The Game of Death
8 S1EP08 - Princess Of Death - Part 1
Notas iniciais
Riley sentia-se totalmente exausta de esperar por Lauren, chegou a pensar que o encontro houvesse sido marcado e a amiga não viria como uma espécie de castigo por tudo o que havia feito. Talvez ela realmente merecesse.
O lugar estava completamente silencioso e nem ao menos os sapos coaxavam na beira do lago. Os ventos gélidos batiam contra os braços da garota, o que a fazia se arrepiar por inteiro. O barulho de passos sobre o solo permeado de folhas e gravetos pôde ser ouvido logo atrás dela.
— Lauren ?! É você ? — A respiração de Riley ficou pesada, enquanto os olhos ligeiros percorriam ao redor. Havia recebido uma descarga de adrenalina e estava pronta para fugir a qualquer momento — Quem está ai ? Me deixe em paz!
Riley gritou assustada quando por entre os arbustos foi possível ver o leão branco na luz clara da lua. O mesmo arrastava pelo chão terroso dois grandes blocos de cimento presos a uma corrente enquanto levava seu fiel facão na mão direita.
— Não! Me deixe em paz! — Riley ameaçou correr pelo lado esquerdo porém seu pé acabou preso em uma armadilha de caça, preparada especialmente para ela, a fazendo cair no chão e gritar novamente, desta vez de dor.
O assassino se aproximou lentamente e sem usar força passou a ponta da corrente em volta da perna livre da garota, no qual se rebatia freneticamente. Os pesados blocos foram postos em pé, na beira do lago.
— Você vai morrer. Morrer sem ao menos ter conseguido o perdão de Lauren, pense nisso nos seus últimos minutos de vida — O leão branco levantou o facão vagarosamente até o topo da cabeça e o desceu de uma vez, cortando o pé da negra preso na armadilha.
Riley não conseguia pronunciar nada além de berros de dor e desespero, estava a beira da morte e não havia ninguém ali para ajudá-la. O que mais lhe doía, era saber que o leão branco tinha razão. Ela iria morrer sem o perdão de Lauren, não poderia haver coisa pior.
— Adeus Riley — O assassino colocou o pé esquerdo sobre os blocos e os empurrou com força para dentro do lago, fazendo os mesmos afundarem com rapidez por conta de seu peso.
A garota foi puxada violentamente pelos blocos para dentro da água. Riley tentou se agarrar na grama rasteira da beira porém não obteve sucesso, afundando complemente. Batia os braços enquanto tentava manter a cabeça para fora da água, o que era difícil devido a profundidade que os blocos haviam atingido. O ar já lhe faltava enquanto engolia litros e mais litros de água pela boca.
Minutos depois Riley já não passava mais de apenas um corpo sem vida que flutuava no lago. O carro de Lauren invadiu o lugar a toda velocidade, pegando o leão branco de surpresa e que antes de fugir levou consigo o pé decepado da negra.
— Covarde! — Lauren gritou ao descer do carro, bateu a porta com força e correu até a beira do lago, enxergando de imediato metade da cabeça da amiga emergida na água. Em um ato desesperado a garota pulou no lago, tentando puxar o corpo sem vida de Riley. Era impossível tirá-la de lá naquele momento por conta dos blocos amarrados ao seu pé — Eu sinto muito! — Lauren se abraçou ao corpo da garota e olhou para o céu, derrubando lágrimas.
***
O xerife encarava pensativo a fechada do colégio Houston High School enquanto seus homens acompanhavam a busca por Sam nos galpões abandonados pelo rádio da polícia.
— Encontraram! — Avisou um dos policiais — Está desacordado...teve dois dedos decepados e três dentes arrancados...Droga! — O homem exclamou de repente.
— O que houve ?! — Carter percebeu a preocupação na voz do oficial e correu até o grupo.
— O carro do garoto acabou de explodir quando ele estava sendo removido do galpão. Senhor, temos alguns homens feridos — O policial encarou o xerife.
