The First...
2 Elogios me fazem parecer um rótulo de Coca
Como hoje é sexta e meus pais são feitos de pura maldade, eu fui para aula de manhã, apesar de hoje ser meu aniversário. Acordei com o braço dormente porque de alguma forma ele acabou enganchado entre as minhas pernas e meu irmãozinho lindo, nota-se a ironia, me deu um balde d’água na cara de presente, fato que me fez perder uns quinze minutos do banho caçando ele pela casa com um pote de tinta na mão. Eu sei, sou super madura. Enfim, depois de deixar o Caio com metade do cabelo laranja eu fui me aprontar para aula e tive que escutar minha mãe durante todo o processo me dizendo que eu tinha que parar de me trocar com uma criança de oito anos e blá, blá, blá.. Ahh por favor, queria só ver o que minha mãe iria fazer com o Caio se ela tivesse levado água gelada na cara antes mesmo de acordar ao invés de mim.
Cheguei atrasada e a dona Tereza não queria me deixar entrar, eu feliz e satisfeita estava me virando para ir para casa dormir quando ela falou: “Ahh Olívia... É seu aniversário hoje não é mesmo querida? Entre, entre e considere isso como meu presente”, ou seja, o dia começou bem, só que não, mas ok e como diria meu professor de sociologia: “vida que segue Olívia, vida que segue”.
Como eu estava atrasada, a Dragão, o gentil apelido que eu e as meninas colocamos na nossa professora de química, já tinha começado sua tortura diária. Olhei pela janelinha antes de abrir a porta, a professora Jéssica estava virada para a lousa escrevendo a continuação da matéria de estequiometria da aula passada e as meninas estavam sentadas no nosso canto de cabeça baixa copiando a matéria. O único problema nesse quadro todo é que meu lugar do lado delas estava ocupado e como hoje realmente não era para eu ter levantado da cama, a única carteira vaga era do lado do Bento.
– A senhorita pretende se juntar a nós para assistir a aula ou prefere ir fazer companhia ao seu Escobar na sala dele? – a dragão me perguntou do lado da porta, devo ter me perdido em pensamentos revezando os olhares entre o Bento, a carteira vaga e o meu lugar e esquecendo quem estava aplicando a aula. Aquela mulher só pode ter olhos atrás da cabeça, cruzes.
– Ahh... Eu já... Eu já ia entrar professora – me enrolei na hora da explicação, sentindo o olhar da classe inteira em nós duas.
– Por um acaso precisa de um convite por escrito para entrar senhorita Prado? – ela perguntou erguendo um sobrancelha. Vaca, ops... foi mal vaquinha.
– Não professora, isso não vai ser necessário. Eu só estava pensando em como puxar a carteira vaga sem atrapalhar a aula – falei, inventando uma meia desculpa para estar parada ali, feito um dois de paus.
– O senhor Molinari possui alguma doença contagiosa que não é de conhecimento geral senhorita Prado? – ela perguntou trocando o peso das pernas, me olhando com uma expressão cansada, enquanto eu entrava na sala e o Bento, que até então estava de cabeça baixa, levantou o rosto ao escutar seu sobrenome. Senti minhas bochechas esquentarem quando os olhos dele pararam em mim, que havia parado na frente do quadro sem reação depois da pergunta da professora – Olívia Luff Prado, a senhorita poderia fazer o favor de se sentar para eu poder continuar minha aula? Aquela que a senhorita disse não querer atrapalhar...
–Ahh... Hum eu, me desculpe – concluí, abaixando a cabeça e indo sentar do lado do garoto que é melhor amigo do meu primo desde sempre, enquanto escutava o resto da sala soltar risinhos. A Jéssica fechou a porta com um baque e eu senti meu celular vibrando, pelo menos isso eu tinha lembrado de fazer, passar o celular para o vibrador.
“q merda foi essa?? O.O e pq vc só ta com um brinco na orelha Olívia??” Catarina Alencar para Olívia Luff
E o celular vibrou de novo, resolvi ler logo as mensagens que eu sabia ser das meninas.
