The Firelink 2
4 Capítulo 4 – Voltando para um presente estranho.
A queda se prolongava por uns bons 5 minutos, até que o garoto começava a sentir seu corpo pairar e de repente estava e solo. Tudo a sua volta era somente escuridão, tirando o fato de haverem algumas pedras de luz espalhadas pela “arena” onde Oberon se encontrava. O local estava fechado em forma redonda, com paredes abissais que não deixavam nada as atravessarem, deixando o lugar com no máximo 30 metros de raio. Escutava alguns passos de um ser bem grande, o que lhe fazia lembrar-se de Gough caminhando ou algo desse tipo. Olhando para a direita do moço, podia se ver Sif do tamanho do garoto, com a espada de Artorias na boca e pronto para uma batalha junto a seu novo “mestre”. A frente de ambos, vindo da escuridão, uma criatura parecida a um ser do tipo macaco, mas este sendo completamente colossal. A mão destra desta criatura segurava um cajado e este braço parecia o normal de um humano. A cabeça deste, cheia de luzes vermelhas e chifres por todas suas costas, parecendo os chifres de um Alce, estas luzes vermelhas poderiam ser os seus olhos. Sua boca cheia de dentes afiados e grandes, capazes de rasgar Oberon no meio com uma única dentada e por surpresa do garoto, o braço esquerdo da criatura era idêntico ao que o havia colocado naquele mundo duas vezes seguidas. Um braço mais comprido com uma mão enorme, tendo em seus dedos ventosas iguais a de um polvo.
– Então foi você que me trouxe para este mundo?! Se eu te matar tudo isso irá acabar, né?! – Oberon estava furioso, finalmente encontrava a criatura que o trouxera ali, talvez seria sua última batalha.
– Sim, eu te trouxe aqui... Mas não se preocupe tudo isso só irá acabar assim que conseguir derrotar Gwyn, O Senhor da Cinza. O que eu duvido acontecer, pois não passará nem daqui! Meu nome é Manus, o senhor do abismo, e eu fui coroado hoje menos, um dos quatro lordes! – A criatura tinha uma voz mixada com mais de 200 pessoas falando simultaneamente.
– Não importa... Eu irei te matar agora mesmo! – Oberon começou a correr na direção da criatura.
Mais uma batalha se iniciava, sendo esta pelo destino de Oberon. A criatura rodava o corpo de todos os jeitos possíveis, atingindo Oberon sem parar com o braço esquerdo, o qual esticava e podiam chegar até mesmo 10 metros de comprimento. Sif corria para a traseira do monstro, criando uma abertura por ali, atacando Manus com a espada e recuando novamente. O macaco se distraia com o golpe de Sif e tentava o agarrar com a canhota, deixando para Oberon uma abertura bem em seu peito, a qual este garoto aproveitava para espetar ali a espada e começar a escalar a criatura com tamanho superior a 5 metros. Manus furioso, não deixaria Oberon o derrotar tão facilmente, o seu cajado na mão destra começou a brilhar e dali saiu magia em cor negra, umas bolas de “luz” negra, que atingiram o escudo de Oberon e o arremessaram para longe. O garoto se posicionando novamente no chão olhava a criatura a sua frente, que voltava a atacar com uma grande velocidade. Socos eram praticamente disparados na direção de Oberon, o qual defendia com o escudo um destes e era arremessado para mais longe, obrigado a desviar os outros cinco. “Veja a Natureza de lutar deste garoto”, Oberon se lembrava das palavras de Artorias, o que lhe dava mais força ainda para lutar, não podia parar por ali. Correndo em S na direção de Manus, golpeando e cancelando todos seus ataques com a própria espada, aplicava cortes em seu braço, o que podia ser fatal pois três destes cortes atingiam diretamente os tendões do braço de Manus. Oberon assim escalava Manus usando o seu braço paralisado no chão. Elevava seu corpo a frente, correndo o mais rápido que conseguia e espetando a espada num dos chifres de Manus, o arrancando completamente. Mas o ataque não ficaria por ali. Espetando a espada no corpo do macaco, começava a rodar a toda velocidade, parecendo assim um pião em madeira enquanto golpeava todo o corpo da criatura deste jeito, rondando todo ele e cortando varias partes deste. Manus já sem metade de sua cabeça, sem o braço canhoto e também sem ambas as pernas, se encontrava deitado no chão, somente com a destra com o cajado brilhando novamente. Subitamente, ao mesmo tempo em que Oberon tocava o chão após um pulo de fuga da queda do monstro, um tremor de terra se iniciava, onde agora do céu caiam pequenas bolas de “luz” negra novamente. Estas bolas não demoravam muito até começarem a aumentar o seu volume, o que faria deste ataque, um ataque suicida da parte do macaco ali deitado, sem mais nada poder fazer. Sif começava a cortar estas bolas de luz, o que resultava, pois as mesmas desapareciam após o corte. Então Oberon, uma vez mais começou a rodar o corpo pelo local e a cortar o máximo destas bolas, até que num momento breve, todas se expandiram e ao mesmo tempo desapareceram, causando uma explosão praticamente invisível a olho nu. Olhando para Manus, estava todo esburacado pelas próprias bolas, seu corpo não era mais reconhecível, enquanto que de seu peito, uma pequena chama saía, a qual voava até Oberon e forçava a sua entrada pela garganta o moço, o fazendo vomitar.
