The Fox Spirit

3 Primeiro beijo?


Notas iniciais
Ola :3 tudo bem gente? Espero que sim né hehe' Bom, esse é um capitulo escrito inteiramente pelo celular porque além do meu notebook não está querendo pegar eu ando sem tempo! Está curtinho, mas eu ao invés de dormir estou aqui postando pra vocês! Então espero que gostem! Boa leitura!

– É s-s-seu? — perguntou me olhando diretamente pela primeira vez, as bochechas coradas me fizeram coçar a nuca.

– Bem... Er... — por quê? Por que era assim? Eu falava tanto sempre, mas ali tava sem fala. Loiro estupido, me xinguei mentalmente e assenti sorrindo amarelo.

– P-p-por que uma r-raposa? — ela fazia carinho na cabeça do conselheiro que de olhos fechados se inclinava para sua mão. Safado, ele tava tirando uma casquinha dela, bufei.

– Raposa? Jura? Eu jurava que era um guaxinim laranja. — seu rosto se tornou confuso enquanto me olhava com as bochechas vermelhas. Por que eu só não disse que era legal? Ela devia estar me achando meio estúpido. Ouvi sua risada, com certeza, um som angelical. Ela sorriu? — Poxa, achei que tinha achado um bicho inédito. — disse com falsa decepção. — Sabe ninguém nunca viu um guaxinim dessa cor. — ainda sorrindo seus olhos perolados foram ao bichinho que rosnava em seu colo por ter sido chamado daquela forma. Ela intensificou o carinho em sua orelha. Eu queria falar com ela, mas sinceramente não sabia o que. Minha boa estava seca e minha mão suava, ah Kami, ela devia mesmo estar me achando um baka.

– A-aposto que também não é q-q-qualquer um q-que tem u-uma raposa. — respondeu ela, o sorriso ainda se ouvia em sua voz gaguejante.

– É acho que só o pequeno príncipe. — ela me olhou sorridente, acho que conhecia o livro e gostava, vish, será que ela achou que eu já li? Olhei para Kurama que agora tinha os olhos bem abertos, sentia que seu olhar fuzilantr queria dizer algo, mas o que poderia ser?

– S-seu bichinho é muito fofo. — ela disse e se levantou colocando ele sobre o banco. — M-M-Minha turma vai pra sala a-agora. — agarrou o livro que estava ao seu lado firme em seu corpo e pule ler o título: "O pequeno Príncipe". E com as bochechas coradas seguiu as poucas meninas que tinham no pátio. Bom, eu sorri. Estava feliz falei com ela pela primeira vez, mas por outro lado acho mesmo que ela pensou que já li o livro, era melhor procurar um resumo na internet se quiser ter mais assunto na próxima.

– Burro, burro, burro! — virei a cabeça para o lado vendo Kurama andar e me xingar. Meu rosto era furioso.

– Eu devia arrancar toda sua pele laranja quando chegarmos em casa. — disse raivoso. — Eu não estava pronto pra falar com ela.

– Nunca vai estar. — ele bufou. — Você nem sequer disse seu nome. — arregalei os olhos. É mesmo, eu não tinha me apresentado. — Burro!

– Calado esquilo! — gritei, me apoiando na árvore. — Acha que ela achou que eu já li aquele livro? — Kurama me encarou, o rosto de poucos amigos e os olhos quase fechados.

– Qualquer um que olha na tua cara sabe que você nunca leu um livro na vida. — ele não dava nenhum conselho que prestasse, bufei, mas até que estava certo, eu nunca li um livro inteiro. Fechei os olhos e encostei na árvore, mesmo que por um breve momento, eu falara com ela, isso era muito bom, tipo, muito mesmo. Suspirei. Será que falaria logo com ela de novo? — Naruto-Baka, acho que temos que ir embora. — meus olhos fixaram-se no portão, ele estava certo era hora da saída e não seria legal perder o ônibus. Sai do portão vendo o ônibus já com as portas abertas esperando, corri para entrar, gostava de lugar na janela, mas não sem antes enfiar Kurama novamente na mochila. Subi no ônibus e sorri envergonhado ao passar pelo lugar da morena. Sentei próximo, um pouco mais atrás. — Vai lá se apresentar. — sentia a mochila se remexer e a cabeça dele aparecer pela brecha aberta.