— Vamos até lá, esse cara está mexendo com as pessoas erradas — Carter assentiu e correu até sua viatura, ligou a sirene e pisou fundo em direção aos limites da cidade.
— Senhor, recebemos uma nova ocorrência. Uma garota morreu afogada no lago Victoria, o nome da solicitante é Lauren Hardley — Disse a voz feminina pelo rádio da polícia.
— Droga! — Carter socou o volante da viatura. Pegou o rádio e passou a mensagem para os homens que o seguiam — Continuem até os galpões, preciso verificar o lago Victoria! — O rádio foi posto no lugar e o destino alterado.
Em poucos minutos Carter já havia adentrado a área do lago e parado a viatura ao lado do carro de Lauren. Caminhou com cautela até a garota encharcada, abraçada as próprias pernas e chorosa na beira do lago.
— Lauren...? Sinto muito querida — Carter colocou as mãos na cintura e fitou o corpo boiando por alguns minutos. Agachou-se ao lado de Lauren e pousou sua mão sobre o ombro da mesma — Você precisa sair daqui, não vai te fazer bem.
— Eu não a perdoei. Eu estava tão zangada com ela — Lauren o abraçou de surpresa, chorando em seu ombro — Eu menti, eu não a odiava. Nunca a odiei.
— Tenho certeza que não e tenho certeza também de que ela sabia disso, vocês pareciam ser grandes amigas — Carter suspirou e ajudou a garota a se colocar de pé — Precisa de um cobertor, eu já acionei uma ambulância e os médicos legistas.
— Ele fez isso. Ele matou Sophie, tentou matar a Diana, seqüestrou o Sam e agora matou a Riley — As pernas de Lauren fraquejaram, sendo amparada pelo xerife — Por que ele não me mata ? Pare de atacar meus amigos! — A garota gritou como se ele realmente pudesse ouvi-lá.
— Passou da hora da polícia intervir nisso — Carter ajudou a ajudou a caminhar até sua viatura, a colocando sentada no banco da frente. Tirou sua jaqueta e coloco sobre seus ombros, na intenção de mantê-la aquecida — Encontramos o Sam, ele vai ficar bem.
— Pelo menos uma boa notícia — Lauren sorriu fraco e agarrou-se na jaqueta, o corpo tremia de frio e até mesmo os lábios já haviam recebido um tom claro de roxo — Podemos voltar até o hospital ? Eu preciso estar junto dos meus amigos agora.
— Tudo bem, deixemos que os legistas façam seu trabalho — Carter assentiu e ajudou Lauren a se colocar em pé novamente, caminhando junto dela até o outro lado da viatura. Antes que ela entrasse, o mesmo segurou seu ombro — Espero que saiba que nada que aconteceu aqui esta noite foi culpa sua, Ok ? — Lauren balançou a cabeça de leve e sentou-se no banco do passageiro, observou atentamente o xerife fazer novamente a volta e entrar na viatura.
***
Matthew adentrou o quarto da filha com um sorriso largo no rosto porém o desfazendo de imediato ao dar de cara com Brian.
— O que esse rapaz faz aqui ? Eu já disse que não te quero perto da minha filha — Brian coçou a nuca e se afastou consideravelmente de Diana.
— Papai, por favor! Podemos focar no Sam ? Cade ele ? Ele está bem ? — Diana estava ansiosa por boas notícias.
— Sim meu anjo, o seu irmão está salvo — Matt beijou a testa da filha e segurou suas mãos — Claro que houve alguns ferimentos porém nada tão sério, seu irmão terá que se acostumar com os dedos amputados...
— Dedos amputados ? Do que você está falando ? — Diana e Brian o encararam com estranhamento.
— Disseram que talvez a intenção daquele cara fosse enviar mais presentinhos desagradáveis. Ele arrancou dois dedos do seu irmão e três dentes também — Matt balançou a cabeça.
