The Ghost

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Heeey! Sou eu novamente! Desculpem a demora.
So, enjoy.

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Acordei com o barulho do despertador. Abri os olhos lentamente, ainda grogue de sono. O relógio marcava dez para ás oito. Suspirei resignada e me levantei, tropeçando aqui e ali.

Assim que olhei para o espelho vi uma garota ruiva, com os cabelos totalmente despenteados e os olhos azuis sem brilho algum. Eles estavam assim desde que meu pai morreu alguns anos atrás. Ele era meu único amigo.

Deixando a melação de lado, troquei de roupa e coloquei uma blusa vermelha e um short jeans. Desci as escadas da mansão de meu tio. Morava com ele agora. Você deve estar se perguntando “E onde está a sua mãe?” Bom, ela se matou depois de 2 meses de depressão por causa de papai. Mas não sofro muito com isso. Eu a odiava mais que tudo e o sentimento era recíproco

Já tinha pulado o último degrau quando me lembrei. Hoje era meu aniversário. Eu estava fazendo 16 anos, e eu não ficava nem um pouco feliz. Primeiro: Não gosto de dirigir e sou péssima nisso. Segundo: Eu não quero festa!

O problema era que meu tio era incrivelmente irresponsável. Provavelmente ele faria uma festa de arromba com direito a globo de espelhos, fonte de chocolate e tudo mais. Sem contar as milhares de mulheres que ele traria e quando eu reclamasse ele perguntaria “Mas não era isso que você queria, Lia?” ou outra coisa assim. Meu tio é muito previsível.

Bufei irritada com tudo e entrei na cozinha. Cozinha é um termo que não abrange totalmente aquele lugar. Primeiro de tudo as paredes eram enormes, dando a sensação de estarmos numa igreja. Os armários se estendiam por metros a fio. Nem sei tudo o que tem ali. A mesa tinha pelo menos dez metros de extensão e tinha pelo menos trinta cadeiras, somente para mim e para ele. Sempre que eu ia para aquele lugar, eu lembrava que meu tio era um completo exagerado. E maluco. E egocêntrico. E idiota. Mas mesmo assim eu o amo.

“Lia! Que bom vê-la nesse dia maravilhoso” fui saudada pela voz do meu querido responsável. “Como se encontra? Espero de que maravilhosamente bem.” Não pude deixar de rir pelo tom pomposo dele.

“Hoje não teve nenhuma modelo, atriz, apresentadora de TV ou qualquer outro tipo de mulher. O quê aconteceu, titio?”

“Primeiramente: Não me chame de tio. Faz eu me sentir velho. Segundamente..”

“Segundamente? Sério? Qual vai ser o próxima palavra que você vai inventar? Vigésamente?” deixei uma risadinha escapar.

“...Eu parei de sair com todas as mulheres, tá?” continuou não dando ouvidos ao meu deboche. “Agora sou um novo homem.”

Girei os olhos, me sentando em uma das várias cadeiras. Peguei uma torrada e comecei a passar geléia. Nesse momento meu telefone tocou. Estendi o braço para pegá-lo já sabendo de quem era. Só tinha uma pessoa nesse mundo que me ligaria. Minha única amiga Nina Host era o que podemos chamar de a garota dos sonhos de todos os garotos existentes na terra. Ela tem cabelos loiros lisos, olhos azuis brilhantes e um sorriso que consegue convencer qualquer um. Ela poderia ter tudo que quisesse só estalando os dedos. Já eu... Era totalmente excluída da vida de todos na minha escola. Não que eu me importasse.

“Alô? Nina?” atendi, chamando a atenção de meu tio.

“Não. Clarisse Jacob. Sua parceira no trabalho de biologia.” Droga. Eu tinha esquecido desse detalhe totalmente. “Quando vamos nos encontrar para falar sobre ele? Faltam três dias.”

“Eu posso ir na sua casa, agora mesmo se quiser.” Me apressei, engolindo rapidamente a torrada.

“Falando com um garoto?” Meu tio perguntou malicioso. Girei os olhos para ele e esperei ela me responder.

“Hum... Agora não dá. Pode ser lá pela seis horas?” Era perfeito. Era ás seis que meu tio planejava dar a festa, era só esperar na casa de Clarisse até a festa acabar.

“Claro. Tchau.” Ela se despediu, e eu joguei o celular na mesa. Olhei para James. Sim, esse é o nome dele. James Brish, pra falar a verdade. Bom, meu tio me olhava de um jeito estranho. Quase como se estivesse decidindo que tipo de bicho eu sou.

Me sinto tão amada.

“Que foi?” Perguntei me levantando e tomando os últimos goles do suco.

“Por que você não é como as adolescentes comuns?” Retrucou com outra pergunta. “Tipo, você não quer festa. Não quer dirigir. E parece que ainda é virgem.” Cuspi todo o suco que estava tomando e engasguei com o pouco que sobrou.

“O que?” Indaguei, ofegante demais para me expressar em mais palavras.

“Você é virgem, né? Por que ainda não perdeu a virgindade?”

“Podemos mudar de assunto?”

“Não seja careta. Eu sou o adulto aqui.” Ele se levantou também, deu a volta na mesa e segurou meus braços, como para me dar apoio. O que definitivamente eu não precisava.

“Mas a responsável aqui sou eu.” Me livrei dele e fui me arrumar para ir pra escola. Amarrei meu cabelo num rabo-de-cavalo alto, peguei a mochila e desci as escadas correndo. Hoje seria um dia realmente longo.

Notas finais
Não se esqueçam de deixar reviews dizendo o que acham da fic. Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.