The Forbidden Romance

17 Conhecendo um jardim e uma irmã morta


Notas iniciais
Oioi leitores lindos! Aqui é a Letícia. Como prometido, aqui esta o capitulo. Espero que gostem.

POV Emily

Minha mãe me levou, leia-se arrastou pelos cabelos, até o seu jardim. Eu disse para ela que eu iria, mas ela queria ter certeza que eu não iria desistir e correria para o Nico na metade do caminho.

Quando chegamos ao jardim minha boca abriu em um perfeito O. O jardim era gigante, tinha umas 1000 espécies de flores e plantas, algumas eu conhecia, outras eu tinha certeza que eram desconhecidas pelos mortais.

Apesar de ser o Mundo Inferior, só no jardim, um sol de mentira brilhava no céu, para as plantas não morrerem. Vários cheiros maravilhosos de flores se misturavam no ar, me fazendo inspirar fundo para poder adivinhas as plantas: tinham rosas, hibiscos, margaridas, violetas, tulipas e várias outras.

As plantas pareciam ter vida, pois quanto mais perto eu chegava delas, mais brilhantes elas ficavam. Uma margarida, minha flor predileta, estava morrendo, cheguei perto dela e a toquei. Ela ficou mais brilhante e pareceu ganhar vida, sem precisar de água ou luz, apenas com o meu toque.

-É incrível! – eu disse.

-É o meu cantinho particular, aqui é o único lugar em que eu posso relaxar e fazer o que eu gosto. — minha mãe disse.

-Com esse jardim, até eu morava no Mundo Inferior.

A expressão da minha mãe mudou de felicidade para raiva.

-Nem pense em fazer isso, querida. Esse jardim é incrível, só que eu posso te dar outro igual, você pode criar outro jardim se quiser. Mas aqui você não fica.

-Eu estava brincando! – eu disse.

-Tudo bem. – ela disse suspirando. – Sobre o que quer falar?

-Qualquer coisa. – eu disse.

-Me conte sobre o Nico.

-Vamos falar sobre outra coisa?

-Mas você disse qualquer coisa...

-Pois é, eu estava enganada. – eu disse.

-Vamos falar sobre sua irmã.

-Agatha? Ela não é minha irmã de verdade.

-Filha, não precisa ser de sangue para ser irmã.

Eu suspirei.

-Agatha é incrível. Eu confio muito nela!

-Fico feliz por isso – minha mãe disse. – E o que está achando do acampamento?

-Eu estou lá faz pouco tempo, mas eu estou amando! Eu sinto que lá é o meu lugar. Todos são tão parecidos e ao mesmo tempo tão diferentes de mim...

-Você quer voltar?

-Sim.

-Não está gostando daqui?

-Claro que estou. Pretendo vir aqui toda vez que o Nico vier. Mas o acampamento que é a minha casa.

-Entendi. – minha mãe disse – Que bom que esta gostando.

Ficamos conversando sobre varias outras coisas, enquanto eu e ela arrumávamos as plantas. Foi uma manhã de mãe e filha juntas, uma manhã que eu nunca vou esquecer.

Depois de passar a manhã inteira com minha mãe e almoçar, fui para meu quarto arrumar minhas coisas. Ouvi alguém bater na porta e mandei entrar.

-Está ocupada? – era Nico.

-Não – eu disse – Pode entrar.

-Nossa. Seu quarto é bem maior que o meu.

Eu ri.

-Fazer o que? Eles me preferem.

-Verdade. Meu pai gosta de você, e sua mãe também – isso é meio obvio, eu pensei – Já eu, apenas meu pai gosta de mim. Sua mãe me odeia.

Eu ri.

-Isso eu percebi. – eu disse.

-Já está arrumando suas coisas? – ele perguntou.

-Pelo que fiquei sabendo nós iríamos embora hoje.

-Sim, mas antes eu quero te apresentar a alguém muito especial.

-Sua irmã?

-Exato.

-Minha mãe disse para eu não conhecê-la.

-Ninguém vai saber. O que acha?

-Tudo bem. – eu disse – Vamos.

Chegamos a um lugar que eu não gostei muito. Lá era cheio de gente morta andando.

-Esse é o Elísio. – Nico disse.

-Se esse é o Elísio, não quero conhecer o Tártaro.

Ele riu.

-É para cá que todos os heróis vão.

Andamos um pouco, até que uma garota de olhos e cabelos negros apareceu na minha frente. Deveria ser a irmã de Nico, porque eles eram idênticos.

-Bianca! – Nico disse.

-Nico! Que saudades! – ela disse. – Quem é essa?

-Essa é Emily, filha de Perséfone e minha amiga.

-Amiga? Finalmente Nico! – ela disse – Parou de andar sozinho.

Nico fingiu não ouvir o comentário.

-Eu queria apresentar ela para você. – ele disse.

-Sou Emily – eu disse. – Não vou apertar sua mão, porque você é um fantasma e eu acho que não dá.

Ela riu.

-Sou Bianca, irmã mais velha de Nico. Não posso apertar sua mão.

-Agora você não é mais velha – Nico disse – Temos a mesma idade.

-Eu sempre vou ser mais velha. É que aqui eu não cresço.

Eu ri.

-É um prazer conhecer você. – ela disse para mim. – Nico sonha muito com você.

Nico corou e eu também.

-É verdade – ela disse – Eu posso entrar nos sonhos dele.

-Já entendemos Bianca – Nico disse.

-Você poderia namorar o Nico, né? – ela disse e eu corei mais ainda. – Ele é sozinho e esse foi o máximo, se não rolar agora não vai rolar nunca.

-Não, obrigada – eu disse – Gosto da minha amizade com ele.

-Quer apostar quanto que vocês vão ficar juntos? – ela disse.

-Bianca! – Nico gritou. – Para!

-Tudo bem! – ela disse colocando as mãos para cima. – Só queria avisar.

-É melhor nós irmos – Nico disse –Tchau Bianca.

-Tchau maninho, fala Oi para o papai.

-Pode deixar. – ele disse.

-Tchau Bianca. – eu disse.

-Tchau Emily, gostei de conhecer você!

-Eu também.

Bianca sumiu em uma fumaça deixando eu e Nico rodeados de gente morta.

-Não liga para ela. – Nico disse.

-Pode deixar.

Peguei na mão de Nico e ele me levou para meu quarto pela viagem pelas sombras.

Notas finais
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