The Four Kingdoms

3 Acontecimentos do dia


Notas iniciais
Oi pessoal! bem, aqui vai mais um capítulo,espero que gostem! Posto o próximo em breve,bjos!

Aquilo realmente me impressionou. Eu sabia que ela deveria ter minha idade, mas não esperava que ela estudasse na mesma escola que eu.

Parei na porta e fiquei encarando-a por um bom tempo, ela estava desenhando no caderno e estava sentada na frente, na fileira que ficava no meio da sala. O senhor Charlie ainda estava dando bronca na sala. Quando ele se virou para a lousa me viu no corredor encarando-o, e para minha surpresa, acenou para mim.

Eu acenei em retribuição e olhei para a Andy que estava olhando para mim agora com uma cara que dizia: “O que você faz aqui quatro olhos?!”. Quando o senhor Charlie acenou para mim ela deve ter reparado.

Me virei e sai correndo pelo corredor em direção a minha sala.

Entrei bem na hora em que a Professora Susan estava explicando o assunto.

– Tudo bem senhor Cross? Parece que viu um fantasma. — Perguntou-me ela com uma cara que dizia: “você está atrapalhando a minha explicação”.

– Tudo- respondi enquanto o pessoal dava risadinhas da minha cara.

Quando me sentei Rick sussurrou:

– Você foi à enfermaria ou no hospital do outro lado da cidade cara? Você perdeu o Bill levando bronca da Prof.ª Susan.

– Passei no meu armário ver se tinha alguma roupa que tinha deixado lá durante as férias. — respondi falando baixo.

– Você ainda faz trabalhos aqui durante as férias?!- perguntou-me com certa surpresa na voz.

– Faço- respondi como se fosse uma coisa muito natural. E para mim era mesmo. Nas férias passo alguns dias ajudando na biblioteca, ajudando no que for preciso. Por isso deixo algumas roupas no armário caso precise ajudar pintando ou caso me suje com alguma outra coisa.

– Cara, você precisa parar com isso! A senhorita Turner tem namorado!- sussurrou ele rindo de mim.

A senhorita Turner era a bibliotecária e eu a ajudava sempre que podia. Eu sempre tive uma queda por ela, mas eu estava superando isso. Mas gostava de conversar com ela e ouvir suas histórias. Ela viajava pelo mundo sempre que podia e se aventurava por aí. Além de ser extremamente inteligente era muito bonita. Tinha olhos verdes, era morena e tinha cabelos negros longos enrolados.

– Olha, eu já superei isso tá?!- respondi ficando vermelho.

– Sei, e eu sou o coelhinho da páscoa!- respondeu ele rindo.

– Senhor Lewis, poderia responder a pergunta, por favor?- disse a senhorita Susan com um olhar interrogativo para o Rick.

– Desculpe Professora, não vou mais atrapalhar!- respondeu o Rick que já estava enrubescido.

– Certo, mas eu lhe fiz uma pergunta, você poderia respondê-la?

– Eu não prestei atenção à pergunta professora- respondeu ele.

– Eu perguntei: “o que é vida no seu conceito?”.

– Bem, para mim, vida é tudo que nasce e morre. — respondeu. Sério que era só isso a definição de vida para ele? Eu não aguentei.

– Não cara, a definição de vida não é só isso. Vida é tudo que nasce e morre, que respira, tem DNA e metabolismo, além de se reproduzir.

– Muito bem Andrew! Está mais do que correto! E muito bem senhor Lewis, quase acertou!- falou a senhorita Susan com um sorriso.

– A propósito pessoal, todas as minhas perguntas valem pontos de participação. O senhor Cross e Lewis acabaram de ganhar pontos positivos. Siga-os como exemplos Thompson, isso serve para o restante da sala. Já sei o nome de cada um, não adianta fugir. – falou com naturalidade.

Bill Thompson me encarou como se dissesse: “Você é um mané”.

Desviei o olhar e assim que fechei meu caderno o sinal para a aula de história tocou. Levantei-me para ir para a outra sala, infelizmente o Rick não tinha essa aula comigo.

Quando cheguei à sala ainda não tinha quase ninguém. Cumprimentei o senhor Franklin que me disse:

– Espero que esteja preparado para meus trabalhos Andrew, não aceito menos que excelente de você!- e sorriu para mim.

Ele era meu professor favorito e eu amava história. Me sentei na primeira carteira, de frente para a porta. Estava lendo minhas anotações no caderno quando alguém do meu lado falou:

– Você está me perseguindo, só pode.

