The Game of Life
13 Противоречивые чувства # Conflicting Feelings
Notas iniciais
#DIMITRI#
Dou-me conta da hora, assim que meu despertador toca, e percebo que passei boa parte da noite acordado. Ainda bem que consegui me distrair de meus pensamentos com meu livro de cabeceira, ainda não conseguia tirar da minha cabeça a cena de Rose entrando na academia com um semblante transtornado. Me pergunto se ela estaria passando por problemas sérios, e se isso atingiria ao Christian também, pois até agora não percebi nenhuma mudança em nossos últimos treinos.
Sempre a observava ir assistir aos nossos jogos quando mais nova, nunca havia sentido isso que senti ontem. O que está acontecendo comigo? Sempre fui protetor com minhas irmãs, principalmente com a Vicka, que é a caçula e tem a idade de Rose. Talvez seja por isso que ainda estou preocupado com seu bem-estar. Depois que jantei com a minha família, subi para dormir mas a primeira parte da noite foi toda sonhando com Rose em sua agonia e desespero tão palpável. Desistindo então de dormir cá estou eu, me encaminhando para o banheiro para tomar uma ducha e ver se meu humor melhora.
Chego a cozinha e já vejo minha mãe tirando um fornada de pão preto que tanto amo.
— Bom dia Mama!
— Bom dia Dimka, ontem você se recolheu cedo, está se preparando para fazer alguma prova? Quando passei pelo seu quarto ontem a noite de madrugada vi que tinha luzes acessas.
— Não mãe, eu apenas não consegui dormir, e resolvi rever as papeladas que terei que resolver com Ivan mais tarde antes do treino.
— Hum, certo, agora coma que já esta na hora de você sair para aquela entrevista. Estava me arrumando para sair quando Viktória entrou e já foi pegando algo pra comer e nem meu a chance de chegar a porta pois já estava me gritando.
—Você me dá uma carona até o centro de patinação? Coloquei meu carro na oficina ontem e ainda não ficou pronto.
— Claro! Come direito, vou subi e pegar umas coisas que esqueci lá no quarto, daí saímos.
— Te amo, Dimka.
Aproveitei para pegar tudo que precisava em meu quarto, retornando e já encontrando minha irmã na garagem. Logo seguimos e se instalou um silencio confortável, sempre era assim com Vika, apesar de não sermos tão próximos devido aos seus comportamentos infantis, ela não era de estar investigando minha vida, essa seria a Karol, com quem tinha mais afinidade e a quem me confidenciava. A única vez que vi Vika expressar algo sobre minha vida foi quando disse que havia terminado com Natasha, ela deu graças a Deus pois achava ela uma perda de tempo.
— Como vai os treinos? Perguntei quebrando o silencio na esperança de voltar a ter pensamentos da noite passada.
— Dimka está indo maravilhosamente bem, tive outra competição essa semana e fiquei em segundo lugar, como sempre a Tasha acabou ganhando. Juro que ainda vou ver alguém derrubar essa garota do pedestal. Ela fala cruzando os braços.
— Nunca entendi sua implicância com ela, as vezes que vi ela patinar foi maravilhoso ela é muito boa no que faz. Se estás tão chateada por perder pra ela, treine mais e a supere. Falo a olhando de lado antes de me virar para a pista novamente.
— Não se trata de vencer, até porque eu já tive varias vitórias. O que me irrita é a soberba dela por sair dizendo que não existe ninguém melhor que ela e que ela leva a equipe nas costas pois não temos boas competidoras para se comparar a ela.
— Entendo! É, sempre a vi se gabando de ser boa e que sempre tem que estar competindo para poder a equipe estar com boas pontuações para poder participarem de competições melhores, e até para atrair olheiros da seleção Russa para quem sabe convocar uma de vocês.
