The Game of Life
4 Принятие новой жизни # Accepting the new life
Notas iniciais
#Rose#
Já fazia umas semanas que eu tinha aprontado sumindo por horas, deixando todos preocupados, uns dias depois minha mãe entrou em contato com meu padrinho, e acabou que consegui finalmente falar com ela, apesar de que "falar" não seria bem a palavra, já que ela se deu mais ao trabalho de esbravejar um sermão daqueles A LA JANINE. Não vou mentir que fiquei magoada com minha mãe, fazia mais de três meses, que não nos falávamos, e quando finalmente tínhamos essa oportunidade, ela preferiu me falar para ser responsável, me chamou de mimada, e que eu já era bem grandinha pra esta fazendo birra, que esperava mais de mim, esperava que eu tivesse mais consciência pois ela precisa de tranquilidade para resolver logo essa missão, e poder voltar a vida normal, Sério isso? Custava ela ao menos perguntar como eu estou? Como está minha vida? Mas não, eu tenho que ser responsável para ela trabalhar com tranquilidade, será que ela lembra que só tenho 10 anos?
E com esse pensamento saio da sala de aula no último tempo, já correndo pois preciso ser rápida se quero mesmo fazer o que eu tô planejando.
—Rose!!! Me viro e vejo Mason vindo em minha direção.
— Oi! O que foi? Parece que vai tirar o pai da forca, saiu da sala feito bala tô te chamando desde o fim da aula...
— Oh Mase desculpa, não te ouvi, ainda tenho dificuldades com a língua Russa, achei que não era comigo e tô com pressa mesmo, semana passada por conta da imobilização do meu tornozelo, perdi o teste do meu irmão Christian pro time de Hóquei, ai achei que seria legal assistir o treino dele hoje, vou passar ali закусочная, aquela lanchonete é a melhor por aqui, vou comer algo e correr pro treino, já que não o encontrei e Eddie me avisou que ia pra casa porque meu padrinho queria falar com ele. Falei tudo de uma vez sem respirar..... Isso me deixou tonta.
—Mas, diga o que você queria? Perguntei já pegando minha bicicleta e saindo.
—Ahh! Esquece eu ia te chamar para almoçar lá em casa e fazer o trabalho do professor Leon Purimsky, como você sabe, eu não tenho muitos amigos aqui, e você me ajudou bastante quando cheguei.
Mason também é americano, chegou faz algumas semanas, e acabei me aproximando bastante dele, era bom poder falar na minha língua com alguém, me fazia sentir em casa novamente. Temos a mesma professora de russo e isso ajuda muito a nossa interação.
—Legal de sua parte Mason, mas eu realmente preciso ir a esse treino, O Chris é pé no saco vive implicando comigo, mas eu gosto dele, apesar de que nunca vou dizer isso a ele, mas ele sempre esta comigo quando vou me divertir. Eddie, Christian e Eu fomos criados juntos, mesmo não sendo, nos tratamos como irmãos, e me senti muito mal por não estar com ele no teste, além de que ele ficou todo chato depois disso, que eu nunca participava de nada dele.
— Tudo bem vai lá, quer que eu vá com você?
—Não precisa, já vou indo tô atrasada.— subo na bicicleta e saio em seguida, paro na esquina da escola na tal lanchonete.
Onde tem comida de verdade e não esquisitice da culinária russa, faço meu pedido que graças a Deus não demora, pego rosquinhas de chocolate para a viagem e sigo meu caminho até o ringue de patinação.
Ao chegar na frente do centro de patinação vejo uma movimentação de operários e pessoas de uniformes, me direciono a entrada e sou barrada em seguida.
—Ei mocinha hoje não está funcionando, vá para casa. Diz um dos operários.
— Ei! O que ta acontecendo? Eu vim assistir o treino do time do meu irmão.
—O ringue ta fechado hoje para manutenção, para não ter problemas no jogo de domingo. O treino foi mais cedo, seu irmão não te avisou?
—Não... Na verdade ele nem sabia que eu vinha, era pra ser surpresa. Falo já me virando pra ir embora.
—Vai ter que ficar para a próxima garotinha, ele fala depois que saio.
— Verdade, obrigada. Falo e nem sei se ele ouviu. Droga corri tanto pra nada, pego minha bicicleta e volto para casa.
