The Game Of Survival – INTERATIVA.
8 Savannah II: Ask instead of hitting. OK.
Notas iniciais
— Miles! Miles! – Agiih chamava-me. – Tive uma ideia.
Olhei para Lysa, e Agiih me puxou para longe, e apontou para mim sentar na grama. Fiz o que ela mostrou e ela sentou logo ao meu lado.
— Tive um ideia brilhante!
— Conte-me. – digo, calmamente.
— Olha, se você falar um lugar para onde você quer ir para o robô, e vai ao lugar. E se falarmos que queremos ir embora, ele vai ouvir e nos levar ao lugar?
— Não sei, só se testarmos. – ela me olhou animada, e sorriu.
Fomos até o robô e ela falou:
— Queremos sair daqui.
No primeiro momento, ele não se mexeu. Mas logo depois ligou.
— Hey! Gente! Arrumem suas coisas, vamos embora daqui! – berrei, animado. Caramba! Vamos embora! Agiih pulava ao meu lado, e sorria muito. Eu repentinamente abracei ela e digo: – Boa ideia.
Ela cora e fala:
— Vamos seguir esse robô! E achar a saída!
1 hora depois...
Caminhávamos muito, resumindo nossos dias: caminhada. Isso é claramente muito cansativo, eu era o tipo sedentário, mas agora me sinto aquelas pessoas que fazem caminhada todos os dias – o que realmente estou fazendo nesses dias.
— Miles. – chamou Agiih.
— Oi? – falo.
— Você não percebeu nada de diferente na Lysa e no Isaac? – pergunta ela, num tom de desconfiança.
— Não, por quê?
— Ah, por nada.
Ela estava desconfiada de alguma coisa, pôde sentir. Mas por que ela desconfiaria de Lysa? Lysa é incrivelmente legal e nunca faria algo para que Agiih desconfiasse.
Balancei a minha cabeça espantando esses pensamentos. Finalmente iriamos embora! Eu já estava cansado desse lugar. Olhei para trás, a garota loira amarrada estava quieta. Harry a levava. A garota loira estava horrível, sua roupa toda suja, e seu cabelo todo despenteado. Alice tentou ajuda-la, limpando um pouco seu rosto, mas ela não deixou. Harry disse que não era a mesma Hillary.
Passo as minhas mãos pelos meus cabelos, e deslizo até minha nuca. Ainda não acredito!
Lysa veio ao meu lado e me abraçou, levei minha mão até sua cintura e abracei-a mais forte.
— Como é bom saber que você está bem. – diz ela baixinho. Percebo que Agiih bufa um pouco com essa frase. – O que foi, querida? Tá incomodada? – provoca Lysa.
— O quê?
— Além de invejosa é surda?
— Invejosa? – Agiih repete, com raiva. – Eu pelo menos não traí meu namorado, até porque nem tenho!
Lysa olha para mim como se aquilo fosse mentira, eu a empurro para longe de mim.
— É verdade o que Agiih falou?
— Não!
— Olhe nos meus olhos e fale a verdade.
Ela olhou nos meus olhos e falou:
— Eu transei com Isaac!
Aquilo me pegou como se eu tivesse levado um soco, eu não conseguia olhar mais para ela. Eu tenho nojo dela.
Empurro-a para longe de mim, ouço Agiih berrar:
— Para, robô!
O robô parou imediatamente. E desligou, eu estava com tanto nojo. Que acho que Lysa e Isaac deviam ter caído lá embaixo invés de Allea.
Respiro fundo, mas aquilo não passa. Ouço Lysa falar para Agiih:
— Sua vagabunda, idiota!
— Não tenho culpa de você sair traindo seu namorado, ele tinha direito de saber. – Lysa com raiva deu um tapa em Agiih, e eu corro na direção das duas. Mas antes de eu parar a briga, Agiih com raiva deu um chute em Lysa e depois um tapa. Seguro Agiih e Isaac, Lysa.
— Você vai ter o que merece em breve, vaca! – ameaça Lysa.
— Pois saiba que não tenho medo de você! – retruca Agiih. Solto ela e encaro seus olhos que pareciam azuis, mas às vezes verde. – Desculpe por isso, mas você precisava saber...
— Não, tudo bem. Você é a única em que posso confiar agora – falo baixinho.
— Sério?
— Por que eu mentiria? E também por que eu não conheço mais ninguém aqui. – abro um sorriso, e ela revira os olhos, brincando.
Nem percebi que estou muito perto dela, e segurava seus braços. Soltei-os e senti minha pele esquentar. Fui para outro canto, encostei-me na árvore. E olhei o horizonte. Até que ouvi um barulho, olhei para trás. Só vi uma garrafa vindo até minha cabeça antes de desmaiar.
Alice
Vi o garoto moreno desmaiado no chão, sua cabeça sangrava. Tinha de ajuda-lo. Havia cacos de vidro no chão. Onde haviam encontrado isso?
Ouvi passos, e peguei um caco de vidro com um pedaço do casaco. Me virei e vi uma garota. Tinha cabelos castanhos, e olhos claros e tinha uma garrafa quebrada no meio.
— Quem é você e o que fez com o Miles?
— Sou Hayley. E eu estava com fome, achei que se batesse nele com a garrafa podia encontrar algum tipo de comida, mas não achei nada.
— Podia ter pedido! Ele é bem calmo, e legal. Podia ter te dado alguma fruta.
— Como eu ia saber? – ela pergunta. – E vocês estão indo para onde? Estou seguindo vocês há um tempo, mas não consegui escutar nenhuma conversa.
— Ah, ok.
Miles se mexe, e geme um pouco.
— Ai meu Deus! Você está bem?
— Ah, sim ‘tô, Alice...
— Não sou Alice, sou Hayley! A garota que te bateu. Juro que só queria comida!
— Mas poderia ter pedido! – reclama ele, tirando o sangue da testa com os dedos.
— Ok, entendi. Pedir invés de bater. Ok. Não me achem burra é só que tipo, sei lá, acho que todo mundo é do mal, e isso me confunde.
— Ok, Hayley. – fala Miles, baixinho. – Chamem a Agiih para cuidar disso. Por favor.
— Vamos, Hayley.
Vejo Agiih ao lado das frutas, e levo Hayley junto comigo.
— Pegue uma fruta. E, Agiih, Miles está te chamando.
— O que aconteceu? – perguntou Agiih, curiosa. – E quem é essa?
— Ela se chama Hayley. E estava com fome e quebrou uma garrafa na cabeça de Miles.
— Já vou lá. E prazer em conhece-la, Hayley.
Hayley estava com tanta fome que devora 3 frutas em questão de minutos.
— Você está sozinha?
— Sim, desde que caiu.
— Sério? Eu não conseguiria sobreviver sem uma amiga que me salvou de um escombro e estava em cima da minha perna.
— Eu caí num lugar bem bonito, mas tinha muitos búfalos, estranho eles correram atrás de 3 pessoas pelo que vi. E uma delas é aquela ruiva – falou apontando para Lysa, longe com Isaac.
— Sério?
— Sim. E olha lá a Agiih e o Miles. – olhei e Miles estava muito perto de Agiih, e dava pra ver de longe que ela corava fortemente.
Então seus lábios se tocaram, num tímido beijo.

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