— Só querido irmão, que isso não é tão verdade assim, já vi boas garotas serem tiradas de competições para que ela possa ganhar e até agora ela só foi chamada uma vez para cobrir a seleção e foi apenas quando a antiga patinadora Sônia Karp sofreu o acidente, e precisavam de uma substituta urgente, ela foi e não foi tão destaque assim, tanto que ela nem ficou depois disso. Ela fala com um sorrisinho de canto de boca como se tivesse amando contar os podres de Tasha.
— Sônia é aquela menina que estudava comigo e Mikhail? E que foi campeã varias vezes nos últimos anos?
— Sim, ela sofreu um acidente, você não soube?
— Sim, mas depois disso não ouvi mais falar dela.
— Também não, espero que hoje seja um dia bom no treino. Ela fala olhando para o lado encostando a cabeça na janela.
— Porque não seria? Falo me virando para olha-la.
— Kirova teve um ataque ontem quando o presidente da equipe apareceu interrompendo o treino e convocando uma reunião emergencial com ela e os outros treinadores juntamente com Lissa e Tasha que são as mais antigas na equipe. Vika me olha e depois volta para a mesma posição.
— Hum, entendo. Ele também costuma fazer isso com meu treinador Hans, é normal, ele querer saber como vai as equipes.
— Mas parece que não se trata apenas de relatório de como vai as competições ou treinos.
— Do que se trata então? Dessa vez perguntei me virando para ela momentaneamente, pois isso poderia ser importante para todos.
— Relaxa e olha pra frente! Parece que ele organizou um teste de uma garota que havia sido reprovada ano passado. Parece que quem fez esse pedido a ele não gostou de saber que ela havia feito o teste e foi reprovada por motivo fútil. Ela fala me olhando e sorrindo da careta que pelo visto eu fiz.
— Se ela foi reprovada é porque ela não seria boa o suficiente para compôr a equipe e isso não me parece fútil. Olho para a estrada com a testa franzida perdido em pensamentos.
— Esse seria o problema, a garota era boa, o que a tirou foi o fato dela ser americana e morar aqui na Rússia apenas 6 ou 7 anos. Ao que parece ela é filha de alguém com certa influência no governo e não pegou bem para o presidente.
— Hum... Aí é outra coisa, mas também não seria assim fútil, ela ainda não poderá concorrer a varias competições e isso não é interessante para a equipe, ter alguém que estará limitado nas competições locais.
— Pelo que entendi Kirova falar, ela é descendente Russa e foi concedido a ela uma naturalização que faz com que ela possa concorrer.
— Que bom pra garota, porque então Kirova ficou brava? Será mais um reforço para a equipe.
— Kirova aceitou bem já que ela precisa cumprir ordens, quem fez estardalhaço foi Tasha, pois ela teria que participar da avaliação da garota e ela se recusou, pois não estamos em período de testes e sim em mês de competições e ela não poderia tirar seu foco para aturar avaliação de uma garota mimada do governo. Vika fala imitando a voz de Tasha, me fazendo assim dar um pequeno sorriso. Amo minha irmã e seu jeito natural de ser.
— Nossa, vejo que realmente não conhecia a Natasha. Ela poderia ser mais humilde e avaliar a garota e se ela não for boa pra equipe, pronto ela não fica, e se for ela terá mais uma para ajudar a equipe.
— Pois é, ela gritou a plenos pulmões que ela era a estrela da equipe e não poderia deixar de treinar para ficar avaliando garota nenhuma. O presidente saiu soltando fumaça e deixando claro para Kirova resolver.
— Nossa seus treinos estão animados né? Falei tirando sarro dela que estava fazendo careta.
— E o que se resolveu?
— Kirova desistiu de Tasha, acertou tudo com a Lissa que aceitou de bom grado avaliar a garota e será tudo amanha a tarde, hoje faremos um treino mais demorado para compensar o dia de amanha, e talvez segunda já teremos uma novata no time, espero que ela não seja egocêntrica igual a louca da sua ex. Ela diz fazendo careta após falar da Tasha.