Quando olhei, já sabia quem era. A garota misteriosa, Andy.

– Olha, você é que está me perseguindo, primeiro você me atropela com a bicicleta e agora aparece na minha escola. – respondi encarando-a.

– Aquilo foi um acidente, e você sabe muito bem disso. Afinal, quem é você garoto?- perguntou ela sentando na carteira vazia do meu lado esquerdo.

– Eu sou Andrew Cross, mas pode me chamar de Drew se preferir. — respondi dando um sorriso cordial.

– Pelo visto você é o preferido dos professores por aqui não?-falou ela com ironia.

– Porque você pensa isso?-perguntei confuso.

– Bem, primeiro aquele professor doido de matemática ,Charlie acho, acena para você depois de dar uma bronca na sala e o professor de história parece gostar muito de você pelo que ouvi quando entrei aqui. – respondeu erguendo as sobrancelhas.

– Eu só me dedico bastante. Você é nova na cidade?- perguntei mudando rapidamente de assunto. Não queria que ela pensasse que eu gostava disso. A verdade era que eu não tinha muitos amigos. Eu não era “descolado”, eu gostava de ler e escrever. Também não era bom em esportes, logo todos me chamavam de nerd. Não era e nem seria popular como ela parecia ser.

– Sou- respondeu virando o rosto, como se não quisesse falar sobre aquilo.

– Bem alunos, sejam bem- vindos para mais um ano, abram o livro de você na pagina 97, por favor. – falou o senhor Franklin de sua mesa. Acabara nosso tempo de conversa, e a cada minuto que passava mais curioso eu ficava sobre aquela garota misteriosa que estava sentada do meu lado. Ela não olhara para mim desde que o professor começara a aula. Estava desenhando algo no caderno que eu não conseguia distinguir. Como a janela estava do outro lado à luz solar batia em nossas mesas do outro lado da sala, que agora estava cheia. Ela era realmente linda, em minha opinião, ela era mais linda até do que a Mag. A patricinha mais querida pelos garotos da escola.

Acho que eu devo ter ficado encarando-a por muito tempo. Só me toquei disso quando ela fechou o caderno e olhou para mim sorrindo. Retribui o sorriso e comecei a escrever rapidamente no meu caderno. Nem sei o que escrevi, só fiz aquilo para parecer que nem ligava para ela. Eu nem estava prestando atenção na aula.

Quando bateu o sinal levantei e me virei para ela, tomando a coragem de perguntar finalmente:

– Você tem aula de que agora?- falei rápido demais.

– Acho que de inglês, e você?- perguntou- me calmamente, ela parecia ser uma menina muito legal.

– Tenho matemática agora- falei. No fundo eu estava triste porque não teria aula com ela. Queria conversar e descobrir mais a seu respeito.

– Bem, te vejo por aí Drew!- disse ela e saiu pela porta.

Fui perguntar ao senhor Franklin se esse ano iriamos visitar a abadia de Glastonbury novamente. Eu já a conhecia e sempre que podia dava uma passada por lá, mas sua historia sempre me encantava. Eu adorava aquela cidade, principalmente por causa de seus mistérios a respeito do Rei Arthur e Avalon.

Quando sai no corredor para a aula de matemática que era em outra sala, vi Ben Hanks conversando com a Andy, que estava sorrindo de um jeito muito animado para ele. Ele deu um bilhete para ela e saiu andando. Ela leu o que estava escrito, guardou-o no bolso da calça e continuou andando pelo corredor como se o “senhor bonitão” nem tivesse dado atenção a ela.

Eu admito que não gostei do que vi, mas não pelos motivos que vocês pensam. Eu simplesmente não aturava aquele sujeito. Ele sempre passava a imagem de bonzinho e galã, embora ele realmente fosse um com as garotas. Mas de “bonzinho” não tinha nada. Ele não andava com os bad boys, mas era grande amigo deles, além é claro de andar com os garotos do time de futebol, que adoravam fazer “brincadeirinhas” com os outros garotos que não fossem iguais a eles. Isso inclui, é claro, eu.

Não gostei da ideia dele se aproximar da Andy, que parecia ser uma menina muito legal para andar com ele. Mas penso que ela não precise da minha ajuda para se defender. Ela demonstrou muito bem isso quando me conheceu.

Fui para minha sala e o Rick já estava lá. Eu estava ansioso, queria contar a ele sobre a Andy e descobrir mais sobre ela.