Ao chegar em casa, jogo minha bicicleta na varanda, e entro gritando minha madrinha, encontrando ela na cozinha cantarolando.
— Oi madrinha, onde esta os meninos? Sai da escola e não vi nenhum dos dois. Preferi não comentar da surpresa pois terei outra oportunidade pra isso.
— Oi mocinha, você demorou achei que mais uma vez tinha ido direto pro centro de patinação de novo. Ela me olha por cima do ombro.
— Não Madrinha! Viro os olhos sem que ela perceba; sei que ainda tô de castigo e não posso fazer nada sem os meninos, só que acabei falando com Mason do trabalho do professor Leon Purimsky e não vi os meninos e só vim agora, ta fazendo o que? O cheiro ta bom.
—Nada disso mocinha, pode sair daqui esse será pro jantar, cuida logo, você não queria saber dos meninos? Ela vem em minha direção não deixando eu ver o que ela tava cozinhando; tento não rir dela querendo me esconder algo.
— Madrinha a senhora ta me levando pra onde?
— Você chegou perguntado dos meninos não foi? Vou te levar até eles.
— Porque? Basta dizer onde eles estão que eu iria sozinha e você pode terminar o que estava fazendo;
— Eu sei querida, só que também quero ver como eles estão se saindo.
— Como eles estão se saindo? Não entendi.
— Você logo vai entender.
Ela me abraçou e seguimos ate a academia que meu padrinho Mark costumava treinar, desde que nos mudamos pra Rússia, meu padrinho aproveitou seu treinamento militar e do FBI para dar aula em uma academia próximo de nossa casa, ensinando defesa pessoal para mulheres e artes marciais para homens. Logo ele acabava passando muito tempo treinando ali.
Chegando lá tive uma bela surpresa.
— Ei o que vocês estão fazendo? Exclamei assim que vi Christian e Eddie com roupas de treino e luvas de boxe, ao que parece meu padrinho decidiu treinar os meninos e eles estavam socando sacos de areia que vinham distribuídos em uma parte da academia, nunca havia prestado muita atenção nesse cômodo, sempre fui ali rápido ou chamar meu padrinho ou pegar algo para ele.
— Ei Rosie viu só como sou bom? Ouço Chris se gabar ao socar o seu saco de área o fazendo se mexer do eixo onde estava fixo. Agora quero ver quem vai me enfrentar... revirei os olhos dando atenção ao Eddie que estava bem concentrado ao que meu padrinho falava de como seria sua postura, posição dos pés antes de começar a socar, não demorou muito pra esse também estar socando o seu saco de areia com veemência.
— Nossa que legal eu também quero, padrinho me ensina?
— Você mocinha, ele diz vindo em minha direção vou ensinar defesa pessoal, pra quando esses moleques que tem em sua escola começarem a mexer com você e seus irmãos não estiverem por perto, você se livrar deles.
— Ah não! Eu quero aprender a socar assim como os meninos, quero poder fazer igual eles.
Minha madrinha gargalhou ao meu lado.— Rose você é igual a sua mãe mesmo, ela é uma das melhores agentes do FBI, até seu padrinho já levou uma surra dela uma vez em um treino, na academia do FBI, não foi amor?
— Não é assim que eu me lembro. Diz ele já abraçando minha madrinha para um beijo bem constrangedor para uma criança.
— Ei! Tem criança no recinto não esqueçam. Já me virando para não traumatizar ainda mais.
Meu padrinho me carrega já me jogando em seu ombro, dou um grito e logo todos estamos rindo.
—Rose minha menina é isso mesmo que você quer? Achei que você estava envolvida pela patinação.
— Padrinho eu quero patinar e muito, estou cada vez mais aprendendo, só que como não sou daqui, estava vendo que não posso participar de muitas coisas legais da patinação, então acho que vai ser mais como um passa tempo mesmo. E isso... Aponto para academia, é a vida da minha mãe e foi de vocês dois também, quero entender mais, talvez assim eu entenda o porque não estou com minha mãe em casa.
— Tudo bem você me convenceu, só que tem uma condição, você não vai abandonar a patinação e quanto a você participar das coisas legais deixa comigo. Agora vai trocar de roupa e vem que vamos treinar sua postura mocinha.
