The Final Plan - TINP
24 That is not possible – Tirando as dúvidas.
Notas iniciais
– E Turner – começou Daniel – É o sobrenome dele. Mason Turner é o Aprendiz do Lorde e meu pai.
Capítulo 23 – Tirando as dúvidas.
– A família Turner sempre estudou em Durmstrang. Séculos e séculos de culturas. Quando Mason tinha quatorze anos, Voldemort o procurou. Algo como uma ligação das famílias maternas. Meu avô ficou orgulhoso, afinal, ele era ligado a Artes das Trevas. Voldemort propôs um acordo para Mason. O “O Lorde das Trevas” ensinaria tudo o que ele sabia, se caso viessem a descobrir seus segredos e ele morresse, o que ele duvidava que aconteceria. Meu pai, orgulhoso de si mesmo, aceitou e Voldemort, como prometeu, ensinou tudo o que ele poderia saber. Meu pai participou da guerra que aconteceu em Hogwarts, viu você “morrendo” – indicou Harry – E assim que Voldemort foi derrotado, fugiu, como eram as ordens que ele tinha recebido. Como Voldemort não confiava inteiramente nos Malfoy, ele usava a casa do meu avô como esconderijo para as coisas que ele realmente julgava útil, um caderno cheio de feitiços e artimanhas das Trevas. E em um desses livros, Voldemort solicitava que Mason tivesse um herdeiro, para que se ele morresse, tomasse o lugar dele. Minha mãe se chamava Jasmine, era uma nascida-trouxa, muito inteligente e apaixonada por Mason. Ele decidiu escolhe-la para ter o herdeiro. Ela prontamente aceitou e apenas quando estava grávida de mim, foi descobrir os reais planos dele. Mas ela ficou ao seu lado e eu nasci. Não sei como chegou aos ouvidos dele que nasceu a fênix. A única que teria o poder de vencê-lo e se ele conseguisse mata-la poderia trazer de volta alguém do mundo dos mortos, não como quando usam a Pedra da Ressureição, realmente vivo. Então começou sua incansável busca pela fênix. Alguns anos depois ele matou minha mãe, sem hesitar, na minha frente e como ameaça ele fez o corte na minha bochecha.
– Você sabe se ele criou alguma Horcruxes?
– Não. Nós não somos aquele exemplo de pai e filho. Eu sei dessas coisas porque eu ouvi e vi os livros que Voldemort deixou. E também sei que seu exército é enorme e se houver uma guerra, estaremos por baixo.
– Obrigada, hum...?
– Daniel.
– Obrigado. Mas como você descobriu que ela era a fênix? – perguntou William.
– Na noite do Natal, eu a encontrei sentada em um banco sozinha no meio do parque. Eu fui até ela e após ser ignorado, ofereci meu casaco e quando ela afastou os cabelos pude notar a cicatriz no ombro.
– Quais são os “poderes” da fênix? – Hermione perguntou curiosa.
– Eu não “descobri” todos ainda. Ou não os usei. Eu sou ótima Legilimente e Oclumência. Consigo falar e ver pessoas que já morreram. Resisto a Maldição Imperius. Tenho facilidade até com as magias mais complicadas. Consigo usar os elementos a meu favor. Sou ofidioglota. Consigo fazer feitiços sem usar a varinha, feitiços não verbais... Enfim, acredito que é isso.
– E sobre a parte que Daniel mencionou sobre quem matar você poder trazer alguém de volta dos mortos, é verdade?
– Sim. E essa pessoa viria mais forte e mais poderosa do que já foi quando viva. Ou seja, se Turner me matar para trazer Voldemort de volta, seria um problema maior para todos nós.
– Precisamos de um plano. Urgente – anunciou Daniel – Não demorara a eles descobrirem quem é a fênix. E dessa vez, nem eu ou qualquer um de vocês irá impedir Mason de mata-la.
– O que nós devemos fazer? – Rony perguntou para Harry.
– É difícil saber, apesar da resposta ser obvia. Não sabemos quais os planos dele além de capturar a fênix e como Daniel disse o exército dele é enorme. Não quero pensar no que aconteceu da última vez que tivemos uma guerra.
– Tiveram consequências. Mas, não me chamem de insensível ou qualquer coisa do tipo, todas as pessoas que morreram para que você destruísse finalmente Voldemort, foram honradas. Haverá mortes, disso todos temos certeza, mas se Turner continuar no poder também haverá mortes, pessoas atrás de pessoas morrendo por simplesmente não quererem virar Comensais. Vocês e suas famílias irão morrer e, pode ser uma atitude egoísta da minha parte, mas eu prefiro morrer a perder o Tiago – disse Anne.
