The Gardener
3 III
Notas iniciais
Espero que entendam.
Enfim...
Curtam o capítulo!
A garota entrou em casa com o rosto quase pegando fogo. Não acreditava no que estava se metendo mas havia uma sensação tão boa em seu peito que ela não conseguia explicar.
“Talvez quebrar as regras não seja de todo tão mal” – Pensou consigo mesma enquanto olhava ao seu redor.
Nos poucos minutos que passara conversando com Ichigo, a casa já estava completamente impecável. Não havia uma grama se quer de poeira ou objetos fora do lugar. Tudo estava arrumado numa exímia perfeição.
A garota assobiou surpresa.
– Como fez isso tão rápido, Inoue? – Perguntou.
A ruiva apareceu por de trás do sofá com um sorriso estampado no rosto.
– Eficiência é comigo mesmo!
Rukia devolveu o sorriso.
– E então como foi com o Kurosaki-kun? – Perguntou interessada.
O sorriso sumiu do rosto da pequena Kuchiki.
– Hã... Foi no mínimo um pouco problemático – Disse com uma careta.
A outra riu de sua expressão.
– Kurosaki-kun realmente é um pouco... Reservado no começo. Mas de pois você se acostuma.
– Hm... Eu percebi. Só que ele não tem cara de quem fica simpático com o passar do tempo.
Orihime sorriu.
– Dê um desconto para ele, Kuchiki-sama. Afinal, a vida não tem sido fácil.
– E parece que você sabe muito bem disso não é? – Levantou a sobrancelha.
– Somos apenas amigos, se é isso que está se referindo – Ela respondeu, vento uma centelha de ciúme nos olhos da pequena Kuchiki.
Rukia sentiu seu rosto corar.
– N-Não estava preocupada com isso... Você sabe... Só por curiosidade...
– Sei sei... – E olhou para o grande relógio com um sobressalto – Ah meu Deus! Há tanta coisa para ser feita, preciso ir...
A morena acenou, dispensando-a. Assim que Orihime saiu de suas vistas, soltou um longo suspiro.
Tinha um grande pressentimento de que seu irmão lhe traria notícias desagradáveis. Sacudiu a cabeça logo em seguida tentando afastar esses pensamentos.
Mas não fora só isso que a ajudara a não pensar em Byakuya. Um cheiro maravilhoso chegou as suas narinas e ela logo soube do que se tratava.
– Matsumoto... – E foi na direção da cozinha.
O enorme compartimento estava cercado de panelas e fumaça. O delicioso aroma que Rukia sentira estava vindo do fogão, que crepitava em alta temperatura.
– O que está preparando? – Perguntou curiosa.
A loira sorriu e inclinou um pouco a panela para que a própria visse seu conteúdo.
– Acha que seu irmão irá gostar? – Perguntou receosa.
– Claro que vai! Além do mais, parece estar mais do que delicioso – Confortou-a.
A mulher confirmou com a cabeça. Parecia estar preocupada com alguma coisa.
– O que há? – Rukia perguntou percebendo a expressão.
Matsumoto olhou para ela, ainda com o semblante preocupado.
– É que... Eu tenho uma péssima fama de ser demitida logo no primeiro dia – Revelou.
– M-Mas por quê?
– Não sei! Quer dizer... Eu me atrapalho só um pouquinho assim...
– Matsumoto...? – A pequena a encarou ficando preocupada.
A loira fez um silêncio prolongado. Sua expressão era tão estranha, que chegou a assustar Rukia. Não entendia o que havia de errado.
– É que da última vez eu cozinhei o sapato do meu patrão na sopa... – Disse.
A morena levantou a sobrancelha.
– Como você fez isso mesmo?
– Ele estava me pressionando! E não consigo fazer nada sob pressão... E então acabei cozinhando o sapato. E depois quando ouvi as reclamações eu...
– Vocêfez o que?
– Eu enfiei o sapato na boca dele e fui demitida – Disse.
A garota arregalou os olhos.
– Não se sinta pressionada então – Apenas conseguiu dizer, enquanto tentava se desvencilhar da mulher.
– Claro, claro... – Ela repetiu.