— Uau, isso é sério ? — Tyler arqueou as sobrancelhas e voltou a se aproximar da cama — Incrível, esse cara não está mesmo pra brincadeiras!
— Espera, você não é o tal de Tyler Maxwell ? Quantas vezes já disse que não gosto de você ? — Matt o encarou com desprezo.
— Papai ?! — Diana revirou os olhos — A mamãe está no quarto ao lado, ouvi que ela já acordou que tal contar as boas novas ? — A garota assentiu e assim o pai fez, saindo do quarto — Desculpem pelo meu pai, as vezes é um pouco doce demais...como limão — A loira riu junto de Brian.
Alex adentrou o quarto de surpresa e totalmente ofegante, havia corrido da escola até o hospital sem descanso.
— Onde está Lauren ? Aquilo foi uma armadilha, não havia ninguém na escola. Era uma distração, uma distração para um novo ataque — Alex apoiou as mãos nos próprios joelho tentando retomar o fôlego.
— Vai com calma Alex, o meu irmão já está salvo — Diana assentiu — Lauren foi se encontrar com Riley no lago Victoria — A garota ficou pensativa — Espera, acha que...
— Sim — Lauren interrompeu a amiga, havia acabado de chegar e tinha o xerife ao seu lado — Ele matou a Riley — Diana estava anestesiada com a notícia, ela se recusava a acreditar — Eu sinto muito — Lauren afundou a cabeça no peitoral de Carter, voltando a derramar suas lágrimas.
— Não, você está mentindo! Não, não pode ser! — Tyler colocou o braço direito a frente dos olhos, chorando da forma mais dolorosa o possível. Alex se aproximou e puxou o amigo para um abraço apertado, deixando que ele afogasse suas mágoas.
— Estou cansada de chorar, eu não agüento mais! — Diana murmurou, encarando o chão fixamente — Você precisa fazer algo, por favor! — A loira olhou para Carter, suplicando por ajuda.
— Eu vou fazer, eu juro que vou! — Carter deu um profundo suspiro enquanto olhava para o alto, acariciando as costas de Lauren.
***
Por escolha da mãe, Riley usou seu vestido amarelo com flores brancas no caixão, aquele no qual a garota adorava usar no culto de domingo da igreja que freqüentava com a família.
Lauren sentou-se junto de sua mãe na primeira fileira de cadeiras, ficando frente a frente ao caixão. Mary Hardley segurava a mão da filha, temendo que a mesma não suportasse tudo aquilo por muito tempo já que aquela era a segunda vez em que veria uma de suas amigas sendo enterrada.
Sam tinha acabado de receber alta e fez questão de estar ali. A mão esquerda estava enfaixada e o garoto havia dado adeus aos dois últimos dedos da mesma. Posou a mão direita no ombro de Tyler e abaixou a cabeça, respeitando o momento do amigo. Alex apoiou os cotovelos sobre as pernas, jogando o corpo para frente enquanto lágrimas tímidas escorriam pelo seu rosto.
Diana aproximou-se do caixão, passando os dedos de leve sobre a borda enquanto encarava a amiga deitada e acompanhada de uma expressão serena no rosto. Abaixou-se e beijou o rosto de Riley sobre o fino véu que a cobria.
— Espero que você e Sophie não estejam falando mal sobre meu típico cabelo espalhado de segundas feiras ai no céu — Diana sussurrou como se amiga ainda estivesse ali — Eu te amo Riley, só quero que saiba disso! — A loira não se agüentou, deixando algumas lágrimas rolarem e molharem o rosto da negra.
Algum tempo depois o caixão fora fechado, Riley estava pronta para ser enterrada. Lauren e Diana entrelaçaram os braços enquanto acompanhavam a procissão até a cova preparada para amiga, o cemitério trazia à ambas péssimas lembranças. Enquanto o caixão descia, a mãe da garota era amparada por Vicky e a Mary.
— Adeus...eu te perdôo! — Lauren sussurrou para si mesma enquanto observava a terra ser jogada em cima do caixão.
