The Four Revolutions

6 Capítulo 6 - Fracassada.


Notas iniciais
Heeey pessoas, novo cap :D

Ponto de Vista do Narrador.

Chris estava a mais de duas horas encarando Noah Titor.

Poderia parecer uma competição ridícula de poder — até porque era —, mas nenhum dos dois iriam desistir disso tão cedo. Christopher encarava o garoto sem piscar durante duas horas, e até agora não tinham trocado uma palavra. Apenas ficaram se encarando.

— Necronomicon. — Noah disse em um sussurro. — Você está com ele.

E foi assim que duas horas de silêncio foram encerradas.

— O livro dos mortos? — Chris perguntou. — Eu não faço ideia de onde isso possa estar.

— O Xadrez também. — disse Noah. — Como você não sentiu?

— Sentir o quê? — perguntou.

— Você é um vampiro, Watters. — disse Noah. — Você sente tudo.

— Sentir o quê? — repetiu a pergunta.

Noah suspirou.

— Olhe, eu sei que eu posso parecer suspeito. Mas... Eu sei o que está realmente acontecendo aqui. É realmente uma pena que Sam morrer, mas...

— Cale a sua boca. — Chris o cortou friamente.

— Mesmo que ela tenha falecido, vocês precisam ir ao Sul. — Noah completou.

Chris se levantou da cadeira.

— Você é um enviado dos The Owners, não é? — aumentou seu tom de voz.

— Você realmente acha que eu vou entrar nessa guerra estúpida? — Noah gritou. — Vocês não percebem quantas pessoas morreram por causa disso! Eu só estou aqui porque eu quero reparar a perda da Sam.

— Reparar o quê? — perguntou Chris. —Eu não sei se você percebeu isso, mas você é um pirralho de treze anos que fala coisas sem sentido. Isso não ajuda muito a reparar as coisas, sabe?

Noah suspirou.

— Eu quero ajuda-los. — disse Noah. — Eu não sei como explicar, mas, eu sinto alguma coisa estranha no Sul. Como se algo muito ruim fosse acontecer.

— Estamos em uma guerra. — disse Chris. — Sempre acontecem coisas ruins.

— Me escute! Eu estou tentando ajudar vocês. — Noah deu uma curta pausa e olhou fundo nos olhos de Chris. — De alguma maneira, ainda existem três dominadores vivos, eu consigo sentir isso. Alguma coisa vai acontecer no Sul e vocês precisam ir urgentemente para lá.

— Espere... — raciocinou — Três dominadores?

— Três dominadores vivos e quatro dominadores ainda em pé. — corrigiu.

— Como você pode senti-los? De onde você tirou isso?

— Eu sou um vampiro. — respondeu Noah. — Eu conheço as minhas habilidades. Você deveria conhecer as suas.

Antes que Chris pudesse responder algo, Matthew e Travis entraram na sala. Chris agradeceu mentalmente por isso. A última coisa que ele queria fazer era conversar com um vampiro confuso de duzentos anos como Noah Titor.

A última coisa que ele queria fazer era conversar com qualquer outro vampiro.

— Alguma informação? — Travis perguntou a Chris.

— Noah diz que temos que ir ao Sul. — respondeu. Evitou de dizer qualquer coisa sobre Noah sentir quatro dominadores em pé, e não dois.

— Sul? — disse Matthew. — Você está louco? — perguntou a Noah.

O garoto ignorou a pergunta de Matthew.

— Ele diz que alguma coisa muito ruim vai acontecer no Sul. — disse Chris. — E que precisamos ir para lá urgentemente.

Travis não sabia o que fazer.

Ir no Sul era um suicídio. Sempre aconteciam coisas muito ruins lá. Tinha muitos poucos países aliados, e em algumas regiões você via países subdesenvolvidos e com um grande futuro antes se tornarem puro sofrimento e miséria agora. Claro que as algumas cidades como a Cidade do México, São Paulo, Camberra, Auckland e Buenos Aires — o departamento sobrenatural americano tinha sedes nessas cidades — ainda continuavam como sempre foram, mas ele sabia que quando o governo americano entrasse nelas, os The Owners não pensariam duas vezes em explodir. Se eles explodissem, o governo explodir de volta como respostas e não demoraria para que os dois lados estivessem batalhando nas ruas das cidades.

Por isso ir ao Sul era um suicídio. Essas cidades eram muito importantes para o governo agora — até mais importante que as do Norte —, e Travis não estava afim de perde-las.

Agora ele entendia a responsabilidade de um dominador principal.