— Não fale assim dela, e não me lembre dessa época.
— Por falar em ex, quando você terá uma nova namorada para um dia termos uma nova ex? Ela fala batendo palmas como se aquilo fosse uma coisa natural. Se fosse no tempo dos meus 17 anos até poderia já esta namorando ou só ficando com as meninas da faculdade porem hoje tenho coisas mais importante para me preocupar do que mulher dando show por se achar estrela como a Tasha é.
— Chega! Vamos parar? Já chegamos e essa conversa não é para seu o bico, estou muito bem assim.
— Ok, não esta mais aqui quem falou.
— Vika! A chamei assim que ia saindo do carro.
— Diga irmãozinho em que ainda posso ser útil?
— Fiquei curioso, quem é a garota que fará o teste? Você já a conhece? Algo me dizia que aquela historia não me era estranha, como se já tivessem contado ela antes só que de outra forma.
— Conheço ela só de vista, faz uns 7 anos que ela veio para cá com os irmãos, ela estuda na minha escola, mas não na minha sala, talvez você conheça o irmão dela que faz parte do seu time. O nome dela é estranho mais todos a chamam de Rose.
Fiquei sem palavras e sem ação me lembrando do dia que o Christian chegou ao treino puto de raiva e quando o questionei ele me disse que sua irmã havia sido rejeitada para a equipe de patinação por ser americana. Ele por ter dupla naturalidade por conta dos seus pais não teve muitos problemas para entrar no time, mas Rose era americana e não tinha muito o que se fazer, agora eu nunca teria imaginado ela sendo descente russa e com influência no governo.
— Dimka, Você esta bem? Ouço minha irmã me chamar e pela cara dela não seria a primeira vez.
— Estou sim, estou tentando saber quem é o irmão dela, não estou associando, apenas isso.
— Eita que você às vezes é desligado, é o tal Christian, sei disso por que ele é o esquisito por quem Lissa anda suspirando. Ela fala dando risada.
— Sério? Dei uma gargalhada me lembrando dele comentar que achava a Lissa bonita mais não tinha coragem de se aproximar.
— Sim! Agora deixa eu ir, mais tarde conversamos e te conto as novidades. Ela me abraça e me da um beijo no rosto.
Assim que ela sai dou partida no carro retornando meus pensamentos a imagem de Rose na academia na noite passada.
Assim que cheguei a casa do Ivan ele já estava a minha espera.
— Eita cara, achei que você não vinha mais.
— Foi mal Ivan, Vika esta sem carro e precisei levá-la ao centro de patinação.
— Ah sim, e como ela vai? Ele pergunta já desviando o olhar, isso está estranho, faz um tempo que percebo certo interesse do meu amigo na vida de minha irmã mais nova. Espero que eu esteja enganado, por que do contrario quebro a cara dele. O que ele está pensando?O que estou pensando? Querendo quebrar a cara do meu amigo por achar que ele esta interessado em minha irmã sendo que a minutos atrás estava a pensar na irmã do meu colega de time. Sou um hipócrita.
— Ela está bem, apenas treinando muito. Ela comentou comigo que a irmã do Christian fará um teste amanha, você sabia?
— Não, não o vi comentando, agora vamos concordar o que é aquela irmã dele cara? Tudo bem que ontem ela não parecia estar bem, mais isso não impediu da galera olhar aquele corpo maravilhoso.
— O que você está falando? Cara, ela é muito nova pra vocês assim como minha irmã. Falo de forma grossa e irritada e sem querer esconder que não gostei.
— Calma cara foi só um comentário. Claro que não tenho interesse nela, principalmente depois que a vi socando o saco de areia, ela é capaz de derrubar qualquer um de nós com um soco.
— Verdade, eu também percebi isso, e desculpe pela forma como falei.
— Agora vamos que estamos atrasados para essa tal reunião com o gerente do banco.