Rukia pensou no quão estranhas eram aquelas pessoas. Não que isso a aborrecesse, mas tinha receio do que Byakuya poderia fazer. Ele não era muito paciente e nem bem humorado.
“Espero que nada dê errado hoje a noite. Não sei o que o Nii-sama é capaz de fazer” – Pensou enquanto andava sem nenhum rumo eminente pelo meio da casa.
Até que se chocou contra algo duro.
– Mas que...!
– Devia prestar mais atenção por onde está andando, Rukia-sama – Aquela voz tão conhecida e com um fundo zombeteiro soou a sua frente.
Ela ergueu os olhos.
Kurosaki Ichigo estava com sua típica expressão zangada e corpo suado. E pra completar: os pés sujos de terra.
– Kurosaki! A Inoue acabou de limpar o chão! – Rukia ralhou.
Ele pareceu não se importar.
– Quero um copo de água.
– Não ouviu o que eu disse? – Gritou.
– Ouvi, mas ainda quero água.
A morena sentiu seu sangue ferver. O que aquele jardineiro estava pensando enquanto falava com ela daquela maneira?!
– Peça a Matsumoto – Disse com frieza.
O ruivo apenas lançou-lhe um olhar entediado e foi em direção à cozinha.
A garota massageou as têmporas com vigor. Como alguém conseguia lhe tirar do sério em tão pouco tempo? Com certeza era um recorde. Ela se considerava “pavio curto” mas não ao ponto de explodir em apenas 2 minutos de conversa. Mas com aquele sujeito era diferente.
Sacudiu a cabeça com irritação. Não ia se deixar levar por alguém como ele.
– Inoue, poderia me dar um pano? – Ela gritou.
Depois de alguns segundos, a garota apareceu com um pano cuidadosamente dobrado em suas mãos.
– Aqui! – Entregou prontamente.
Ela agradeceu e sentou-se no chão, tentando tirar as marcas de terra que o ruivo deixara.
– A-Ah, Rukia-sama deixa que eu faço isso... – Disse tentando tirar o objeto das mãos da garota.
A morena apenas sorriu.
– Não tem importância. Eu mesmo limpo.
Enquanto a cena se passava, um espectador observava tudo da cozinha com algo na mão.
– Ela é diferente... – A loira disse.
Ele remexeu o copo.
– Nunca se sabe. Não se pode confiar nas pessoas assim de cara. Afinal as aparências enganam...
Matsumoto ergueu os olhos para observá-lo.
– Você se tornou um homem muito amargurado, Ichigo. Acho que passar um tempo com a Rukia-sama iria lhe fazer bem...
Ele não se deu o trabalho de retribuir o olhar.
– Vamos ver o que acontece daqui para frente – Apenas disse, entregando-lhe o copo e saindo logo em seguida.
– E pronto! – Rukia disse animada.
– Uau! – Inoue exclamou com um sorriso no rosto.
– Querem me dar licença? – O ruivo apareceu para elas.
– Você tem que estragar todo o tipo de conversa e diversão? – A morena o encarou.
– Esse é o meu trabalho...
– Não, o seu trabalho é consertar o meu jardim! – Disse irritada.
Um sorriso zombeteiro brotou de seus lábios cuidadosamente esculpidos.
– Estou indo, madame.
Ela revirou os olhos.
– Poderia levar isso para mim, Inoue? – Disse estendendo-lhe o pano.
– Claro! – E retirou-se com o objeto em mãos.
A moça o olhou de cima para baixo.
– Queira fazer o favor de sumir de minhas vistas.
Ele riu.
– E a nossa aposta? Acho que você vai perder...
Rukia gritou mentalmente. Como alguém conseguia ser tão irritante?
– Vamos para o jardim, então.
Ichigo sorriu.
– Depois da senhorita – Falou abrindo a porta para que ela saísse.
-------------- Continua --------------
Notas finais
Colocando parágrafos, acho que perceberam...
O capítulo não trouxe muitas novidades, só uma convivência mais aprimorada e o nascimento de uma rivalidade e certas brigas. Afinal, IchiRuki é isso XD
No próximo: O jantar.
Reviews? *-*
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