Noah, Matthew e Chris olhavam para Travis, como se esperassem alguma resposta do dominador principal. Ele era o único ali que poderia confirmar uma viagem ao Sul. Fora Gordon e Sebastian, Travis era um dos maiores poderes ali. Se quisesse, poderia mandar explodirem qualquer local do mundo por diversão. Treinava quando queria. Mandava nos soldados como ele bem quisesse. E poderia confirmar uma viagem suicida ao Sul.

Esse poder e responsabilidade de dominador principal não era para Travis.

— Bem... — dizia, meio pensativo. — Ir ao Sul é suicídio. Imaginem se explodissem Buenos Aires ou a Cidade do México?

— Nova York, Cidade do México e São Paulo são as mais importantes. — lembrou Matthew. — Ao menos temos Nova York a salvo.

— Nova York parece pacífica mais tem muitas ameaças. — disse Travis. — Quase todas as semanas temos que falar com os países do bloco contrário e com os próprios The Owners para não explodirem nada lá.

— Os The Owners não explodiram até agora as cidades importantes do Sul porque eles querem nos atrair para lá. — disse Matthew. — Eles vão explodir essas cidades assim que chegarmos lá.

— Podemos impedir. — disse Chris. — Somos o Departamento Sobrenatural Americano, podemos qualquer coisa.

Podemos qualquer coisa exceto ganhar uma guerra, pensou Travis.

Olhou para Chris. Mesmo que a sua idade real fosse de vinte e quatro anos, ele parecia até ser mais novo do que era a dois anos atrás. Aparentava ter seus vinte e um anos. De certo modo, ele até que se parecia Sam. Os dois tinham o mesmo sorriso, expressões faciais parecidas, ambos fumavam e possuam o mesmo humor azedo e preconceituoso. Mas as semelhanças terminavam ali.

Sam tinha olhos verdes, enquanto os de Chris eram castanhos claros. O cabelo de Chris era castanho claro, enquanto os de Sam eram loiros. Ela tinha tatuagens e algumas cicatrizes espalhadas no corpo, enquanto ele não tinha. Por mais que Chris fosse o irmão mais velho, ele agia de uma maneira mais infantil e mais positiva que a sua irmã mais nova. Ele se interessava por música e qualquer outro tipo de arte que você possa imaginar. Chris era o cara legal e simpático que todo mundo queria como amigo. Sam era exatamente o contrário dele. Passava a maior parte do tempo lendo e treinando, e não era muito amigável como o irmão.

— Podemos ir ao Sul. — disse Matthew. — Perdemos tantas coisas que uma perda a mais não faz diferença.

Travis não teve muita escolha.

— Vamos ao Sul hoje à noite. — decidiu por final.

Algumas horas depois, Sam saía pelas as ruas de Georgetown, na Guiana.

Ela carregava um pequeno saco de alimentos com uma garrafa de dois litros de água. Caminhava acompanhada de outros soldados, porém, tomaram rumos diferentes. Cada um foi sozinho para cada rua distribuir os alimentos.

Deveriam ser nove ou dez horas da noite em Georgetown, mas Sam não tinha muita certeza disso, já que não entendia muito bem os fusos horários. A rua estava totalmente vazia, e quase todos os postes estavam apagados, com apenas um ou dois funcionando. A situação estava menos pior do que Sam imaginou que estaria, mas continuava sendo miserável. O rastro de destruição estava forte, e a maioria das pessoas estavam trancadas em suas casas não destruídas com medo do que poderia acontecer.

— Vocês dos The Owners finalmente chegaram? — ela ouviu a voz de um garoto.

Focou melhor a sua visão e viu um garoto de uns oito anos correndo em sua direção. Ele era bem magro e pequeno, tinha a pele morena e os seus cabelos eram negros e lisos acompanhados de grandes olhos castanhos. As suas roupas eram meio esfarrapadas e ele tinha alguns arranhões nos seus braços.

A primeira pergunta que Sam se perguntou mentalmente era: “Eles falam inglês na América do Sul?”, mas evitou de dizer isso para que não soasse preconceituosa ou muito burra.

— Hey. — ela disse meio sem jeito.

O garoto parou de correr quando a alcançou.

— Estivemos esperando por vocês faz um tempão! — ele disse. — Meu pai disse que jamais viriam, mas eu sabia que não iriam desistir de nós.

Gordon disse a Sam há alguns meses que as situações nessas áreas estavam controladas e que o governo americano fazia algumas missões para ajuda-los. Ela acabou de descobrir que Gordon estava mentindo.

— O governo americano ainda não veio aqui? — perguntou.

— Não. — respondeu o menino. — Eles nunca fizeram nada que não fosse destruir as coisas.

— Então eles vieram aqui antes? — perguntei.