A semana passou rápido, e como prometido meu padrinho nos treinava sempre que tínhamos uma folga em casa, eu e Eddie nos dedicávamos mais, pois Christian estava envolvido com os treinos, pois amanha seria seu primeiro jogo, e ele estava com esperança do treinador do time deixa-lo jogar em um dos tempos do jogo.
Eu e Eddie estávamos terminando o treino com Mark.
— Eddie você vai comigo patinar? Ainda tô de castigo e Oksana deixou claro que só posso sair ou com você ou com o Chris que por sinal está mais atolado no time que outra coisa, já faz 2 dias que não patino. Faço minha melhor cara e dou aquele sorriso...
— Só se você me prometer que não vai demorar e vai me da atenção, pois depois que você coloca esses patins, parece que você viaja pra outro mundo. E acabo que fico deslocado lá.
— Tudo bem, desculpe por isso, é que quando tô patinando me entrego completamente parece que me conecto com o gelo, e pensar que quando soube que vinha para esse país esbravejei por que odeio o frio, dou gargalhada.
Saímos da academia e caminhamos distraidamente até o ringue de patinação, Eddie passa a mão no meu ombro e entramos dando risada de algo que falamos, nem percebi que o time de hóquei estava saindo, estava tão ansiosa por calçar meus patins e me entregar que apenas passei por eles correndo para o lado de entrada e já tirando meus tênis, olho por cima do ombro e vejo Eddie falando com o time e percebo que Chris esta junto, assim que termino de calçar os patins entro na pista e esqueço de tudo, me conecto de uma forma que tenho a impressão que patinar tem o mesmo efeito de respirar, não sei mais viver sem isso, levo alguns tombos, e nem me importo, apenas quero por esse momento esquecer de tudo, da distancia de casa, da mãe, dos problemas, começo a cantarolar uma musica balançando meus movimentos, sorrio quando consigo fazer umas piruetas que vi Sonia fazendo outro dia, sinto meu coração acelerado, marco um movimento para tentar outra pirueta, acabo não tendo o impulso correto fazendo com que eu leve um baita tombo, que foi a coisa mais hilária, fico no chão da pista de gelo, rindo comigo, como senti falta disso, só me dou conta de que foi uma queda grande quando vejo pelo canto do olho Eddie e Christian correndo em minha direção, com uma caras de apavorados.
—Rose, você está bem? Está maluca garota, você não tem treinamento para isso, esta querendo quebrar o pescoço? Fala Chris já me levantando, e me examinando, seguido de um Eddie ainda mais preocupado.
— Calma gente, foi só um tombo, nada de mais já levei outros antes e acredito que até piores que esse.
—Rose, eu achei que tinha sido sério, por que você não levantou depois que caiu? Eddie fala me olhando nos olhos como se tentasse entender alguma coisa.
—Desculpem, estava tão absorta em meus pensamentos que nem percebi que cai e acabei ficando ali e vendo que eu não consigo mais viver sem a patinação. Olho por cima do ombro dos meninos e vejo que parte do time ainda estavam por ali, — Eles estavam me vendo patinar? Me viram cair feito uma pata?
— O que você acha? Rose assim que você entrou na pista e começou a patinar, parecia que você estava flutuando, eu não prestei mais atenção no que eles falavam, o Chris ate estranhou e quando percebeu pra onde eu estava olhando, ele até disse, "Cara nunca a vi patinar assim tão compenetrada, ela esta parecendo um anjo". Não foi irmãozinho? Eddie falou já rindo da careta de Chris.
— Não foi bem isso que eu disse, mas você estava encantadora mesmo, Rosie. Dou um soco no ombro dele gemendo.
—Ai gente que mico eu paguei, agora como eu vou passar por eles?
— Não passe, disse Chris dando de ombros, continue a patinar, eles já estão indo mesmo.
— Rose, Eddie me chama assim que Chris se afasta para perto do time, me diz o que aconteceu lá antes de você cair? Suspirei baixando minha cabeça, antes de falar, virei logo em seguida fitando a pista de gelo.
—Eu estava limpando minha mente tentando esquecer tudo que aconteceu nos últimos meses, tentando tirar algo bom de tudo isso, dei de ombros, Eddie, eu gosto do treino de luta com Mark, mas a patinação não sei, parece que quando estou patinando me transporto para um mundo paralelo, e tenho a impressão que assim vou suportar tudo sabe?