***
Diana entrou em seu quarto e se jogou na cama, afundando a cabeça no travesseiro para que assim seus gritos fossem abafados. Sentia-se como se mais um pedaço de si houvesse sido arrancado à força, assim como havia sido com Sophie. Matthew adentrou o quarto com cautela e sentou-se na ponta da cama, escolhendo bem suas próximas palavras.
— Meu anjo, você não pode ficar assim! — O loiro esticou o braço e entrelaçou os dedos nos cabelos da filha, iniciando um cafuné leve — Tem que se reerguer, se manter forte!
— Por que eu faria isso ? Perdi minhas duas melhores amigas e agora só me resta a Lauren! — Diana encostou o lado esquerdo da face no travesseiro, conseguindo encarar seu pai.
— Porque amanhã teremos o grande festival anual do duende dourado! — Matthew era um assíduo investidor do festival, o que lhe acarretava ótimos retornos — Está pronta para ser mais uma vez a princesa dourada ? — O homem deu um sorriso largo, deixando o teatro de lado e não se importando com a dor da filha.
— O que ? — Diana o encarou incrédula — Você está mesmo me falando sobre um festival estúpido sendo que acabei de voltar do enterro de uma amiga ? — A loira sentou-se na cama, encarando melhor o loiro.
— Eu sei que dói, Ok ? Mas a vida continua, você estará lá amanhã querendo ou não — Matthew levantou, agora havia deixado claro não se importar nem um pouco com os sentimentos da filha.
— Você só pensa no dinheiro não é ? — Diana estava furiosa — Investe no festival pra no final passar a mão em todo o dinheiro arrecadado!
— Você está insinuando que sou um ladrão ? Um aproveitador ? Um corrupto ? — Diana balançou a cabeça, afirmando sem medo das consequências — Eu sempre fiz das tripas o coração para manter essa família e dar uma ótima condição de vida para você e seu irmão, se acha que precisei de corrupção para isso sinto em te dizer que você está totalmente enganada! — Matt cerrou os punhos com força — O dinheiro que recebo do festival é totalmente limpo, não quero voltar a ouvir algo do tipo dentro desta casa! — O loiro tentava manter o tom normal — Você estará na porra do festival nem que eu tenha que te levar amarrada — Matt assentiu e saiu do quarto, batendo a porta com violência.
— Isso não pode ter acontecido — Diana fechou os olhos com força, desejando de coração que a conversa que acabara de ter com o pai tivesse sido apenas fruto de sua imaginação.
De repente um barulho a pegou de surpresa, alguém havia acabado de entrar pela janela. A loira chegou a fazer um simples plano de fuga em sua cabeça porém na prática suas pernas estavam completamente paralisadas pelo medo. Os passos em sua direção foram ficando cada vez mais próximos, até que a pessoa pudesse segurar seu antebraço com força. Diana apenas fechou os olhos, esperando pelo pior.
— Diana ?! Você está bem ? — A voz era conhecida, deixando a garota em total alívio enquanto Brian a encarava sem entender.
— Graças a deus! — Diana o abraçou de surpresa — Achei que fosse o leão branco, eu não teria conseguido fugir! — A garota suspirou.
— Não se precisa se preocupar, eu estou aqui! — Brian acariciava suas costas enquanto distribuía beijos no topo de sua cabeça — Eu não quis bater na porta do modo convencional já que provavelmente Sam ou seu pai me impediria de entrar — O loiro deu uma risada forçada — Desculpa por não ter te acompanhado no velório da Riley, eu imagino o quanto deve ter sido doloroso.
— Podemos por favor não falar sobre isso ? — Diana colocou a mecha solta do cabelo atrás da orelha enquanto o encarava — Por que a gente não se deita um pouco ? Eu só preciso de você — Brian concordou com a cabeça e tirou os sapatos usando os pés, se jogando na cama espaçosa de casal logo depois — Lembra quando fizemos nossos planos para o casamento ? — A loira riu baixo e deitou-se ao lado do namorado, repousando a cabeça do lado direito de seu peitoral.