O garoto balançou a cabeça, como se fosse um sim.

— Eles mataram toda a minha família. — ele disse. — Só eu e meu pai nos salvamos.

Aquele idiota do Gordon mentiu, Sam pensou. Ele só quer poder.

— Eu sinto muito. — disse. — Qual o seu nome?

— Anthony. — respondeu. — Eu posso ver o seu rosto? Vocês são misteriosos, todos acham que são monstros por trás dessas máscaras.

Sam deveria ter pensado duas vezes antes de fazer isso.

Ela deveria ter pensado que Anthony poderia reconhece-la, deveria ter pensado que o garoto iria contar para todos que Sam Watters estava viva e que ela estava nos The Owners, mas infelizmente, Sam quase pôs tudo a perder fazendo aquilo.

— Vamos compartilhar um segredinho. — Sam disse antes de tirar a máscara. — Você não diz quem eu sou, e mais tarde eu trago mais mantimentos para todos aqui, ok?

O garoto balançou a cabeça, como um sim.

— Ok. — ele respondeu.

— Se você dizer isso a alguém, nós vamos matar todos vocês. — avisou por final.

Então Sam tirou a sua máscara e a entregou a Anthony.

A expressão no rosto do garoto mudou completamente. Ele piscou os olhos duas vezes para se assegurar que era verdade, e ainda deu um passo para trás encarando bem o rosto da garota que estava na sua frente.

— Você é a dominadora de água. — disse, totalmente surpreso.

Sam tentou esboçar um sorriso simpático. Não deu muito certo.

— É. — concordou. — Sou eu. Viva.

Em alguns segundos, a surpresa do garoto se transformou em curiosidade.

— Você pode dominar um pouco de água? — perguntou. — Eu nunca vi ninguém dominando qualquer coisa antes. Deve ser incrível!

Sam pensou em uma maneira de como poderia negar esse pedido de uma maneira gentil. Nem ela mesma tinha dominado água nos últimos anos. Os momentos que dominava água eram raros — talvez porque ela secretamente tinha um ódio muito grande por ser uma dominadora de água — e quando aconteciam, era porque ela era praticamente obrigada. Ela nunca teve o orgulho de dominar a água, o único motivo de achar isso bom era porque ela tinha um poder superior a todos. Sempre ficava no topo. Dominar água ali, com todos achando que ela estava morta era suicídio também. Sam nem percebia que, mesmo depois de anos, ainda continuava assustada com quem era e com o que conseguia fazer. Ela não queria ser uma dominadora, e nem uma loba.

Secretamente, Sam odiava a água. A fazia lembrar do mar. Que fazia lembrar do seu pai e de tudo que tinha acontecido.

Uma ventania preencheu o lugar. Sam sabia o que aquilo significava: um dos helicópteros do governo americano. Eles iam atacar.

A dominadora de água entregou os mantimentos para Anthony e gritou para ele sair correndo, e foi exatamente o que fez. Quando foi colocar a máscara e tentar fugir, percebeu que errou feio dando a máscara ao garoto. Ele saiu correndo com ela. E então Sam se arrependeu de ter tirado a máscara e ter falado com o garoto. Aquele erro poderia custar todo aquele plano.

— Mãos pra cima! — ouviu a voz de Travis em um megafone. — Se renda, se não nós explodimos esse lugar!

Travis estava ali. Sam disse adeus a todo o seu plano. Tinha fracassado miseravelmente com apenas pouquíssimos dias em ação. Por sorte, o helicóptero estava bem atrás dela. Sam abaixou o seu rosto, torcendo para que nenhum deles tivessem visto a sua face.

Se Travis estava lá, era provável que o Summers estivesse lá também.

Matthew Summers era a última pessoa que Sam queria ver.

— Mãos pra cima! — repetiu Travis.

Sam não teve escolha que não fosse pôr as mãos para cima, fazendo um sinal de rendição. Porém, ainda continuava com a cabeça abaixada, com um olhar fixo no chão.

— Levante a sua cabeça!

Sam não obedeceu Travis.

— Levante a sua cabeça! — repetiu.

Sam forçou a sua audição, mas ainda sem obedecer Travis.

— É a Arabella. Deixem isso comigo. — ouviu a voz de Matthew de dentro do helicóptero. —Me deem apenas cinco minutos. Temos assuntos antigos para resolver.

Foi uma questão de tempo para que Matthew saltasse do helicóptero com os seus braços literalmente pegando fogo, e também para que Sam saísse correndo o mais longe possível.