– Do que está falando? — abri a mochila.

– Vai lá, fala seu nome. — disse bufando.

– Eu não vou. — neguei. — Não vou chegar do nada e falar meu nome.

– Ou você vai ou eu pulo no colo dela de novo. — ele sorriu, uma risada fanha era no minimo esquisito. — O carinho dela é bom!

– Seu aproveitador! — gritei com os olhos semicerrados.

– Shiii. — disse e olhei as pessoas do ônibus que me encaravam. — Vai logo falar com ela. — bufei e o prendi na mochila fechendo-a, botei nas costas e levantei.

Podia ver a nuca azulada um pouco a frente, sai do banco que estava e fui até ela me sentando ao seu lado. A vi virar lentamente em minha direção, as bochechas coradas e os olhos surpresos, eu nunca tinha visto ninguém sentar ao lado dela.

– Meu nome é Naruto! — disse. — Uzumaki Naruto! — ta, definitivamente, eu me sentia um idiota fazendo isso.

– P-p-prazer! — respondeu corada desviando os olhos. Aiii que coisa mais linda, eu tinha vontade de aperta-la como uma boneca de tão fofa, mas também queria tirar a roupa dela para saber se era como nos meus sonhos, sorri malicioso lembrando, tão contraditório! — E-Eu sou H-Hyuuga H-Hinata.

– Eu sei. — senti seus olhos em mim, mas rapidamente se desviaram de novo.

– C-Como sabe? — a olhei e seu rosto ficava mais corado a cada momento.

– Você é da sala da minha amiga, a de cabelo rosa, Sakura.

– P-Pensei que era n-namorado dela. — ela corou mais. MAS COMO?

– Namorado da Sakura? NUNCA! — disse alto chamando atenção de todos no ônibus de novo, ela afundou no banco o rosto parecia um tomate. — Desculpe, você é bem tímida né? — ela assentiu. — Eu não namoro a Sakura. — ela assentiu, não sinalizava que falaria nada, será que queria que eu saísse dali? — E agora você sabe alguma coisa de mim e eu só o seu nome, me conta algo sobre você?

– Amanhã — ela respondeu. — E-Eu gostei de falar com você Naruto-kun. — se levantou. — A-até amanha! — agarrada a bolsa, como fez antes, ela foi para a entrada no ônibus descendo. Sorri, amanhã saberia mais sobre ela.

– Naruto! — ouvi Ino e olhei para frente, ela esperava em frente a porta. — Ta fazendo o que ai ainda?

– Indo pra casa? — disse confuso.

– Sua casa já passou a muito tempo! — ela disse bufando, parecia um tanto raivosa. Olhei para a janela e, realmente, estava perto da casa do Teme que por sinal era longe. Levantei correndo segurando o ferro para conseguir parar, desci junto com a loira, ela me olhava. — Como conseguiu esquecer o ponto da sua casa?

– Eu tava conversando. — respondi andando do lado dela, a casa dela era um pouco atrás do ponto e a minha estava longe.

– É aquele que perguntou pra Sakura hoje, não é? — assenti e ela bufou. — Até amanhã Naruto. — acenei vendo-a chegar em sua porta. Respirei fundo eu tinha um longo caminho até em casa.

Andei e andei e fiquei feliz ao ver a cerca laranja que diferenciava minha casa de toda a vizinhança. Ninguém mandou Okaa-san me mandar pintar a cerca, sorri, pensando bem, era algo legal no esquilo, ele tinha me cor favorita.