— Eu entendo, maninha, sabe que se quiser conversar estou aqui, e só te lembrando, você prometeu não me deixar sozinho e se colocando nesse mundo só seu, lembra?
— Desculpe, eu vi você junto do Chris e o time, e como disse antes eu estava louca para colocar esses patins, mas esquece isso vamos patinar?
Ainda ficamos lá por um tempo, brincando e se divertindo, Chris se juntou a nós logo depois de um tempo assim que o time foi embora.
Acordo no domingo com um peso morto em cima de mim, e uma bafo quente na minha cara.
— O que vocês dois estão fazendo aqui no meu quarto? Pergunto tentando me levantar, não tendo muito sucesso no processo.
— Mamãe pediu pra gente ver se você esta viva, pois já passa das 10 da manhã e você ainda esta embernando.
— Espero ver você no jogo hoje viu, já que você não foi ao meu teste e nem a um treino meu. Reclama Chris saindo de cima de mim.
— Claro que eu vou, e vamos ter a melhor torcida familiar que você já viu na história. me aconchego no colo de Eddie que gargalhou com a cara de espanto de Christian;
— Vocês não teriam essa coragem, né? Pelo amor de Deus pirralha não inventa moda, por que sei como me vingar de você viu?
— Eddie você deixaria ele me fazer mal? Sou sua irmã mais nova você tem que me proteger. Dou minha cara de cachorro na chuva. Fazendo bico e quando me dou conta já estamos tendo uma guerra de travesseiros, com Eddie dizendo que um dia eu serei a perdição de um homem fazendo essa cara. Chris acaba se jogando no chão de tanto rir, e dizendo que ninguém vai ter coragem de olhar para minha cara feia. Começo a rir da brincadeira, dando vários golpes com meu travesseiro nos dois, até que percebemos que minha madrinha e meu padrinho estão encostados no batente da porta nos vendo com um sorriso encantador cada um.
—Meninos vamos parar? Fala Mark já adentrando meu quarto e abrindo as cortinas.
— Cuida Christian você vai se atrasar para a concentração, vá se arrumar, nos vemos mais tarde na hora do jogo. E vocês dois tenho tarefas para cada um antes de sairmos pro jogo.
Me viro já correndo para o banheiro e dizendo que logo estou lá em baixo, faço minha higiene matinal visto um calça legg preta uma camiseta preta e desço as escadas indo em direção a cozinha onde sei que esta vindo um cheiro maravilhoso, Oba panqueca.
Naquela tarde, Christian acabou que não foi colocado para jogar em momento nenhum, mas seu time acabou ganhando com um placar apertado, assim que o jogo acaba, o treinador chama o time e começa a dar um sermão daqueles, percebo que Chris nos olha meio constrangido.
— Acho que o treinador Hans Croft não está nada satisfeito com o que eles fizeram hoje. Fala Eddie ao meu lado.
— É o que esta parecendo, eu não entendi muita coisa do jogo mesmo, mas vi que alguns jogadores pareciam Maria mole de tanto que caiam.
Fico olhando o time ser dispensado, e os jogadores começam a se espalhar uns vão ao vestiário, outros para junto de suas famílias, é quando percebo um dos jogadores dando um soco na parede de proteção do ringue de patinação, logo em seguida uma garota magra alta de cabelos até os ombros escuros e de olhos de um azul intenso se aproximar dele, sendo em seguida repelida por ele, que cara grosso, eu penso.
Ele é bem alto, magro, dever ter uns 16 ou 17 anos, cabelos nem muito comprido nem muito curto, a garota tenta se aproximar novamente, mas ele se afasta indo em direção ao vestiário, deixando a pobre garota ali mesmo, logo em seguida Chris aparece e meu padrinho convida a todos para comermos fora, e gritamos os três juntos PIZZA.
Seguimos felizes até o estacionamento, faço umas criticas ao time junto com o Eddie para o Chris que apenas dá de ombros, paro um pouco e vejo minha família, eles parecem felizes de verdade. É parece que não tenho outra escolha a não ser aceitar essa vida e me adaptar. E no fim, eu os tenho para me apoiar.
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