Notas iniciais
Surpresas nesse capítulo! E vou confessar a vocês que não fiz nenhuma pesquisa referente a leis e penas, reduções penais, etc. Não se atentem a esses detalhes, ok? O importante é a situação. Enjoy~!

XIII.

Então cá estamos

Tão distantes das Órbitas terrestres

Supernovas queimando

e ocupando todo o horizonte

Encaravam-se. Pai e filho, finalmente frente a frente.

A respiração parecia faltar para um e para outro. Foram dois anos de toda forma.

A pena foi reduzida por uma série de fatores que colaboraram. Gabriel não demonstrava mal comportamento — pelo contrário, mostrou progresso com o passar dos meses.

E, esperava ele, mostrar todo esse progresso ali também.

Fizera como ela o havia dito: pensado. Repensado. E pensado mais um pouco.

Não sabia por onde, mas ele queria começar de novo.

Ali estava a sua segunda chance — a sua redenção.

Adrien sorriu, um sorriso saudoso, compreensivo.

— Pai. — Chamou, abrindo os braços.

Hesitante, Gabriel caminhou até eles — e, mais intenso do que esperava, foi recebido em um abraço.

Ele estava maior, mais alto. Os braços mais musculosos. O apertavam com carinho, cuidado. Sentiu-se, pela primeira vez, impotente — não era nem de longe o homem frio e cruel que um dia ousou erguer a voz violentamente contra ele.

Agora, sequer conseguia erguer os braços e o abraçar com a mesma força.

— Adrien, eu– — Queria se explicar. Queria desculpar-se. Queria muitas coisas, mas todas elas ficaram de lado quando o próprio filho negou sua fala com um aceno e um aperto de leve em seu ombro.

Recomeço. — Seus olhos verdes brilhavam como a sorte. Brilhavam como os de sua esposa; brilhavam em aceitação, em compreensão.

Gabriel entendeu; sem palavras. Não precisavam delas.

Com um braço sobre seus ombros, Gabriel caminhou lado a lado com Adrien, saindo daquele lugar frio, opressor. Cada passo era rumo a um novo futuro — a algo melhor, a novos laços.

A uma felicidade, esperava.

Quando estavam do lado de fora, ambos pararam. Gabriel observava, o ar faltando nos pulmões cansado. Queria perguntar, mas não precisou, pois a resposta veio de prontidão:

— A Marinette você já conhece. — Adrien começou, fitando o pai de canto, percebendo cada expressão. — A outra... É a Emma.

O pai respirou mais fundo, a garganta seca. Finalmente, as duas perceberam sua presença. Marinette foi a primeira a sorrir — compreensiva, como da última vez que a vira.

Emma, contudo, parecia estranhar. Piscou os grandes olhos azuis — azuis como os de Marinette, ele percebeu. Ela chegou perto da pequena, beijando sua têmpora, dizendo:

— Emma, diga “oi” pro vovô.

E, como se palavras mágicas fossem proferidas, a criança sorriu — um sorriso tão largo quanto o de Adrien quando tinha a mesma idade — e, acenando, disse entusiasmada:

— Oi vovô!

Naquele momento, ele não se aguentou.

E, depois de muito, muito, muito tempo...

Chorou.

Chorou enquanto a abraçava, enquanto beijava seus cabelos. A criança não entendeu e quis consolá-lo. Seu filho e sua nora, entendidos, o receberam de braços abertos — carinhosos e empáticos de seu sentimento.

Assim começava a sua redenção.

E cada dia irá nos retornar

Aos braços de toda a eternidade

Notas finais
Mes amours... Eu anuncio oficialmente que esse é o PENÚLTIMO capítulo dessa fanfic. Passou tão rápido ♥ E eu não vou atrasar o último não! Será postado sexta sem falta. O que acharam? Gostaram da segunda chance do Gabriel? Ele merece, assim como o Adrien, não? Não se esqueçam de conversar comigo hein? ♥