estava dormindo e te-la por mais um tempo perto de si.

Percy sentiu ela se mexer e logo depois lábios se colaram com os dele. Ele sorriu e a segurou com mais firmeza, aprofundando o beijo. Percy sentiu as mãos delicadas da esposa subirem até seus cabelos e descerem, pousando em seu peito. O beijo era calmo e intenso, tudo que ele precisava para ter uma manhã perfeita.

- Bom dia, meu amor — disse Annabeth quando eles se separam.

- Bom dia, anjo — ele disse abraçando a esposa mais forte.

Annabeth riu e se desvencilhou dele, levantando da cama. Seu corpo estava coberto apenas por uma camisa de Percy, que ficara muito melhor nela por sinal.

- Ah, não! — protestou Percy — Hoje é sábado, Annie. Volta para a cama.

Ela o fitou e Percy lhe lançou um olhar "Por favor!". Annabeth revirou os olhos e voltou a se deitar sobre o peito de Percy.

- Sonhei com o dia em que nos conhecemos — ele disse meio sem pensar, aproveitando o tempo com ela que ainda lhe restava — Até hoje agradeço por ter sido burro o bastante para o anotar o número de sua casa de cabeça para baixo.

Annabeth gargalhou com a lembrança. Ela se recordava de ter se assustado quando ele chamara sua atenção no Central Park, pois não o tinha visto se aproximar. Lembrava claramente de ter ficado impressionada com sua beleza. Os cabelos negros levemente bagunçados, o pele morena como se passasse dias na praia e os olhos verdes, que se assemelhavam ao próprio mar.

Tal beleza não tinha se acabado com os anos. Para Annabeth, ele ainda continuava o mesmo homem de tirar o fôlego três primaveras depois.

Ela traçou linhas imaginárias no peitoral nu do marido, aproveitando que, por conta do calor, ele dormira somente de calça.

De repente o estômago da loira revirou e ela levantou em um pulo, correndo para o banheiro.

Percy, ainda assustado, correu atrás de Annabeth. Chegando no banheiro, a encontrou ajoelhada na frente do vaso e com a cabeça ainda caída em direção ao mesmo. Vendo que mais nada sairia, Percy a levantou e tampou o vaso, dando descarga no mesmo. Ela,sem dizer nada, sorriu e foi direto para a pia escovar os dentes. Percy a abraçou por trás, para conforta-la.

Quando terminou, Annabeth virou para frente e apoiou a cabeça no peito de Percy. Este acariciou seus cabelos um tanto preocupado.

- Você está bem? — ele perguntou.

Annabeth se afastou um pouco,mas sem sair dos braços de Percy.

- Sim, você sabe que é normal — ela disse colocando a mão sobre a barriga — Afinal, já estou com dois meses.

Percy sorriu e colocou a mão sobre a dela. Era um tanto utópico pensar que um pequeno ser, criado por ele e Annabeth, estava crescendo no ventre da garota. Ele se sentia realizado e ao mesmo tempo assustado.

- Eu sei — ele afirmou — Só me preocupo com vocês.

Annabeth sorriu e o abraçou. Percy a apertou contra seu peito.

Ele ainda se lembrava de quando, naquele dia, encontrara a casa dela. Um chuva torrencial desabava do céu, tal que ela o convidara para entrar sem hesitar.

Ele se lembrava do rosto dela ao ve-lo. Parecia surpresa, porém feliz.

Também lembrava de sua expressão de incredulidade ao perceber que, no envelope, não havia só uma foto, mas dezenas. Ele fotografara cada expressão, cada mudança de humor, cada sorriso, cada careta.

Quando terminou de examinar as fotos, ela o fitou com um olhar terno. Tal,fez com que o coração do garoto se aquecesse. E, naquele momento, ele soube que ela já tinha roubado seu coração.

Notas finais
Ei, gente! Espero q tenham gostado! Deixem Reviews! E, se gostarem, favoritem.
Essa fic eh para a Mahh, uma maluca amiga minha q adora me encher a paciência, mas eu a amo, fazer oq!
Bjs, até!
EuSemideus
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!