“Amiga foi mal, eu tentei guardar seu lugar, mas a dragão falou q na aula dela ninguém vai guardar lugar p fantasma. Ahh essa mulher é mt sem noção!! E aprende a disfarçar sua besta, virar um morango ambulante p um olhar do Bento na frente da sala inteira é burrice. Vira homem mulher kkk meu irmão adora falar essa frase idiota ;P” Analu Zirard para Olívia Luff
Abri minha bolsa, tirei o caderno e o estojo, puxando o celular junto. Sentar no meio da sala é uma sensação muito estranha, mas pelo menos tinha gente suficiente na minha frente para eu mexer no celular sem chamar a atenção da Jéssica.
“E vc acha que eu sei?? O.o essa mulher tem sérios problemas além da minha capacidade de compreensão Catê... Ein, como assim só um brinco?? Ih pior q é kkk nem tinha notado, valeu buniita ;)” Olívia Luff para Catarina Alencar
“Ahh eu já larguei mão, eu só queria n ter saído da cama hj e eu quase consegui se n tivesse sido o peste do meu irmão... mas enfim, EU NÃO FIQUEI VERMELHA POR CAUSA DO BENTO CACETE e só p constar, eu só tinha a sala inteira olhando p mim enquanto a troglodita da Jéssica falava comigo como se fosse a rainha do mundo, ent sim, eu estava vermelha DE RAIVA ¬.¬ e vc devia parar de reproduzir as frases estranhas do Diego kkk elas n fazem sentido Ana... e ent, td certo p hj migs?? *--*” Olívia Luff para Analu Zirard
Quando ia começar a copiar a matéria do quadro o meu celular vibrou de novo, levantei a cabeça e escutei a professora começando a explicação dela: “Então, como vimos aula passada, antes de tudo vocês precisam balancear as equações...” aproveitei que ela estava distraída e peguei meu celular de novo.
– Eu realmente não faria isso se fosse você...
– Ahh!! – gritei de susto colocando a mão no peito.
– Senhorita Prado – a professora gritou olhando na minha direção praticamente espumando pela boca e todas as cabeças se viraram para mim – seria muito complicado me deixar lecionar minha aula sem suas interrupções?
– Desculpe, eu só me assustei com o bichinho... – eu falei.
– Que bicho senhorita? – a dragão me perguntou com o rosto meio verde.
– Aquele que acabou de sair pela janela – eu respondi e a sala inteira explodiu em risos, então eu lembrei que as janelas estavam fechadas porque o ar-condicionado estava ligado, droga!
– Já chega – a professora gritou – se eu ouvir mais um piu seu Olívia, você vai daqui direto para sala do Escobar, estamos estendidas?
– Sim professora – falei. E ela desviou os olhos de mim e voltou a dar sua explicação, só então quando me senti segura, virei minha cabeça para o lado e o energúmeno do meu lado, culpado por tudo isso, estava quase se mijando de rir. Desgraçado. A raiva era tanta que eu dei um chute na canela dele por baixo da cadeira, o que fez ele soltar um grito de dor muito esquisito, diga-se de passagem, alto o suficiente para todo mundo ouvir inclusive a dragão. Fudeu.
– Já chega, para fora senhorita Prado – ela falou me olhando furiosa e indo abrir a porta.
– Mas foi o Bento que gritou dra.. Jéssica – falei cruzando os braços por cima da carteira.
– Então o senhor Molinari vai poder fazer a gentileza de lhe fazer companhia – ela falou mostrando um sorriso falso enquanto minha boca escancarava – FORA... Os dois – ela terminou deixando a porta aberta para a gente passar. Bufei ainda sem acreditar naquela situação, peguei meu celular, escondi no bolso da calça e levantei saindo da sala, sendo seguida pelo imbecil que um dia eu já chamei de amigo.
Saí pelo corredor e olhei no relógio, ainda faltavam trinta e cinco minutos para a aula acabar. Fui em direção do cantinho, um lugar meio escondido em que a coordenação nunca andava que eu e as meninas encontramos uns anos atrás, esperar o tempo passar para eu poder assistir a única aula decente que eu tinha hoje. Queria saber quem foi o filho de uma mulher da vida que montou meu quadro de horários, afinal que tipo de ser sem coração destina uma pessoa a dois horários seguidos com aquilo ainda não identificado que diz estar dando aula de química na minha sala?
