The Founders
1 Prólogo
Notas iniciais
Grã-Bretanha; anos antes da fundação:
– Vamos querida, aponte a varinha e diga: Lumos! – disse a mulher
– Lumos! – berrou a garota, uma pequena luz se formou na ponta de sua varinha
– Viu? Eu havia dito que iria conseguir
– Mas eu sempre soube este, é um feitiço simples como todos os outros. A senhora havia me prometido que desta vez seriam aqueles que eu li no grande livro – disse a garota com um olhar intimidador
– Rowena, minha querida – a mulher disse calmamente – Você tem apenas doze anos, acho até que já sabe mais feitiços do que eu na sua idade, eu deixo você ler o livro, mas, muitas daquelas magias ainda não são apropriadas, com o tempo você vai se tornar uma grande bruxa, tenho a mais pura certeza, mas, por enquanto – a mulher levantou-se – pratique
Rowena já havia pego o livro e empunhado a varinha quando sua mãe voltou-se a ela novamente :
– Querida, não precisa praticar agora
– Mas eu gosto de praticar – respondeu rindo
– Saia um pouco
– Para onde eu iria? Posso ficar aqui e praticar, é divertido!
– A bonita Ravenclaw das ravinas... – a mulher saiu cantarolando
Não havia uma única vez em que a mulher saísse do pequeno quarto sem cantarolar as seguintes palavras, poderia ser um costume, algo passado por gerações, mas, Rowena não saberia informar, ela nem ao menos sabia o resto da musica e certamente a mãe também não saberia.
***
Quatro anos depois; anos antes da fundação:
– Salazar, o que estais a fazer?
– Fique quieto Gryffindor – disse o garoto ainda encarando a pequena cobra
– Deixe de ser burro, apenas lance uma azaração nela e poderemos voltar ao vilarejo
– Mas estamos perdidos
– Com ou sem esta cobra ainda estaremos perdidos – Godric falou desgrenhando ainda mais as madeixas marrons
– Apenas fique quieto – respondeu, fazendo Godric finalmente calar-se –*xanash suhashausash esh sheshoshshiesh– Salazar começou a chiar, e a cobra virou-se, começando rastejar por entre as enormes árvores – Vamos Gryffindor
– Por Merlin! O que fizeste?
– Alguns antepassados meus eram ofidioglotas, alguns membros da minha família herdaram o dom
– E como sabia que também tinha herdado?
– Não sabia
Seguiram a cobra, adentrando ainda mais na floresta, o animal os levou até uma clareira e de lá eles puderam ver o caminho por onde haviam entrado. Estava escurecendo e sombras começavam a brotar por todos os lados, estava tudo silencioso até Godric começar a cantarolar:
– o Astuto Slytherin dos Brejais...
– Pare com isso Gryffindor, sua mãe também cantava para você quando era pequeno
– Por isso mesmo – sorriu — o Valente Gryffindor das Charnecas... – começou
– Pare! Não somos mais duas crianças
– O que há de errado em cantar Slytherin ?
– É desprezível – exclamou – não vou à tabernas por que lá existem tolos que insistem em cantar
– Não acho desprezível – uma voz soou por entre as árvores fazendo com que os dois jovens empunhassem rapidamente as varinhas
– Quem está aí? – gritaram os dois em uníssono
Uma jovem saiu de trás de uma árvore, os olhos azuis tomando um tom de cinza sob a luz da lua. Ela estava fitando-os com um sorriso de orelha a orelha.
– Me chamo Rowena. E quem seriam o Astuto Slytherin e o Valente Gryffindor ? – perguntou ainda rindo
– Eu sou o Gryffindor, Godric Gryffindor e aquele é Salazar Slytherin – disse apontando para o amigo
– Perdoem-me por tê-los assustado
– Não posso falar por Godric, mas não me assustei –disse Salazar inflando o peito – O que estais fazendo aqui ? Que dizer, a essa hora?
– Sempre venho aqui ao anoitecer
– Muitos evitam vir à floresta proibida pela noite- disse Salazar
– Perdão, floresta proibida?
– É como chamam esta floresta, há lendas que dizem que aqui é o lar de muitas criaturas, algumas boas outras más, e alguns fantasmas
– Fique quieto Salazar, assim você vai deixa-la assustada – Godric voltou-se para Rowena – São só lendas
– Não estou assustada – disse rindo – sabe, não vejo o por quê de ter medo dos fantasmas, eles já foram pessoas um dia, apenas tiveram um triste fim
– Bem, então vamos indo, espero nos encontrarmos de novo – disse Godric
– Igualmente – respondeu Rowena
***
Um ano depois; anos antes da fundação:
Helga andava calmamente por sobre as claras águas de um lago ao qual não conhecia, ela não conhecia absolutamente nada daquele lugar, chegara à Rômenea na tarde anterior àquela e só naquele momento tivera tempo para rondar as vilas ou até mesmo ficar andando naquelas belas águas.
Hufflepuff levantou a cabeça no momento exato para ver ao longe um enorme dragão dormindo sobre algumas pedras. Surpresa ela começou a correr na direção da criatura.
Chegando lá, notou que não eram pedras que estavam sob o dragão, eram ovos, grandes ovos púrpura como as escamas deste. Helga estava realmente impressionada com aquilo e não percebeu quando os enormes olhos se abriram.
O dragão levantou-se e foi em sua direção, em uma fração de segundos lançou-a ao ar com a calda. Helga atingiu o chão com um barulho de algo quebrando, ela queria levantar-se, mas a dor em seu braço era tremenda, sua visão estava turva e escurecendo, porém ela ainda podia ver o dragão vindo em sua direção.
Duas horas, vinte minutos ou apenas um segundo. Ela não sabia. Não sabia quanto tempo tinha se passado até acordar, a cabeça mesmo que estivesse sobre alguns panos, estava desconfortável e dolorida , aliás, todo o seu corpo estava dolorido, principalmente o braço, este estava latejando, e ao olhar para ele, viu que estava enfaixado.
Levantou-se rapidamente e olhou em volta, ainda estava perto do lago, mas o dragão já não estava mais lá, muito menos os ovos.
– Finalmente acordou, lembra-se de algo? Bateu forte com a cabeça – disse um voz atrás dela.
Ela virou-se, lá estava um rapaz que aparentava ter a mesma idade que a dela, dezessete anos, seus cabelos castanhos aparentavam ter um tom de ruivo, a barba por fazer, belos olhos escuros e um sorriso contagiante.
– Quem é você? – perguntou
– Meu nome é Godric Gryffindor – disse – E o seu jovem donzela?
– Sou Helga Hufflepuff – disse com as faces tomando um tom de vermelho – Não lembro exatamente o que aconteceu
– Não esperava que lembrasse. Também não sei ao certo o que aconteceu, quando cheguei você estava caída, um **Dorso-Cristado Norueguês estava indo em sua direção.
– Você o matou?
– Dragões são extremamente difíceis de matar. E aquela era uma fêmea, são mais agressivas do que os machos – ele riu- Eu apenas a espantei e então tentei fazer o possível com suas feridas, mas não sou nenhum curandeiro, desculpe-me
– Porque está se desculpando? Você me salvou!
– Não podia deixar uma moça tão meiga em perigo – ao ouvir estas palavras ela rapidamente lembrou-se do que sua mãe cantava para ela, “Meiga Hufflepuff das Planícies...”
– Muito obrigada
– Disponha – ele pensou um pouco — Draco Dormiens Nunquam Titillandus
– Nunca cutuque um dragão adormecido – Ela traduziu rindo
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