– Podemos até iniciar uma guerra, mas todos os menores não irão participar – interferiu William – Não importa se é o filho dele ou a fênix.
– Desculpe pai, mas eu não posso prometer isso. Daniel me garantiu que iria duelar e eu vou. Não há quem me impeça. Victória também me garantiu isso. Somos de menores, mas de qualquer jeito lutaremos ao lado de vocês.
– E se algo acontecer com você? – Harry perguntou – Como você acha que sua família ficaria? Como Tiago ficaria? Como nós, a Ordem da Fênix, ficaríamos? Além disso, eles estariam mais fortes. Poderão trazer Voldemort de volta, é isso que você quer?
– Não é isso que eu quero. Turner não conseguirá me matar. Eu, Daniel e Victória cuidaremos dele antes disso. Eu garanto.
– Mesmo assim não deveríamos arriscar – falou Elizabeth.
– Votem – sugeriu Daniel – São todos da Ordem, se não querem aceitar o fato dela participar da guerra acredito que deveriam levar isso em votação.
– Meu voto é não – William falou, sem olhar para a filha.
– O meu também – Elizabeth se manifestou.
– Eu voto sim – disse Gina – Quando teve a guerra em Hogwarts eu participei e acho que seria hipocrisia da minha parte votar não.
– Sim – anunciou Hermione – Acho que já foi provado que ela tem capacidade para participar disso.
– Não – Rony falou – Merlin, ela tem a idade da minha filha! Eu não deixaria.
– Eu voto sim. Como professor e quase auror, sei que ela pode muito bem nos ajudar a vencer e, conhecendo a família Carter, principalmente os filhos mais velhos da mesma, sei que ela não ficaria de fora mesmo que vocês proibissem – disse Teddy.
E cada bruxo que se encontrava naquela sala deu sua opinião, muitos votaram sim, mas a maioria disse que não, afirmando que a menina era frágil e muito nova para participar de uma guerra nas proporções que aquela poderia se tornar, por fim, restaram apenas três participantes daquela mesa que não tinham expressado sua opinião, Anne, Daniel e Harry.
– E vocês dois? – Harry falou, olhando para os jovens.
– Eu não gostaria que ela participasse, mas como o Professor Lupin disse, sei que ela não desistiria disso nem se Tiago pedisse, eu também vou fazer questão de estar lá para ver a derrota de Mason e farei de tudo para protegê-la dele. Meu voto é sim.
– Anne?
– Eu acho que quem tem que decidir se eu vou participar ou não, sou eu, mas como vocês deixaram claro, sou uma bruxa de menor e terei que expressar a opinião de vocês. Eu posso fazer uma demonstração dos meus poderes para qualquer voluntário disposto a se arriscar.
– Demonstre – Harry pediu, se levantando.
– Eu não recomendaria – disse Daniel sério.
– Por quê?
– Ela já fez isso comigo, não é uma experiência que eu poderia recomendar.
– Faça, por favor – insistiu.
Anne assentiu e se pôs de pé. Em frente a Harry e o encarou por apenas alguns segundos antes do mesmo cair de joelhos no chão, soltando alguns gemidos de dor e colocando a mãos na cabeça. A garota não se mexia, apenas encarou o auror por alguns segundos antes de fazer a dor cessar.
– Maldição Cruciatos não verbal e sem varinha – Hermione exclamou admirada, enquanto Rony ajudava Harry a se levantar.
– Às vezes, quando estou em risco, eu faço mesmo inconsciente. Como quando aconteceu com Daniel.
– Como Gina disse seria hipocrisia da minha parte votar não, uma vez que eu enfrentei Voldemort várias vezes antes de me tornar maior. Sinto muito se vocês ficarem bravos por estar fazendo isso – falou olhando para William e Elizabeth – Mas eu voto sim, acho que Anne deveria participar diretamente da batalha.
Mesmo uma boa parte dos membros da Ordem não concordando com a escolha de Harry, eles não falaram nada. O Potter deu por encerrada a reunião da noite e Anne correu para o segundo andar, onde sabia que ficava o quarto de Tiago.
Bateu na porta umas duas vezes e ouviu um “entre”. Abriu a porta hesitante, encontrando o namorado deitado na cama com uma folha de pergaminho na frente do rosto. Fechou a porta atrás de si e com o barulho que teve, Tiago tirou o papel da frente do rosto e arregalou os olhos ao ver a garota ali, segundos depois se levantou da cama correndo e a abraçando.
– Meu amor – sussurrou inspirando profundamente – Senti tanto a sua falta. Eu te amo muito.
Notas finais
Bom, me façam feliz e comentem e recomendem.
Beijos ♥
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