The Four Kingdoms
20 Capítulo 20 - O Meu drama mental.
Notas iniciais
Scarlett queria falar comigo.
Eu não fazia a mínima ideia do que ela queria comigo. Eu só sabia que a minha cabeça doía e só queria passar o resto do dia sozinha chorando, ou quem sabe arrancar a minha mão esquerda e dar para Matthew, mas eu sabia que isso era impossível. Eu deveria voltar no passado e impedir que aquela droga de bomba tenha explodido. Não, eu deveria nunca ter entrado nessa missão e ser feliz sem a droga da minha memória.
Talvez eu estivesse tão fraca e idiota sem a minha memória que poderia ter me apegado a Matthew. Merda. Eu não deveria estar fazendo isso. Graças a minha inteligência, talvez eu possa estar apegada a ele e também ele teve que dizer adeus a sua mão.
Hector estava certo. Eu sou a pior e a mais estúpida dominadora que esse mundo terrível já viu em toda a sua longa e entediante história.
Eu só não dava um tiro na minha cabeça porque eu era covarde demais pra isso.
Eu segui Scarlett em passos lentos, atrás dela, tentando manter a minha respiração calma e a minha mente sã. Eu evitei me culpar durante todo o tempo, o que era praticamente impossível, já que o meu estado mental era de um drama totalmente fodido e sem sentido. Alguns flashes passavam pela a minha mente de coisas terríveis que eu fiz, o que só pirava.
Se eu pudesse, jamais teria recuperado a minha memória.
— Eu queria falar com você. — Scarlett dizia entrando na sala. — Eu quero ver como está.
— Eu estou bem. — menti. — É tudo que você precisa saber.
— Não, você não está, Sam. — disse Scarlett. — Matthew perdeu uma mão em uma explosão e você parece péssima.
A perda de memória me fez perder a capacidade de atuar.
— Não julgue um livro pela a sua capa. — eu tentei dar um sorrisinho. — Eu acabei de passar por uma explosão. Seria um milagre caso eu estivesse ótima.
— Não é isso. — ela disse. — Você acabou de recuperar a sua memória! Não se sente... Pior?
Sa-Sam?, O choro da minha irmã mais nova ecoava na minha mente, momentos antes de eu matá-la. Sam!
— Não. — disse. — Eu estou ótima.
Foi você!, a voz de Chris ecoava na minha mente. Você matou a nossa família!
— Você se lembra de tudo? — perguntou Scarlett. — Inclusive as coisas ruins?
— Tudo. — disse. — E não há coisas ruins na minha memória.
Assassina, Hector Kitter sussurrou, na minha mente. Você ouviu, dominadora? Você é uma assassina.
— Todos têm coisas ruins em suas memórias. — disse Scarlett. — Eu sei que você está escondendo algo de mim, Sam. Vamos lá, eu não sou Roux e nem Wright! Você pode me contar tudo.
— Como eu posso contar algo que não existe? — falei. — Você está muito estanha hoje.
Scarlett revirou os olhos.
— Eu sei o que você fez. — disse Scarlett. — Eu só estou esperando você confessar.
Assim que ela disse isso, todas as coisas ruins que eu fiz passaram pela a minha mente.
— Eu conheço esse truque. — falei. — Você vai dizer que sabe o que eu fiz e tentar me fazer confessar.
— Você matou a sua família, não foi? — perguntou Scarlett. — Eu ouvi dizer que você é uma assassina.
Eu paralisei.
— Eu não fiz isso! — neguei. — Se um dia eu achar o idiota que matou a minha família...
— Eu tenho minhas fontes, Sam. — Scarlett me interrompeu. — Minha família é toda feita por lobos. Você é bem conhecida por todos os lobos, e grande parte deles nutrem um sentimento de ódio por você. Então, digamos que eles sabem muitas coisas sobre você.
— Sabem o quê? — disse. — O que te faz acreditar que isso seja verdade?