— Claro, até eu dar uma de idiota e ir embora — Brian suspirou — Me perdoou por isso, certo ? — O garoto a encarou enquanto a mão direita passeava pelos cabelos dourados de Diana.
— Eu te perdoei sim. É fato que não consigo mais viver sem você — Diana se esticou e deu um selinho no garoto. Apenas a presença do namorado a deixava completamente feliz — Por isso estou com muito medo de te perder para o leão branco. Todos, sem exceção, somos vítimas em potencial...eu que o diga! — A garota sorriu fraco enquanto os dedos passeavam por entre o abdômen trincado de Brian por cima da camiseta.
— Ei, já disse que não precisa se preocupar comigo. Eu sei me cuidar — Brian tentou passar o máximo de confiança que podia porém nem ele mesmo acreditava nas próprias palavras.
— Sam dizia a mesma coisa a todo momento e foi facilmente derrubado por um pedaço de pano com clorofôrmio — Diana assentiu — Como eu disse, somos todos vítimas em potencial. Se houvesse um modo de nos proteger com 100% de aproveitamento...
— Eu sei um modo de proteção — Retrucou o garoto — Já pegou em uma arma antes ? — Diana o encarou com as sobrancelhas arqueadas — Eu tenho uma e poderia te ensinar à atirar, o que acha ?
— Não sei, até agora eu só vi as armas de caça do meu pai e nada além disso — Diana mordiscava o canto do lábio, pensativa sobre o assunto — Tudo bem, eu preciso mesmo me proteger e uma arma parece ser realmente uma necessidade nessas condições!
— Então podemos começar o treino particular amanhã ? — Brian encontrou seus olhos azuis com os da garota.
— Não, infelizmente terei que comparecer ao festival do duende dourado e participar do concurso de princesa dourada — Diana revirou os olhos — Você virá comigo, certo ? Eu não sei por quanto tempo agüento aquilo.
— Claro, eu adoro o festival do duende dourado — Diana o encarou com desprezo, rindo logo em seguida — Qual é, o festival é muito legal! É meio que uma boas vindas ao Natal, sabe que é minha época do ano favorita — Brian balançou a cabeça.
— Tudo bem, pelo menos terei o amante de festivais ao meu lado — A loira apoiou-se no colchão com o cotovelo e aproximou o rosto ao do garoto, iniciando um beijo quente com um trabalho assíduo com a língua enquanto sua mão deslizava para as partes mais íntimas do namorado.
— Tem certeza disso ? — Brian perguntou entre o beijo, recebendo uma balançada de cabeça positivamente como resposta.
Brian subiu lentamente o vestido da loira usando a mão esquerda que minutos antes estava à apertar a coxa da mesma. O corpo de Diana se arrepiava cada vez mais enquanto seu desejo pelo garoto só aumentava. Era evidente que ele sabia como usar a mão, já que em um movimento rápido a mesma havia adentrado a calcinha da garota e iniciara movimentos circulares e lentos em sua intimidade, o que arrancava gemidos baixos da loira.
***
O táxi parou a frente da casa dos Hesters e uma garota morena de lábios grossos desceu. Megan Stewart esperou na calçada enquanto o motorista retirava sua única mala do porta malas, pagou ao mesmo uma grande quantia e começou a arrastar a mala em direção a casa. Arrumou seu casaco de pele de coloração rosa e tocou a campainha, esperando com um belo sorriso no rosto. Alex abriu a porta, e apesar do rosto não ser totalmente o mesmo, conseguiu reconhecer a garota de imediato.
— O que ?! M-Megan ? Merda, o que você faz aqui ? — O garoto estava completamente surpreso — Você está...Uau! — Foi a única coisa que Alex conseguiu pronunciar enquanto a encarava dos pés a cabeça.
