The Future

1 Capítulo 1


Anos atrás, seres desconhecidos invadiram a Terra em busca de guerra. Pelo menos é o que todos achavam. Mas mesmo com as milhares de mortes e destruição, os expulsamos daqui.

Algumas pessoas acreditavam que a guerra ainda não acabara e que os extraterrestres recuaram para reunir mais força e depois voltar para causar mais destruição e, por isso, construíram a escola onde eu estudava.The Future.

A escola era dividida em níveis, e se não se passasse em algum desses níveis, te mandavam de volta pra casa. Eu, por exemplo, era do nível 7 quando tudo começou.

As aulas e os quartos eram divididos em meninos e meninas de acordo com cada nível. Mas, nos intervalos, nós podíamos ver uns aos outros. Eu, por exemplo, sempre me encontrava com o meu melhor amigo: Leo Petrih. Ele era um nível a mais que eu e, portanto, era um ano mais velho. Suas feições davam a ideia de ter uns 15 anos, mesmo tendo 17. Na verdade, o mesmo acontece comigo.

E como era fim do dia, eu estava no refeitório com Manu Ganz, a minha melhor amiga desde os 7 anos. Seus cabelos lisos e negros voavam com ar vindo de fora do refeitório.

— Vai fazer alguma coisa hoje? — ela perguntou, logo antes de dar uma grande mordida em seu sanduíche.

— Vou me encontrar com o Leo, e você? — respondi enquanto a olhava engolir toda aquela comida. Sempre me surpreendi do como ela ficava magra mesmo comendo tanto.

— Vou estudar com o Sam. — falou sorrindo pelo canto da boca. Ela adorava ele desde o nível 2. Admito que aqueles olhos verdes e aquele sorriso cafajeste atraiam qualquer um. Mas como nada é perfeito...

— E a Lancy? — questionei. Lancy era a namorada dele. Todos os meninos se encantavam naqueles longos cabelos vermelhos e olhos azuis. Mas, sinceramente, nunca conheci alguém tão chato.

— Não precisa saber.

Manu e Lancy sempre foram rivais. Por isso Lancy, sabendo da paixão de Manu por Sam, o seduziu.

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Encontrei Leo sentado na grama, em frente ao lago. Fui em sua direção na expectativa de dar um susto.

— Eu te ouvi, Helen. — disse ele, me atrapalhando — Você nunca consegue.

Ele se virou e olhou-me com um sorriso encantador no rosto.

— Isso já está ficando chato! — reclamei e me sentei ao seu lado. — E aí, o que planejou para hoje?

— Bem, de começo pensei em ficarmos conversando aqui, mas depois tive a ideia de conversarmos enquanto andamos e observamos as outras pessoas.

—Uau,que diferença! — ironizei rindo de leve.

Leo se levantou e ofereceu-me a mão para eu ajudar-me a levantar.

— Como vai a vida? — ele me perguntou. Olhei para ele como se já fosse óbvio, o que realmente era. A única coisa que eu fazia era estudar. Não saia da escola a, pelo menos, um ano. — Tá, pergunta idiota...

— Totalmente. — ri — Você soube do Sam e da Manu? Eles vão estudar juntos, hoje. Se Lancy descobrir ficará super brava.

— Provavelmente ela já sabe. Sam sempre estuda no pátio, e Lancy disse que iria para lá essa tarde...

Olhei para ele.

— Você não quer ir...

Fiz um biquinho como um cachorro abandonado. Ele sorriu e, finalmente, concordou.

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Lancy seguiu furiosa em direção a Sam e Manu.

— O que está acontecendo aqui? — gritou, fazendo todos que estavam no pátio olharem em sua direção. — O que você está fazendo com ela?

Manu se levantou rapidamente como se fosse bater nela, mas Sam, percebendo o que acontecia, ficou de pé entre elas.

— Lancy, eu posso explicar... Manu só ia me ajudar com uma matéria que eu não estou indo bem, e como ela é inteligente...

— Está dizendo que eu não sou inteligente? — gritou Lancy, e todos se aproximaram para ver melhor a briga.

— Não! Eu só disse...

— Então por que você nãomepediu ajuda, hein? Já que eu também sou inteligente, você poderia pedir pra mim!

— Você ainda não percebeu que você é burra, Lancy? — Manu se intrometeu — Sua lerdeza prova isso.

Lancy se jogou em direção de Manu desviando-se de Sam. Manu, que foi jogada no chão, conseguiu inverter o jogo ao dar um soco no nariz de Lancy que começou a sangrar.

— Ganz! Lacorte! — gritou a diretora, saindo do meio da multidão. — As duas, comigo!

Manu e Lancy a seguiram, bravas.

— Eu acho que você deveria falar com ela depois. — disse-me Leo. E assim eu fiz.

Esperei-a no quarto.

— O que foi aquele soco? — perguntei quando ela chegou.

— Não aguentava mais segurar...

— Vamos dormir. — falei sorrindo.

E foi aí que tudo mudou na minha vida.