— Você está mentindo.
— Eu não estou mentindo.
— Eu sou uma agente do governo, garota. Eu fui treinada desde que tinha a sua idade para ler a linguagem corporal de qualquer pessoa. Nesse instante, sua voz soa mais nervosa e assustada que o normal. — deu uma curta pausa. — Sinal de mentira.
Eu respirei fundo. Scarlett não era algo fácil de se enganar.
— Eu sou naturalmente assim. — disse.
— Na verdade, você sempre soa melancólica ou quase sempre parece não se importar com os outros. — ela disse. — Agora, você soa nervosa e assustada. Eu não acho que seja naturalmente dessa maneira.
— O que você quer comigo, Scarlett? — perguntei. — Você me chamou aqui para falar o quê? Sobre mentiras? Eu acho que sei tudo sobre mentiras, e talvez até um pouco mais do que você.
— Eu tinha dezessete anos quando vim para os Estados Unidos. — contava Scarlett. — Não faz muito tempo, apenas uns seis anos, mas eu juro por Deus, que aquele foi o maior passo da minha vida. Todos da minha família eram lobos e ocupavam altos cargos, então vir a um país estrangeiro para ser uma agente do governo foi algo assustador. — ela deu uma curta pausa, virando seu olhar de uma maneira mais fixa para mim. — Eu era como você. Eu tentava sempre me parecer forte e inquebrável, e quase sempre achava que sabia de tudo. E olha o que aconteceu comigo durante esse tempo. Tudo deu errado.
— Você é uma das preferidas da Roux e praticamente todos te idolatram aqui. — eu disse. — Sim, realmente deu tudo errado.
— Minha família foi destruída. — ela disse. — Você faz ideia do que uma família vale?
— Você tem Aaron. — disse. — E famílias são inúteis. Eu as vejo como se fosse um grande atraso de vida.
— Eu pensava o mesmo. — disse Scarlett. — Minha família foi destruída. Meus pais se foram, meu irmão Garrett mora no outro lado do mundo, Liam se tornou um vampiro e foi morto e Aaron parece ser o único com sanidade. Você não deve pensar desse jeito. Valorize a sua família antes que seja tarde demais.
Eu me segurei para não forçar uma risada sarcástica. Eu não poderia estar ouvindo isso.
O meu lado maluco e sem noção das coisas queria berrar o mais alto possível: “Eu matei o Liam!”, mas eu me segurei, porque se eu fizesse isso, eu que iria morrer ali. Mas isso não me fazia parar de pensar o quanto o seu discurso era ridículo e fraco. Eu não passei por tanta coisa pra apenas receber esse discurso de que família é importante e que somos nada sem ela.
— Eu não posso valorizar algo que não tenho.
Eu só queria sair daquela sala, mas eu não podia.
— Você tem o seu irmão, Christopher. — disse Scarlett.
Eu respirei fundo.
— Chris está morto para mim.
— Ele está vivo, Sam, e pode ser usado por Hector! — disse Scarlett. — Não acha o bastante do Hector ter roubado a sua memória e ter estabelecido uma forte conexão mental com você?
— Espere... — raciocinei. — Você está usando esse papo de família para me fazer querer resgatar o Chris e também porque ele pode ser uma fonte de informações para Hector. — dei uma pausa. — Eu não sou tão tola assim, Scarlett.
Scarlett bufou.
— Certo, eu queria dizer isso o tempo todo. — disse Scarlett. — Christopher está com Hector agora. Ele irá usar o seu irmão de algum modo contra você.
— Ele não pode me acertar com o Chris. — disse. — Eu não me importo sobre ele.
Scarlett me lançou um olhar repreensivo, igual os que as mães costumavam a dar aos seus filhos pequenos quando eles mentiam.
— Você está mentindo. — ela disse.