Matthew era um bom dominador — talvez porque fosse o único dominador que treinasse o seu elemento nos últimos anos — e era melhor ainda quando estava com raiva, como estava naquela hora. Em toda a história de dominadores de fogo, ele era um dos poucos que conseguia combinar o seu elemento com os raios. Aprendeu a ser veloz. Corria atrás da garota dos The Owners velozmente, soltando algumas rajadas de fogo e raio na direção dela. Ele não dava a mínima se aquilo poderia feri-la — essa era a intenção dele —, só sabia que estava correndo atrás de Arabella Robins e que iria acabar com ela.

Soltou uma rajada de fogo no tornozelo de Arabella. Ela acabou tropeçando e caindo no chão. Matthew não sabia o porquê dela estar escondendo o seu rosto. Talvez fosse mais uma das coisas sem sentido dos The Owners.

Arabella não fez nenhum contato visual com Matthew. Ela se recuperou rápido da queda e estava já se levantando, porém já era tarde demais. O dominador de fogo já tinha a alcançado, e ele iria captura-la exatamente agora.

Matthew teve que resistir ao seu instinto natural de matar Arabella. Se ele quisesse fazer, já teria feito isso com apenas um único movimento da sua dominação, porém não fez. Matt não era um assassino, e nem pretendia ser um. Matar pessoas — por mais que elas sejam más — não soava como uma coisa boa na sua cabeça. A sua moral não o deixava fazer uma coisa dessas. E também, capturar Arabella poderia ser algo valioso para o governo. Teriam informações sobre os The Owners.

Decidiu dar um golpe simples para deixar Arabella enfraquecida e captura-la.

Quando ia atacar, a loira parou de esconder o seu rosto e o levantou, olhando fixamente para os olhos de Matthew por um único segundo. O tempo tinha parado para ele.

Então ele percebeu que aquela não era Arabella Robbins.

— S-Sam? — gaguejou, incrédulo.

Sam se aproveitou da situação, saindo correndo para longe.

A dominadora de água já poderia dizer adeus ao plano que ela tinha começado a pôr em ação. Justamente a última pessoa que ela menos queria — e ao mesmo tempo queria muito — tinha visto o seu visto. A tinha visto viva. Ela conhecia Matthew, e sabia que era uma questão de tempo até que ele espalhasse isso a todos do governo. Então o governo iria caçá-la e adeus plano e todas as chances de ganhar essa guerra.

Enquanto corria para o mais longe que podia, a Sam não deu a mínima para o fato de qualquer pessoa poderia reconhece-la. Estava tudo vazio mesmo. E mesmo que a vissem, iria dar na mesma. Matthew já a viu. O plano já tinha falhado.

Sam se perguntou mentalmente o porquê de ela sempre falhar em tudo.

Ela já tinha tentado ser uma pessoa melhor e mais obediente. Ela falhou nisso, matando e bebendo o sangue do General Rodriguez. Tentou ser uma pessoa correta e tentar evitar a guerra, e matar Hector Kitter. Falhou de novo. Tentou acabar com Mary e Lewis. Fracassou pela a terceira vez. Tentou se recuperar da luta com Hector Kitter. Não deu certo também. Tentou ser humana e encarar bem o amor. Falhou pela a quinta vez. Tentou um plano para ganhar a guerra. Fracassou pela milésima vez.

Sam era uma fracassada.

A dominadora de água ficou tão perdida em seus pensamentos que nem percebeu por onde estava andando.

Sentiu algo puxar o seu tornozelo recém queimado, quando percebeu, já tinha dado uma grande queda, caindo em um buraco fundo. Sam poderia jurar que não tinha nenhum buraco, mas pelo o visto, tinha.

— Sam Watters. — ouviu uma voz feminina. — Você está viva.

Sam percebeu que aquilo não era um buraco. Tinha inúmeras mulheres de dez a trinta anos de idade, mostrando ser um local mais cheio que a Área 52. Ela reconheceu quem eram.

— Amazonas. — murmurou.

Notas finais
E ONDE A SAM CAIU? TARARANAAAAAAM~le músiquinha de suspense~ SÃO AS AMAZONAS PESSOAL! u.u Acho que a maioria aqui já sabe quem elas são, não é? Noah falando de alguns poderes de vampiro e o Chris não manja de nenhum deles AHUEAHUEA Matthew viu a Sam, POIS É PESSOAL, VAMOS LOGO DIZENDO ADEUS AO PLANO DA SAM PQ FLOPOU MAIS DO QUE DEVERIA AHUEAUEA -q Agora o Matthew vai espalhar para meio mundo que ela está viva '-' Anyway pessoas, espero que tenham gostado digam o que acharam do capítulo nos comentários e digam se tem algum errinho. Até o próximo o/