Após quase duas horas com o tal gerente está eu e meu amigo Ivan no restaurante próximo ao banco, esperando nossos pedidos. Estava claro pelas nossas caras que não havia sido nada produtivo.
— Certo Dimitri, o que faremos agora? Todo o nosso projeto foi apresentado e me parece que não foi muito do agrado deles.
— Vamos apenas esperar Ivan, também acho que eles não gostaram muito da nossa proposta, mas no momento era o que tínhamos para mostrar, e agora vamos almoçar e correr pro treino os jogos estão chegando e não podemos perder esse ano, pois se estamos pretendendo sair do time e nos aposentar, devemos fazer isso com uma vitória no currículo. Falo dando um sorriso para o meu amigo. Espero que eles aprovem nossa proposta.
— Verdade, Dimka, hoje vamos colocar o foco no treino e cobrar determinação dos novatos, esse ano é nossa chance de vitória.
Ainda ficamos um tempo falando amenidades até nossa refeição chegar e acabamos comendo no mais completo silencio, e isso me fez voltar a lembrar da morena, ela agora tinha uma nova imagem em minha mente, só a vi patinar uma vez e na época ela so tinha dez anos, e isso me fez me chutar mentalmente por estar pensando nela de outra forma, ainda estava querendo entender porque me deu raiva ao ouvi Ivan falar dela daquela forma, preciso me controlar.
Chegamos cedo para o treino, isso acabava sendo uma boa coisa por que assim dava para elaborar umas tácticas de treinos para o time, e ainda dava para me aquecer de forma mais determinada. Fui logo me trocar e colocar meu equipamento, voltando para a pista vejo Ivan já conversando com alguns dos novatos, eles me parecem bem determinados.
— Bom galera, sou Dimitri o capitão do time e quero que vocês hoje deem o melhor de vocês, os jogos estão chegando e temos que trabalhar mais arduamente, pois este ano não podemos deixar de ganhar esse título, será importante para o currículo de todos e quem sabe alguns de vocês não cheguem a ganhar uma vaga na seleção? Falo e já vejo um brilho de determinação no grupo. Logo depois, vejo o restante do time chegar junto com o nosso técnico que começa a gritar palavras de incentivo a todos. Após alguns minutos, montamos dois times um com a equipe principal e o outro com os reservas e nos colocamos para o jogo, Hans começa a gritar da lateral suas ordens para que possamos executar movimentos e sequências táticas para o nosso novo ataque, executamos tudo em perfeita harmonia, Jesse sempre pela minha direita e Christian pela esquerda me dando vantagens para poder executar os gols. Ao fim de quase 3 horas de treino, nosso treinador nos deu os parabéns e elogiou os novatos que nos deram alguns trabalhos e fizeram alguns gols nos mostrando que ainda temos muito a trabalhar.
— Certo time, estão todos de parabéns, como nosso técnico disse, ainda temos muito a corrigir, espero ter mais determinação e foco nos próximos treinos, fomos avisados pela administração do centro de patinação que a equipe de patinação de Omsk solicitou a pista amanha para um teste, desta forma não haverá treino amanha, daí termos tido um treino longo e puxado hoje, mas a partir de segunda todos aqui no horário e não aceitarei atraso. Digo tudo olhando pro Chris e vendo-o apresentar um sorriso de felicidade como se fosse algo que ele precisava ouvir.
— Diga lá Chris, por que da cara de alegria? Seu foco não é mais o time e os treinos? Digo apenas para pegar em seu pé, pois sei da sua determinação de jogar profissionalmente.
— O quê? Na... Não cara, é que eu tava pensando em como eu ia fazer pois o teste que haverá amanhã é da minha irmão Rose, e não queria perder pois ela vem batalhando por isso a muito tempo. Ele fala todo sem graça e não deixo de rir de seu jeito sem graça por achar que estava fazendo algo errado.