— Eu não devo dar satisfações para você! — disse, me afastando de Scarlett e indo até a porta. — Chris não tem mais sangue comigo. Ele é um dos filhos de Hector Kitter agora. — então eu saí da sala, com uma mistura de raiva com ódio, tristeza e medo correndo pelo o meu sangue. Cada a vez que o meu coração batia isso ficava mais forte e terrível.
Talvez eu estivesse passando por algum drama adolescente ou qualquer coisa assim.
A única coisa que eu conseguia sentir era todos aqueles sentimentos ruins passando por todo o meu corpo e a minha cabeça doendo. Talvez fosse alguma coisa da minha mente ou eu não sei. Desde que eu recuperei a minha memória tudo parece estar dando errado mentalmente para mim. Eu estava tentando parecer forte, como eu sempre consegui ser, mas agora não estava dando certo. Isso parecia um clichê daqueles filmes americanos idiotas onde sempre tem uma garota completamente triste por dentro que banca ser forte. Eu não poderia ser tão assim, mas agora o meu mecanismo de defesa não parecia funcionar direito. Scarlett sabia que eu matei meus pais, então é provável que Aaron também saiba. Se Aaron sabe, Wright e Roux serão os próximos, e depois disso... Eu acho que não estarei viva para contar a história de quantas pessoas sabem disso.
Eu só consegui guardar um segredo por míseros oito anos. Eu merecia um VMA ou um Emmy por “Pior Segredo Estúpido de Todos os Tempos”, seria mais do que justo.
Na hora eu não conseguia perceber que isso estava me consumindo por dentro, me matando de uma maneira lenta.
Hector tirou a minha máscara de proteção e está me matando agora.
Ou talvez eu já esteja morta.
Eu dei passos lentos até o elevador enquanto eu entrava em um estado adolescente e fresco sobre como eu sou uma merda por dentro e como a minha vida é a maior merda que o mundo já viu. Quando eu finalmente fui a um dos elevadores, eu apertei um dos botões para o trigésimo andar e o elevador subiu tão rápido quanto o da Área 51. Pela a primeira vez, eu não senti aquela sensação terrível com toda aquela velocidade exagerada do elevador. Eu acabei me acostumando com aquilo como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Diferente da Área 51, de Wright, a Área 52 feita por Louise Roux era composta de dois edifícios. Um para cima, e outro para baixo. O edifício principal era o para baixo, tendo apenas cinco andares debaixo da terra, enquanto o outro tinha trinta andares. Não era algo tão grande e tão majestoso como o da Área 52, com aqueles “humildes” sessenta andares e do tamanho de Plutão, mas ainda era incrível. Era pequeno, fisicamente fraco, mas mil vezes mais desenvolvido. Os soldados eram mais fortes e inteligentes, e a patrulha era infinitamente maior. Wright investiu em pesquisas em criaturas sobrenaturais e na procura dos dominadores, Roux investiu em armas, armamentos, inteligência e organização. Roux ganhou.
Quando eu cheguei no trigésimo andar, parecia mais como o último andar de um edifício comum. No canto esquerdo, tinha uma janela enorme, porém fechada e com dois tipos “raros” de grades. No lado direito, havia inúmeras portas dando origem a vários quartos. Talvez seja onde os médicos, soldados importantes e generais dormiam. No cantinho esquerdo, ao lado da janela, tinha uma porta. Era a escada para o terraço.
Eu, em passos lentos e praticamente sem som, fui até a escada, subi um pouco e em questão de minutos eu estava na cobertura. O vento seco do deserto me acertava de uma maneira fraca, e eu fui andando até a borda. Meus cabelos voavam com o vento, o que significava que iam ficar mais bagunçados que o normal, mas eu nem me importei.
Eu fiquei observando a vista. A única coisa abaixo era o enorme deserto de Utah, sem praticamente nada. Eu achava estranho em um deserto desses ainda ter um vento fraco, mas aí eu me lembrei que as estações daqui são praticamente o contrário das do Sul do hemisfério. Era Maio, o que a minha mente estava acostumada com a estação que é o Outono, com o inverno quase chegando. Para eles, era a primavera, antecedendo o verão.