– Aonde você pensa que vai garota? Se a dona Jéssica for na sala do Escobar e a gente não tiver lá, nós com toda certeza vamos ta mais ferrados do que agora e isso é alguma coisa... E vê se anda mais devagar, minha canela ainda ta doendo pelo chute que você deu, sua maluca.
– Ahh você ainda está aí – falei olhando para o lado, dando de cara com um garoto alto, de pele bronzeada e cabelos pretos compridos que caem por cima da armação preta quadrada que encobrem pequenos olhos avelã – ela só ta doendo porque você mereceu. E se ta tão preocupado assim vá você pra sala do diretor. Eu vou esperar a campa bater para eu assistir minha aula de história e fazer alguma coisa no dia do meu aniversário valer a pena. Então, meu caro hasta la vista pra osted.
– Eu tinha esquecido o quanto você é teimosa...
– Você não ia embora garoto? – perguntei quando ele ainda andava do meu lado – eu não to lembrando de ter dito que você podia vir comigo
– E eu não me lembro de me importar com o que você diz. E eu não sou idiota a ponto de tomar advertência sozinho, ainda mais por causa de um grito que só aconteceu porque uma pirada me chutou – ele falou revirando os olhos e eu virei à esquerda – será que dá pra ir mais devagar? Você não ta numa maratona pra andar correndo Olívia.
– Desculpa por ser a primeira a ter que te falar isso Bento, mas...
–O que foi?
–Você é idiota – falei dando de ombros – e aquele grito foi estranho, parecia o grito da Sophia, irmã do seu melhor amigo, quando o Caio arrancou a cabeça da Barbie dela – falei rindo.
– Não fala merda, Olívia. E pode ter certeza que o meu grito é bem diferente do da irmã do Felipe – ele falou cruzando os braços.
– Ahh... Eu tenho certeza que sim, o seu é mais fino – falei ainda rindo e me sentando encostada numa parede do cantinho, que era na verdade só um corredor que ninguém usava, e puxando meu celular do bolso.
– Hãn... Que merda você fazendo? – o Bento perguntou ainda parado em pé, me olhando.
– Tentando ler minhas mensagens, coisa que você não me deixou fazer na sala. Isso vai fazer o tempo passar mais rápido – disse dando de ombros.
– Então é aqui que o trio parada dura se esconde? Eu e o Felipe ficamos um tempão procurando vocês outro dia – ele comentou enquanto se sentava, olhando em volta.
“Mas é claro q ta td certo p hj Olí, o Diego vai pegar e buscar a gente e vc e a Cate vão dormir lá em casa, como combinado. Seu pai já ligou lá p casa umas duas vezes hj p ter certeza do q a gente vai fazer kkkk minha mãe me mandou um sms perguntando como vc pode ser normal, a coitada foi enganada kkkk e só p constar seu irmão n é peste. O Caio tem covinhas migs u.u mas mudando de assunto, vc sabe pq ficou vermelha e eu tb.. n digo mais nada u.u” Analu Zirard para Olívia Luff
– Bico calado sobre isso Molinari ou eu dou outro chute na mesma canela – falei desbloqueando meu celular – só faltam mais dezoito minutos. Eu sei que você consegue virar um repolho por esse tempo e agir como um ficando calado...
Revirei os olhos quando terminei de ler e decidi só responder depois de ter lido todas as mensagens. Aproveitei também para aumentar o volume do toque, já que eu estava fora de sala e aquele aparelho vibrando me irritava profundamente, apesar de eu não saber bem o porquê.