Megan fez parte do grupo popular de Sophie e as garotas até que começou a se relacionar com Sam, o que deixou os ânimos quentes entre ela e Diana. No fim do ano letivo o pai da garota recebeu uma promoção no emprego e tiveram que se mudar de cidade, deixando a popularidade e as amigas para trás sem qualquer aviso ou até mesmo despedida.
— Está surpreso querido ? — Megan riu ironicamente e entrou mesmo que não houvesse sido convidada — Não sou mais aquela garota magra e de lábios minúsculos...o que acha ? — A garota deixou sua mala de lado e deu uma voltinha a frente de Alex.
— Na verdade você está bem gostosa, acho que Sam vai adorar te ver — Alex brincou enquanto não tirava os olhos da bunda avantajada da garota.
— Talvez Sam seja passado, estou aqui para apostar em coisas novas — Megan sorriu maliciosamente e devolveu ao garoto a encarada dos pés a cabeça. Alex coçou a nuca e sorriu meio sem graça.
— Por que você voltou ? — Alex mudou de assunto já que seu interesse real era Lauren — Achei que não fosse tão corajosa depois do que fez com Sophie e as outras.
— O que ? Eu não fiz nada contra elas — Megan jogou o cabelo e assentiu — Na verdade, foram elas que fizeram comigo. Todas tomaram as dores de Diana quando descobriram que eu estava saindo com o Sam. Infantis...
— Bem, você foi embora sem ao menos se despedir...elas ficaram bem chateadas — Retrucou o garoto — Isso também não é ser infantil ?
— Sério ? Eu nem ligo — Megan gargalhou — Posso ficar na sua casa por alguns dias ? Vai ser rápido, eu só preciso de um lugar até que meus pais expulsem a família que está morando de aluguel na nossa antiga casa.
— N-não sei...quer dizer, acho que sim — Alex estava totalmente confuso — Tudo bem, pode ficar — O garoto suspirou e girou os olhos disfarçadamente.
— Ai, obrigada Alex — Megan aproximou-se do garoto e beijou sua bochecha — Agora eu preciso de um banho...espero que não se importe caso eu ande de toalha pela casa, já aviso que ela pode cair sem querer — A garota piscou e voltou a puxar sua mala pela casa, sentindo-se totalmente confortável.
***
O pequeno parque de diversões da cidade havia sido decorado por todos os lados com fitas e outros enfeites na cor dourada. O festival do duende dourado se tornara um grande e importante evento na cidade, atraindo não só os habitantes como turistas também. Diana manteve sua faixa e título de princesa dourada por três anos consecutivos, o que gera revolta entre as outras participantes que a acusam de roubo já que o pai está ligado ao evento.
Horas antes de se iniciar as festividades o leão branco aproveitou o parque completamente vazio para invadi-lo pelos fundos. Carregava nos braços uma caixa de madeira com uma pequena bomba caseira enquanto se aproximava do palco onde a princesa recebia sua coroa. Agachou-se, afastou a lona que cobria os cabos na parte de baixo e jogou a caixa, no qual rolou e parou ao centro do palco. O leão levantou-se e caminhou de volta pelo mesmo lugar que havia entrado.
***
Pessoas conversavam animadas e crianças brincavam enquanto os brinquedos do parque funcionavam a sua volta. Alguns tomavam a famosa cerveja dourada e outros optaram pela saborosa salsicha no espeto. Diana e Brian haviam se sentado em uma das longas mesas de madeira enquanto o garoto comia um cachorro quente.
— Você parece uma criança comendo — Diana brincou — Olhe para sua camisa, cheia de diferentes tipos de molhos.
— Qual é graça de não se sujar no dia do festival ? Eu guardei essa camisa especialmente para hoje — O garoto riu — Olha, seus amigos estão vindo — Lauren e os rapazes se aproximavam dos dois com cervejas nas mãos.
— Oi pessoal — Diana acenou e tomou um gole de seu suco natural recém feito — Como vocês estão ?
— Péssimos — Tyler murmurou e sentou-se a frente dos dois — Pelo menos eu estou...sinto falta da Riley...e da Sophie também — O garoto suspirou profundamente.
