Notas iniciais
Oioi leitores lindos! Aqui é a Letícia. Bom, a Lais que escreveu esse capitulo, mas ela não conseguiu postar, então aqui estou eu! Espero que gostem!!

POV Nico

A vagem demorou bastante. Já estávamos quase chegando quando Emily acordou. Melissa tinha ido ao banheiro um pouco antes, o que me deixou tranquilo. Eu tinha gostado da nossa conversa. Pena que a Emily não ou…

— Acordou, Bonitinha? – Perguntei enquanto ela se sentava direito.

— Eu? Bonitinha?

— Tem razão. Acordou, Linda? Maravilhosa. Gata. Fofa. Irresistível. Perfeita…

— Ai, como você é fofo! E sim eu acordei, se não, não estaria conversando com meu namorado lindo. – Ela passou os braços por meu pescoço e me beijou.

Nos separamos ofegantes. Aquilo era bom…

— Me desculpa por aquilo. – Ela pediu sem jeito. Como ela fica linda sem jeito! – Eu tenho que confiar em você. E eu ou…

— Você confia em mim? — Eu a interrompi.

— Sim. Só senti ciúmes.

— Tudo bem. Eu também sentiria. – Eu respondi dando um selinho nela logo em seguida.

— Então… Esta contando as horas do nosso namoro? – Ela ergueu as sobrancelhas. Corei na mesma hora.

— Você ouviu a nossa conversa? – Perguntei perplexo. — Eu devia saber...

Ela parou de sorrir e ficou seria, com a expressão preocupada.

— Desculpe, eu não estava dormindo… Foi inevitável. – Ela disse apressadamente.

— Tudo bem. – Eu respondi. – Foi bom você ter ouvido. Pelo menos ainda tenho uma namorada.

— Ah, que bom que levou de boa o fato de eu estar ouvindo seu desabafo mais intimo com uma menina que você acaba de conhecer e que foi motivo da nossa primeira briga! – Ela riu.

— Errado. O motivo da nossa primeira briga foi sua insegurança infantil e seu ciúme sem cabimento.

— Não precisa jogar na cara!

— Oi Casalsinho feliz que minha mamãe ama! – Melissa entrou saltitante na cabine. – Vamos? Já chegamos e não quero perder tempo. Quero voltar logo para o Acampamento.

— É vamos. – Emily se levantou sorrindo. Meu mundo cai quando ela sorri.

Pegamos nossas mochilas e fomos para fora do trem.

— Onde vamos ficar? – Perguntei.

— Precisamos achar o Beck. – Melissa disse. – Temos que ir para perto do esconderijo antigo dos deuses. Onde ele foi buscar o Espelho.

— Por que antigo? – Perguntou Emily.

— Eles se mudaram para o Leste, amor. Lembra? Agatha e Jake foram pra lá! – Eu falei impaciente.

— Ah é. – Ela arregalou os olhos e assentiu. – E alguém sabe onde era esse esconderijo?

— Bem, os meninos que foram na missão com ele me deram isso. – Melissa me entregou um papel com um endereço. – Ele não deve estar a mais de uns seis quilômetros de lá.

— Para uma filha de Afrodite até que você é bem inteligente. – Comentou Emily. Eu ri com seu comentario e a abracei por trás.

— É por isso que minha mãe não gosta de mim. – Melissa sussurrou como se não quisesse que Afrodite escutasse.

Mas ela escutou. E um relâmpago cortou o céu limpo. Melissa abriu a boca pra falar algo quando arregalou os olhos e apontou para algo atrás de mim.

— Tem um monstro atrás de mim, não é? – Perguntei.

— Exato. – Ela respondeu.

Emily pegou seu arco e eu peguei Stygian.

— E lá vamos nós… — Falei dramaticamente.

POV Agatha

Infelizmente tivemos que ir de trem para o leste. Quíron disse que era para irmos para Pensilvânia. Tinha sido uma dica dos deuses. Deuses… Isso me lembra de Afrodite, o que me faz lembrar de Éris, e isso me faz lembrar de André e de que eu quase morri por culpa desse filho de Éris. E pior que o Jake vai deixar isso interferir na missão se ele souber… E é muito desagradável ter André me olhando daquela forma… Sei lá que forma.

- Podíamos ir de avião. – Eu disse.

- Primeiro: Nem eu nem André podemos entrar em um avião. Por causa de Zeus. Segundo: O Condado de Bradford não é pra ir de avião. – Disse Jake.

- Então vamos logo. – Eu saí andando e atravessei a rua indo para a estação.

- É melhor parar de olhar pra ela se não quiser conhecer Hades. – Eu ouvi Jake dizer. Não evitei um sorriso embora estivesse nervosa.

- Vamos ver se ela vai querer que eu pare de olhar pra ela. – André disse com aquele seu jeito desprezível.

Fui andando mais rápido, mas os dois tinham passos longos.

- Pois é. Vamos ver. – A voz de Jake não era lá num tom muito… Bom. Ele estava nervoso. Não precisava olhar pra ele pra saber.

Desci a escada da estação e fui comprar as passagens. Consegui pegar um trem que sairia em vinte ou trinta minutos. Olhei ao redor e vi André sentado em um banco.

- Onde esta o Jake? – Perguntei ríspida.

- Devia tomar conta do que é seu. Se é que ele é seu. – Ele levantou o olhar e me encarou. Quando isso acontece a única coisa que me lembro é desse nojento me agarrando.

- Não. Talvez não seja. Não me importo.

- Pois eu me importo. A culpa foi minha. Quer dizer… Foi sua. Se você não tivesse me dito não, não teria praticamente morrido e conhecido ele.

Esse garoto ta queredno me confundir...

- Se não tivesse agido daquela forma idiota e nojenta ele não teria me salvado. A culpa de estarmos juntos foi sua.

- Você acha que estão… Namorando? – Ele riu. – Olha, não é por que quero que você seja minha, mas, ele vai fazer com você o que fez com todas as outras que ele ficou no Acampamento. Até minha irmã sofreu por ele. Comigo, você não sofreria em nenhum segundo.

- Toda vez que olho pra você é uma tortura.

- Basta você me dar uma chance.

- Você quer piedade, não amor.

- Interrompo?

A voz de Jake soou em meus ouvidos e eu me tranquilizei. Quem sabe não estava fazendo tempestade em copo d’agua.

-Claro que não. – Eu disse.

Jake olhou André que apenas sorriu pra mim. Jake passou o braço por minha cintura e fomos andando até o trem. Aquela seria uma viagem ligeiramente longa.

Notas finais
O que acharam? Reviews? recomendações? São bem importantes! O próximo sou eu! Beijinhos!