Notas iniciais
Vai ser uma short-fic, eu juro, KKKK. Mas enfim, essa ideia me ocorreu assim que eu vi a imagem da capa... E tive que escrever algo! Bom, espero que gostem!

Kuchiki Rukia olhou para o jardim através das enormes janelas com um certo tédio. Os imensos jardins estavam quase morrendo e as belas flores já estavam perdendo a cor natural.

Ela e o irmão haviam se mudado a pouquíssimo tempo para aquele lugar e “casa” não seria um bom nome para descrevê-la. Estava mais para uma mansão.

A família Kuchiki estava entre uma das mais ricas do Japão. Seu irmão mais velho, Kuchiki Byakuya, com 29 anos completos recentemente, era dono de uma famosa multinacional que abrira uma filial no Japão. Toda a riqueza deles vinha do trabalho esforçado de seu irmão, já que Rukia era jovem de mais para trabalhar.

Nunca tiveram noticias dos pais, não sabiam se quer estavam vivos. Byakuya não gostava de tratar desse assunto.

A garota suspirou entediada. Era um crime ver todos aqueles belos campos cheios de defeitos. Apesar da mansão ter sido comprada a pouco tempo, ela já apresentava algumas imperfeições resultadas dos maus tratos do antigo dono.

Então, para sua surpresa, a porta de vidro abriu-se revelando a figura elegante do Kuchiki mais velho.

– Nii-sama! – Exclamou indo a seu encontro – Encontrou o que procurava?

Ele havia passado o dia inteiro procurando por empregados que pudessem trabalhar na mansão, já que o próprio não tinha tanto tempo assim.

– Sim, consegui – Disse com uma frieza que já lhe era característica – Hoje, no período da tarde, os que conversei virão até aqui. Um jardineiro, uma empregada e uma cozinheira. Mas se bem que a prioridade maior era o jardineiro.

Ela afirmou positivamente.

– E sem esquecer-se da cozinheira, claro. Afinal, não agüento mais comer seus onigiris queimados – Olhou-a com uma, aparentemente, falsa severidade.

Ela sorriu timidamente.

– Sinto muito. Prometo que assim que a cozinheira chegar, irei pedir-lhe aulas.

O homem apenas assentiu desinteressado. Sentou-se na poltrona e pegou o jornal para ler.

– Deseja algo? – Ela perguntou educadamente.

– Não não, apenas deixe-me em paz.

Ela afirmou com a cabeça, meio entristecida.

– Com licença – Disse antes de sair.

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O quarto da pequena moça já havia sido todo decorado com sua estampa preferida: coelhos. O enorme Chappy dado por Byakuya estava em destaque em sua cama. Não que ele não lhe desse presentes, muito pelo contrário, mas aquele era o seu preferido.

Ela suspirou cansada e deitou-se, não visando dormir, mas apenas descansar. Gostaria de ver como eram os novos empregados. Apesar do irmão talvez não querer sua intromissão... Mas ela ao menos queria dar uma espiada...

Em meio desses pensamentos a pequena foi ficando cada vez mais sonolenta até que adormeceu. Talvez, não tenha sido só impressão sua, mas havia sonhado com uma figura alta de cabelos revoltos que vinha ao seu encontro sem nada dizer.

“Foi um prazer, Rukia-sama” – Disse-lhe em seu sonho, com uma voz tão singular.

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Rukia acordou com um sobressalto quando uma mão forte lhe sacudiu levemente no braço. Ela coçou os olhos e viu a figura imponente de seu irmão parado em sua frente.

– Os empregados chegaram – Disse.

– Que? – Disse ainda sonolenta.

– Não ouviu? Eu disse que os empregados chegaram – Repetiu com impaciência.

– Pensei que não fosse me chamar...

– Pois pensou errado. Vamos, não estou com muito tempo livre.

A garota levantou-se, arrumando levemente o cabelo e passando a mão nas roupas que ficaram um pouco amassadas com o cochilo e finalmente desceu acompanhada do irmão.

– Senhores, essa é a minha irmã mais nova: Kuchiki Rukia. E ela que vai mandar quando eu estiver fora. Entendido?

Os três que estavam presentes confirmaram com a cabeça. Eram figuras bem distintas e até estranhas.

Uma ruiva de cabelos compridos e faces bondosas sorria com uma sinceridade que chegava até a ser assustadora, mas de imediato simpatizou com ela. Uma loira com formas... Bem, digamos exageradas acenou de maneira quase infantil. Também parecia ser uma boa pessoa. Mas o último foi o que mais lhe chamou atenção.

Roupas simples e rústicas: camisa azul levemente colada ao corpo, um casaco xadrez preso na cintura e uma calça compunham o seu visual. Cabelos laranja berrantes e revoltos. Músculos que salientavam levemente sobre a blusa. Uma expressão de constante raiva e nenhum sorriso.

Havia algo naquele rapaz que era realmente intrigante. Não parecia ser muito mais novo que seu irmão... Ela chutava em uns 19 ou 20 anos.

– M-Muito prazer – Ela referiu-se a todos, mas seus olhos não se despregaram da figura do rapaz ruivo.

– Inoue Orihime será a nossa empregada, Matsumoto Rangiku será a cozinheira e Kurosaki Ichigo – Apontou para cada um: a garota, a loira e o ruivo, respectivamente – será o jardineiro.

Ela assentiu.

– Tem alguma pergunta ou observação a fazer para algum deles? – Byakuya dirigiu-se a ela.

Para ser sincera, Rukia gostaria de interrogar-los detalhadamente. Sua curiosidade fora despertada de maneira colossal.

– Hm... Hã... Só que... Estarei de olho no trabalho de cada um. E que se preparem para as minhas perguntas! – Disse num sorriso divertido.

As duas mulheres sorriram mas o rapaz continuou na mesma, apenas assentindo com a cabeça assim que a informação foi lhe passada.

Parece que seria difícil arrancar algum sorriso daquele sujeito.

– Então... Estão contratados. Não se esqueçam das coisas que propus. Principalmente você, Kurosaki – O mediu severamente com o olhar.

“Quais condições que o Nii-sama propôs? E por que ‘principalmente ao Kurosaki’?” – Pensou.

– Sim, senhor – E finalmente ouviu aquela voz... Uma voz que não esqueceria nem em um milhão de anos.

A voz do seu sonho.

Ela prendeu a respiração com ansiedade.

– Pois então é só. Estão todos dispensados.

– Quando começamos? – A loira perguntou.

– Amanhã de manhã. Estejam aqui às 8:00 em ponto. Fui claro?

Todos concordaram.

– Então estamos “ok” – Byakuya disse por fim e indicou-lhes a saída.

– Até amanhã – Rukia acenou com um sorriso simpático.

Matsumoto acenou de volta, também sorrindo.

– Até mais! – A moça ruiva disse amigavelmente.

– Foi um prazer, Rukia-sama – Aquela voz tão... Tão... Indescritível lhe soou aos ouvidos.

Será um simples Deja Vú? Rukia não acreditava em destino, mas sentia como se já tivesse ouvido isso antes... Só não lembrava aonde.

Ela retribuiu o cumprimento, um pouco nervosa e acompanhou os novos empregados, com mais precisão o garoto ruivo até que finalmente sumissem de vista.

------------- Continua ----------------

Notas finais
E aí? Curtiram o primeiro? Bom, eu pretendia fazer uma one-shot, mas acabou ficando um 'pouco' grande, por isso dividi em alguns poucos capítulos. Reviews?