– Como vamos sair daqui agora... – No mesmo momento em que o garoto se perguntava, este começava a levitar e de repente abria os olhos e estava novamente no coliseu.
A sua frente, um túmulo com flores neste, com uma espada fincada atrás da laje. A frente deste pequeno túmulo, Ciaran se encontrava de joelhos, podia se reparar que esta chorava com toda a força que tinha como se tivesse perdido a pessoa mais importante para ela.
– Ciaran... A culpa não foi minha... – Oberon já sabia o motivo e tentava se desculpar.
– Cale a boca... Você veio até aqui para me matar, POR QUE TEVE QUE MATAR ARTORIAS AO INVEZ DE MIM?! – Ciaran começava a gritar enquanto levantava e se virava para o garoto, carregando em ambas as mãos uma lâmina de cada cor. – Me deixe te apresentar as lâminas que o irão matar agora... Senhor Máfia. Em minha destra, Silver Tracer, esta a qual possuí o melhor veneno já existido a face de todos os universos existentes! E na minha canhota, a Gold Tracer, como pode ver é um pouco diferente da outra, esta tem uma cor laranja e dourada... Você verá o que ela faz após este ataque!
Após terminar de falar, Ciaran corria na direção do moço a uma velocidade monstruosa, o alcançando quase no mesmo segundo, que por reação, o garoto posicionava o escudo em frente ao corpo e via a chamada “Gold Tracer” o atravessar como se não existisse ali, obrigando o moço a recuar ao invés de defender. “Maldita, esta coisa é perigosa contra minha armadura...”, Oberon sabia o perigo que corria ali, mas Ciaran não parava por ali, continuava correndo para o moço e cortando com ambas as lâminas sincronizadas em ataques mortais, os quais somente podiam ser desviados. Oberon era golpeado mais de quatro vezes pela gold tracer, tendo a sorte de desviar a tempo da Silver, a qual o mataria num único golpe com aquele veneno.
– Não está tão confiante agora, está? Não consegue nem contra-atacar! Fraco! – Ciaran ria do moço ainda novato como Artorias, o qual começava seu contra-ataque agora.
Sendo agora o garoto a correr na direção de Ciaran, começava a atacar juntamente com esta, com a sua espada tendo 1 metro e 40 de comprimento, muito mais comprida que as lâminas da garota, esta era obrigada a recuar a todo o segundo, até começar também a desviar por baixo dos ataques do moço e o tentar golpear com ambas as lâminas de novo, seguindo estes movimentos com ambos desviando um do outro e contra-atacando, tornando assim esta luta numa luta decisiva e ao mesmo nível de habilidade. A luta durou uns bons minutos, até que finalmente um dos dois sedia. Um último golpe de combo do garoto, tornaria a garota num cadáver, com mais de 4 golpes desferidos com a sua poderosa espada e força monstruosa. Um destes golpes cortava o rosto da moça, destruindo completamente a sua máscara, este golpe não era mortal, mas sim superficial. 2 dos golpes, Ciaran esquivava, enquanto que o último perfurava em cheio a barriga da moça, a fazendo cair de joelhos no chão com a espada fincada nela.
– Eu não acredito que conseguiu... Cumprir o seu trabalho até mesmo neste mundo... – Novamente, o garoto podia ver o rosto pálido da loira, também seus olhos azuis.
– Por que a máfia te tinha como alvo, o que aprontou para isto acontecer? – Oberon perguntava a moça, momento algum sem retirar a espada, mas também não a movendo.
– Eu acidentalmente entrei no prédio 17 da avenida ****** — Novamente o som era barrado ao falar o nome da avenida. – E lá se encontrava o vosso chefe da máfia... Eu escutei uma conversa e então ele quis me matar e eu fugi para um bar... – O que a garota dizia parecia verdade.
– Quem é Gwyn? Eu sei que você o serve. – Oberon faria esta última pergunta, vendo a garota começar a chorar.
– Gwyn é o meu mestre e também o seu Líder da Máfia... Ele é o causador de tudo isto a nós os dois! – A garota começava a chorar e após alguns segundos depois de falar, simplesmente deixava seu corpo cair para trás e morria subitamente, como se fosse um ataque cardíaco.
– Está brincando comigo... Isso é mentira! – Sentia sua voz ficar presa de repente, seu corpo não mais se movia e de repente o garoto caia desmaiado para o lado.
Acordava com o som de vento gélido sendo cortado, sentia um único ponto de calor, uma fogueira a seu lado. Abrindo os olhos, se encontrava em uma montanha cheia de neve ao lado de uma fogueira. A sua frente, os portões abertos de um castelo totalmente em ruínas, sem guarda algum. Adentrando tal castelo, encontrava-se no centro de uma torre já também destruída, onde somente as aves tomavam conta de seus pontos mais altos. Todas as entradas estavam completamente barradas por destroços ou algo do tipo, tirando uma. Não sentia frio algum apesar de tudo estar congelado. Seu único caminho era um corredor à frente, o qual era em ar livre e a porta ali no fundo se encontrava fechada no momento. Oberon caminhava até esta, parando bem em frente, admirando suas escrituras em uma língua antiga, a qual o garoto não entendia.
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