— Calma cara estava apenas pegando no seu pé, eu já sabia a minha irmã Vika me disse, ela já faz parte da equipe e comentou comigo. Vai lá ver sua irmã, quando Vika foi fazer o teste dela eu também estava lá por ela.
— Obrigado Dimitri! Rose as vezes é um pé no saco, mais eu a amo de verdade, tenho muito respeito por ela e principalmente agora que ela ta passando por um problema em sua vida, esse teste vem a calhar pra tirar ela dos problemas e dar a ela outro foco. Ele fala baixando a cabeça.
— Sim cara, ela parecia não esta bem ontem, precisa de alguma coisa? Somos um time e estamos aqui para ajudar também. Falo em nome de todos para não deixar ninguém desconfiar do meu interesse, mais a verdade é que não queria mais ninguém querendo cuidar dela.
— Valeu Dimitri, mais é um problema só dela com a mãe e não posso falar, mais agradeço a preocupação, estamos nessa já faz um tempo, agora é só nos adaptar novamente, Rose é forte e logo tirará isso de letra. Dou um aceno de cabeça aceitando as palavras dele e não comentando nada, mais fiquei incomodado com o que ele disse. O que seria assim tão grave que eles teriam que se adaptar? Vou deixar para lá e em outro momento tento descobrir, por hora vou apenas aceitar.
Acordo na manha seguinte me sentindo bem melhor, já que consegui dormir a noite toda sem nenhum incômodo de sonhar com uma certa americana morena de tirar o fôlego. Olho pro relógio e vejo que já são quase meio dia, me levanto e vou ao banheiro fazer minha higiene matinal e descer pro almoço que pelo cheiro deve está quase pronto.
— Bom dia Babushka, Mama... Cumprimento as duas que estão na cozinha terminando o almoço e já colocando a mesas.
— Bom dia meu neto, você estava cansado né? Dormiu até tarde hoje, nunca o vi fazer isso.
— Tava sim vó, ontem o treinador pegou pesado, pois hoje não haverá treino devido um teste da equipe de patinação.
— Você dormiu melhor hoje filho ontem me disse que teve insônia, passei em seu quarto e o vi dormir profundamente.
— Dormir sim mãe, foi apenas preocupação com a reunião de ontem, só isso. Falo desconversando minha mãe, mais não deixei de observar minha vó me olhando de uma forma estranha, como se soubesse que eu estava mentindo. Não seria de duvidar, minha babushka tinha poderes espirituais e sabia quando algo iria acontecer e sempre falava para nos preparar.
— Dimka meu neto, sua vida irá mudar, você precisa decidir logo seu caminho, tudo acontecerá por um motivo, apenas aceite, logo depois você será recompensado. Ela fala de uma forma bem séria olhando bem dentro dos meus olhos.
—Ok Babushka, acho que esse você também não ira me explicar né?
— Você entenderá! Ela sai dando de ombros indo em direção ao quintal para certamente para sua estufa. Olho para minha mãe em busca de socorro para traduzir e ela apenas se vira e volta a fazer o que ela estava fazendo. Após o almoço fico na frente da Tv para analisar os jogos de nossos adversário para traçar estratégias para bloquear seus ataques, nem percebo minha Irmã se colocar ao meu lado.
— Dimka, você precisa de uma vida fora do jogo viu?
— Eu tenho, se chama pós-graduação. Digo li dando um sorriso e a olhando se aconchegar em meu braço.
— Fala serio mano, vamos dá um sentido a sua vida social. Volto a me vira para a tela da TV .
— E você o que está fazendo aqui? Não teria treino hoje também? Falo pra Vika sem tirá os olhos da TV. Tenho que fazer tudo que estiver ao meu alcance para vencer esse campeonato.