“Amiga você ta respirando?? Eu sei q vc ta no cantinho, fica aí mesmo. Eu n acho q a dragão vai na sala do seu E. ver se vcs tão lá. E eu percebi que vc ia chamando ela de dragão na frente dela sua maluca, ta afim de morrer?? O.o mas e aí... o Clark ta com vc?? Kkkk safadinha u.u quero só ver no que isso vai dar kkkk e ent, ansiosa p hj a noite?? O.o” Catarina Alencar para Olívia Luff
“Essa mulher é totalmente desnecessária, sério… ela te mandou sair sem motivo nenhum, acho até q ela percebeu pq n ta com cara q ela vai no Escobar ver se vc ta lá. Vai p cantinho migs e quando ela tiver saído eu te mando msg avisando. E só por curiosidade... pq vc gritou?? Eu fiquei boiando ali, mas enfim... haha eu aposto q vc ta com o C. agora né sua safadenhaaa kkkkk e tb aposto q vc ta ficando vermelha lendo isso enquanto ele ta do seu lado... adoro ser do mal haha e n pense q eu esqueci dona Olívia, mas minha surpresa vai ficar p aula da Paula pq ela sim é uma prof decente... ahh n consigo, PARABÉNS OLÍ-OLÍ *--* considere ganho um ted hug e até daqui a pouco fofura” Analu Zirard para Olívia Luff
– Cara na boa, suas amigas tem sérios problemas...
– Olha quem fala... – virei meu rosto para o lado, com uma resposta bem dada na ponta da língua, mas o que quer que fosse saiu da minha cabeça num sopro. Eu não tinha me dado conta antes, mas, acho que para conseguir ler as minhas mensagens, ele praticamente se debruçou pro lado fazendo com que ele me abraçasse sem a necessidade de usar os braços e justamente por isso o rosto dele estava tão perto do meu que eu podia sentir o cheiro da bala Halls que ele havia colocado na boca à pouco – é... eu... será, será que da pra sair do meu espaço seu cabeça de bagre?
– Como assim seu espaço? Larga de ser prepotente garota – ele falou ainda em cima do meu ombro, aquela queimação no lugar que ele estava encostado me causava um reboliço desconfortável no estômago. Como era possível ele não ter notado? Aquele traste estava quase deitando em cima de mim.
– Meu corpo garoto insuportável, esse é o meu espaço humpf... VAZA de cima de mim sua anta! – gritei depois da cara de wtf que ele fez e só então aquele redemoinho na minha barriga se foi – obrigada, idiota.
– Já saí garota, já saí – ele falou erguendo os braços em sinal de rendição, colocando o corpo um pouco para trás, mas eu pude perceber as bochechas dele ficarem um pouco rosadas – mas diz aí, quem é esse infeliz, que além de se chamar Clark, teve como única opção te pegar? – ele perguntou abrindo um sorriso debochado.
– Eu não vejo o que eu faço como algo que seja da sua conta Molinari e eu realmente não acho que a tia Rose te ensinou a ficar bisbilhotando a conversa dos outros – falei me encostando em outra mureta.
– Mulher de tpm é o cão – ele falou resmungando – como se saber quem ela come realmente me interessasse — ele continuou resmungando enquanto remexia numa pulseira preta que eu não tinha notado que ele tinha no pulso.
– Se eu to de tpm, você ta parecendo uma velha chata resmungando desse jeito. E mesmo que interessasse, minha vida sexual – ou a inexistência dela, eu pensei – iria continuar não sendo da sua conta.
– Humm.. – ele falou levantando o rosto para olhar para mim abrindo um sorriso, no mínimo, safado – então quer dizer que a santa Olívia anda aprontando algo
– Isso. Não. É. Da. Sua. Conta – falei dando um tapa nele a cada palavra e ele começou a rir.
– Calma Luff, não precisa ficar irritadinha desse jeito, seu segredo está a salvo comigo. Só fico me perguntando mesmo o que é que esse cara fez pra conseguir tirar alguma coisa de você – ele falou passando a mão no queixo.
– Ahh seu inútil, para de delirar e vê se larga do meu pé... Clark é o nome de um personagem em quadrinhos sua anta – falei olhando para o celular e me perguntando porque a mensagem da Ana não chegava nunca.
– Desde quando você conhecer HQ? E como é que você ia ta do lado do super-homem? Cara... Suas amigas são realmente malucas – ele falou gargalhando.
– Clark é um apelido que evita que pessoas bisbilhoteiras como você que ficam xeretando a conversa alheia saibam do que a gente ta falando – falei dando a língua para ele.
