The First Defeat

1 O Último Avanço


Notas iniciais
Bem.. essa é uma das primeiras histórias que eu escrevi a uns tempos mas nunca havia trazido pro Nyah antes. Decidi repostar aqui apenas agora e bem... Vou tentar manter o perfil ativo o máximo possível.

13 de Novembro de 1941…

Labaredas irrompiam de uma fazenda. A visão, que já havia se tornado comum a mim e todos os outros soldados dessa divisão, aumentava nosso desespero e preocupação a cada passo que dávamos, sempre tendo o mesmo pensamento: Onde iremos conseguir comida, água, munição e outros suprimentos para que possamos continuar nosso avanço em nome da Grande Alemanha? A poucos dias, quando enchemos nossos cantis com a água dos poços soviéticos, vimos dezenas, ou até centenas de companheiros caírem mortos em menos de uma semana, e desde Rzhev, parte de nossos Panzers do 4º Exército teve de ficar para trás por falta de combustível e munição para abastecer todas as unidades.

19 de Novembro

O frio está cada vez mais castigador, ontem ao acordar após a noite, vi diversos homens sem vida por conta do frio, uma visão certamente horrível. Irei me lembrar deles quando posicionar a bandeira do Reich em cima do Kremlin.



22 de Novembro

Nossos tanques e canhões de artilharia estão tendo mais problemas, o frio está congelando as correntes, impossibilitando que parte deles dêem partida nos motores, e o pior: obstruindo a boca de nossos canhões! Estamos trabalhando o mais rápido possível para que possamos terminar nossos reparos e conseguirmos acabar com esta laia comunista.



27 de Novembro…

Enfim uma boa notícia! Um de nossos batedores retornou durante o meio da tarde, e com a melhor das visões que poderia ter nessas últimas 2 semanas. “Eu vi as torres douradas do Kremlin! Elas já estão ao nosso alcance!” Dizia o rapaz quase atropelando uma palavra com as seguintes. Que a glória de nosso Füher nos proteja nesse último avanço, iremos derrubar esse maldito país gelado, e em seguida o mundo inteiro!

6 de dezembro

Um de nossos vigias viu um enorme exército de contra-ataque soviético vindo em nossa direção durante o amanhecer, um plano de defesa será executado em alguns minutos, e espero que consigamos ao menos proteger nossos tanques ainda ineficazes.



17 de dezembro

Todas as nossas tentativas de defesas foram suprimidas de maneira arrasadora. No momento contamos apenas com nossa sorte e pernas, deixamos nossos Panzers e alguns equipamentos de artilharia para trás na retirada, e em alguns minutos vamos tentar proteger essa linha de defesa para cobrir a retirada de outros dois batalhões com feridos, e eu só quero dizer… que amo minha família, e que não sei se voltarei para poder comer mais um pedaço de sua maravilhosa torta, Olga, dê um beijo em nossa filha por mim caso eu não retorne, e eu te amo.

O diário é fechado, e o soldado, ou melhor, Sargento Müller, o deixou na mão de um dos companheiros em um dos caminhões que iria sair na retirada, indicando-lhe o que fazer para entregar o pequeno caderno surrado e de capa acinzentada à sua família, junta as pernas e bate a comum continência de seu exército: “Heil Hitler!” O grito já havia se tornado algo comum e costumeiro, entretanto, a maioria, assim como ele, sabia que não voltaria desta batalha, olhando sua esperança se afastar pela estrada coberta de neve em alguns pontos. Müller volta à sua tenda, deixando algumas lágrimas caírem de seus olhos antes de ouvir o grito de Hans, um líder escolhido na reunião de algumas horas antes. “Todos de pé! Os vermelhos estão vindo!” Repetia gritando à toda força enquanto todos se posicionavam em trincheiras ao longo da linha imaginária traçada pelos alemães. Müller, ergue seus olhos de cor azulada até sua arma, uma Karabiner 98K, a pegando junto com alguns suportes de munição que coloca rapidamente em seus bolsos, segurando uma granada tipo 24, abrindo um sorriso enquanto caminhava, carregando sua arma, colocando bala a bala dentro do espaço de munição, movendo o ferrolho para frente, assim, engatilhando a arma.

