The Forgotten Child
1 Capítulo 1 - Uma nova aventura começa
Notas iniciais
As características e a casa de Elizabeth são os meus dados do Pottermore.
"Ás vezes o que menos esperamos pode nos trazer a maior alegria do mundo. Ás vezes o amor vem de lugares inesperados, de pessoas inesperadas."
Ela mal conheceu seu pai, sua mãe morrera em seu parto. Foi parar em um orfanato com pouco mais de um ano, sua família adotiva era boa com os filhos mais novos e de sangue, não com ela. Quando se irritavam costumavam deixa-la de castigo trancafiada em seu quarto, ou davam-lhe uma boa surra. A pobre garota pedia todas as noites para que o milagre de seu pai – embora sumido e desconhecido – voltasse e a salvasse deles.
Isso obviamente nunca aconteceu, mas seu desejo era o que a mantinha sã.
Elizabeth Grant era a empregada da casa desde que os seus irmãos – filhos de sangue do casal que a adotou- nasceram, mesmo com a pouca idade que tinha já tivera que aprender a cuidar da casa.
E com onze anos, a surpresa: A garota recebera uma carta peculiar. Uma carta de uma certa Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
“Sempre soube que era anormal” Foi o que ouviu de John, seu pai. Nenhum dos dois soube muito bem o que fazer com a criança, mas quando rasgaram a carta para que Elizabeth não lesse, outra carta apareceu em seu correio.
Com as instruções dadas a eles, levaram a garota comprar seus materiais em um tal de Beco Diagonal, não sabiam muito bem o que estavam fazendo, mas foram direto comprar, imagine bem se iriam deixar mais gente “anormal” entrar em sua casa para buscar sua filha caso não fizessem o que lhes fora instruído, tinham medo, muito medo disso.
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Já no Beco Diagonal foram comprando as coisas que a garotinha precisaria para seu primeiro ano em Hogwarts, penas, caldeirão, livros, uniforme... Faltava apenas seu bichinho e sua varinha.
Escolheu uma bela coruja-das-neves como nova companheira de aventuras e enfim se dirigiram até a Olivaras comprar sua varinha.
Testou algumas varinhas até que uma lhe chamou atenção, era sua varinha, era a varinha que a tinha escolhido, que estava destinada a ela. Uma varinha de carvalho Inglês, núcleo de coração de dragão, trinta e três centímetros, levemente flexível.
A garota estava muito feliz por ter conseguido o que precisava, percebendo que seus dias naquela casa onde sabia que não era bem vinda estavam acabando.
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Os dias passaram surpreendentemente rápidos para Elizabeth, e quando ela menos esperava, chegou a hora.
Levaram-na para a estação King’s Croos e a largaram perto da plataforma 10, ela que se virasse. Foi aí que chegaram umas pessoas ruivas que pareciam meio apressadas, a menina olhou curiosa, esquecendo-se que precisava procurar a plataforma 9 ¾. Havia ali também, mais um garoto perdido que aparentava ter sua idade, ele tinha um óculos redondo no rosto, roupas muito maiores que seu corpo e parecia também estar perdido.
— Oi. – A mocinha morena cutucou um dos garotos ruivos. – Com licença, saberia me dizer onde fica a plataforma 9 ¾?
— Estamos indo para lá agora mesmo. – Foi o que um dos gêmeos mais velhos respondeu-a.
— Oh, é sua primeira vez também? É a primeira vez de Rony e Harry também, venha conosco.
A garota seguiu-os e observou enquanto os gêmeos correram primeiro, logo depois Harry e Rony, aí foi sua vez, tomou o conselho que Molly lhe deu e fechou os olhos no meio do caminho, achando que provavelmente iria bater na parede. Aí veio a surpresa: se viu em outro local, muito parecido, mas cheio de crianças com seus pais e corujas ou gatos.
Elizabeth encarou tudo aquilo maravilhada e então seguiu Harry e Rony até o trem para embarcarem.
— Posso me sentar com vocês? Não conheço mais ninguém. – Pediu quase em um sussurro.
— Claro. Senta aí! – O moreno e o ruivo falaram juntos.
Elizabeth se sentou perto dos dois e os observou por um tempo.
— Sou Elizabeth Grant, prazer em conhecê-los. – Ofereceu a mão para os dois educadamente.
— Sou Rony Weasley. – O garotinho ruivo apertou-lhe a mão.
— Harry. Harry Potter. – Para Elizabeth era algo normal, apenas mais um nome, mas aparentemente não para Rony, já que o garoto arregalou os olhos no mesmo instante.
Momentos depois, o garoto moreno levantou a franja, mostrando uma cicatriz em forma de raio. Claro que Elizabeth não entendeu, mas também não procurou muito entender, já que se perdeu em pensamentos e só voltou para o ‘mundo real’ quando uma garota apareceu perguntando se alguém viu um sapo perdido.
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Chegou a hora do sorteio das casas, Elizabeth não sabia realmente o que estava sentindo, mas sabia que estava muito nervosa, procurou se acalmar enquanto seus novos amigos estavam sendo sorteados.
Sua hora chegou e ela foi sentar no banquinho enquanto tentava se acalmar, o chapéu cobriu-lhe os olhos e uma voz começou a falar, uma voz estranha que parecia vir de dentro do chapéu, e de repente o grito “GRIFINÓRIA”. O salão rugiu em aplausos e ela se dirigiu até a mesa de seus novos colegas de casa.
Harry e Rony foram para Grifinória, a garota, Hermione, que perguntou sobre o sapo no trem também foi para Grifinória. Tinha aquele garoto loiro, Draco Malfoy, que foi para Sonserina, ela não entendeu muito bem, mas sabia que nada de bom poderia sair de Sonserina se Draco fora sorteado para a mesma.
No meio do banquete conversaram sobre vários assuntos, incluindo a família, o que a deixava entristecida. E um dos gêmeos Weasley percebeu isso.
— Grant, você fica muito pra baixo quando falamos em família. – Disse George.
— É, pode abrir o bico. Todo mundo já falou. – Dessa vez foi Fred.
— Ah, eu fui adotada. Meus ‘pais’ achavam que não poderiam ter filhos e aí me adotaram. – A garota sorriu fracamente. – Quando eles perceberam que poderiam sim ter filhos, minha mãe engravidou, e aí eu comecei a ser jogada para escanteio, cada vez mais conforme meus dois irmãos cresciam. Eles me deixaram bem claro que não sou bem-vinda com eles, mas como não vão me devolver, eu tenho que sobreviver como posso. — Seus novos amigos a olharam com certa pena, a garota sofria quase tanto, ou tanto, quanto Harry.
Se concentrando no resto do banquete, Elizabeth ignorou qualquer olhar de pena lançado a ela e se dedicou a comer e ouvir o que o garoto Neville Longbottom contava sobre sua vida com sua avó.
Notas finais
Qualquer erro me informem que eu arrumo.
♥
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