The Fire Tears
2 I've missed my friend...
Notas iniciais
–-- Camilla Stroker ---
Passei os olhos mais uma vez pelo Salão Principal, e nada da Lia; em contrapartida, a diretora também não havia chegado, e o banquete iria demorar mais do que normalmente, assim como a seleção dos alunos do primeiro ano, o que me deixava levemente irritada, já que isso queria dizer que levaria ainda mais tempo para comer.
Mandy me encarou por alguns segundos, e a pergunta muda em meus olhos foi entendida de forma rápida, e respondida com um dar de ombros. Ótimo, então agora não fazíamos idéia de onde estava nossa amiga, eu nem me lembrava de tê-la perdido, mas temos que considerar o fato de que entrei no Salão Principal primeiro, e rumei para a mesa da Lufa-Lufa, enquanto Lia e Amy, teoricamente, iriam juntas.
Demorou uns bons cinco minutos até a diretora entrar pela porta, junto com a loira. Aaron, Keaton, Christopher e Laila a acompanhavam, todos eles com o mesmo olhar atordoado, os gêmeos seguiram com Lia para a mesa da Grifinória, enquanto Laila ia para a da Corvinal e Chris vinha para a da Lufa-Lufa. Busquei algum tipo de explicação nos olhos claros de minha amiga, mas ela nem sequer me encarou, tomou seu lugar entre Amanda e Alexander sem falar nada, aparentemente, e passou a encarar o prato dourado.
– Milla? – a voz de Jack me despertou de meus devaneios, trazendo-me de volta para a realidade em um átimo.
– Ahm? – encarei-o sonsamente, e um sorriso sacana brotou em seu rosto.
– Estava de olho em alguém, loba solitária?
– Cala essa boca, Fletcher, se entope de comida que é melhor. – empurrei-o com a lateral do corpo, revirando os olhos.
– Se tivesse alguma comida... – respondeu, puxando levemente uma mecha do meu cabelo. – Mas, sério, o que estava observando?
– A Lia, ela parece meio abalada.
– Ah...
– A loira, dos olhos claros, Jack.
– Eu sei quem é, Julia Bejuk, apanhadora da Grifinória.
– Aham, sei, só lembra dela porque é apanhadora da Grifinória...
– Oras, ela é bonita... – respondeu, ruborizando levemente.
Gargalhei e apertei suas bochechas rosadas, fazendo com que elas ficassem em um tom ainda mais berrante de escarlate.
– É minha melhor amiga, Fletcher.
– O que está insinuando, Stroker? – semi-cerrou os olhos para mim.
– Nada... – fui interrompida pelos alunos do primeiro ano, que começaram a entrar no salão em fila, o que me fez lembrar da minha primeira vez em Hogwarts, do nervosismos, das pernas tremendo ao enfrentar o desconhecido.
Como de costume, o chapéu estava no centro do palco onde havia a mesa dos professores, em cima do banquinho de três pernas, e todo o público prendia a respiração à espera da cantoria anual. A fome estava me deixando mal humorada e com dor de cabeça, então, o momento em que o rasgo se abriu, revelando-se uma boca, e as primeiras palavras saíram foi glorioso para mim.
[...]
Bárbara Zabini foi mandada para a Sonserina, e o chapéu foi retirado do salão, dando espaço para alguns minutos de conversação entre os alunos; e Jack, como o perfeito monitor que é acabou por puxar assunto com um primeiranista que sentou ao seu lado, e como é de praxe, acabou me levando para dentro do assunto.
– Você vai gostar bastante de Hogwarts, eu vou ser o seu monitor, qualquer dúvida estarei sempre disponível para te ajudar, Cory. – explicou o moreno. – E tem algumas meninas bem bonitas.
O garotinho sorriu, encabulado, e eu não pude perder a chance de fazer a piada.
– Você que o diga, certo, Jackson? – recebi um olhar homicida que me fez cair na risada. – Ok, desculpa.
– Eu nem vou mencionar sua quedinha pelo Hunt, Camilla, porque seria bem humilhante caso alguém ouvisse.
Senti minhas bochechas esquentarem, e bati com a palma da mão na parte de trás da cabeça do meu melhor amigo, que resmungou um pouco, mas sorriu vitorioso.
– Melhor não falar nada sobre isso, se quiser continuar com a sua língua, Fletcher...
– Digo o mesmo... – rosnou, baixo. – Temos um trato?