“Vou levar tantos quanto possível antes que morra nesse maldito inferno gelado.” Pensa enquanto saía da tenda, se posicionando num espaço um pouco mais alto, e acoplando uma mira telescópica na parte superior do equipamento, podendo ter melhor visão do que aguardavam. Oito divisões inteiras de soldados soviéticos se aproximavam a passos firmes, mais ao fundo, era possível ver canhões de artilharia guinchada, assim como alguns lança foguetes e tanques T-34.

—Merda! — Disse o rapaz, pegando uma foto no bolso que ficava em seu peito, vendo uma mulher morena e alta ao seu lado, o loiro então, aproxima a pequena imagem de seus lábios, dando um beijo rápido na mesma antes de a guardar e fazer sua mira em um dos soldados inimigos, disparando precisamente contra seu peitoral, matando-no enquanto via os soldados inimigos se dissiparem como formigas assustadas, agora correndo em direção aos alemães. Mais um disparo, e logo outro caía. No momento seguinte o som de tiros começa a crescer no vale aberto onde se encontravam os dois lados do combate, sendo interrompidos em alguns momentos pelo estrondo forte de granadas, morteiros, e foguetes caindo. Dezenas de gritos de dor e desespero inundavam os ouvidos do loiro, que seguiu atirando o melhor que podia.

Embora os alemães lutassem por suas vidas o melhor que pudessem, os russos avançavam sem parar, os obrigando a recuar de algumas linhas cavadas no chão.

Müller efetua mais um disparo, errando ao atingir uma pedra atrás de um soldado inimigo, o momento seguinte foi como um choque. Um atirador de longa distância soviético o encontrou depois de longos momentos de combate, atirando e atingindo o ombro esquerdo do rapaz, que dá um grito alto de dor, levantando e recuando enquanto corria encosta abaixo com uma das mãos no ombro. —Droga!— Diz mordendo o lábio inferior, sua arma ficou para trás, e a única indicação do caminho para caso sobrevivesse, era uma trilha de sangue fresco que deixara para trás enquanto corria de volta para a encosta, sabendo ser inútil com o rifle na situação que se encontrava. — Klaus! Me deixe usar esta metralhadora. — Grita entrando no emaranhado de linhas sob a terra, logo falando com o moreno de pele clara e cabelos tão escuros como a noite, que ao perceber que o loiro sequer seria capaz de recarregar uma arma menor sozinho, assente, dando-no o espaço para que use a arma montada, o rapaz se vira para agradecer, mas antes que percebesse, o outro já havia deixado o local abaixado, disparando com sua MP-18 na direção dos inimigos. Volta a focar no que havia à sua frente, puxando o gatilho da arma que segurava apenas com a mão, agradecendo mentalmente ao fato de a mesma possuir muita munição por carregador, e mais ainda por estar acoplada ao chão, permitindo que dispare continuamente sem ter uma perda tão grande de sua capacidade de mira. Entretanto, embora os esforços contínuos de toda sua linha de combate, os russos finalmente chegam até as trincheiras de defesa, com tanques parados com a mira em toda a linha, parte dos soldados alemães se rende. Mas não Müller e um pequeno grupo, que se armam com o pouco que tem, lançando algumas granadas e abrindo fogo contra os soviéticos, sendo fuzilados e caindo, o loiro cai para trás sentindo a falta de sangue lhe fazer fraquejar, e ao olhar para baixo, percebe ter sido atingido por dois disparos no tórax, segurando sua Luger P08 enquanto três inimigos se aproximavam com a mira travada em sua direção.

—Heil… Hitler… — Fala com a voz fraca e baixa enquanto levanta a mira da pistola, disparando para o nada sem sequer apresentar risco aos três soldados, que o olhavam. O semblente sério continua um traço de misericórdia e respeito. Baixaram as armas e o do centro se armou com uma pistola.

—Que Deus tenha pena de sua alma, amigo. — Diz um deles em russo, apesar de saber que o soldado alemão nunca entederia suas palavras. Puxou o gatilho em seguida.

Notas finais

Bom, primeiro de tudo eu queria dizer que eu não sou neo-nazi(um dos motivos de tê-la trazido para cá e tirado de onde postei inicialmente foi uma série de pessoas falando esse tipo de coisa até que ameaçaram apagar o meu perfil na rede. Bem... Obrigado por lerem e espero que possamos nos ver mais vezes aqui
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!