— Você só pode ter cabeça de vento mesmo, esqueceu que hoje tem um teste? E por falar nisso me deixa ir, quero ver essa tal Rose e logo analisar se ela será uma Lissa, doce, amiga e meiga ou será uma Tasha, egoísta, egocêntrica e mimada.
— kkkk... Dou uma gargalhada com os devaneios de minha irmã e nem me dou conta que já estou respondendo a ela.
— Olha, egoísta e egocêntrica eu não sei, sei que meiga e doce está longe dela ser. Assim que termino minha irmã se vira e me encara com meio mundo de questionamentos.
— E como meu irmão sabe disso com tanta certeza assim?
— Depois que te deixei ontem descobri quem era o irmão dela e acabei que eu a vi outra noite na academia onde Christian, Eddie e Rose treinam com o pai, e ela sabe dá socos melhor que muito homem por ai. Falo e já vejo minha irmã colocar a mão na boca com cara de espanto. Já vi que essas duas vão se dá super bem, que Deus me ajude!
— Sério? Cara o que essa garota faz mais? Porque andei perguntando na escola, ela tem, uma das melhores notas e está cotada para as melhores universidades da Rússia. Ela também acabou de ganhar um carro que é um verdadeiro sonho. Além de ser gata e deixar muitos garotos babando pelos corredores. E com esse comentário todo meu bom humor muda, ela é mesmo muito bonita e claro que ela iria chamar atenção, mais me deparo novamente com esse sentimento de raiva por saber que andam olhando para ela assim.
— Você gostaria de ir comigo Dimka? Ainda estou sem carro e não quero pegar táxi.
— Você quer meu carro emprestado? Assim eu terminaria de vê esses jogos aqui. Falo na esperança de convencê-la, a ultima coisa que quero é ver Rose agora, ainda não estou entendendo esse sentimento dentro de mim e acredito que ir a esse teste pode não ajudar.
— Nem pensar odeio dirigir carro que não é o meu, ainda não quero perder a oportunidade de ter sua companhia. Ela fala com aquela carinha de cão sem dono, essa minha irmã...
— Tudo bem vou trocar de roupa. Dou-me por vencido, na verdade nem fiz esforço para não ir, pois no fundo eu estava atrás de uma desculpa para ir até lá.
Acabamos que pegamos um transito daqueles pois houve um acidente, um hidrante próximo ao ringue de patinação estourou, quando passamos ele esguichava água para todo canto. Ao chegar a pista de patinação, eu parei instantaneamente, sabia que Vicka estava falando algo ao meu lado mais acho que não diretamente comigo, eu estava hipnotizado, preso em algo que não podia explicar, era Rose que estava patinando.
Seu teste já havia começado e ela estava linda, perfeita, a roupa estava aderida perfeitamente em suas curvas, quando ela saltava e pousava parecia um anjo dançando. Logo depois de um tempo seu olhar cruzou com o meu e me dei conta da imensidão deles, fiquei ainda mais preso a ela e se era possível, ela não se deixou abater nem por um momento mesmo percebendo que meu olhar sobre ela havia li causado algo, pois depois ela não parou mais de me olhar, de onde eu estava não dava para as pessoas da arquibancada me ver e nem tão pouco ver para onde ela olhava. Não sei como mas percebi que ela dançava para mim, ela estava fazendo aquela série não mais para os avaliadores e sim pra mim, ela fez um movimento com o quadril em uma parte da musica que fez algo logo abaixo acordar.
Só o que me faltava agora, além dela ocupar minha mente, me prender em seu olhar ela estava me excitando? Só posso está imaginando coisas. Assim que a musica chegou ao final ela se posicionou para um ultimo salto, e em seguida ela parou de frente pra mim com um singelo sorriso que afirmava que ela havia se apresentado mesmo pra mim, não contive um sorriso e logo em seguida houve uma explosão de aplausos que logo acompanhei e mostrei pelo meu olhar o quanto estava orgulhoso dela, em seguida vi seus irmãos correrem para abraça-la junto com seus pais adotivos, acredito eu sua mãe também e alguns amigos, logo vi um rapaz se aproximar e dar-lhe um selinho que fez ela se afastar, ao me olhar percebendo que teria visto eu olho em outra direção. O que eu estaria esperando? Ela é bonita, claro que ela teria um namorado, agora minha raiva ficou pior, pois também existia uma inveja de não ser eu a beija-lá, o que eu estou pensando? Jesus, preciso de banho frio e logo.