– Muito maduro isso... – ele falou abrindo um sorriso de canto e ajustando os óculos, então pareceu desistir e os tirou, o colocando pendurado na blusa que usava.
– Isso se chama convivência, meu caro – falei abrindo o riso.
– Gosto mais do seu sorriso assim – ele comentou e o sorriso se fechou – aqueles aparelhos que você usava até meio ano atrás tiravam totalmente a graça e eu apostos que hoje em dia deve ser bem mais fácil te beijar e a pessoa provavelmente não vai sair sangrando se a tentativa der errado – arregalei os olhos e baixei a cabeça, e posso apostar que o meu rosto deve estar mais vermelho que o rótulo da Coca-Cola.
– Eu ainda uso aparelho... – falei tentando mudar de assunto. O Bento nunca tinha tocado no assunto do quase beijo que aconteceu entre a gente na sétima série. Ele só arqueou a sobrancelha a minha declaração – móvel. Só coloco ele quando meus pais tão por perto porque meu pai fica reclamando, dizendo: “Dona Olívia eu espero que quando ver esse sorrisinho de novo a senhorita esteja como aquele aparelho” ou “Olívia Luff Prado aonde a senhorita pensa que vai vestida desse jeito e sem aquela peça de metal que sua mãe me fez pagar... Pode ir trocando esses shorts sem pano e colocando o aparelho mocinha” – ia dar outro exemplo do meu pai falando ou melhor, reclamando, quando o bento explodiu em gargalhadas e se aproximou, engatinhado para onde eu estava sentada, ainda rindo e levantando o dedo indicador e pressionando num vinco na minha testa que eu nem tinha notado que havia se formado.
– Você sabia que faz careta quando está imitando alguém mocinha – ele falou fazendo graça, com o cabelo fazendo sombra nos seus olhos por causa da posição que ele estava, me fazendo rir também – a sua franja também faz uma coisa engraçada – ele falou chegando mais perto, passando a mão pela minha franja, afastando ela da minha testa e descendo a mão pela minha têmpora, passando pela bochecha e parando no encaixe abaixo da mandíbula. O que tornou minha respiração pesada e só acho que ele estava olhando para minha boca do mesmo jeito que eu estava olhando para a dele. Estávamos tão próximos que os pontos dos nossos narizes se encostavam – Olívia, eu sempre – ele começou e eu fechei os olhos – eu...
“Oh my! Feels just like I dont try, Looks so good I might die, All I know is everybody loves me, Get down, Swaying to my onw sound, Flashes in my face now, All I know is everyboby loves me, Everybody loves me”
– Felipe você realmente tem timing – falei jogando a cabeça para trás, encostando na parede. Eu me ajeitei, ficando de pé enquanto escutava o Bento xingando baixinho.
“My days ends best when the sunset gets itself behind, That little lady sitting on the passenger side, It’s much less picturesque without her catching the light, The horizon tries, but it’s just not as kind on the eyes, As Arabella, oh, As Arabella”
– E depois eles dizem que eles não são parecidos humpf... – falei pegando o celular dessa vez para atender a ligação e vendo o aviso de mensagem na parte de cima da tela – Oi Ana. O que foi?
“Nossa amiga... Oi pra você também, eu ein. Só liguei pra avisar que a dragão acabou de sair, vocês já podem voltar. To esperando aqui no corredor.”
– Ahh desculpa Ana.. é que – comecei e olhei para a frente, notando que o garoto na minha frente estava prestando atenção no que eu falava, virei de costas e continuei – ahh, é que daqui a pouco eu te explico. Já to subindo, calma aê Ziraldo – desliguei rindo, ela detesta isso – Então – falei batendo as mãos enquanto virava de frente de novo sem saber para onde olhar – a dra... quer dizer, a professora Jéssica já saiu, a gente já pode ir pra sala – terminei estalando os lábios, o que fez ele olhar para eles e depois baixar o olhar. Ok, já tinha dado de situação embaraçosa, puxei a blusa para baixo e a calça para cima e saí andando dali o mais rápido que consegui sem correr. Resolvi ler a mensagem do Fefo para ver se eu parava com aquela agitação dentro de mim.
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