– Cheguei Okaa-san. — disse entrando, nenhuma resposta, devia está dormindo. Respirei fundo subindo as escadas.

Joguei a mochila no chão ouvindo uma reclamação, vish, tinha esquecido que o esquilo tava ali. Ele abriu a mochila, com dificuldade e saiu. — Ela topou me contar mais dela, você ouviu?

– Hai, e o que vai perguntar? — me joguei na cama juntamente com kurama, levando as mãos para baixo da nuca.

– Se ela gosta de mim? — senti as Patinhas subindo em meu corpo e os olhos vermelhos me encarando. — O que foi? Qual problema?

– Não percebe que ela é tímida? — reclamou. — Nunca vai falar se gosta ou não. — fazia sentido.

– Bom, então se ela gosta de ramen? — perguntei com duvidas, eu não pensava em nada para perguntar.

– Que pergunta mais idiota!

– Por que não? — indaguei. — Ela é bonita, tímida e sexy, se gostar de Ramen vai ser a mulher perfeita.

– Perguntei se ela tem hobbie, o que gosta de fazer... — ele andava em minha barriga me fazendo rir, as unhas faziam cócegas. — Preste atenção Naruto! — ouvia ao fundo as perguntas, mas no fundo só me controlava para não rir ainda mais. Era impossível, as unhas eram gelada e pontudas e minha barriga era sensível. Desatei a rir me sacudindo jogando Kurama no chão.

...

(18 de outubro de 2014)

– Você está atrasado! — disse Kurama, ele corria do meu lado.

– Eu sei, fique quieto. — reclamei, acho que aquele bicho era o único que falava mais que eu.

– Mas você está atrasado. — reclamou e eu rosnei em sua direção, fazendo-o rir. — Hinata não vai mais querer te responder nada, você não apareceu no ônibus. — apertei o passo, sim, eu havia perdido o ônibus.

– Não tenho culpa se o despertador deu problema. — falei.

– O problema dele foi que você o tacou na parede e o quebrou. — retrucou, bufei, era um mero detalhe.

Puxei Kurama pelo rabo vendo-o se debater e apertei ainda mais o passo, ele era lento e apesar de ter perdido o ônibus eu podia chegar antes de começar a aula.

Ofegante e suado eu consegui, o sinal ainda não tinha tocado, podia ver as pessoas andando pelo corredor mexendo em seus armários. Olhei para todos os cantos, procurava a Hyuuga, Kurama disse que ela acharia que eu tinha furado com ela e não ia querer falar comigo. Ainda ouvindo suas reclamacoes o guardei na mochila e andei procurando os cabelos azuis, subi, sabia que o primeiro ano ficava no segundo andar. Sorri, depois da visão passar por ela era fácil reconhecer, não tinha beleza igual.

– Hinata! — chamei, ela parou onde estava, mas não se virou parecia esperar que eu fosse até ela e assim o fiz. — Eu perdi o ônibus hoje.

– O-Ohayo N-Naruto-kun.

– Eu queria saber o que pode me contar sobre você. — disse. — Você disse que contaria hoje. — ela sorriu tímida.

– O q-que quer s-saber? — eu a encarava, era difícil desviar os olhos quando eles se encontraram os perolados dela, lembrava-me vagamente de Kurama falar algumas pergunta relevantes, mas não conseguia lembrar.

– Você gosta de Ramen? — sorri sem graça sentindo uma pontada em minhas costas, é Kurama não aprovou a pergunta. Mas ela assentiu.

– É m-meu prato f-f-favorito. — sorri, ela era mesmo perfeita.

– E seu cabelo? — eu sempre tive essa duvida. — E naturalmente dessa cor?

– H-hai. — respondeu tímida e suspirou aliviada ouvindo o sinal tocar. — T-tenho que ir. — a segui enquanto ia para sua sala, caminhava ao seu lado.