– Temos, temos... Agora cala a boca, a professora McGonagall vai falar, e o olhar dela não está muito contente.
Jack olhou para o pódio onde a mulher fazia o discurso, e ao ver que ela nos encarava virou o corpo completamente para a frente. Assim que pareceu satisfeita com a atenção geral, a diretora pigarreou; as asas da coruja que enfeitava a parte da frente do palanque se abriram, e então começou o discurso de boas vindas.
– Boa noite a todos... Bem vindos alunos, a um novo ano em Hogwarts. Aos alunos antigos, um bom regresso, e aos novos, um bom começo. Eu sei que a viagem de trem foi desgastante, portanto vou dar alguns pequenos avisos antes de liberar o banquete.
– Já não era sem tempo. – ouviu-se o grito de James Potter da mesa da Grifinória, ao qual Amanda fez coro alegremente.
A diretora teve que esperar algum tempo para as gargalhadas cessarem, e os avisos poderem continuar sem mais interrupções.
– Obrigada, Sr. Potter, Srta. Miller, por frisarem a impaciência de vocês. É de crucial importância, que todos saibam; a floresta da propriedade é estritamente proibida para todos os alunos que estiverem desacompanhados, ou sem a autorização de algum professor. Amanhã no horário do café, serão distribuídos os horários das aulas, portanto, não se atrasem. Pontualidade é algo muito importante, e nós, aqui em Hogwarts, incentivamos isso. Para os alunos de terceiro ao sétimo ano, os dias de passeios a Hogsmead estarão fixados no quadro de avisos de suas respectivas Salas Comunais. Agora... Bom apetite a todos.
Assim que a diretora sentou, as travessas se encheram de todos os mais variados tipos de comida, e meu estômago rugiu, irritado com a demora. Coloquei em meu prato tudo aquilo que consegui alcançar, e comecei a comer com gosto, sem falar nada por longos minutos.
– Cammie, respira! – comentou Chris, me encarando.
– Fica quieto ai, pirralho... – brinquei, empurrando sua cabeça levemente para o lado, já que ele estava a uma cadeira de mim. – Aproveitando que interrompeu minha refeição, o que a Prof. McGonagall queria com vocês?
O garoto abaixou a cabeça, e passou a encarar o próprio prato, e conhecendo um pouco do Chris como eu conheço isso nunca é um bom sinal, ele com certeza não vai soltar a língua, e se ele está assim provavelmente a conversa não foi muito boa. Ergui os olhos novamente para a loira na mesa da Grifinória, e pude ver que ela e Amanda estavam em uma conversa intensa, que envolvia o Alex, e James tentava escutar de forma nada discreta. A comida se agitou de forma estranha, mas me obriguei a ficar calma e continuar comendo, afinal, saco vazio não pára em pé.
[...]
– Este ano, o nosso corpo docente sofreu algumas mudanças, então, dêem as boas vindas ao nosso novo professor de Defesa Contra As Artes das Trevas, professor Robert Williams, e a nova professora de Poções, Kathleen Edwards – aplausos educados enquanto um homem ruivo e uma mulher loira se levantavam e agradeciam a todos. – E gostaríamos de avisar que todos os alunos que forem pegos com algum artefato da loja Gemialidades Weasley, será punido e o objeto, recolhido, assim como frisbees dentados... A lista completa poderá ser vista na sala do Senhor Filch.
– Ninguém vai ver aquela merda. – comentei, em voz baixa, e Jack deu uma risada abafada. – Nem sei pra que ele se dá ao trabalho de fazer.
– Os testes de Quadribol deverão ser agendados com Madame Serena pelos próprios capitães, e todos os interessados deverão comparecer ao campo de Quadribol no dia e horário previstos; lembrando que nenhum aluno do primeiro ano pode participar dos testes. – a diretora encarou os alunos efusivamente, e em seguida deu um sorriso. – Uma boa noite a todos.
A movimentação foi a de sempre, alunos conversando, alguns gritando, e todos se espremendo ao mesmo tempo para passar pela porta. Os alunos da Corvinal e da Grifinória subiam as escadas, enquanto os da Lufa-Lufa e Sonserina desciam. No meio do pessoal, acabei me perdendo das meninas, mas com o cansaço que estava sentindo nem me importei, simplesmente tive pressa de chegar ao dormitório e me jogar na cama, o dia seguinte sempre era puxado, e eu tinha algumas informações pra colher de duas Grifinas.
Fale com o autor