— Dimka você viu? Ela é muito boa mesmo, espero que eles a aprovem, pois acho que a Tasha terá uma concorrente a altura. Ela fala batendo as mãos como se tivesse comemorando um título ou sei lá o que. Vai entender essas mulheres!
— Eu vi sim e ela parece ser muito boa, nunca havia visto uma apresentação assim tão bonita.
— Obrigada? Fala minha irmã já cruzando os braços com descrença. A abraço e digo.
— Você também é muito boa, apenas me referia ao fato dela estar fazendo um teste, imagina como ela será depois de uns treinos para competição?
— Eu sei, você tem razão, ela deu uns saltos que até hoje nunca consegui. Ela fala já me puxando para perto de todos que esperavam a resposta, que não poderia ser outra. Ela vibrou muito abraçada aos irmãos e percebi ela olhando para o local onde eu estava na hora de sua apresentação, e logo depois ela ficou a me procurar, não contive um sorriso com esse interesse dela, me fiz visível ao seus olhos dizendo com meu olhar que eu estava ali orgulhoso dela, mesmo sem conhecê-la.
— Oi sou Vicka e esse é meu irmão Dimitri, estou impressionada com sua apresentação, quem é seu treinador? Minha fala uma coisa atrás da outra sem da chance a Rose de respirar. Rose apenas ri e nos cumprimenta com um movimento de cabeça e responde minha irmã.
— Prazer, sou Rose e não tenho treinadora, apenas vejo algumas patinadoras e tento imitar seus movimentos e treino sozinha já faz uns anos. Fico de queixo caído, sua resposta nunca teria imaginado.
— Sério? Eu treino com Kirova desde os dez anos e ainda não consigo fazer muitos dos saltos que você faz. Fala minha irmã toda besta
— kkk, agora que seremos do mesmo time, posso te dá umas dicas de como fazer de uma formar mais prática. Fala Rose demonstrando humildade e nesta hora não deixo de vê o quão diferente ela é.
— Já gostei de você, já vi que você não é daquelas que tem o rei na barriga e se acha a melhor de todas. Ela fala me olhando de canto.
— Obrigada? Fala Rose franzindo a testa, decido me intrometer pois se deixar minha irmã se torna inconveniente.
— Hora de deixar a Rose comemorar com a família Vicka, vocês ainda terão muito tempo para essa conversa. Digo olhando bem nos olhos de Rose que desvia mordendo o lábio inferior, isso me deixa feliz em saber que a deixo envergonhada.
— Ei cara, a quanto tempo você está ai? Fala Chris se aproximando de nós depois de um tempo.
— Pouco tempo, trouxe minha irmã que queria ver o teste de Rose.
— Hum, ei nós decidimos sair para comemorar, vamos naquela boate nova que tem ali no centro, Rose adora ir lá, vocês não querem vim? Minha irmã responde antes mesmo de eu pensar em uma desculpa, mais percebo que Rose me olha com expectativa, como se minha resposta fosse algo de seu interesse.
— Tudo bem, nós vamos sim vou só em casa e nos encontramos lá pode ser? Assim que respondo vejo Rose sorri e seus olhos brilham como se tivesse acabado de ganhar um presente de natal. Algo se aqueceu em meu coração, que seja o que Deus quiser, pois tenho certeza que essa noite me aguarda muitas surpresas. Pego minha irmã pelo ombro nos despedindo e confirmando que nos encontraríamos mais tarde.
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