– Que tal se cada dia um fizesse pergunta ao outro? — sugeri. Pelo menos seria um motivo para falar com ela, todos os dias. Chegamos a sua sala e parei em sua frente, o melhor olhar de pena no rosto. — O que acha? — ela sorriu e correu para entrar na sala.

Eu havia conseguido, falaria com ela todos os dias agora e arrumaria um jeito de saber se ela gostava de mim ou não. Sorri. Eu não ia desistir, afinal eu sou Uzumaki Naruto, não desisto de nada, muito menos daquela morena. Suspirei, se ela não gostasse, nem que eu tivesse que ouvir os conselhos daquele guaxinim irritante, eu a faria gostar.

Eu voltava caminhando lentamento pelo corredor, não tinha pressa, era aula do Iruka-sensei de novo e ele já tinha me dado zero, o que mais poderia fazer? Mas então senti meu corpo ser puxado,me tirando de meu caminho, e uma porta bater logo em seguida. Olhei para frente tentando entender o que acontecia, era Ino, ela sorria.

– Pensei que tivesse faltado hoje. — suas bochechas estavam avermelhadas, mas no rosto um sorriso diferente. A olhei desconfiado quando suas mãos puxaram minha mochila jogando-a sobre o chão junto com a sua, olhando em volta percebi que estavamos no armario do zelador. — Eu estou a muito tempo criando coragem pra isso. — voltei os olhos para ela e não entendi quando seu corpo se aproximou do meu e então eu senti seus lábios. Era macio e uma sensação interessante. Seria mesmo verdade? Meu primeiro beijo? É, eu nunca beijei antes, bem, só o teme, mas foi um acidente, então acho que não conta, mas e se contar? Seus olhos estavam fechados e os lábios se moveram sobre os meus, arregalei os olhos, eu não sabia o que fazer, imitar talvez fosse uma boa ideia. Repeti seus movimentos de um lado para o outro tentando sempre adivinhar para onde ela iria. Por que ela estava fazendo aquilo? Por que eu estava fazendo aquilo? Não queria beijar a Ino. Senti algo úmido tocar minha boca e reagi entreabrindos os lábios, era sua lingua que entrava em minha boca, indo de um lado a outra e tentando se enroscar na minha ainda parada, lentamente a movi e pude ouvir a loira suspirar, então era assim que faziam? Eu não queria mesmo beijar Ino, mas confessava que era até que bom e diferente do que parece, não era nojento. Mas então, ela me empurrou para longe, com brusquidao. — Aiiiii! — me assustei ao ouvir sua reclamação. Fizera algo errado? A perna da loira começou a sacudir e olhei para baixo, um bicho laranja se prendia na pele branca com o dentes. — Que bicho é esse Naruto-kun? Está me machucando! — sucudiu ainda mais as pernas.

– K-Kurama? — o bicho rosnou apertando ainda mais a pele. Dei um pulo e tentava inutilmente acertar a mão nele para soltar a perna de Ino. — Solta Kurama, solta agora. — ele soltou virando-se para mim o rosto furioso e o meu certamente culpado.

– Que demônio é esse? — a loira reclamava alisando a área mordida e com lagrimas nos cantos dos olhos. — NÃO ACREDITO! — gritou. — Deixou uma marca, ta vendo o que você fez sua coisinha intrometida? — Kurama sorriu e eu olhava, por que tinha feito aquilo? Mas antes que eu pudesse perguntar e brigar com ele a porta se abriu num solavanco revelando uma Obaa-chan furiosa que nos encaravam.

– Dá pra vocês me explicarem o que está acontecendo aqui? — ralhou, deixando-me com uma gota na cabeça. Como eu explicaria tudo aquilo para minha avó furiosa e violenta?

Continua...

Notas finais
E então? Gostaram? Mereço coments? Espero que sim! Sou fraca com comédia, mas estou tentando! :3 Espero que tenham gostado e até o próximo né?! P.S: Fiz uma page no face pra falar das fics e tals a URL dela é facebook.com/fanficskrols se puderem curtir! Eu agradeço :3