– Cara, você perdeu a Melissa levando o maior tombo na escada! – Rick era um cara legal, mas tinha mania de falar dos outros.

– E você tá rindo disso? – perguntei incrédulo. Era muito fácil faze-lo rir. Mas rir de outras pessoas era muito ruim.

– Você e sua mania de dar lições de moral, sempre o certinho!- e riu da careta que eu fiz para ele.

– Eu preciso falar com você sobre um assunto importante- falei

– Então fala. — disse ele pegando uma barra de cereais na mochila.

– Não aqui né! Na hora do intervalo. – respondi.

Parece que quando você quer que as horas passem rápido elas resolvem passar mais devagar do que nunca. Pela primeira vez na minha vida escolar eu não estava prestando atenção nas aulas, e como se eu estivesse em um universo paralelo. E como se tivéssemos algum tipo de força inexplicável me ligando aquela garota. Eu nunca me sentira assim antes. Quando tocou o sinal para o intervalo eu dei um pulo da cadeira e fui correndo para o refeitório procurar o Rick que a essa altura já tinha saído correndo da sala. Precisava falar com ele sobre a Andy urgente. Ele estava, como sempre, já sentado devorando sua lasanha na nossa mesa habitual, no fundo do refeitório.

Eu me dirigi apressadamente para a nossa mesa. Aí aconteceu uma coisa que ninguém esperava e quer que aconteça em um refeitório grande cheio de adolescentes, principalmente se você é um. Eu tropecei em alguma coisa e levei o maior tombo. Todos começaram a rir. Quando me levantei, e peguei meus óculos que caíram no chão com o tombo vi quem estava ao meu lado. Andy.

– Tudo bem com você? – perguntou ela.

– Tudo- respondi. Eu sabia que devia estar parecendo um pimentão de tanta vergonha. Todos estavam olhando.

Ela fez algo que ninguém esperava. Começou a me defender.

– Por que vocês estão rindo dele? Vocês nunca caíram não? E outra, ele não caiu sem motivo. Você colocou o pé para ele cair não é zack?- e olhou com um olhar feroz para o garoto que fazia parte da turma do Bill.

– Você têm sérios problemas, seu babaca! – gritou para ele.

De repente ela pegou o copo dela, que ainda estava com suco e jogou na cara dele.

–Isso é para você aprender a não me irritar, como fez hoje de na sala e a não derrubar os outros! – e saiu do refeitório furiosa.

Ninguém falou nada. Todos estavam perplexos. Ninguém responde aos bad boys e aquela garota nova os enfrentou na frente de todos! Ela jogou suco de uva na cara do Zack Kroger!

Eu me virei e sai do refeitório o mais rápido que pude! Um dos motivos foi porque eu queria falar com a Andy e agradece-la, o outro é porque zack iria se dar conta do que acontecera e iria descontar em mim.

Quando eu estava no corredor das salas eu a encontrei. Só que ela não estava sozinha. Ben Hanks estava conversando com ela, e ela estava falando algo para ele. Eu me virei e sai rapidinho para não ser visto por eles. Parece que ela já tinha um “amigo” para conversar.

Quando estava voltando para o refeitório ver o que acontecera alguém me puxou para trás.

– Cara, quem era aquela gata?! – perguntou o Rick me encarando incrédulo.

– Olha como fala! Ela tem nome!- disse já irritado. Não gosto quando o Rick fala assim, e eu vou admitir: incomodou-me ele falar dela daquele jeito e com aquele olhar que ele só faz para a Mag. A patricinha da escola.

– Ui!! Parece que alguém está apaixonado!- disse fazendo uma voz fininha e cara de espanto.

– Cara, para com isso! Eu nem a conheço direito!- respondi enrubescendo.

– A, fala sério Drew! Ela tá tão na sua!- falou ele.

– Você precisa parar com isso!- e saí andando rápido.

– Você se irrita muito fácil Drew! Desculpa! – disse-me ele correndo para me alcançar.

– Agora, falando sério! Quem é ela?- perguntou ele com curiosidade.

– Ela se chama Andy e é nova na cidade. Só isso que eu sei sobre ela até então.

– Parece que ela já conhece todo mundo! Mas ela é muito bonita para ser daqui. Ela venceu a mag. – falou Rick.

– Pelo visto você é que está apaixonado!- falei brincando.

– Não. Eu não sou assim. Mas por que ela te defendeu?- perguntou-me.