Primavera era a minha estação favorita.
— Sam? — uma voz feminina me tirou dos meus pensamentos.
Rapidamente eu me virei, vendo a imagem de Helena. Seus cabelos lisos e castanhos voavam com o vento seco, mas eles sempre voltavam ao seu lugar, de uma maneira perfeitamente arrumada. Eu só conseguia imaginar como diabos ela conseguia ser tão perfeita em tudo, principalmente no cabelo.
Era estranho ver a Helena falando comigo. Na maior parte do tempo, ela me odeia — mesmo que não deixe isso claro.
— Helena? — disse.
Ela deu um sorriso meio nervoso, dando alguns passos em minha direção.
— Eu quero falar com você. — ela disse. — Sobre Bennett.
Ótimo. Ela quer falar comigo sobre o vampiro que eu apenas usei quando tinha os meus catorze ou quinze anos. Realmente, isso iria ajudar muito o meu emocional. Lembrar ainda mais do passado... Oh merda, alguém me mate logo antes que eu mesma faça isso.
— Venha. — falei.
Ela parecia estar meio assustada.
— Está com medo? — perguntei.
Ela assentiu, me fazendo ver pela a primeira vez na vida alguma espécie de defeito nela.
Aquilo melhorou o meu humor.
Eu não sou do tipo que fica toda feliz quando uma pessoa se fode — não no sentido literal da palavra — ou quando possuem alguma espécie de defeito terrível, mas no caso de Helena... Era uma coisa boa. Ela tinha medo de altura. Aquilo não me fazia me sentir tão ruim perto dela, do mesmo jeito que não a deveria fazer se sentir tão boa perto de mim.
Eu fui em direção de Helena.
Quando eu finalmente cheguei perto dela, tentei parecer mais amigável e menos doida, ou qualquer coisa assim. Apenas tentei ser mais normal. Eu não iria assustá-la desta maneira.
— Quer falar sobre Bennett? — perguntei.
Ela assentiu.
— Vocês dois já ficaram juntos. — disse Helena. — Eu pensei que pudesse me ajudar.
— Se “ficar juntos” significa uma noite, então, sim, ficamos muito juntos. — disse. — Mas não tinha nada de romance ou paixão, caso queira saber.
A minha tentativa de parecer normal morreu quando eu falei isso. Não custava eu inventar aquela história clichê de: “Ah, estávamos apaixonados e eu morreria por ele, ah, Bennett...”. Eu achava que isso faria mais o tipo de Helena, não a crua verdade de que nunca tivemos algo de verdade. E eu não minto quando eu falo isso. Se eu tivesse gostado do Bennett, iria me fazer mais humana e normal, mas até nesse quesito eu tenho que ser uma idiota sem alma.
O meu drama mental estava tão irritante que nem eu aguentava mais.
— Eu estou namorando ele. — disse Helena. — Eu me apaixonei por ele e estamos juntos desde a minha missão na Inglaterra.
Roux mandou Helena e Travis em uma missão no mesmo tempo que mandou eu e Matthew na missão de recuperar a memória e perder a mão dele. Eu deveria ter pensado nisso.
— Bom pra você. — comentei. — Mais alguma coisa?
— Ele era... — ela tentou arrumar uma palavra. — Perfeito, mas não é mais. — ela deu uma curta pausa, virando o seu olhar para o chão e depois para a minha queimadura no “ângulo” da minha mandíbula. — Ele age terrivelmente ruim com todos. Ele ainda é perfeito comigo, mas... Ele mata os vampiros de uma maneira tão assustadora que eu não consigo impedir ou dizer um não. Eu não consigo contrariar o Bennett. E ele tratava muito mal o Travis.
— Vocês já... — tentei arrumar uma palavra. — Transaram?