— Acho que todos nós sentimos — Lauren murmurou — Eu já volto, vou pegar um daqueles deliciosos crepes — A garota deu um sorriso forçado e se retirou.
— Já viram quem voltou ? — Alex usou a mão que segurava a cerveja para apontar em direção a Megan ao fundo — Megan Stewart...
— O que ?! — Diana engasgou-se com o próprio suco — Só pode ser brincadeira, aquela garota vai ouvir poucas e boas — A loira ameaçou se se levantar porém foi segurada no braço por Brian.
— Aquela é mesmo a Megan ? Ela está tão...diferente — Sam deu um gole em sua cerveja enquanto não tirava os olhos da morena — Os lábios dela eram assim ? Estou imaginando uma criança nascendo com aquilo...
— Preenchimento labial com certeza — Diana riu debochada enquanto também a encarava — Devo admitir que ela está bem mais bonita...porém nada de gracinhas — A loira encarou o irmão.
— Eu não prometo nada — Sam piscou e deu uma gargalhada forçada.
— Não sei, acho que ela está interessada em mim — Alex coçou a nuca — Ela está ficando na minha casa...contra minha vontade, é claro. O caso é que estou mais interessado na Lauren.
— Eu sabia, tinha certeza que você estava e sempre esteve de olho na Lau — Diana balançou a cabeça, animada por sua intuição estar certa.
— Cara você sabe o que tem que fazer, certo ? — Tyler o encarou porém Alex não havia entendido — Você tem que usar Megan para causar ciúmes na Lauren.
— Sim, sempre dá certo em filmes — Sam assentiu.
— Sem chance, eu não vou deixar você fazer algo do tipo com a minha amiga — Diana piscou um olho.
— É, além disso me parece uma completa furada — Alex deu de ombros — Vou comer algo, eu já volto — O garoto sorriu de lado e saiu.
— Ata, ele vai é atrás da Laurenzinha — Sam debochou e finalmente sentou-se na mesa — Bonita camisa — O loiro murmurou para Brian.
— Valeu...viu Diana ? Seu irmão gostou da camisa — Brincou Brian.
— Vocês garotos são nojentos — Diana revirou os olhos e voltou a encarar Megan, no qual se insinuava para o dono da barraca de ursinhos de pelúcia afim de conseguir um gratuitamente.
***
Lauren caminhava por entre as pessoas enquanto mastigava seu crepe. Estava tão distraída em seus próprios pensamentos que nem ao menos reparou que o xerife Carter se aproximava.
— Ei, Lauren — O oficial a chamou — Te vi passando e não me contive — O homem deu um sorriso sem mostrar os dentes — Como você se sente ?
— Injustiçada — Lauren o encarou fixamente após a reposta curta e seca — Meus amigos estão morrendo e sendo atacados bem debaixo do meu nariz e ninguém faz nada — Carter sentiu a forte crítica.
— Eu sinto muito — Carter suspirou e colocou as mãos na cintura — Juro que estou tentando fazer o meu melhor porém aquele cara não está mesmo para brincadeira — O homem balançou a cabeça — Ele não está improvisando. Ele pensou em absolutamente tudo. Isto se transformou em um jogo.
— É, eu sei. Nós somos as peças principais desse jogo — Lauren colocou a mão na testa e fechou os olhos, ela estava totalmente exausta — Quando terei justiça ? Eu espero que não venha quando todos os meus amigos estiverem em um caixão...ou até mesmo eu! Por favor...
— Não diga isso, eu vou te ajudar...vou ajudar todos vocês — Mesmo que aquilo fosse incerto, Carter sentia que precisava dizer — Confie em mim...
— Me faça confiar — Lauren retrucou — Está quase na hora da coroação e eu preciso ajudar Diana com a maquiagem, até mais xerife — A garota balançou a cabeça de leve e saiu, deixando Carter sozinho no meio da multidão.
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