– Não sei. Só tive aula com ela uma vez e não sei nada sobre ela, exceto que ela é nova e gosta de desenhar e escrever.

– Como você sabe disso se nem conversou com ela?

– Eu vi de relance o caderno dela na aula de historia. — respondi desviando o olhar. Na real eu estava era encarando ela a aula inteira.

– Bem, agora eu entendi! O que você queria conversar comigo antes? Era sobra ela?- quando ele me perguntou isso, o sinal tocou.

– Acho que temos que ir para a sala. Vamos logo. — falei começando a perceber uma coisa.

– Vamos. — Rick disse entrando na sala. Eu nem percebera, mas durante nossa conversa tínhamos dado a volta pela escola e ido parar na sala em que devíamos estar. Eu estava muito distraído naquele dia.

Bem, o resto do dia passou rápido e eu procurei me esconder do zack e de seus amigos. Não vi mais a Andy. Ou pelo menos era o que eu pensava.

Na hora de voltar para casa eu lembrei que minha mãe viria me buscar. Eu tinha que ir ao médico. Despedi-me do Rick e fiquei na outra rua esperando minha mãe. Não queria ser incomodado por ninguém.

Eu peguei meu exemplar de “o jardim secreto” na minha mochila para ler enquanto minha mãe não chegava. Ela me mandou uma mensagem pelo celular dizendo que se atrasaria, pois estava na fila do mercado.

Sentei-me em um banquinho que tinha do lado de uma arvore imensa e me isolei do mundo junto com Mary Lennox e suas descobertas.

– Oi de novo! – falou a Andy sentando do meu lado no banco. Eu nem a ouvira chegar, tanto que dei um pulo de susto quando ela falou. Eu vou para um universo completamente diferente quando estou lendo.

– Desculpe, eu te assustei. Você tá legal?- perguntou-me ela.

– Você já reparou que você só me pergunta isso e eu nem te conheço?! – respondi fechando bruscamente o livro. Eu estava irritado com ela ainda. Eu não gostei de saber que ela estava falando com o Ben. Ele não era boa companhia.

– E você já reparou que você sempre está distraído e não olha ao seu redor?!- respondeu ela com ironia, fazendo um sorriso sarcástico.

– O que você quer? Onde tá seu “amiguinho”?- perguntei com a mesma ironia.

– Que amigo? Se você não percebeu, sou nova aqui. — respondeu-me com simplicidade e uma inocência falsa. Nem parecia que ela tinha jogado suco na cara do zack hoje de manhã. Quem ouvisse aquilo pensaria que ela falava a verdade.

– Não finja que não sabe do que estou falando. Eu vi você e o Ben hoje. Parece que você já o conhece muito bem não é? Pelo visto você mentiu para mim.

– Sobre o que? E eu não te devo explicações, eu nem te conheço e você também não me conhece. Nem sou sua amiga. Aliás, você me deve agradecimentos pelo que fiz por você hoje.

– Eu não lhe devo nada! Não pedi para você fazer aquilo! Afinal, por que você me defendeu?- perguntei. Já estava mais do que na hora dela me responder isso.

– Como eu disse: “não te devo explicações sobre minhas ações!”- disse e se levantou.

– Você é maluca?!- falei pra lá de irritado. Eu estava gritando.

– Talvez eu seja. Mas não vou te responder. Eu só queria conversar com você! Mas pelo visto você é que é o maluco por aqui. — falou me lançando um olhar muito bravo e seguiu andando sem olhar para trás. Ela tinha se irritado comigo.

Peguei minha mochila e guardei meu livro. Não consegui entender o motivo pelo qual tínhamos brigado. Eu não a conhecia, mas era como se ela já fosse minha amiga. Já até brigamos sem motivo algum. Eu não deveria ter tratado ela daquela maneira, mesmo ela merecendo. Ela queria ser minha amiga, por isso foi conversar comigo.

– Filho, já estamos atrasados! Vamos!- ouvi minha mãe gritar do carro que havia parado ao meu lado de repente.

– Oi mãe! Você chegou rápido- falei surpreso. Não havia reparado que ela tinha chegado até ela falar. Aquele definitivamente era o dia em que eu estava mais distraído.

Entrei no carro e durante o percurso eu só pensava na discussão. No dia seguinte iria fazer algo que nunca fiz por alguém antes.

Notas finais
Deixem comentários galera! estamos curiosas para saber a opinião de vcs! até mais pessoal!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.