Eu pensei que Helena, na sua educação e perfeição britânica iria me ignorar e sair andando na sua maneira perfeita e esfregando seu corpo de modelo na minha cara, mas ela nem pareceu estranhar isso. Ela continuou em sua forma normal.
— Não. — respondeu. — Bem... Quase.
— Então o Bennett gosta de você. — disse. — Normalmente ele se demonstra um bosta depois que transa com a garota. Se ele está se mostrando o babaca que realmente é antes disso... Podem se casar.
Ela estranhou aquilo.
— Com você foi assim? — Helena perguntou.
— Não, na verdade, eu fugi de Sydney antes que ele se transformasse nisso. — disse. — Mas ele namorou umas duas garotas antes de mim, e eu vi aquilo claramente. Ele não é do tipo galinha, mas... Ele é do tipo sedente por isso. Se ele demonstra já ser o bosta que é na sua frente, significa que ele te ama, quer casar com você e ser o Edward da sua vida.
Ela continuou estranhando aquilo e me olhando de uma maneira estranha.
É, eu sou péssima em conselhos ou coisas assim.
— Ele trata muito mal o Travis. — disse Helena. — Sam, o Bennett é muito estranho para um vampiro.
— Quem trataria mal o Travis? — perguntei. — Travis é muito bonzinho e tudo mais pra ser tratado mal.
— O Bennett faz isso. — disse Helena. — O tempo todo. E o pior é que eu acho que talvez o Travis tenha uma queda por mim.
Ótimo. Eu não fazia ideia do comentar sobre isso.
— É... — comentei. — E o que você vai fazer?
— Eu não sei. — disse Helena. — Eu estou apaixonada pelo o Bennett, mas eu adoro o Travis como um amigo e ele é tão doce... Oh, isso é terrível.
Se Helena achava aquilo terrível, ela precisava conhecer uma coisa que eu chamo de “minha vida”.
Eu evitei comentar sobre isso. Helena era uma adolescente comum, talvez se eu não fosse uma dominadora, seria como ela, achando que garotos e coisas assim são os meus maiores e mais terríveis problemas.
Eu senti uma pitada de pena por Travis. Ele estaria preso na friendzone por causa de um vampiro lindo e tudo aquilo que todo mundo pensa quando conhece o Bennett pela a primeira vez.
— Travis é um cara legal. — comentei. — Mas... Se não gosta dele ou sei lá, fique com Bennett.
Ponto de vista do Narrador.
Jeffrey andava em passos rápidos, rodeado de soldados dos The Owners.
Ele tentava manter toda a calma que podia. Não podia negar que estava um pouco nervoso, mas ele precisava urgentemente tirar todo aquele nervosismo de si. Tinha medo de falhar. Tinha medo de não conseguir continuar. Ele não queria aquilo, mesmo que estivesse sem medo, mas precisava fazer. Ele prometeu. Em memória do seu pai. E para salvar a sua irmã.
Abriu a porta do quarto, deixando os seus outros companheiros de fora. Precisava fazer sozinho. Estava no México, onde grande parte da sua família também era, e até havia morado aqui quando era mais novo, mas ainda assim não se sentia em casa.
Ele não se sentia em casa desde que discutiu com o seu pai pela a última vez e saiu de casa.
Lembrar daquilo era terrível.
— Jeffrey Anthony Rodriguez. — disse a voz do vampiro. — Você é o filho do General Rodriguez.
Jeffrey assentiu, mas evitou olhar para o rosto de Hector.
— Eu vim aqui querendo uma ajuda. — disse Jeffrey.
— Eu já sou aliado de Lewis. — disse Hector. — Eu não acho que possa ajudar mais vocês do que eu já faço.
— Como você sabe, Sam Watters matou o meu pai de uma maneira terrivelmente assustadora. — dizia Jeff. — Eu quero vingar o nome e o sangue do meu pai. Eu quero matar Sam Watters.
Hector deu um sorriso. O assunto havia ficado interessante.
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